UM NOVO CICLO DE PAZ E PROSPERIDADE
PARA O ESPÍRITO SANTO
UMA MESMA DIREÇÃO. QUATRO DIMENSÕES DE UM NOVO TEMPO.
Espírito Santo das Pessoas • é tempo de cuidar.
Espírito Santo Competitivo • é tempo de prosperar.
Espírito Santo Sustentável • é tempo de cuidar do presente e do futuro.
Espírito Santo que entrega • é tempo de entregar resultados.
Índice
Um novo ciclo, um novo tempo. 9
Paz e prosperidade para todos os capixabas. 9
A PAZ GANHA FORMA NAS ENTREGAS DESTE PROGRAMA. 10
PAZ, TRABALHA E CONFIA
É TEMPO DE PAZ
É tempo de paz traduz o projeto apresentado nestas páginas para a vida das pessoas. Paz é viver com segurança, ter acesso a cuidado, aprender, trabalhar, encontrar oportunidades e sentir que o desenvolvimento chega ao cotidiano de cada família e de cada região do Espírito Santo.
Este documento apresenta nossas ideias para a construção de um estado próspero e justo. Uma construção que será feita a muitas mãos, com as pessoas e para as pessoas. É por acreditar que o diálogo é fundamental para esta construção coletiva, sobretudo o diálogo estabelecido diretamente com aqueles que mais precisam da ação do estado, que submetemos este programa de governo ao debate público.
Ao povo do Espírito Santo digo que meu compromisso fundamental é trabalhar diuturnamente para devolver aos capixabas o direito de sonhar. Sonhar com um futuro sem medo; sonhar com um futuro próspero para nossos filhos; sonhar com igualdade de oportunidades para todos;
independentemente de cor, gênero ou religião, idade, origem ou ideais, que cada um possa sonhar com uma vida mais saudável, feliz e próspera.
Quero destacar a urgência que o tempo em que vivemos nos
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impõe. Para a maioria dos capixabas, o que alguns espalham como progresso, ainda não chegou nas suas casas, nas suas vidas. Ao contrário, enquanto para uns poucos tudo vai muito bem, para a maioria silenciosa, que trabalha de sol a sol, que acorda antes do raiar do dia, para preparar a casa, embarcar no Transcol e chegar a tempo no trabalho, e na volta, já ao escurecer, enfrenta tribulações e cansaço, os benefícios deste dito progresso não chegam.
O trabalho é árduo, os salários são baixos, a esperança é curta. É para esta gente valorosa e trabalhadora, que cada um a seu modo, enfrenta os desafios da vida, que vamos dedicar o melhor de nossos esforços, com a razão e, principalmente, com o coração.
Não podemos esperar o distante amanhã. O futuro começa hoje, e começa agora. Não basta que apenas alguns se beneficiem do progresso. Das margens do Itabapoana ao belo Riacho Doce, das planícies do Norte às encostas das montanhas capixabas, das alturas do Caparaó ao agito da metrópole, é preciso que os benefícios do progresso cheguem a todos.
E, por isso, convido todos os capixabas para se juntarem nesta caminhada e fazermos do Espírito Santo um lugar melhor para se viver e ser feliz.
Bora Espírito Santo!!! Viva o Brasil!!!
Lorenzo Pazolini
PAZ, TRABALHA E CONFIA8
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UM NOVO CICLO, UM NOVO
TEMPO.
PAZ E PROSPERIDADE PARA TODOS OS CAPIXABAS.
Introdução
O compromisso que abre este documento ganha aqui a forma de um plano de ação.
Este Programa de Governo organiza, em bases concretas, o caminho para transformar a vontade de servir o povo capixaba em resultados que se sintam no cotidiano de cada família, em cada região do Espírito Santo.
Um governo se mede pela coerência entre o que promete e o que executa. Por isso, este programa parte da convicção de que crescimento econômico, inclusão social, cuidado ambiental e eficiência do Estado não são objetivos concorrentes, mas dimensões de um mesmo projeto de desenvolvimento, interdependentes e igualmente necessárias.
O Espírito Santo tem vocação, talento e recursos naturais que ainda não se traduziram plenamente em qualidade de vida para sua gente. Tem também uma capacidade histórica de superação e reinvenção. Cabe ao poder público organizar essa energia coletiva, com competência técnica e compromisso ético, para que cada investimento, cada política pública e cada parceria com os municípios produzam avanços reais e duradouros.
É esse o fio condutor das páginas seguintes. Um Estado que cuida das pessoas, que compete e gera empregos de qualidade, que se desenvolve em equilíbrio com suas riquezas naturais, e que entrega, com honestidade e eficiência, aquilo que promete.
Quatro dimensões de uma só direção, construída para durar além de um mandato e pertencer, de fato, a todo capixaba.
PAZ, TRABALHA E CONFIA
A PAZ GANHA FORMA
NAS ENTREGAS DESTE
PROGRAMA.
Cuidar das pessoas. Criar oportunidades. Desenvolver com responsabilidade. Fazer o governo funcionar. Em cada uma dessas dimensões, paz deixa de ser apenas uma palavra e passa a representar aquilo que o cidadão deve sentir na prática, no cotidiano e em todas as regiões do Espírito Santo.
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I - Espírito Santo das Pessoas
É TEMPO DE CUIDAR
Paz começa pelas pessoas. Ela se sente na segurança da família, na escola que abre caminhos, na saúde que cuida, na proteção de quem mais precisa e nas oportunidades de viver com mais qualidade. Cuidar das pessoas é colocar o cidadão no centro das decisões e fazer as políticas públicas chegarem à vida real.
Melhorar a qualidade de vida dos moradores do Espírito Santo é um dos objetivos centrais de nosso programa de governo. E não há nada que afete mais a qualidade de nossas vidas do que a insegurança. A começar pela insegurança física e patrimonial, mas não só. A insegurança alimentar, quando uma pessoa acorda de manhã sem saber se terá comida suficiente para si ou para seus filhos é uma dor que atravessa a alma. O exemplo de Vitória, com o Banco de Alimentos, o Cartão Vix+ Cidadania e o Restaurante Popular, mostra que podemos fazer mais pelas famílias vulneráveis, especialmente na primeira- infância, na juventude e pelos idosos.
A segurança pública é uma prioridade inquestionável. Em Vitória, fortalecendo a guarda e utilizando com inteligência a tecnologia, combatemos a criminalidade violenta e reduzimos o feminicídio, tornando nossas políticas públicas exemplo para o Brasil. No
Governo do Estado, com a integração de nossas forças policiais, faremos muito mais.
Mas segurança não se faz apenas com policiamento. Uma das estratégias mais eficazes para garantir a segurança pública de forma sustentável é o investimento em educação.
Em especial, em educação pública de qualidade em tempo integral.
Por fim, qualidade de vida é saúde, é vida saudável e feliz. Da mesma forma que em
Vitória acabamos com as filas de exames e consultas especializadas, transformando a
PAZ, TRABALHA E CONFIA
cidade naquela com melhor acesso à saúde do país, assim faremos em todo o estado, apoiando, intensamente, os municípios capixabas. Vida saudável também é esporte e lazer. E foi por pensar assim que Vitória se tornou a capital em que mais se pratica esportes no Brasil. Uma experiência que queremos levar para cada um dos 78 municípios do estado.
A integração entre os pilares de Segurança, Saúde, Educação, Esporte, Lazer, Cultura e Assistência será a tônica para elevar a qualidade de vida em todo o Espírito Santo, para todos os capixabas. Colocar o cidadão no centro da gestão pública é unir o uso responsável dos recursos públicos com a empatia e sensibilidade aos problemas reais das pessoas.
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1.1 Educação
É TEMPO DE EDUCAR
Paz é olhar para os filhos e enxergar futuro. Educação de qualidade amplia oportunidades, protege trajetórias e prepara crianças e jovens para construir seus próprios caminhos.
Neste plano, a paz também se constrói dentro da escola, com aprendizagem, acolhimento, segurança e perspectiva de futuro.
Desafios
A educação capixaba enfrenta hoje um desafio estrutural, já que apenas 8% dos estudantes do Ensino Médio atingem aprendizado adequado em Língua Portuguesa e Matemática, com déficit ainda mais crítico nesta última disciplina. Esse quadro se agrava diante da desigualdade racial, que apresenta um hiato de 8,9 pontos percentuais entre estudantes pretos, pardos e indígenas e seus pares brancos e amarelos, e da desigualdade territorial, considerando que a taxa de conclusão do Ensino Médio no Estado (70%) permanece
10 pontos percentuais abaixo da média do Sudeste (80%). No IDEB do Ensino Médio, o
Espírito Santo, que já foi o primeiro entre os estados brasileiros, retrocedeu para terceiro.
A esses gargalos somam-se a perda de atratividade da carreira docente entre os jovens e o crescimento dos desafios de saúde mental e violência no ambiente escolar.
Embora os municípios tenham atuação prioritária na Educação Infantil e no Ensino
Fundamental, o Estado tem papel estratégico na construção de uma política educacional articulada em todo o território capixaba. Por isso, fortaleceremos o regime de colaboração entre Estado e municípios, respeitando a autonomia dos sistemas de ensino e oferecendo apoio técnico, pedagógico e financeiro, especialmente aos territórios que mais necessitam.
Sabemos que não há Ensino Médio de qualidade sem uma base sólida construída desde a
PAZ, TRABALHA E CONFIA
primeira infância e os anos iniciais do Ensino Fundamental. Ainda hoje, no Espírito Santo,
23% das crianças chegam ao final do 2º ano sem estarem alfabetizadas. Por isso, vamos ser parceiros dos municípios, oferecendo apoio técnico, pedagógico e financeiro para garantir a alfabetização e a aprendizagem com qualidade até o final do 2º ano, fortalecer as aprendizagens em Língua Portuguesa e Matemática, ampliar o acesso à creche para as famílias que mais precisam e apoiar a recomposição das aprendizagens ao longo do
Ensino Fundamental.
A educação especial receberá atenção prioritária na nossa gestão. A política deverá combinar equidade e altas expectativas de aprendizagem, reconhecendo que estudantes diferentes podem necessitar de apoios diferentes para que todos tenham assegurado o direito de aprender, desenvolver autonomia e participar plenamente da vida escolar.
Faremos isso com uma gestão orientada por evidências, com monitoramento da aprendizagem, da permanência e das desigualdades educacionais e prestação de contas à sociedade, porque cada real investido em educação deve se traduzir em resultado concreto na vida das crianças e dos adolescentes e jovens capixabas e na confiança das famílias.
Diretrizes Estratégicas
Para transformar o Espírito Santo em referência nacional em aprendizagem com equidade assegurando que toda criança tenha seu direito à aprendizagem garantido desde a primeira infância, todo jovem conclua a trajetória escolar com projeto de vida e toda escola seja um espaço seguro e acolhedor estabelecem-se as seguintes diretrizes:
• Alfabetização e Aprendizagem com Qualidade e Ampliação do Atendimento à Primeira Infância: Faremos da alfabetização uma prioridade permanente da política educacional estadual, em colaboração com os municípios, fortalecendo o regime de colaboração para garantir a alfabetização e a aprendizagem com qualidade até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, envolvendo suporte ao professor (avaliação da aprendizagem, materiais, jogos pedagógicos e formação continuada) e às equipes gestoras para a aprendizagem; apoio técnico-financeiro e formação de alfabetizadores para os municípios; apoio aos municípios para ampliação da oferta de creche e pré-escola com foco nas famílias mais vulneráveis.
• Ensino Fundamental com Aprendizagem e Fortalecimento dos Anos Finais:
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Fortalecer a aprendizagem ao longo de todo o Ensino Fundamental, com ações de recomposição das aprendizagens, metodologias pedagógicas adequadas às necessidades dos estudantes e uso de plataformas tecnológicas como ferramentas de apoio ao professor para personalizar o ensino; fortalecer os anos finais do Ensino Fundamental, com estratégias específicas para essa etapa, acompanhamento das aprendizagens, apoio às transições e ações de prevenção do abandono escolar.
• Ensino Médio com Aprendizagem, Equidade e Projeto de Futuro: Garantir que os jovens concluam o Ensino Médio com aprendizagem adequada, consolidando a implementação do “Novo Ensino Médio”; ampliar escolas com educação integral em tempo integral, com qualidade e intencionalidade pedagógica, priorizando territórios vulneráveis; fortalecer as ações de construção do
Projeto de Vida e orientação profissional, com apoio de ferramentas digitais, feiras de profissões e mentorias, com a mediação do professor, ampliando as possibilidades de continuidade dos estudos e de inserção qualificada no mundo do trabalho. Fortalecer a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando acesso, permanência e conclusão da Educação Básica, com busca ativa, organização pedagógica adequada e articulação com a educação profissional e o mundo do trabalho.
• Educação Especial, Inclusão e Aprendizagem para Todos: Fortalecer a política estadual de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, assegurando acesso, permanência, participação e aprendizagem dos estudantes público da
Educação Especial, incluindo estudantes com altas habilidades ou superdotação e assegurando a oferta de educação bilíngue para estudantes surdos, com atenção às necessidades específicas de cada estudante. Ampliar e qualificar o Atendimento
Educacional Especializado (AEE), com profissionais capacitados, recursos de acessibilidade, tecnologias assistivas e materiais pedagógicos adequados;
instituir estratégias de acompanhamento individualizado, articuladas ao trabalho realizado na sala de aula comum, com avaliação contínua das aprendizagens e definição dos apoios necessários; fortalecer a formação dos professores e das equipes gestoras para práticas pedagógicas inclusivas e para a diversificação das estratégias de ensino; garantir apoio técnico às redes municipais, especialmente aos municípios com menor capacidade de atendimento especializado; ampliar a
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articulação intersetorial entre Educação, Saúde e Assistência Social e fortalecer a participação das famílias na construção dos percursos educacionais.
• Educação Profissional e Ciências para o futuro: Integrar ensino médio, tecnologia e formação técnica às vocações econômicas regionais, com trilhas de formação como Programação, Energias Renováveis e Agrotech, ampliando a capacidade de adaptação às transformações do mundo do trabalho e aos desafios das mudanças climáticas. Fortalecer parcerias com instituições de ensino superior, institutos de pesquisa e setor produtivo para o desenvolvimento de pesquisas e projetos envolvendo estudantes da rede estadual, com fornecimento de bolsas de estudo para estimular o engajamento e a iniciação científica.
• Escola Segura, Acolhedora e Protetora: Implantar o sistema estadual de prevenção e acompanhamento das violências; fortalecer a rede de proteção ao estudante, com ações de promoção da convivência, prevenção das violências, proteção e identificação de vulnerabilidades e prevenção do abandono escolar, usando análise de dados para apoiar as equipes de gestão e tutoria em uma abordagem humanizada e precoce; estabelecer protocolo específico de avaliação e manejo de ameaças, com canal de notificação e equipe profissional especializada.
• Valorização Docente e Gestão Escolar: Tornar a carreira docente mais atrativa, valorizando os profissionais da educação por meio da melhoria das condições de trabalho, remuneração, carreira, reconhecimento e desenvolvimento profissional.
Fortalecer a formação continuada vinculada às necessidades reais das crianças e dos estudantes e às práticas das escolas, ampliar as condições de planejamento e colaboração entre os profissionais e implementar ações de promoção da saúde mental e do bem-estar. Fortalecer a liderança pedagógica das equipes gestoras, com critérios técnicos de seleção, formação, acompanhamento e apoio contínuo aos diretores, orientando a gestão para a aprendizagem, a equidade e a melhoria das escolas.
• Gestão, Monitoramento e equidade: Plano de inclusão digital para universalizar o acesso à internet de alta velocidade e capacitar alunos e professores para o uso pedagógico das ferramentas; instituir painel público de indicadores de aprendizagem, permanência e equidade, com acompanhamento sistemático dos
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resultados e apoio técnico às redes e escolas para orientar a tomada de decisão e a correção de rotas; implementar políticas focalizadas nos territórios e grupos que apresentem maiores desigualdades educacionais.
• Modernização da Infraestrutura Escolar: Instituir programa permanente de modernização da infraestrutura física das escolas estaduais, com climatização e conforto térmico, melhoria de banheiros, cozinhas e refeitórios, acessibilidade, laboratórios, quadras, iluminação, conectividade e manutenção contínua, priorizando unidades e territórios com maiores déficits estruturais.
• Inclusão de mais uma refeição na merenda escolar: ampliar a alimentação escolar com a oferta de mais uma refeição aos estudantes da rede estadual, seguindo a experiência já realizada em Vitória. Uma alimentação adequada ajuda o aluno a permanecer bem durante a jornada escolar, favorecendo a concentração, o aprendizado e o aproveitamento das aulas.
Fontes de Referência: INEP/MEC (IDEB 2023 e Saeb 2023); MEC/CNCA (ICA 2025); Todos Pela Educação. Panorama de Dados
Educacionais ES (2026); IBGE/PNAD-C (2025); Censo Escolar (2025); SEDU-ES (dados de Tempo Integral, 2025).
PAZ, TRABALHA E CONFIA
1.2 Segurança Pública
É TEMPO DE PROTEGER
Paz é viver sem medo. É poder trabalhar, circular, cuidar da família e proteger o patrimônio com a confiança de que o Estado atua com inteligência, integração e capacidade de resposta. Segurança é uma das formas mais diretas de fazer a paz chegar ao cotidiano das pessoas.
Desafios
A despeito da retração no volume absoluto de homicídios obtido pelas forças policiais capixaba, tendência observada desde 2010, o estado enfrenta uma perda de competividade nacional no pilar de Segurança Pública do ranking do Centro de Lideranças Públicas (CLP), onde passou a ocupar a 23ª posição, sendo considerado um dos estados mais violentos do Brasil.
Na comparação nacional, a taxa de mortes violentas permanece acima da média (Brasil,
20,8; Espírito Santo, 23,9) e a Taxa de esclarecimento de Homicídios chega a 58%. No
Sistema Prisional, o déficit é de 6.141 vagas (com mais de 25 mil presos para 19 mil vagas)
e mais de 8 mil presos aguardam julgamento (33% do total).
E os problemas não se restringem às grandes cidades. No interior, a criminalidade tem sido uma preocupação seja na área urbana, seja para quem vive e trabalha no campo.
Este cenário revela que a atual gestão governamental falhou em estruturar respostas rápidas contra crimes patrimoniais, furtos e crimes virtuais de alta escala. Atuando de forma integrada, aplicaremos a capacidade analítica e de investigação das nossas forças policiais para combater a corrupção, fraudes fiscais e roubos ao patrimônio privado.
Nosso propósito é trabalhar com uma agenda moderna de Segurança Pública, que avance da repressão qualificada para uma segurança preditiva e integrada. Isto significa trabalhar com inteligência policial, câmeras, análise territorial, policiamento baseados em evidências, prevenção juvenil, combate ao crime organizado e integração com educação, assistência social e urbanismo. É hora de unir forças, integrar instituições e trabalhar com inteligência para construir um estado com mais justiça e paz para todos.
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Diretrizes Estratégicas
Para reverter o atual diagnóstico e guiar as ações governamentais no horizonte deste programa de governo, temos como princípios fundamentais o respeito à vida humana, ao patrimônio público e à propriedade privada, desdobrando-os nas seguintes diretrizes de trabalho:
• Plano de Modernização e Reengenharia Prisional: Promover a expansão de infraestruturas prisionais modernas, que garantam a ampliação de programas de ressocialização, educação e trabalho para os presos condenados, visando quebrar o ciclo de reincidência; modernizar o sistema socioeducativo;
• Assistência às Vítimas de Violência: Instituir política estadual de atendimento integrado às vítimas e familiares de vítimas de crimes violentos, corrigindo o desequilíbrio onde o Estado hoje foca apenas no autor do delito.
• Reestruturação Administrativa e Valorização Policial: Modernizar a estrutura administrativa, priorizando a atuação policial em atividades finalísticas, valorizar o profissional de segurança pública e criar um programa de saúde mental dos servidores das forças policiais.
• Estruturação do Combate ao Crime Organizado e Corrupção: Estruturar as unidades de combate ao crime organizado, à corrupção e lavagem de dinheiro, dotando-as de capacitação e ferramentas tecnológicas avançadas; Instituir
Forças-tarefa multi-institucionais.
• Implantar o Sistema Estadual de Videomonitoramento: expandir a rede atual de câmeras públicas e integrar câmeras privadas, com operação apoiada por inteligência artificial e capacidade de realizar reconhecimento de criminosos e veículos suspeitos em tempo real; integrar ao sistema o monitoramento de tornozeleiras eletrônicas, botões de pânico e outros dispositivos de segurança, permitindo a atuação antecipada e preventiva das forças policiais.
• Modernização e Fortalecimento da Investigação Criminal: Elevar a taxa de esclarecimento de homicídios, mediante investimentos em inteligência policial, perícia técnica forense e fortalecimento das Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPPs).
PAZ, TRABALHA E CONFIA
• Articulação com o Judiciário e Celeridade Processual: Pactuar junto ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública a otimização das audiências de custódia e a aceleração dos julgamentos dos presos provisórios, reduzindo o percentual de encarceramento preventivo.
• Gestão de Ocorrências baseada em evidências: Utilizar ferramentas de geoprocessamento e inteligência analítica para orientar o patrulhamento ostensivo nas manchas criminais de maior vulnerabilidade e responder rapidamente às ocorrências nas cidades e no campo.
• Segurança Rural: Estruturar política estadual de segurança rural, com patrulhamento orientado por inteligência, uso de tecnologia, integração com produtores e entidades locais e resposta qualificada a furtos e roubos de máquinas, equipamentos, animais e produção agrícola, fortalecendo a presença das forças de segurança no campo.
• Criar Força-Tarefa para diagnóstico, combate e prevenção aos crimes eletrônicos: Mapear os crimes eletrônicos que vitimizam, sobretudo, a população vulnerável, como idosos e adolescentes; dotar as forças policiais de ferramentas e tecnologias capazes de identificar e coibir práticas delituosas por este meio;
Estruturação do Centro de Combate aos Crimes Virtuais; realizar operações visando identificação, busca e captura dos elementos criminosos.
• Enfrentamento ao Feminicídio: Agenda integrada de preservação da vida e combate à violência contra a mulher; apoiar a expansão do modelo “Casa Rosa”, já implantado em Vitória, para os municípios polo e de grande porte.
Fontes de Referência: Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Anuário 2025) | Instituto Sou da Paz (2023) | Ranking de
Competitividade dos Estados (CLP, 2025).
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1.3 Saúde
É TEMPO DE CUIDAR DA
SAÚDE
Paz é saber que o cuidado está presente quando a saúde pede atenção. Significa reduzir esperas, aproximar serviços das pessoas, cuidar da saúde física e emocional e fazer a rede funcionar de forma mais humana, regionalizada, moderna e eficiente.
Desafios
O sistema de saúde do Espírito Santo enfrenta pressões estruturais agravadas por tendências demográficas e epidemiológicas. O envelhecimento populacional e o crescimento das doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) impõem demanda crescente por atendimento contínuo e reabilitação.
A mortalidade evitável, especialmente materno-infantil e por causas cardiovasculares, ainda persiste em níveis acima do desejável, exigindo fortalecimento da prevenção e do rastreamento precoce.
As filas por consultas especializadas, exames, procedimentos e cirurgias eletivas permanecem como o principal gargalo percebido pela população, com regulação fragmentada e ausência de transparência pública. A rede hospitalar apresenta equipamentos obsoletos e leitos insuficientes em regiões estratégicas, enquanto a concentração de serviços de alta complexidade na Grande Vitória aprofunda as desigualdades regionais. As regiões Norte, Sul e Central do estado carecem de centros de diagnóstico (tomografia, ressonância) e ambulatórios especializados.
A saúde mental emerge como crise silenciosa. A cobertura insuficiente da Rede de
Atenção Psicossocial (CAPS) e a ausência de equipes de saúde mental na Atenção
Primária convivem com o crescimento de suicídios e sofrimento emocional entre jovens e trabalhadores. A integração entre saúde, educação e assistência social é incipiente, com escolas sem suporte multiprofissional para bullying, violência e gravidez precoce.
Populações vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua e com deficiência, enfrentam barreiras de acesso e acolhimento, refletindo iniquidades históricas. A governança do
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SUS sofre com regionalização frágil, cofinanciamento estadual pouco induzido por resultados e baixa digitalização (prontuário eletrônico não integrado, regulação manual), comprometendo a eficiência e o monitoramento.
Diretrizes Estratégicas
Para construir um SUS moderno, regionalizado, humano, digital e eficiente, estabelecem- se as seguintes diretrizes:
• Redução de Filas de espera para consultas e exames e Regulação Inteligente:
Implantar Central Estadual Integrada de Regulação com painel público de transparência e regulação digital em tempo real; ampliar oferta de exames, procedimentos, consultas e cirurgias eletivas com mutirões regionais e teleconsultas especializadas; instituir credenciamento permanente para consultas e exames.
• Redução da Mortalidade Evitável: Fortalecer a Rede Materno-Infantil com pré-natal qualificado; instituir programa estadual de prevenção cardiovascular e rastreamento ampliado de câncer (mama, colo de útero, próstata); ampliar cobertura vacinal e monitorar óbitos evitáveis.
• Equidade e Inclusão em Saúde: Ampliar acesso em regiões vulneráveis com políticas específicas para populações vulneráveis, garantindo acolhimento humanizado e serviços adaptados.
• Rede Capixaba de Atenção ao Autismo, Neurodiversidade e Famílias
Atípicas: Estruturar rede regional multiprofissional para diagnóstico precoce, acompanhamento e terapias de pessoas com TEA e deficiência intelectual, integrada à saúde, educação e assistência social; qualificar profissionais;
fortalecer a inclusão escolar; oferecer orientação e apoio às famílias e cuidadores;
e organizar a transição para a vida adulta, a qualificação e a inclusão no trabalho.
• Saúde Mental e Cuidado Emocional: Ampliar a Rede de Atenção Psicossocial com CAPS em 100% dos municípios-polo e equipes de saúde mental na Atenção
Primária; instituir programa estadual de prevenção ao suicídio, saúde mental nas escolas, telepsicologia e cuidado emocional do trabalhador; aprimorar a política estadual de prevenção e cuidado em álcool, drogas e dependência
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química visando maior efetividade no acolhimento, tratamento e recuperação dos pacientes.
• Consultório nas Escolas: Implantar equipes multiprofissionais itinerantes (psicólogos, assistentes sociais, dentistas) nas escolas estaduais para atendimento psicológico e social, combate ao bullying e violência, prevenção da gravidez precoce, saúde bucal e atualização vacinal, integrando saúde, educação e assistência social.
• Modernização Hospitalar e Tecnológica: Instituir programa estadual de renovação de equipamentos, ampliação de leitos estratégicos (UTI, cuidados paliativos) e implantação do prontuário eletrônico integrado em toda a rede;
promover hospitais inteligentes e digitais; Concluir a obra do Hospital Geral de
Cariacica; Concluir as obras do Complexo de Saúde Norte, em São Mateus; Iniciar a construção do novo Hospital Infantil Estadual.
• Assistência Farmacêutica e Acesso a Medicamentos: Ampliar a disponibilidade e facilitar o acesso aos medicamentos, com gestão de estoques em tempo real e transparência sobre disponibilidade.
• Enfrentamento às Doenças Crônicas e Envelhecimento: Estruturar linha estadual de cuidado para hipertensão e diabetes com centros regionais; criar programa de envelhecimento saudável com ampliação da reabilitação e promoção de alimentação saudável e atividade física.
• Regionalização, Desconcentração Tecnológica e Redução de Desigualdades:
Fortalecer as regiões de saúde (Norte, Central, Sul e Metropolitana) com planejamento integrado e CIR atuantes; descentralizar serviços especializados e diagnósticos (tomografia, ressonância, ultrassonografia) com centros regionais, telelaudos e laboratórios modernos; reorganizar fluxos para reduzir a concentração na capital.
• Cofinanciamento Estadual Baseado em Resultados: Instituir cofinanciamento estadual para Atenção Primária e ambulatórios regionais, inclusive para a saúde bucal, com incentivos para regiões de maior vulnerabilidade e financiamento atrelado a desempenho e cumprimento de metas.
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Fontes de Referência: Plano Estadual de Saúde (vigente); dados do SUS/ES (SIA, SIH, sistemas de regulação); IBGE (projeções populacionais e envelhecimento); DATASUS (indicadores de mortalidade e cobertura); diretrizes do Ministério da Saúde para
RAPS, equidade e regionalização.
1.4 Assistência Social e Cidadania
É TEMPO DE ACOLHER
Paz é viver com dignidade e ter apoio para atravessar os momentos de maior vulnerabilidade. É garantir proteção, cuidado e caminhos para a autonomia, colocando as políticas sociais a serviço de quem mais precisa da presença do Estado.
Desafios
O Espírito Santo combina avanços relativos com vulnerabilidades estruturais expressivas.
Na segurança alimentar, 13,5% dos domicílios enfrentam insegurança (3,5% moderada/ grave), com contingente ainda significativo. A taxa de pobreza, segundo dados da PNAD (2024), alcança 19,2% da população, sendo a maior entre os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No cuidado à pessoa, 111 mil idosos vivem sozinhos e 2.200 estão institucionalizados em abrigos e casas de repouso, evidenciando a urgência de políticas de suporte domiciliar e comunitário. A população em situação de rua soma 6.927 pessoas (MPES), sem respostas contínuas e em escala. A violência contra a mulher persiste, exigindo integração efetiva entre segurança, justiça, saúde e assistência. Transversalmente, a governança é fragmentada. Dados são fragmentados, a coordenação intersetorial é frágil e o monitoramento de resultados é reativo, comprometendo a efetividade das políticas.
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Diretrizes Estratégicas
Para consolidar um modelo de desenvolvimento social integrado, com o objetivo central de reduzir a pobreza e a extrema pobreza, orientado por dados e focalizado nas populações mais vulneráveis, estabelecem-se as seguintes diretrizes:
• Segurança Alimentar e Agricultura Familiar: Identificar famílias vulneráveis com
Sistema de Triagem de Risco de Insegurança Alimentar (TRIA-SUAS); estruturar rede de Bancos de Alimentos e Cozinhas Solidárias; ampliar compras diretas da agricultura familiar; apoiar a criação de Restaurante Popular nos Municípios.
• Política Integrada de Cuidados, com foco nos idosos, pessoas com deficiência e primeira-infância: Implementar modelo centrado na pessoa articulando assistência social e saúde; expandir cuidado domiciliar e teleassistência;
adaptar moradias para autonomia; estruturar linhas de cuidado para pessoas com deficiência (tecnologia assistiva, inclusão produtiva e apoio a cuidadores);
Implantação do Programa Vila do Idoso, uma forma de garantir que o idoso mantenha sua independência e privacidade, mas em um ambiente protegido, adaptado e com suporte especializado.
• Proteção Integral de Crianças e Adolescentes: Estruturar agenda intersetorial de prevenção, identificação e atendimento a situações de violência sexual, abuso dentro de casa, exploração, desaparecimento, aliciamento digital, cyberbullying, automutilação e riscos no ambiente online, integrando escola, saúde, assistência social, Conselhos Tutelares e segurança pública.
• Enfrentamento à Violência contra a Mulher: Reforçar rede intersetorial de atendimento (saúde, segurança e justiça); ampliar casas-abrigo e moradia segura; promover a oferta de cuidado infantil para viabilizar inserção produtiva;
consolidar campanhas educativas com base no Observatório de Dados.
• Autonomia e Oportunidades para as Mulheres: Ampliar a política para mulheres para além do enfrentamento à violência, integrando qualificação profissional, emprego, empreendedorismo, acesso a crédito e ações de saúde da mulher ao longo de todas as fases da vida, fortalecendo autonomia e independência.
• Inclusão Produtiva (programa CRESCER): ações sequenciais e harmônicas para
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proteger, desenvolver e incluir as pessoas, via empreendedorismo e mercado de trabalho, visando a conquista da autonomia e emancipação social;
• Redução da População em Situação de Rua: Implementar Moradia Primeiro com acompanhamento intensivo; ampliar documentação civil, atenção à saúde mental, qualificação profissional flexível para inclusão no mundo do trabalho e locação social/aluguel social; apoio técnico e instrumental aos municípios com integração setorial e federativa.
• Governança, Dados e Monitoramento: Instituir Comitê Intersetorial permanente;
implantar sistemas interoperáveis entre cadastros; desenvolver painéis de indicadores com alertas de risco; ampliar pagamentos digitais e tecnologias de gestão; monitorar continuamente pobreza, renda, permanência escolar, acesso à saúde e isolamento de idosos.
• Carteira de Identidade: Garantir o acesso a vagas de atendimento e emissão rápida de carteira de identidade para a população;
Fontes de Referência: IBGE/PNAD – IJSN (segurança alimentar); MPES (população em situação de rua); dados institucionais da Secretaria de Mulheres e Observatório de Dados; Censo SUAS e registros setoriais.
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1.5 Esporte e Lazer
É TEMPO DE VIVER MELHOR
Paz também é saúde, convivência, inclusão e qualidade de vida. O esporte e o lazer criam oportunidades, revelam talentos e ajudam a construir comunidades mais ativas, integradas e saudáveis em todas as regiões do Espírito Santo.
Desafios
Para consolidar o esporte e o lazer como vetores estratégicos de saúde, inclusão social e formação de talentos no Espírito Santo, o Estado precisa superar o atual cenário de dependência excessiva dos recursos orçamentários públicos e baixa atração de patrocínio privado. A chave para destravar esse potencial reside no fortalecimento institucional e na modernização da Lei de Incentivo ao Esporte Capixaba (LIEC), substituindo critérios subjetivos por mecanismos transparentes e objetivos que deem segurança jurídica ao investidor e ampliem o financiamento do setor.
No campo territorial, a democratização do acesso exige o enfrentamento da histórica assimetria na distribuição de infraestrutura, hoje concentrada na Região Metropolitana da
Grande Vitória. É imperioso investir na modernização e ampliação de espaços esportivos no interior, criando condições adequadas para a retenção de talentos locais e garantindo que os 78 municípios disponham de equipamentos esportivos de qualidade.
A transformação da política estadual de esportes depende de superar a centralização administrativa por meio de uma governança verdadeiramente integrada. A articulação contínua entre o governo estadual, a rede escolar, as federações, os clubes e as comunidades permitirá alinhar o esporte educacional e comunitário ao alto rendimento, garantindo que a prática esportiva cumpra seu papel transformador na vida dos capixabas.
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Diretrizes Estratégicas
Para universalizar o acesso ao esporte, descentralizar políticas, promover inclusão social e fortalecer a gestão em todas as regiões, estabelecem-se as seguintes diretrizes:
• Universalização do Acesso e Redução de Desigualdades: Garantir oferta de prática esportiva em 100% dos municípios capixabas, ampliando o número de modalidades ofertadas (atualmente 25) e priorizando regiões com menor infraestrutura.
• Expansão e Modernização da Infraestrutura Esportiva: Investir na construção e reforma de equipamentos públicos, com prioridade para regiões com déficit de espaços. Assegurar manutenção contínua e acessibilidade universal.
• Descentralização da Gestão e Fortalecimento Municipal: Descentralizar recursos, programas e eventos, fortalecendo prefeituras por meio de cooperação técnica e financeira. Instituir polos regionais de desenvolvimento esportivo (Norte, Sul,
Oeste e Metropolitano) para coordenar ações e reduzir a centralização na Grande
Vitória.
• Fomento ao Talento e Integração das Políticas: Implementar sistema estadual de identificação e acompanhamento de talentos em todas as regiões, integrando esporte educacional, de participação e de rendimento em uma política única.
• Praça Inclusiva: Criar programa de apoio aos municípios para implantação de praças e espaços públicos, baseados em desenho universal, estabelecendo requisitos técnicos e financiamento por edital ou transferência.
• Diversificação de Fontes de Financiamento: Estimular parcerias com iniciativa privada, universidades e OSCIPs, ampliando a utilização da LIEC com critérios objetivos e transparentes.
Fontes de Referência: Sesport (dados de programas e modalidades); TCE-ES e IJSN (investimento em infraestrutura); Lei de Incentivo ao Esporte Capixaba (LIEC). Última atualização: maio/2026.
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II - Espírito Santo Competitivo
É TEMPO DE PROSPERAR
Paz também é ter trabalho, renda e oportunidade de construir o futuro. Um Espírito
Santo competitivo cria condições para quem produz, empreende, investe e trabalha, espalhando desenvolvimento pelas regiões e preparando o Estado para uma nova realidade econômica.
O Espírito Santo vem perdendo terreno em relação aos demais estados do país quando se trata de Competitividade de sua economia. Segundo o Ranking do Centro de Lideranças
Públicas, nos últimos anos o estado caiu de 5º (CLP, 2020) para 7º lugar (CLP, 2025)
em competitividade entre os 27 Estados do país. O desempenho é ainda pior em áreas críticas para o futuro do estado, como Capital Humano (10º), Inovação (11º) e Potencial do Mercado (18º).
Duas iniciativas legislativas em nível federal trouxeram graves prejuízos à economia do
Espírito Santo. A Resolução 13/2012 do Senado Federal, que, praticamente, extinguiu o FUNDAP em 2012 e com ele parte significativa das atividades ligadas ao comércio internacional do estado. Já em 2023, a Reforma Tributária, que começou a tramitar a partir de um Projeto de Emenda Constitucional em 2019, foi aprovada por meio da
Emenda Constitucional 132/2023 e consolidou um modelo em que o Espírito Santo é um dos estados com a maior perda de receita e consequentemente com os maiores riscos à sua economia.
Com a Reforma Tributária, é fundamental que o ES seja capaz de competir sem depender de incentivos fiscais. Neste sentido, torna-se imperioso reverter a tendência recente de queda e posicionar o estado como um dos mais competitivos do país. Só assim seremos capazes de resgatar os sonhos e esperanças dos capixabas em um futuro próspero para
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todos, não só para alguns.
O desenvolvimento econômico começa pela liberdade para empreender e com um ambiente de negócios ético e republicano. O exemplo de Vitória, que desburocratizou a máquina, simplificou processos e se tornou referência nacional como cidade inteligente e competitiva, mostra o caminho. Além disto, desenvolver a infraestrutura logística, tecnológica e social é essencial para criar condições que permitam as empresas capixabas avançarem em inovação e produtividade. No Governo do Estado, faremos o mesmo para os 78 municípios, levando segurança jurídica, tributação justa e agilidade para quem gera empregos, desde o pequeno comerciante até as grandes indústrias.
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2.1 Economia, Emprego e Renda
É TEMPO DE CRESCER
Paz é trabalhar e encontrar oportunidades para seguir em frente. Uma economia forte sustenta empregos, renda, investimentos e os recursos necessários para melhorar os serviços públicos. Crescer, aqui, significa fazer o desenvolvimento chegar às pessoas e às diferentes regiões do Espírito Santo.
Desafios
O desenvolvimento econômico, com geração de emprego e renda, é a base sobre a qual se constroem as demais conquistas de um Estado. Sem uma economia forte, não há recursos para investir em segurança, educação e saúde. Por isso, pensar o futuro econômico do Espírito Santo exige coragem para encarar os desafios que se aproximam.
O primeiro é a previsão de queda na produção de petróleo e gás natural, atividade que sustenta parte importante da arrecadação e atividade industrial no estado. Outro desafio é o limite para a expansão da extração de minério de ferro em Minas Gerais, pós desastres de Mariana e Brumadinho, reduzindo o fluxo de minério em direção às indústrias e portos dedicados no Espírito Santo. Outra questão importante é a perda de competitividade do setor atacadista e de importação com a reforma tributária, que elimina benefícios fiscais que por anos atraíram empresas para o Espírito Santo.
Por outro lado, há também oportunidades. O Espírito Santo tem base industrial, portuária, logística, energética e exportadora. Possui um agronegócio forte e um povo trabalhador.
Recursos Naturais e Culturais que devem ser reconhecidos e valorizados.
A vocação portuária capixaba pode ser atualizada com portos “sem papéis”, melhor integração ferroviária e rodoviária, agilidade aduaneira, segurança cibernética e serviços
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especializados de comércio exterior. Devemos sair de uma logística apenas “de passagem”, para uma logística de inteligência, processamento, serviços e integração global.
O setor empresarial deve ser incentivado a modernizar suas plantas, investir em tecnologia e inovação e no desenvolvimento do capital humano, em parceria com governo, academia e terceiro setor. A busca por competitividade, qualidade e produtividade deve ser a tônica da moderna economia capixaba.
Este novo impulso para a economia capixaba não deve ficar concentrado na Grande
Vitória. É preciso combinar educação profissional, polos de tecnologia, crédito, compras públicas inovadoras e apoio a startups no interior, conectando vocações regionais à capacidades sistêmicas, para a fazer um Espírito Santo moderno, digital, mais verde e próspero.
Diretrizes Estratégicas
• Fortalecer a Produtividade e Competitividade Empresarial: Apoiar a modernização da empresas, facilitando o acesso à crédito para inovação e tecnologia; estabelecer parcerias com federações, academia e terceiro setor para preparar o trabalhador para as novas demandas do século XXI; Incentivar a adoção de modernas práticas de gestão e uso de tecnologia pelas empresas;
Instituir o Conselho Estratégico para a Transição Tributária, composto por representantes do governo e do setor privado, com atribuição de formular e implementar medidas de transição para o novo sistema tributário, visando e competitividade setorial e a preservação dos empregos.
• Atração de investimentos com parcerias e foco nos estados próximos:
Posicionar o Espírito Santo como um destino seguro para a terceirização de serviços e produção próxima aos grandes mercados, como Rio de Janeiro,
São Paulo, Bahia e Minas Gerais e do Centro-oeste; Consolidar a infraestrutura portuária como uma porta de entrada e saída eficiente, reduzindo os custos de transporte e logística; Prospectar parcerias com potências emergentes (como as do bloco BRICS) que buscam alternativas ao domínio das rotas comerciais tradicionais e novas bases de suprimento de alimentos e minerais estratégicos;
• Desenvolvimento e atração de empresas de base tecnológica: Estabelecer
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programa de competitividade para empresas, com especialização inteligente em setores que o Espírito Santo tenha vantagens competitivas; Criar Sandbox regulatório para os setores definidos; promover o desenvolvimento do mercado de capitais privados; articular a atração de operações âncora com novo mecanismo adequado à reforma tributária;
• Reduzir o Custo Espírito Santo: Ações integradas para ampliar o respeito aos contratos; modernização legislativa para garantir a liberdade econômica; ampliar transparência e fortalecer o combate a corrupção; aumentar a eficiência da máquina pública; trabalhar em conjunto com os municípios para a simplificação tributária e licenciamentos para atividades agropecuárias, industriais e demais setores; adotar a aprovação por decurso de prazo.
• Desenvolvimento Regional: Realizar diagnóstico socioeconômico para cada uma das regiões do Estado; instituir o Fundo para Desenvolvimento Regional
Equilibrado, com o objetivo de viabilizar investimentos e novos empreendimentos nas microrregiões do interior situadas fora da área de atuação da SUDENE;
promover eventos regionais de inovação, com desafios, hackathons e feira negócios com startups; incentivar a implantação de hubs regionais de inovação.
• Recuperação e Desenvolvimento Sustentável do Vale do Rio Doce: Fortalecer a atuação do Estado na recuperação ambiental, social e econômica dos territórios impactados pelo desastre de Mariana, assegurando governança integrada e eficiente com a União, Minas Gerais, municípios e comunidades atingidas;
priorizar a recuperação dos recursos hídricos e ecossistemas, a segurança das populações, a atração de investimentos para o desenvolvimento das atividades produtivas locais e a aplicação eficiente e transparente dos recursos de reparação, transformando a reconstrução do Rio Doce em uma agenda permanente de retomada econômica e desenvolvimento sustentável.
• Fundo Soberano: o Fundo Soberano será tratado de forma íntegra, ética, republicana e transparente, sem privilégios a nenhuma pessoa ou empresa; a seleção das empresas apoiadas será feita por licitação pública com ampla concorrência, aberta a todos que quiserem acompanhar; a preservação e valorização do patrimônio público será princípio essencial do Fundo.
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2.2 Agricultura, Aquicultura e Pesca
É TEMPO DE FORTALECER
QUEM PRODUZ
Paz no campo é ter condições para produzir, trabalhar e prosperar. Infraestrutura, água, energia, conectividade, crédito, tecnologia e segurança jurídica fortalecem quem gera alimento, emprego, renda e desenvolvimento no interior capixaba.
Desafios
O Agronegócio constitui eixo fundamental do dinamismo econômico e social do Espírito
Santo. Com forte vocação exportadora e grande relevância no interior capixaba, o setor impulsiona a geração de empregos e o desenvolvimento regional. Para consolidar esse protagonismo, o Estado deve atuar como parceiro estratégico e indutor de eficiência, assegurando segurança jurídica, respeito à propriedade privada e um ambiente de negócios propício ao investimento, ao crédito e ao cooperativismo.
Entretanto, a expansão do setor lida com gargalos estruturais, incluindo a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, volatilidade de preços e barreiras sanitárias. A essas questões somam-se a desigualdade regional de produtividade e deficiências na infraestrutura viária e de armazenagem, que oneram a produção. Vencer tais desafios exige um governo funcional e orientado a resultados, focado na modernização logística, na segurança hídrica e na conectividade rural.
Pautada na responsabilidade e na inovação, nossa proposta promove uma convergência entre o setor público, produtores, cooperativas e centros de pesquisa. Ao simplificar exigências burocráticas e priorizar investimentos de alto impacto, construiremos um ambiente produtivo moderno, competitivo e sustentável.
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Diretrizes Estratégicas
• Infraestrutura para o agronegócio: recuperar e ampliar estradas rurais; Ampliar a conectividade rural e disponibilidade de Energia; Avançar em Infraestrutura
Hídrica e Proteção dos Mananciais; Incentivar Investimentos em energia renovável e modernização da matriz energética; Modernizar e Profissionalizar a gestão da
CEASA.
• Fortalecimento da Agricultura Familiar e Cooperativismo: Facilitar o Acesso ao crédito; Apoio à estruturação de cooperativas e associações; Ampliar e simplificar a compra de alimentos da Agricultura Familiar nas diversas secretarias do Governo (Educação, Saúde, Gestão, etc).
• Pesquisa, inovação e extensão rural: Desenvolvimento e difusão de tecnologias adaptadas às condições locais; Capacitação e formação de capital humano;
Apoio a incorporação de práticas como mecanização, irrigação eficiente, drones e plataformas digitais; Expansão do agronegócio com incentivo à inovação tecnológica e sustentabilidade.
• Agroindustrialização Regional e Agregação de Valor: Apoiar produtores, cooperativas e associações na transformação e no beneficiamento da produção, com assistência técnica, tecnologia, acesso a crédito e mercados, estimulando cadeias como frutas e polpas, leite e derivados, café de maior valor agregado e outras vocações regionais, para gerar renda e manter mais valor econômico no interior.
• Apoiar o desenvolvimento da aquicultura e pesca: Apoiar a criação de cooperativas; Financiar a modernização das atividades relacionadas à aquicultura e pesca; desburocratizar e digitalizar as concessões de licenças, registros e autorizações;
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2.3 Turismo, Cultura e Economia Criativa
É TEMPO DE VALORIZAR O
QUE É NOSSO
Paz também é pertencimento. É reconhecer nossa cultura, nossas paisagens, nossa história e nossa criatividade como patrimônio e como oportunidade. Valorizar o Espírito
Santo é transformar identidade, turismo e cultura em desenvolvimento, emprego e renda para as regiões.
Desafios
O Espírito Santo tem 400 quilômetros de litoral, serras, cachoeiras, patrimônio cultural e uma culinária própria. Poucos estados brasileiros reúnem tanta diversidade de experiências em um território tão pequeno. Ainda assim, o turismo capixaba está longe de alcançar o tamanho que poderia ter.
O setor responde por cerca de 8% do PIB estadual, e ocupa apenas a 13ª posição entre os estados brasileiros em participação do turismo no total de empregos, atrás de estados com potencial natural e cultural parecido ou menor. A informalidade e a pulverização em pequenos negócios, embora mostrem a capilaridade do setor, também revelam a necessidade de qualificação e profissionalização.
O mesmo vale para a economia criativa. Cultura não pode ficar concentrada na
Grande Vitória. Bibliotecas, teatros, Arranjos Produtivos, grupos e produtores culturais espalhados pelo interior são também motor de renda e emprego. Valorizar o patrimônio material e imaterial, e levar turismo e cultura a todos os municípios do estado é o caminho para transformar nossos ativos naturais e culturais em desenvolvimento econômico e
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oportunidades de emprego e renda para os capixabas.
Diretrizes Estratégicas
• Turismo como Vetor de Competitividade: Estruturar e qualificar os principais destinos e experiências turísticas do estado, transformando ativos naturais e culturais em produtos turísticos comercializáveis e sustentáveis; Criar um ambiente favorável para investimentos privados e uma governança integrada capaz de coordenar o desenvolvimento turístico em todo o território estadual;
Promover e fortalecer o turismo rural; Desenvolver a marca turística Espírito
Santo, ampliando a visibilidade estadual e atraindo novos fluxos de visitantes nacionais e internacionais.
• Desenvolvimento da Economia Criativa: Estímulo à Arranjos Produtivos Locais (APL’s) de bens e serviços culturais como núcleos de geração de renda e oportunidades; Qualificação técnica e em gestão para gestores e produtores culturais; Linhas de fomento para empreendimentos de base criativa; Valorizar, promover e qualificar o Artesanato Capixaba, como mecanismo de identidade, geração de renda e criação de valor; Promover o turismo cultural como elemento de inovação, renda e emprego.
• Descentralizar a produção e circulação cultural: Parcerias com os municípios e a iniciativa privada para democratizar e ampliar o financiamento ao setor; Ofertar cursos técnicos de Artes e Cultura em parceria com a Secretaria de Educação;
Expandir e qualificar as bibliotecas municipais, com apoio técnico e financeiro;
Promover a cultura nas cidades, com a circulação de eventos e a realização de espetáculos com artistas locais, nacionais e internacionais;
• Preservação, Valorização e qualificação do patrimônio material e imaterial:
incentivar parcerias com a iniciativa privada para recuperação e preservação do patrimônio cultural; desenvolver o Cais das Artes como “Porta de Saída” para apresentar a cultura capixaba ao Brasil e ao Mundo e “Porta de Entrada” para exposições e espetáculos nacionais e internacionais; valorizar a diversidade cultural capixaba;
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2.4 Ciência, Tecnologia e Inovação
É TEMPO DE INOVAR
Paz é olhar para o futuro com confiança. Ciência, tecnologia e inovação ampliam a produtividade, abrem novas oportunidades profissionais e ajudam o Espírito Santo a transformar conhecimento e vocações regionais em desenvolvimento.
Promover a difusão tecnológica orientada pela demanda empresarial, sustentada por transferência prática de conhecimento, apoiada em capacitação contínua e ambientes regionais de inovação, além de contar com investimentos privados e monitoramento de resultados econômicos.
Desafios
O Espírito Santo ocupa um modesto 11º lugar no ranking de inovação do CLP (2025)
entre os Estados brasileiros. Em particular, preocupa a baixa posição em Patentes registradas (12ª colocação) e em Estrutura de Apoio à Inovação (21º lugar). Na busca pelo Desenvolvimento Sustentável, não podemos nos contentar com este desempenho.
O fortalecimento do sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), com foco em resultados, é essencial para alcançarmos patamares mais elevados de desenvolvimento.
O estado enfrenta gargalos relevantes decorrentes da baixa integração entre a pesquisa científica e o mercado, somada à insuficiência de mecanismos de incentivo ao investimento privado na área. Converter o conhecimento em inovação aplicada e valor econômico é a premissa central desta agenda. Para equacionar esses desafios, nossa proposta orienta- se pela difusão tecnológica impulsionada pelas demandas do setor produtivo e ancorada nas vocações regionais consolidadas, como logística, rochas ornamentais, agronegócio e a cadeia de petróleo e gás, associada ao aproveitamento sustentável do potencial da
Economia Azul — ou seja, transformando o nosso mar e litoral em fontes de inovação,
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energia limpa e geração de renda.
O plano prioriza conectar a produção científica às cadeias industriais e agroindustriais, estimulando a adoção de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, Robótica,
Biotecnologia e Internet das Coisas (IoT). Neste contexto, o investimento privado deve assumir um papel de crescente importância. Para tanto, a ação coordenada entre os sistemas de ensino e pesquisa e os ecossistemas regionais de inovação é fundamental.
Diretrizes Estratégicas
• Fomento à inovação aplicada às vocações regionais e economia azul: Estimular o ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) focado em setores onde o estado já possui liderança, como logística, rochas ornamentais, agronegócio (café e fruticultura) e exploração de petróleo e gás; promover a exploração sustentável do espaço marítimo através da “economia azul” para gerar novas frentes de emprego e renda;
• Articular o desenvolvimento coordenado entre educação, ciência, tecnologia e talentos, fortalecendo a formação, atração e retenção de capital humano qualificado e ampliando a conexão entre instituições de ensino, centros de pesquisa e o setor produtivo.
• Promover a integração efetiva entre a inovação científica e a inovação industrial e agroindustrial; fomentar o desenvolvimento de produtos e serviços com base tecnológica, em especial em tecnologias emergentes como Inteligência Artificial,
Robótica, Biotecnologia e Internet das Coisas (IoT’s).
• Qualificação profissional voltada para a economia digital e aprendizado contínuo: Alinhar o ensino técnico e superior às demandas setoriais, considerando a evolução da inteligência artificial e da automação, para gerar empregos qualificados; promover o aprendizado ao longo da vida (lifelong learning), capacitando trabalhadores para as novas profissões criadas pela transformação digital e Inteligência Artificial.
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2.5 Infraestrutura e Mobilidade
É TEMPO DE AVANÇAR
Paz é poder ir e vir com segurança, dignidade e eficiência. Infraestrutura conecta pessoas e regiões, reduz distâncias, melhora a mobilidade e cria as condições para o Espírito
Santo produzir, competir e crescer.
Desafios
A modernização da infraestrutura de transportes e a eficiência da mobilidade urbana constituem pilares indispensáveis para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo, atuando diretamente na atração de investimentos, na competitividade empresarial e na geração de emprego e renda. Contudo, a consolidação do Estado como um hub logístico exige superar gargalos estruturais e reforçar a integração entre os modais portuário, ferroviário, aeroviário e rodoviário.
A segurança viária impõe-se como outro desafio crucial. Dados do Atlas da Violência (2026) revelam que, em 2024, o Espírito Santo registrou 933 mortes no trânsito — um crescimento de 20,5% em relação a 2019. Esse indicador reforça a urgência de priorizar a segurança viária no planejamento, operação e modernização das rede de transportes terrestre em nosso estado.
Na dimensão metropolitana, o desafio passa pela modernização e manutenção dos terminais do Transcol, garantindo acessibilidade e conforto, bem como a qualificação nos meios e na infraestrutura de transporte. O planejamento metropolitano não pode ser tratado de forma fragmentada. A agenda exige governança coordenada entre todos os municípios da Grande Vitória para integrar os modais rodoviário, aquaviário, cicloviário e a micromobilidade de curta distância. A Adoção de Parcerias Público-Privadas (PPPs)
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e incentivo a soluções sustentáveis são elementos importantes para alcançarmos um sistema de mobilidade eficiente, seguro e alinhado ao futuro do Estado.
Diretrizes Estratégicas
• Modernização e adensamento da infraestrutura logística multimodal: Investir na ampliação da capacidade e da qualidade da malha rodoviária estadual, incluído duplicação de gargalos críticos e integração com portos e ferrovias; promover a realização de Parcerias Públicos Privadas para a modernização da infraestrutura;
• Promover a segurança no trânsito: planejar e realizar ações educativas e fiscalizatórias; mapear pontos críticos e atuar em cooperação com municípios e governo federal, quando for o caso para realizar intervenções e ações operacionais para aumentar a segurança viária.
• Fomentar ações para desenvolvimento dos aeroportos regionais, viabilizando a ampliação do uso para transporte de cargas e passageiros; promover a expansão da oferta de voos internacionais de cargas e passageiros no Aeroporto de Vitória;
• Articular para mitigar gargalos logísticos nacionais e para garantir investimentos críticos, como as BR 101 e BR 262, e a Estrada de Ferro EF 118, visando consolidar o ES como um hub competitivo de comércio exterior.
• Mobilidade Metropolitana com foco no passageiro: Modernizar os terminais do
Transcol, dotando-os de infraestrutura adequada para garantia de acessibilidade e conforto aos passageiros, tratando com respeito o usuário e cuidando de sua adequada manutenção; Trabalhar de forma coordenada com TODOS os municípios da Grande Vitória para a melhoria e integração do transporte coletivo, em seus diversos modais, como rodoviário, aquaviário e cicloviário; Avançar na modernização da infraestrutura para a mobilidade metropolitana; aperfeiçoar o monitoramento do transporte coletivo por indicadores de tempo de espera, frequência, lotação, pontualidade, segurança em pontos e terminais, utilizando inteligência artificial para melhorar o tempo e disponibilidade.
• Promover a utilização de meios de transporte mais sustentáveis e eficientes;
Incentivar a micromobilidade responsável e sustentável para os trajetos de curta distância e “última milha”.
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III - Espírito Santo Sustentável
É TEMPO DE CUIDAR DO
PRESENTE E DO FUTURO
Paz é viver bem hoje e preservar as condições para que as próximas gerações também vivam bem. Água, saneamento, habitação, cidades organizadas, proteção ambiental e capacidade de enfrentar riscos climáticos fazem parte de um desenvolvimento que cuida das pessoas e do território.
Apesar do potencial hídrico e costeiro do Estado, o Espírito Santo ainda convive com desigualdades estruturais no acesso a serviços básicos. Mais de 26% dos domicílios capixabas não têm abastecimento de água pela rede geral e apenas 57% da população conta com Rede Coletora de Esgoto (SINISA/2024). As perdas de água no sistema de distribuição superam 40%, evidenciando um grave problema de gestão. Com isso, parte expressiva da população segue sem acesso à água tratada e sem coleta de esgoto, sobretudo no interior e nas periferias urbanas, evidenciando que universalizar serviços básicos continua sendo condição de justiça ambiental.
Ao mesmo tempo, o litoral capixaba enfrenta uma dupla oportunidade e vulnerabilidade climática. Entre 2015 e 2024, o Espírito Santo registrou 1.191 desastres, sendo boa parte deles inundações e chuvas intensas responsáveis pela maioria dos óbitos, exigindo defesa civil fortalecida e planejamento de adaptação. Por outro lado, o mesmo mar que ameaça também abre caminho: especialistas apontam o trecho entre Rio de Janeiro e Espírito
Santo como rota estratégica para a energia eólica offshore, permitindo converter décadas de experiência em óleo e gás em uma nova matriz energética limpa e regenerativa.
Diante desse cenário, o Espírito Santo Sustentável assume como conceito central
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mobilizar e coordenar governo, municípios, setor privado e sociedade civil para acelerar a transição ecológica e a economia regenerativa, integrando meio ambiente, saneamento, habitação, infraestrutura urbana, resíduos sólidos e economia circular a uma estratégia única de desenvolvimento regional, urbano, rural e da economia do mar.
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3.1 Urbanismo, Saneamento e Habitação
É TEMPO DE VIVER COM
DIGNIDADE
Paz começa dentro de casa e continua no bairro onde a vida acontece. Moradia segura, água tratada, esgoto, planejamento urbano e segurança jurídica sobre o próprio lar são condições essenciais para uma vida com dignidade.
Desafios
Qualidade de vida também se mede pelo lugar onde se mora. Uma casa segura, um bairro planejado, água tratada e esgoto correndo por baixo da rua. São coisas simples, mas que definem a diferença entre viver com dignidade ou sobreviver às dificuldades do dia a dia.
O Censo 2022 do IBGE revela um retrato que exige atenção. No Espírito Santo, 598 mil pessoas vivem em favelas e comunidades urbanas, o equivalente a 15,6% da população
— proporção maior que a do Rio de Janeiro (13,3%) e mais que o dobro da de São Paulo (8,2%). Quase 49 dos 78 municípios capixabas têm favelas ou comunidades urbanas em seu território. O problema não é só a ausência de infraestrutura básica, que muitas vezes chega. O problema é a informalidade. Milhares de famílias vivendo sem segurança jurídica sobre a própria moradia, muitas vezes em áreas de risco. Promover regularização fundiária não pode ser exceção, tem que virar política contínua, com entrega de títulos e integração de assentamentos informais à cidade formal. Habitação social e locação social com aluguel compatível com a renda das famílias também precisam sair do papel.
E os municípios não podem enfrentar sozinhos o desafio de planejar seu crescimento.
A cooperação intermunicipal e apoio técnico do Estado podem fazer a diferença entre
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cidades organizadas e cidades que crescem na base da improvisação.
Isso passa também por saneamento básico de qualidade, com uma Cesan comprometida com o interesse público, e por centros históricos requalificados, que preservam a memória e a identidade de cada cidade capixaba, consolidando um modelo de desenvolvimento urbano que une o cuidado com a saúde pública à valorização da nossa cultura.
Diretrizes Estratégicas
• Requalificação de Centros Históricos e recuperação da história das localidades:
Apoiar técnica e financeiramente a requalificação dos Centros Históricos dos municípios; Fomentar a preservação da memória e identidade das cidades e comunidades capixabas.
• Planejamento Urbano para o crescimento: Apoiar a cooperação intermunicipal para o planejamento da política habitacional e urbana; apoiar tecnicamente consórcios e municípios na elaboração, execução e captação recursos para projetos habitacionais e urbanísticos;
• Habitação Social e Cidadã: promover a regularização fundiária e a construção de imóveis de interesse social; incentivo a locação social com valor do aluguel condizente à renda familiar; apoiar os municípios na criação de programas habitacionais nos moldes do “Casa Feliz e Segura”, implantado em Vitória.
• Regularização Fundiária como política de Estado: Estabelecer ações continuadas para entrega dos títulos e integração de assentamentos informais às ocupações formais.
• Saneamento Básico: Promover Choque ético e de gestão da Cesan, garantindo que a direção da Empresa esteja comprometida com o interesse público e capacitada para expandir a infraestrutura básica de saneamento nos municípios capixabas; fortalecer e garantir a independência da Agência Reguladora de
Serviços Públicos; apoiar os municípios não atendidos pela Cesan na expansão da cobertura de água e esgoto.
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3.2 Meio Ambiente e Sustentabilidade
É TEMPO DE PRESERVAR
Paz é cuidar da água, da terra, das riquezas naturais e da segurança das famílias diante dos desafios ambientais. Preservar e desenvolver caminham juntos quando planejamento, tecnologia e responsabilidade transformam sustentabilidade em proteção e oportunidade.
Desafios
Nas áreas ambiental e de recursos hídricos, o Espírito Santo possui desde 2003 com programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), recuperação florestal e gestão de bacias. A estrutura técnica dos órgãos estaduais e a capilaridade do sistema agrícola são ativos relevantes para a sustentabilidade produtiva.
Por outro lado, persistem gargalos estruturais, como fragmentação entre políticas ambientais, agrícolas, hídricas e de defesa civil; baixa integração de bases de dados e planejamento territorial; licenciamento burocrático; e gestão desigual das estruturas municipais. A ausência de plataforma unificada de inteligência territorial impede o monitoramento integrado e a decisão baseada em evidências.
Ameaças externas se intensificam: eventos climáticos extremos pressionam infraestrutura hídrica e urbana; escassez hídrica compromete abastecimento, agricultura e energia;
pressão urbana sobre áreas sensíveis amplia riscos de desastres e perdas econômicas.
O cenário oferece oportunidades, como a integração entre meio ambiente, agricultura e recursos hídricos pode gerar ganhos de escala; a economia verde abre novas frentes de financiamento; modernização tecnológica com IA pode reduzir custos e acelerar processos. O desafio central é transformar programas setoriais em política estadual coordenada que concilie preservação, desenvolvimento e proteção das famílias capixabas.
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Diretrizes Estratégicas
• Estruturar programa permanente de reservação com ampliação de barragens públicas e incentivo a pequenas barragens rurais; integrar AGERH, SEAG,
INCAPER e Comitês de Bacia; priorizar recuperação de nascentes, conservação de solo e ampliação da infiltração em regiões críticas.
• Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, com proteção da fauna silvestre; restauração da cobertura florestal com foco nas matas ciliares, mananciais e conectividade de fragmentos; e prestação de serviços ecossistêmicos;
• Bem-Estar Animal e Controle de Zoonoses: Fortalecer o apoio aos municípios para castração, vacinação, prevenção e controle de zoonoses, resgate, acolhimento temporário, adoção responsável e atendimento veterinário voltado especialmente a famílias em situação de vulnerabilidade, articulando meio ambiente, saúde pública e proteção animal; Fortalecer as ações estaduais visando a convivência harmoniosa entre animais domésticos e humanos, como regulamentação, ações educativas, atendimento de urgência e emergência e controle populacional.
• Integração Meio Ambiente + Agricultura Sustentável: Criar governança territorial integrada envolvendo SEAMA, IEMA, SEAG, INCAPER, IDAF, AGERH e municípios; Expandir PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), reflorestamento e recuperação ambiental produtiva; fortalecer agricultura regenerativa e conservação do solo; integrar regularização ambiental, assistência técnica e crédito sustentável.
• Modernização da Gestão Ambiental e Licenciamento: Digitalizar processos e integrar sistemas de licenciamento, regularização e monitoramento; implantar gestão por indicadores ambientais integrados; fortalecer municipalização com apoio técnico e capacitação.
• Resiliência Climática: Integrar corpo de bombeiros, defesa civil, infraestrutura, drenagem e adaptação climática; implantar sistema integrado de monitoramento climático e hidrológico; Suporte às práticas de cidades sustentáveis e humanas, com obras preventivas à deslizamentos e enchentes e fomento a implantação de soluções baseadas na natureza.
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• Protocolo Estadual de Emergência Climática: Criar protocolo permanente El
Nino / La Nina e outros eventos relacionados a mudanças climáticas, com níveis de alerta e ações previamente definidas para agricultura, abastecimento de água, saúde, defesa civil, escolas, infraestrutura e assistência social.
• Plataforma Estadual de Inteligência Territorial e IA: Integrar bases ambientais, agrícolas, hídricas, climáticas e fundiárias com IA para licenciamento, monitoramento, prevenção de desastres, planejamento, fiscalização e gestão por indicadores; implantar ferramentas de IA para triagem de processos, cruzamento de informações, detecção de inconsistências e automação de fluxos.
• Estratégia de Sustentabilidade: Consolidar política para redução de emissões, atração de investimentos sustentáveis e transição energética; estruturar ambiente regulatório para Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e valorização da conservação florestal; integrar reflorestamento, recuperação de nascentes e agricultura regenerativa à geração de créditos e serviços ecossistêmicos.
Fontes de Referência: Documentos institucionais (SEAMA, IEMA, AGERH, SEAG, INCAPER, IDAF); programas de PSA e recuperação florestal; Comitês de Bacia; dados de monitoramento climático e hídrico.
PROGRAMA DE GOVERNO | LORENZO PAZOLINI
IV – Espírito Santo que entrega
É TEMPO DE ENTREGAR
RESULTADOS
Paz também é confiar que o governo funciona. É ver recursos públicos tratados com responsabilidade, serviços chegando com qualidade, obras avançando e decisões orientadas pelo interesse das pessoas. Um Estado que entrega transforma planejamento em resultado.
O Espírito Santo conta com um quadro de servidores qualificados, dispostos a entregar serviços públicos de qualidade aos capixabas. Entretanto, se a liderança não estabelece a direção correta e os gestores são incapazes de colocar o interesse público em primeiro lugar, todo este talento é desperdiçado. Nosso foco será liderar de forma estratégica, para fazer o Espírito Santo um estado mais justo, competitivo e que oferta serviços de qualidade aos moradores, visitantes e empreendedores. Nossos gestores terão como princípios basilares a ética, a eficácia e eficiência na condução dos negócios de Estado.
O ES é apenas o 8º colocado entre os 27 estados em Eficiência da Máquina Pública (Ranking CLP), tendo perdido posições em Custo do Executivo/PIB e em Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Ou seja, manter o governo se tornou mais caro para o cidadão e a confiabilidade das informações financeiras piorou. Quando se fala em
Inovação, o Espírito Santo fica em 11º lugar, também no ranking CLP.
É preciso nos anteciparmos ao desafio da reforma tributária, que a partir de 2029 começa a impactar fortemente as receitas estaduais, e reduzir o custo da máquina pública para o cidadão, ao passo em devemos qualificar o apoio aos municípios capixabas para a promover o desenvolvimento regional inclusivo.
PAZ, TRABALHA E CONFIA
Nosso objetivo é termos um governo digitalmente avançado, que custe menos ao cidadão e que oferte serviços públicos com qualidade e rapidez. As obras devem ser entregues no prazo e com o custo controlado. Vamos concluir as obras inacabadas e avançar em obras vitais para o futuro do Espírito Santo.
4.1 Governança, Gestão e Estratégia
É TEMPO DE GOVERNAR
COM ÉTICA E RESULTADO
Paz é saber que o interesse público vem em primeiro lugar. Gestão responsável, transparência, integridade, planejamento e eficiência criam confiança e transformam o dinheiro público em melhores serviços e entregas para a sociedade.
Desafios
A propaganda oficial exalta o equilíbrio das contas, mas a verdade é que manter o governo capixaba ficou mais caro para o cidadão sem que o serviço público melhorasse na ponta. Ocupamos uma tímida 8ª posição em eficiência administrativa e a qualidade das nossas informações financeiras despencou. Nos últimos anos, a falta de transparência real e de uma política robusta de integridade abriu espaço para casos de corrupção que envergonham o estado e contaminam as relações público-privadas. Dinheiro público não pode ser gasto para manter privilégios ou desperdícios. Precisamos cortar na carne os gastos desnecessários, cobrar metas de desempenho de cada secretaria e criar uma relação republicana com os 78 municípios, baseada em critérios técnicos, e não na troca de favores políticos.
Diretrizes Estratégicas
• Combate à Corrupção, Controle e Transparência: Transformação da Secretaria de
Controle e Transparência (SECONT) em Controladoria-Geral do Estado, visando
PROGRAMA DE GOVERNO | LORENZO PAZOLINI
adequar às melhores práticas internacionais; Prevenção e Combate à Corrupção em primeiro lugar; Transparência como valor e não escolha, garantindo elevados padrões de integridade; Todo o trabalho da Controladoria-Geral será público;
Participação Cidadã nas decisões de Controle.
• Blindar as decisões do Estado contra tráfico de influência, favorecimentos e conflitos de interesse: Instituir regras de integridade para contratos, fundos, concessões, parcerias e investimentos públicos, com declaração obrigatória de vínculos familiares, societários ou profissionais com agentes públicos, impedimento de participação em decisões quando houver conflito de interesse e transparência sobre reuniões e relações entre representantes do governo e empresas interessadas.
• Planejamento e Gestão: Orientar as iniciativas estratégicas em consonância com o planejamento de longo prazo e a Visão de Estado; Planejamento e
Orçamento por resultados, com alocação de recursos vinculada a metas de desempenho e entregas à sociedade; cortar gastos ineficientes, com eliminação de desperdícios e privilégios; modernizar a Gestão de Pessoas, valorizando e reconhecendo a excelência no serviço público; Desenvolvimento de Lideranças para a Transformação do Estado.
• Parcerias com o setor privado e o terceiro setor: Acelerar a estruturação e execução de parcerias para a modernização e melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos;
• Tributação e Finanças: Revisão permanente do gasto e modernização da receita sem aumentar a carga tributária; Gestão Fiscal e Tributária Inteligente – Facilitar a vida do contribuinte, digitalizando e automatizando documentos, pagamentos e restituições; Formulação estratégica e Gestão Intensiva da Transição Tributária;
instituir comitê permanente para modelar efeitos fiscais e econômicos da reforma tributária.
• Cooperação federativa: Estado indutor e parceiro dos 78 municípios, com transferências republicanas, transparência e assistência técnica; Cooperação com Estados com interesses comuns, como Minas Gerais e os estados do Centro-
Oeste.
PAZ, TRABALHA E CONFIA
• Agenda Estratégica: Defesa vigorosa e permanente dos interesses do Espírito
Santo em todas as instâncias nacionais e regionais, articulando junto às diversas instâncias da União para viabilizar, em especial, a duplicação da BR-262, da BR-
259 e da BR-101, a ampliação da malha ferroviária no Espírito Santo, a remoção dos gargalos logísticos e a viabilização de portos e sua integração logística, entre outros.
4.2 Tecnologia e Inovação na Gestão
É TEMPO DE SIMPLIFICAR
Paz também é resolver a vida com mais facilidade. Um governo digital, inteligente e acessível usa tecnologia para reduzir burocracia, ganhar tempo, melhorar serviços, ampliar a transparência e facilitar a relação das pessoas e das empresas com o Estado.
Desafios
Resolver a vida no balcão do governo ainda é um teste de paciência. O Espírito Santo está apenas no 12º lugar em oferta de serviços públicos digitais (ABEP-TIC, 2025), muito atrás de estados com menos recursos. Essa lentidão obriga o cidadão a lidar com papeladas, processos travados e sistemas que simplesmente não conversam entre si.
A máquina pública ignora ferramentas de Inteligência Artificial que poderiam acelerar decisões banais e agilizar compras. O exemplo de Vitória, que em cinco anos alcançou o primeiro lugar como Cidade mais Inteligente, Conectada e Humana do país (Ranking CSC,
2025), é inspiração para a transformação que desejamos para o Espírito Santo e cada um dos seus municípios. Um governo digital de verdade precisa ser simples, acessível pelo celular e capaz de desatar os nós da burocracia que travam o desenvolvimento das nossas cidades.
Diretrizes Estratégicas
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• Governo digital e inteligente: Promover a transformação digital inclusiva e sustentável, garantindo que todos os serviços públicos sejam acessíveis de forma integrada e segura, com foco na eficiência administrativa, transparência, participação cidadã e redução de desigualdades.
• Modernização Administrativa: Implementar a Centralização de Compras e
Contratos, migrando da lógica de insumos para a contratualização de resultados;
promover a simplificação organizacional; reduzir a rigidez administrativa, com estruturas flexíveis e decisões mais ágeis.
• Inovação das políticas públicas: Realizar Compras Públicas de Soluções
Inovadoras; implantar Laboratórios Vivos (Living Labs) de políticas e serviços públicos; Criar Sandbox Regulatório para facilitar inovação; acelerar a adoção de Inteligência Artificial como ferramenta para aumento da produtividade e eficiência nas políticas e serviços públicos.
• Cidades Inteligentes: Apoiar a utilização de tecnologia e dados para prestação de serviços públicos e tomada de decisões, a integração vertical de sistemas e a alfabetização digital da população, como base para construção de cidades inteligentes, humanas e conectadas; promover o fomento à formulação e implementação de Soluções Baseadas na Natureza como resposta aos desafios ambientais.