FEDERAÇÃO RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA
PLANO DE GOVERNO
MATO GROSSO DO SUL
CA N D I DATO AO G OVE R N O
DELCÍDIO AMARAL
MARILIANA SANTOS
PROGRAMA DE GOVERNO:
“MS DE TODOS?”
Mais do que o nome de uma plataforma, "MS DE TODOS?" é a pergunta central que fazemos a cada cidadão e cidadã sul-mato- grossense. Após 12 anos de um modelo de gestão elitizado, privatista e focado no esvaziamento dos serviços públicos, o nosso estado chegou a uma encruzilhada histórica.
“Continuaremos assistindo à concentração de renda e ao favorecimento de grupos restritos, ou teremos a coragem de desenhar um futuro democrático, progressista e socialmente justo?”
O modelo econômico que governa Mato Grosso do Sul há 12 anos exibe sinais claros de esgotamento social. Trata-se de uma visão de Estado elitizada, privatista e focada no esvaziamento dos serviços públicos essenciais. É uma gestão que governa de costas para a população, convertendo empresas, autarquias, fundações estratégicas em balcões de negócios e favorecendo apenas grupos econômicos restritos e apadrinhados.
Esse modelo vigente é inerentemente excludente. Ele aprofunda as desigualdades sociais e gera graves desequilíbrios regionais, concentrando a renda e centralizando o desenvolvimento em poucos eixos, enquanto a maioria dos nossos 79 municípios é deixada à margem do crescimento.
A falta de planejamento e a ausência de uma gestão séria e eficiente das nossas riquezas resultaram em uma imensa escassez de investimentos onde o povo mais precisa. As desigualdades regionais que marcam o nosso mapa carecem de projetos, de programas estruturados e, acima de tudo, de
VONTADE POLÍTICA.
O Mato Grosso do Sul exige um novo rumo. A Federação
RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA apresenta-se para o pleito de 2026 com nomes de ilibada moral e profunda respeitabilidade, prontos para governar para todos, e não para grupos.
Mais do que uma eleição para o Executivo e o Legislativo federal e estadual, estamos decidindo o futuro do nosso Estado e do Brasil. Queremos um Novo Governo: progressista, humanista, com visão de Estado e foco na igualdade de oportunidades para quem escolheu esta terra para viver, trabalhar e crescer.
Para isso, uniremos forças para eleger o nosso time completo: o
Governo do Estado, os representantes no Senado Federal, os deputados federais e os deputados estaduais. É tempo de renovar com solidariedade e competência.
Diante dessa realidade, o nosso projeto apresenta uma alternativa democrática, progressista e justa. O Mato Grosso do Sul e os seus cidadãos serão, de forma efetiva e determinante, a pauta central de todas as discussões e ações do nosso Governo.
EIXO 1: SAÚDE PÚBLICA, UNIVERSAL E DE GESTÃO PÚBLICA
A saúde é o desafio mais emblemático do nosso projeto.
Responderemos a ele com a garantia real de resolutividade a partir de 2027.
O Diagnóstico: O Desmonte da Saúde em MS
A saúde em Mato Grosso do Sul foi privatizada. Por pura incompetência administrativa, o grupo que está no poder há 12 anos abriu mão de sua responsabilidade. Entregou nossos hospitais públicos à gestão privada de Organizações Sociais (O.S.) e Parcerias Público-Privadas (PPPs). O resultado é a precarização do atendimento, a falta de transparência e o sofrimento de quem mais precisa. Saúde é direito essencial. Não pode ser tratada como mercadoria ou cabide de negócios privados.
A nossa Carta Maior é clara: “a saúde é direito de todos e dever do
Estado”. O SUS é um patrimônio humano e universal reconhecido no mundo inteiro. Ele precisa ser preservado e aprimorado por um governo comprometido com os invisíveis e os marginalizados pelo atual sistema.
O modelo atual foca apenas na estrutura hospitalar e ignora a prevenção. A cobertura da rede básica de saúde da família no Estado está muito aquém do desejável. Sem postos de saúde eficientes no interior e nos bairros, milhares de pessoas superlotam as UPA’s e PAM’s para resolver problemas básicos. É um ciclo caótico que o Governo do Estado tem o dever de quebrar.
A Realidade Demográfica e Epidemiológica
O governo atual parou no tempo. Uma gestão arcaica e retrógrada que não assimilou o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, obesidade e a dependência química.
Além disso, as violências física, psicológica, sexual e o trânsito violento serão tratados por nós como graves problemas de saúde pública, e não apenas de polícia.
Chega de promessas vazias. Os planos de governo passados transformaram-se em verdadeiros estelionatos eleitorais. Nosso compromisso é com a verdade e com as seguintes diretrizes práticas:
Diretrizes de Ação para o Novo Governo
Fortalecimento da Atenção Básica: Ampliar as equipes de Saúde da Família e consolidar o programa Saúde na Escola.
Regionalização de Verdade: Fortalecer a média e alta complexidade ambulatorial, hospitalar e de hemorredes em cada micro e macrorregião.
Hospitais 100% Públicos: Implantar Centros de Referência
Regional de Atenção Especializada dentro dos Hospitais Regionais, sob controle direto do Estado e voltados ao cidadão, não ao lucro privado.
Vigilância Ativa: Fortalecer e modernizar as ações de Vigilância
Epidemiológica e Sanitária no Estado.
Valorização dos Profissionais: Profissionalizar a gestão da saúde, criar planos de carreira e implantar uma política de formação continuada para os servidores do MS.
Fim da Caixa-Preta da Privatização: Auditar e rever imediatamente todos os contratos de terceirização com O.S. e PPP’s na saúde de Mato Grosso do Sul.
EIXO 2: SEGURANÇA PÚBLICA – CIDADÃ, HUMANA E PARA
TODOS
A segurança pública em Mato Grosso do Sul será exercida sob a ótica da cidadania e da responsabilidade social. Segurança não se faz apenas com força, mas com inteligência, prevenção e valorização humana.
Quadro Atual: 12 Anos de Abandono e Fronteiras Escancaradas
O grupo político que governa o nosso Estado há 12 anos virou as costas para o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com
Cidadania). Recusou-se a integrar as polícias com as políticas sociais. O resultado está escancarado nos trágicos indicadores dos Anuários de
Segurança Pública: Mato Grosso do Sul ostenta índices inaceitáveis de feminicídios e de mortes por intervenção policial. A violência de gênero e contra as minorias virou uma epidemia silenciosa que o atual governo finge não ver.
Além disso, nossa geografia foi desprotegida. São 1.517 quilômetros de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, além de divisas com cinco estados.
Nossos rios, estradas e espaço aéreo viraram corredores livres para o crime organizado. Por falta de investimento do Estado em inteligência, o narcotráfico, o contrabando de armas, o tráfico de pessoas e a entrada de organizações criminosas avançam diariamente, roubando a paz das famílias sul-mato-grossenses. Não só as facções criminosas, mas também os grandes criminosos de “colarinho branco” que se apoderaram do estado de MS.
Nossa Visão: Inteligência Contra o Crime e Respeito à Vida
Nosso governo vai resgatar a autoridade do Estado através da modernidade e do respeito aos direitos de todo cidadão, mas não deixando de cobrar seus deveres para com a sociedade sul-mato-grossense. Segurança
pública de verdade se antecipa ao crime. Vamos blindar nossas fronteiras cobrando a implementação na íntegra do SISFRON, com tecnologia de ponta, monitoramento digital e inteligência integrada, ao mesmo tempo em que reestruturamos as polícias reduzindo os seus déficits de pessoal que é o mesmo desde 2015, com foco na proteção das pessoas, combater a letalidade e salvar vidas.
A violência nas escolas é um fato odioso e que assistimos nas mídias e nas redes sociais, sem qualquer atuação do estado com foco na redução dessa violência. "A escola deve ser um lugar de paz, futuro e acolhimento, e não de medo. O atual governo falhou em criar um ambiente seguro para alunos e professores."
Outro ponto prometido por este governo em 2014 e apenas maquiaram é a polícia rural, para combate aos crimes diversos que ocorrem no campo, entre eles o abigeato. "O crime no campo destrói o suor do pequeno e do grande produtor. O roubo de gado e o vandalismo rural em MS serão combatidos com o rigor da lei e inteligência policial."
Diretrizes de Ação para o Novo Governo
Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio: Criar uma rede estadual viva de proteção à mulher, com Patrulhas Maria da Penha integradas e delegacias especializadas nas macrorregiões e preparar os nossos agentes nos menores municípios ao atendimento das mulheres em situação de vulnerabilidade e de riscos.
Uso da Tecnologia e Redução da Letalidade: Implementar câmeras corporais nos uniformes policiais e investir também em armas não letais, protegendo tanto o bom policial quanto o cidadão.
Muralha Digital na Fronteira: Criar o Centro Integrado de Inteligência de Fronteira, unindo forças estaduais e federais com monitoramento por drones e satélites nas rotas do crime, como previsto no projeto
SISFRON.
Alinhamento com o Pronasci: Retomar a parceria com o Governo
Federal para articular repressão ao crime com inclusão social de jovens em áreas de vulnerabilidade.
Valorização Real dos Policiais: Garantir a profissionalização, progressão de carreira justa, saúde mental e treinamento continuado para as Polícias Civil, Militar, Científica e Penal.
Recomposição dos Quadros de Pessoal: Garantir a realização de concursos públicos para recomposição dos quadros de profissionais de segurança pública, que mantém ao longo desses 12 (doze) anos o
mesmo DÉFICIT de 2014, por falta de planejamento e de prioridade na segurança pública.
Combate aos Crimes contra Minorias: Criar núcleos especializados no combate ao racismo, homofobia e intolerância dentro das estruturas de segurança do Estado.
Combate aos Crimes Rurais: Estruturar a DELEAGRO com quadro de pessoal, treinado e especializado para investigar as quadrilhas organizadas que atuam em furtos de gado, maquinários e defensivos agrícolas.
Programa Escola Segura: Recompor o déficit de pessoal para que possamos implantar de fato uma Patrulha de Paz Escolar, com foco em policiamento preventivo no entorno das instituições de ensino. Instalar botões do pânico nas escolas com interligação direta a emergência policial.
EIXO 3: EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA, HUMANISTA E COM
JUSTIÇA SOCIAL
A educação é o alicerce do conhecimento, da cidadania e da liberdade.
Sob o nosso governo, ela deixará de ser uma peça de propaganda para se tornar uma ferramenta real de emancipação e igualdade para todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
O Diagnóstico: O Retrocesso de 12 Anos e a Falácia Oficial
Mato Grosso do Sul pouco avançou na educação nos últimos 12 anos, e os indicadores oficiais do MEC comprovam essa triste realidade. A propaganda do atual governo sobre o avanço do Ensino Médio é uma mentira deslavada, pois sequer atingiu a média nacional. Mais revoltante ainda foi ouvir do próprio Secretário de Estado de Educação que os índices não avançaram e se encontram abaixa da média nacional e no caso das escolas indígenas o quadro é extremamente pior, porque segundo “muitos alunos vão à escola principalmente para se alimentar”.
Essa declaração cruel expõe o duplo fracasso de uma gestão arcaica: “falhou na educação e faliu na inclusão social.” Em um estado rico, pujante e bilionário como o nosso, é inaceitável que o governo culpe a fome dos estudantes pela sua própria incompetência administrativa. Enquanto o governo atual governa apenas para os mais afortunados, nós governaremos para a dignidade de todas as famílias.
A Nossa Visão: Tecnologia, Inclusão e Gestão Democrática
A educação do século XXI exige inovação. Vamos universalizar o acesso à tecnologia digital e aos recursos científicos em todas as escolas, integrando comunidades, pais e mestres. Nosso compromisso é com uma escola pública, gratuita, de qualidade social e humanista. Uma escola que forme cidadãos críticos, conscientes do meio ambiente e preparados para o mundo do trabalho, respeitando a diversidade e fortalecendo a democracia de forma prática, com a participação direta da sociedade.
Para resgatar a nossa educação, sustentaremos nossa gestão em três pilares centrais: a democratização da gestão, a democratização do acesso e a democratização do conhecimento.
Diretrizes de Ação para o Novo Governo
Educação Básica de Qualidade e Segurança Alimentar: Garantir merenda escolar de excelência e nutritiva, tratando a alimentação como direito do estudante e suporte pedagógico, nunca como desculpa para o fracasso da gestão.
Gestão Democrática e Participativa: Acabar com as indicações políticas nas escolas; democratizar a administração da educação com a escolha direta de diretores pela comunidade escolar.
Valorização Real dos Profissionais da Educação: Além de garantir o cumprimento integral do piso nacional do magistério, investir em recomposição do quadro de professores e administrativos, e oferecer formação continuada.
Escola Digital e Inovadora: Identificar se todas as escolas públicas estudais dispõe de internet de alta velocidade, laboratórios de informática modernos e ferramentas digitais para alunos e professores.
Ensino Médio e Profissionalizante Integrado: Reestruturar o Ensino
Médio com suporte psicopedagógico e fomentar as escolas técnicas profissionalizantes, como por exemplo os Institutos Federais, conectando o jovem sul-mato-grossense diretamente ao mercado de trabalho regional.
Plena Inclusão Social e Escolar: Ampliar de forma real o atendimento à educação especial e inclusiva, contratando profissionais de apoio qualificados e garantindo acessibilidade em todas as unidades de responsabilidade do estado.
Fortalecimento do Ensino Superior Estadual: Alavancar a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), expandindo cursos
estratégicos para o interior e fortalecendo a pesquisa, a ciência e a extensão.
Autonomia Administrativa e Financeira da UEMS: Garantir a autonomia da Universidade Estadual que ao longo desses últimos 12 (doze) anos foi sucateada e consequentemente a sua capacidade de produção técnica e cientifica. Retomar o percentual previsto na Lei
Estadual nº 2.583/2002.
Retomar/ampliar o princípio da “liberdade de cátedra”: Garantir autonomia para docentes na elaboração e desenvolvimento de seus planos e projetos pedagógicos;
Criar um Fórum Permanente de Educação: Observar, estudar, debater e formular propostas para a educação no estado de Mato
Grosso do Sul.
EIXO 4: CULTURA VIVA – INCLUSIVA, PARTICIPATIVA E DE TODOS
OS SUL-MATO-GROSSENSES
A cultura é a alma do nosso povo e o motor da nossa identidade. Sob o nosso governo, ela deixará de ser um privilégio de poucos e passará a ser tratada como um direito fundamental, alcançando cada trabalhador, jovem e artista nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
O Diagnóstico: A Cultura das Elites e o Abandono dos Municípios
O modelo cultural patrocinado pelo grupo político que está no poder há
12 anos é excludente e elitista. A política de cultura do atual governo se resume a grandes festivais isolados e patrocínios para exposições agropecuárias que beneficiam apenas o topo da pirâmide social. São eventos de camarote, onde 90% da população do nosso Estado não consegue entrar.
Que política cultural é essa que ignora a periferia, o interior, os povos originários, as comunidades quilombolas e os pequenos produtores de arte? O atual governo transformou a cultura em balcão de negócios para o agronegócio e para os mais favorecidos. O interior foi esquecido, os artistas regionais foram sufocados pela burocracia e a identidade do nosso povo foi reduzida a peças de propaganda.
A Nossa Visão: Liberdade, Territorialidade e Desburocratização
Queremos uma política cultural democrática, feita de baixo para cima, com a participação real da sociedade e dos conselhos deliberativos. Vamos garantir a total liberdade de expressão e criação, guiados por princípios humanistas e de combate a qualquer tipo de discriminação.
A cultura gera emprego, renda e dignidade. Nosso compromisso é descentralizar os recursos, simplificar os editais e fazer o financiamento público chegar vivo e sem amarras a cada uma das microrregiões de Mato Grosso do
Sul, valorizando quem cria e quem consome arte.
Diretrizes de Ação para o Novo Governo
Descentralização dos Recursos (Cultura nos 79 Municípios):
Criar o programa Cultura Viva no Interior, garantindo que as verbas e os editais estaduais cheguem de forma proporcional a todas as microrregiões do Estado, e não apenas aos grandes centros.
Fomento Desburocratizado e Transparente: Reformular o Fundo de Investimentos Culturais (FIC/MS) com regras simples, eliminando as barreiras burocráticas que impedem o pequeno artista da periferia e do interior de acessar o financiamento público.
Cultura Sem Camarote (Acesso Universal): Criar circuitos culturais populares, feiras artísticas e festivais públicos nos bairros e periferias, garantindo que os 90% da população hoje excluída tenham direito ao lazer e à arte gratuita.
Transversalidade e Economia Criativa: Integrar a cultura com as políticas de educação, turismo e assistência social, transformando manifestações locais em fontes reais de geração de emprego e renda para a juventude.
Salvaguarda e Valorização do Patrimônio: Resgatar, proteger e estruturar o patrimônio histórico, material e imaterial de Mato Grosso do Sul, com forte valorização das culturas indígenas, fronteiriças, pantaneiras e afro- brasileiras.
Fortalecimento Institucional: Garantir a gestão democrática e a participação social ativa na formulação da política cultural do Estado, fortalecendo o Conselho Estadual de Cultura e os órgãos reguladores e de fiscalização.
EIXO 5: ESPORTE E LAZER – CIDADANIA, INCLUSÃO E
TRANSVERSALIDADE
O esporte e o lazer são direitos universais e condições fundamentais de cidadania. O papel do Estado deixa de ser o de mero repassador burocrático de recursos para se tornar o promotor ativo da qualidade de vida, utilizando a tecnologia e a IA como ferramentas de transparência, combate ao favorecimento político e otimização dos recursos. Esta política é uma
barreira social decisiva na proteção de crianças e jovens contra a violência e a vulnerabilidade social.
É inadmissível que o estado que já viu o Operário FC ser 3º colocado no Campeonato Brasileiro da Série A (1977) e o EC Comercial bater de frente com gigantes nacionais hoje veja seus clubes confinados na Série D. O "apagão" do futebol sul-mato-grossense passa diretamente pelo abandono da infraestrutura, pela falta de laudos técnicos em dia e pela ausência de pontes agressivas com o setor privado.
Fortalecimento Institucional e Participação Social
Conselho Digital e Controle Social: Implementação de uma plataforma de governança participativa para que a sociedade civil fiscalize a aplicação de verbas em tempo real.
IA na Escuta Ativa: Uso de algoritmos de processamento de linguagem natural (PLN) para analisar demandas da população sobre infraestrutura esportiva nas redes sociais e canais oficiais.
Desburocratização: Digitalização de editais e processos de fomento, eliminando o "balcão de negócios" e garantindo critérios objetivos de seleção.
Financiamento Inteligente e Captação de Recursos
Radar de Convênios Federais: Criação de um sistema automatizado para monitorar janelas de oportunidade do Governo Federal, permitindo que Mato Grosso do Sul vá além do programa "Segundo Tempo" e integre o PELC – Programa Esporte e Lazer da Cidade, Pintando a
Cidadania e Pintando a Liberdade e outras linhas de financiamento.
Rastreabilidade por Blockchain: Aplicação de registros públicos imutáveis no repasse de fundos para federações, clubes comunitários e municípios, assegurando transparência absoluta.
Matchmaking de Patrocínios: Sistema que conecta atletas e projetos locais a empresas privadas por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, utilizando IA para identificar afinidades de marca.
Universalização do Acesso e Ações Afirmativas
Mapeamento de Vulnerabilidade Social: Cruzamento de dados geográficos e socioeconômicos para direcionar a construção de praças, quadras e complexos esportivos nas regiões de maior vulnerabilidade e criminalidade.
Inclusão Guiada por IA: Plataformas de apoio a profissionais de educação física com treinos, metodologias adaptadas e ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD), público LGBT, equidade de gênero e igualdade racial.
Aplicativo "Esporte para Todos": Agendamento público e transparente de quadras, equipamentos e inscrição em escolinhas públicas, evitando reservas por favorecimento político.
Promoção e Projeção do Estado (Cenário Nacional e Internacional)
Big Data para Detecção de Talentos: Criação de um banco de dados unificado de atletas de Mato Grosso do Sul (olímpicos, paralímpicos e amadores) para monitorar desempenho, marcas e tempos, projetando talentos locais para competições de alto rendimento.
Turismo Esportivo Inteligente: Calendário integrado com a Secretaria de Turismo, usando IA para prever o impacto econômico e hoteleiro de eventos esportivos realizados no estado (como campeonatos de ecoturismo em Bonito ou Pantanal).
Transversalidade das Políticas Públicas (Integração Total)
Esporte + Educação: Plataforma integrada para monitorar a frequência e o desempenho escolar dos alunos inseridos em programas esportivos (ex: Bolsa Atleta, Segundo Tempo e etc.).
Esporte + Saúde: Monitoramento de indicadores de sedentarismo e saúde preventiva (redução de filas no SUS através da atividade física na terceira idade com o programa Vida Saudável a ser criado).
Esporte + Meio Ambiente e Ciência: Incentivo a esportes de aventura sustentáveis e uso de tecnologias de ciência do esporte (biomecânica e fisiologia) em centros de treinamento estaduais.
Retomada do Futebol de MS: Infraestrutura, Governança e
Parcerias Privadas
O poder público atuará como indutor, recuperando o básico estrutural para que os estádios gerem receita e atraiam o torcedor de volta.
Operação Resgate do Morenão: Conclusão definitiva das obras estruturais emergenciais, do novo gramado e do sistema de irrigação do
Estádio Morenão. A meta é devolvê-lo ao futebol oficial e garantir o recebimento de jogos oficiais de grandes equipes nacionais e internacionais.
Interiorização dos Laudos: Criação de uma força-tarefa da
Fundesporte junto ao Ministério Público, Corpo de Bombeiros e prefeituras para garantir a liberação permanente com laudos atualizados de praças esportivas fundamentais como o Douradão (Dourados), o Arthur Marinho (Corumbá), Noroeste (Aquidauana), Adão Neves (Iguatemi), Saraivão (Ivinhema), Madrugadão (Três Lagoas), Laertão (Costa Rica), Ninho da Águia (Rio Brilhante), Gramadão (São Gabriel do Oeste), Ijair Tomquelsqui – SERC (Chapadão do Sul), Aral Moreira (Ponta porã), Vitrotão (Naviraí), Pereirão (Bataguassú) e os demais.
Parcerias de Uso Mútuo: Ampliação de acordos de cogestão, a exemplo do termo firmado para os estádios Jacques da Luz (Moreninhas) e
Vila Nasser, onde a Federação e o município dividem custos de manutenção em troca de investimentos estruturais privados.
Programa Empresa Cidadã do Esporte: Isenção fiscal progressiva (via
ICMS) para empresas privadas do agronegócio, comércio e indústria que investirem diretamente no futebol profissional do estado, tanto no patrocínio de camisas quanto no modelo de Clubes-Empresa (SAF).
Modernização das Arenas (Naming Rights): Incentivo legal para que empresas privadas comprem os direitos de nome (naming rights) dos estádios municipais e estaduais concedidos, aplicando o dinheiro diretamente na modernização de assentos, iluminação de LED e segurança.
EIXO 6: INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA – MODAIS DE
TRANSPORTES COM QUALIDADE ATENDENDO AS DEMANDAS
DO CIDADÃO E DA ECONOMIA
Para garantir a capacidade de expansão da nossa economia em nosso estado, são imprescindíveis os investimentos em obras de infraestrutura e logística, especialmente os modais de transporte (rodovias, hidrovias, ferrovias, portos, aeroportos), bem como em saneamento básico, gás natural, energia elétrica e telefonia.
A Infraestrutura e a Logística do Mato Grosso do Sul deverão estar a serviço das pessoas e das suas atividades cotidianas, portanto, sintonizadas com as demandas de seu povo, de sua estrutura econômica e dos agentes de seu desenvolvimento humano.
Para o Mato Grosso do Sul ter um crescimento socioeconômico sustentável e para que haja um aumento na competitividade dos produtos sul- mato-grossenses, é fundamental aumentar a qualidade e a disponibilidade da sua infraestrutura. Assim, reduziremos custos estruturais e aumentaremos a rentabilidade de seus empreendimentos, desde o pequeno produtor rural até a grande indústria, hoje fortemente penalizados pelas suas deficiências.
Naturalmente que parte dessas ações são diretamente sob responsabilidade do Governo do Estado. Contudo, temos claro que, para atendermos às demandas do nosso setor produtivo, teremos que mobilizar as forças políticas do estado em ações convergentes com o objetivo de garantir que a União aplique os recursos necessários para a realização de obras de infraestrutura que sejam de sua responsabilidade.
O Governo Federal realizou grandes investimentos na infraestrutura do
Mato Grosso do Sul e com perspectiva de realização de investimentos ainda maiores. Cabe ao Governo Estadual potencializar estes investimentos e realizar uma efetiva integração do sistema de transportes no Estado, incluindo um plano conjunto e integrado dos diversos modais de transportes, com ênfase nos investimentos públicos, priorizando os corredores por onde são escoados bens e serviços integrantes de toda a cadeia produtiva do Estado.
Iremos articular as ações do estado com os investimentos do Governo
Federal em execução ou previstos para o MS, como a revitalização e reconstrução da nossa antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, a interligação da Malha Oeste com a Ferronorte e a interligação à rede ferroviária boliviana, entre outras de suma importância ao desenvolvimento de todas as regiões de nosso estado.
No entanto, o estado também tem que assumir um papel protagonista e indutor nas áreas de infraestrutura e logística, bem como nas áreas de
saneamento, gás, comunicações, energia e inovação tecnológica, garantindo acessibilidade, mobilidade e velocidade para a produção e a comunicação.
Para isso, é urgente resgatar os instrumentos de financiamento próprio do
Estado, garantindo que os recursos arrecadados junto ao setor produtivo retornem integralmente em investimentos estruturais.
Na busca de solucionar essas questões estruturantes, o nosso governo irá:
Elaborar o Plano Estadual de Transporte e Logística que dê uma visão integrada e estruturante dos fluxos e demandas com ênfase nos modais de transporte Rodoviário, Aquaviário e Aeroviário para se ter uma redução sensível nos custos logísticos e de transporte no Mato Grosso do Sul;
Implantar novos centros logísticos, através de PPP’s e parcerias com o Governo Federal, para a recepção, armazenamento e distribuição de cargas, bem como a criação de “portos secos” onde se terá os serviços de aduana e vigilância sanitária. Estes centros têm a função fundamental de agilizar, reduzir custos e dar segurança aos fluxos de cargas.
Rodovias e a Nova Governança do FUNDERSUL
As rodovias são o meio de transporte mais utilizado em nosso estado (federais, estaduais e municipais). A atual infraestrutura do transporte rodoviário se mostra insuficiente e inadequada a partir das estradas estaduais e municipais, gerando perdas ao setor produtivo sul-mato-grossense devido aos elevados custos logísticos. Estradas municipais e vicinais representam as grandes extensões dentro dos territórios dos municípios e têm sua manutenção como responsabilidade unicamente das Prefeituras, cujos orçamentos não suportam tamanha demanda.
O grande motor financeiro para resolver esse gargalo deveria ser o
FUNDERSUL. No entanto, hoje o fundo não atende mais aos seus objetivos originais, tendo seus recursos pulverizados e desviados para atendimento a interesses político eleitoreiros de prefeitos e aliados, desamparando o produtor que o financia. Precisamos corrigir essa distorção histórica por meio de uma gestão transparente e carimbada.
Para enfrentar estes desafios e garantir a correta aplicação dos recursos, é fundamental a revitalização das 17 (dezessete) Residências
Regionais da AGESUL (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), recompondo e qualificando o corpo funcional e os meios técnicos necessários para a execução dos serviços sob sua competência.
Os gargalos existentes nessas rodovias, além de aumentar o tempo de deslocamento, provocam aumento nos custos de transporte, aumento desnecessário no consumo de combustíveis, perdas ao setor produtivo e
desestímulo aos investidores e, consequentemente, ao desenvolvimento regional.
O nosso governo deverá estabelecer, imediatamente, um diálogo aberto e amplo com a sociedade sul-mato-grossense por intermédio das entidades como: FAMASUL; ACRISUL; FECOMERCIO; FIEMS; Associações Comerciais;
Cooperativas de Agricultores; Sindicato dos Transportes; SINPETRO,
Sindicatos Rurais, Representantes da Agricultura Familiar, etc., que conjuntamente com os municípios e o Governo do Estado irão elaborar uma nova política adequada às realidades locais e às necessidades infraestruturais.
O agronegócio, a agricultura familiar, a agroindústria e o setor industrial possuem grande importância para a nossa economia e, de imediato, precisamos dar respostas aos pleitos desses setores, criando Programas específicos, visando dar maior agilidade nas obras de infraestrutura de maior necessidade aos setores produtivos.
Para dotar o estado de melhores condições de transportes rodoviários, o nosso Governo irá:
Resgatar a finalidade do FUNDERSUL, garantindo por lei que 100% dos seus recursos sejam aplicados exclusivamente na pavimentação, manutenção, sinalização e recuperação de rodovias estaduais e estradas vicinais;
Criar de FATO o Comitê Gestor Paritário do FUNDERSUL, incluindo assentos deliberativos para as entidades representativas do setor produtivo, dando a quem paga a taxa o poder de fiscalizar, auditar e votar quais obras são prioritárias para o Estado;
Desenvolver um Programa Rodoviário Estadual que vai priorizar a expansão da malha rodoviária existente e deverá contemplar a revisão dos traçados propondo correções geométricas, implantação de melhorias e de sinalização, com vistas à segurança no tráfego e à adequação a estes novos veículos de cargas muito utilizados na agroindústria e siderurgia;
Mapear os fluxos de cargas, visando a redução dos custos e de tempo e da eliminação de gargalos de escoamento. Como consequência, aumentará a competitividade do produto com a “Marca Mato Grosso do Sul”;
Desenvolver projetos de apoio ao escoamento das safras agrícolas com efetiva previsão de recursos para este fim. Para atender as
Rodovias Municipais, o Estado deverá prever a realização de convênios estáveis com os Municípios, utilizando fatias regionalizadas do FUNDERSUL;
Revitalizar e implantar sinalização da malha rodoviária estadual e municipal, facilitando o fluxo turístico e o escoamento do setor produtivo;
Investir na pesquisa para pavimentação com materiais alternativos, pois, em experiências anteriores, já se verificou, em alguns casos, ser possível reduzir em até 30% o custo da pavimentação;
Fomentar a recuperação e melhoria das estradas vicinais e rurais, com adequados cuidados de drenagem superficial de proteção da via e a substituição de pontes de madeira por concreto, apoiando técnica e financeiramente os municípios na realização das obras necessárias, em conjunto com o setor produtivo.
Aeroportos
O Estado de MS possui uma estrutura aeroportuária bastante deficitária e que demanda investimentos para sua melhor operacionalização, segurança aos usuários e, por fim, para ajudar no processo de desenvolvimento regional.
Com a revitalização da economia brasileira, surgem novas exigências no setor aeroportuário, com demandas de ampliação e qualificação dos nossos aeroportos internacionais e regionais. Para tanto, o nosso Governo irá:
Intensificar ações junto a Secretaria Nacional de Aviação Civil, para a execução das obras de ampliação e melhorias nas condições dos aeroportos regionais, fundamentais para o incremento do setor turístico e o desenvolvimento econômico regional;
Elaborar programa de incentivos para atrair novas empresas de voos regionais para os diversos municípios do estado;
Desenvolver projetos de ampliação e adequações de todos os aeroportos regionais do estado, para apresentação junto ao PROFAA (Programa Federal de Auxílio a Aeroportos).
Hidrovias e Portos
O Mato Grosso do Sul possui uma posição geográfica privilegiada, cercado por duas das principais hidrovias da América do Sul: a Hidrovia
Paraguai-Paraná e a Hidrovia Paraná-Tietê. No entanto, o potencial do transporte aquaviário em nosso estado ainda é subutilizado devido a gargalos estruturais, como a falta de dragagem regular nos rios, a infraestrutura portuária desatualizada e a baixa integração com os modais rodoviário e ferroviário.
O fortalecimento dos portos sul-mato-grossenses — especialmente nos polos de Três Lagoas, Bataguassú, Corumbá, Ladário e Porto Murtinho — é fundamental para reduzir drasticamente o custo do frete de grandes volumes, como grãos, minérios e fertilizantes. Além disso, as hidrovias são pilares centrais para a consolidação da Rota Bioceânica, conectando nossa produção de forma rápida e barata aos mercados do Atlântico e do Pacífico.
A consolidação desse modal passa obrigatoriamente por duas frentes de grande impacto econômico:
O Polo Mundial de Celulose na Costa Leste: Onde os complexos portuários de Três Lagoas e Bataguassu desempenham papel vital no escoamento massivo de celulose, papel e madeira, exigindo infraestrutura intermodal moderna e dragagem contínua no Rio Paraná para manter a competitividade global das nossas indústrias.
A Rota Bioceânica e a Saída para o Pacífico: O Mato Grosso do Sul vive um marco histórico com a conclusão das obras da Ponte Binacional da Rota Bioceânica em Porto Murtinho, cuja estrutura principal se uniu fisicamente no segundo semestre de 2026. Cabe ao Governo do Estado atuar com protagonismo absoluto para garantir a entrega rápida das obras de acesso rodoviário da BR-267 e o pátio aduaneiro, transformando de vez o estado no portal de conexão terrestre do Brasil com o mercado asiático pelos portos do Chile
Para transformar o potencial hidroviário do estado em realidade econômica, o nosso Governo irá:
Instituir o Programa Estadual de Desenvolvimento Hidroviário, focado em planejar a expansão da capacidade de carga dos portos públicos e no incentivo à instalação de novos Terminais de Uso Privado (TUPs).
Garantir a plena operação e infraestrutura de suporte para a Ponte da Rota Bioceânica, coordenando ações rápidas com o governo federal para a conclusão da alça de acesso da BR-267, o contorno de Porto
Murtinho e a estruturação do Centro Unificado de Fronteira, ativando o corredor logístico internacional para o Pacífico.
Transformar Porto Murtinho no maior Hub Portuário do Centro-
Oeste, otimizando seus acessos terrestres e investindo em infraestrutura de atracação para dar suporte ao escoamento massivo de safra através da Ponte de Interligação Brasil Paraguai-Argentina-Chile.
Modernizar e ampliar os complexos portuários de Corumbá e
Ladário, integrando-os diretamente à malha ferroviária revitalizada (Malha Oeste) para criar um corredor intermodal eficiente de minério de ferro e manganês.
Fomentar parcerias público-privadas (PPPs) para a criação de retroáreas portuárias, oferecendo espaços estruturados para armazenagem de grãos, combustíveis e fertilizantes, reduzindo o tempo de espera dos navios e barcaças.
Estimular o transporte de cabotagem e a integração aduaneira com os países vizinhos (Bolívia, Paraguai e Argentina), simplificando trâmites fiscais e sanitários nos portos de fronteira para acelerar o comércio bilateral.
Implementar tecnologias de monitoramento digital e gestão de tráfego hidroviário, aumentando a segurança da navegação e garantindo previsibilidade para os operadores logísticos que escolherem as águas do estado.
Saneamento Básico, Energia e Telecomunicações
O saneamento básico, além de uma questão de infraestrutura, é principalmente uma questão de dignidade e saúde pública. Cada real investido em saneamento economiza quatro reais na saúde pública. O Mato
Grosso do Sul tem plenas condições de universalizar esses serviços sem abrir mão de suas empresas públicas.
Enquanto senador e relator do orçamento federal, atuamos fortemente na garantia de recursos do PAC 1 e PAC 2 do Ministério das
Cidades e da FUNASA, assegurando ao Estado mais de R$ 505 milhões para obras de implantação e ampliação dos sistemas de esgoto. Posteriormente, nos Programas Avançar Cidades de 2018, 2019 e 2020, foram contratados mais R$ 510 milhões. Ou seja, foi mais de R$ 1 bilhão de reais carimbados para a SANESUL. Recursos que, por critérios técnicos, eram suficientes para atender 80% da população urbana nos 68 municípios sob concessão da empresa.
No entanto, em 2020, este GOVERNO apresentou uma Parceria
Público-Privada (PPP) de esgoto sob a propaganda de que seriam necessários
R$ 3 bilhões em 30 anos (sendo R$ 1,5 bilhão nos primeiros 10 anos). Como engenheiro, afirmo: “essa conta não fecha”! A Lei Federal estipula a meta de universalização em 90% até 2033. Ora, se com os recursos federais que articulamos e outros posteriores a nossa saída, já atingiríamos 80%, os 10% restantes equivalem a apenas 80 mil unidades residenciais. É inconcebível e inaceitável que o montante contratado para executar os 10% finais seja o mesmo utilizado para fazer os primeiros 80%.
A SANESUL é uma empresa pública sólida, superavitária e com total capacidade técnica e financeira de executar e universalizar esses serviços. Não permitiremos que uma estatal estratégica vire mera arrecadadora de tarifas para repassar o faturamento do esgoto a um consórcio privado.
Assim como o saneamento, as matrizes de energia e a infraestrutura de telecomunicações são vetores fundamentais para o desenvolvimento. O Mato
Grosso do Sul possui um potencial energético gigantesco, tanto hidrelétrico quanto bioenergético (biogás e biomassa), mas faltou ao Estado atuar na atração de novos investimentos e na interlocução junto ao Ministério das
Comunicações para extinguir os "apagões" digitais no interior.
Nosso governo vai fortalecer as empresas estatais sob o controle acionário do Estado, administradas por Contratos de Gestão rígidos, focados na eficiência e no atendimento ao cidadão.
Para resgatar a soberania da nossa infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento sustentável, o nosso Governo irá:
No Saneamento Básico e Defesa do Patrimônio Público
Rever e auditar imediatamente os Estudos de Viabilidade Técnica e
Econômica (EVTE) que balizaram a PPP de esgoto em cada um dos municípios, respeitando os Contratos de Programa vigentes;
Investigar o destino de mais de R$ 300 milhões pagos à concessionária privada, além de auditar os empréstimos bancários tomados pelo Estado para realizar obras em municípios onde o investimento deveria ter sido integralmente feito pela empresa parceira;
Desenvolver na SANESUL um Programa de Revitalização e
Modernização de seus Sistemas de Tratamento de Água e de Esgotos
Domésticos, transformando-a novamente em referência nacional de eficiência pública;
Implementar o Programa de Redução de Perdas Físicas de Água na
Rede, combatendo o desperdício na distribuição por meio de tecnologias de geofonamento e troca de tubulações antigas;
Na Matriz Energética e Expansão do Gás Natural
Manter o controle da MSGÁS sob a égide do Estado, ampliando os ramais de distribuição industrial e residencial em Campo Grande e Três
Lagoas, e incentivando o uso pleno do gás natural na região de
Corumbá;
Retomar os estudos de viabilidade para expansão do gasoduto e do sistema de distribuição de Gás Natural para as demais regiões e polos agroindustriais do estado;
Criar o Programa Estadual de Incentivo às Fontes Alternativas de
Energia, fomentando a instalação de cooperativas de energia solar, usinas eólicas e pequenas centrais geradoras de energia limpa;
Incentivar a instalação de novas Usinas Termelétricas (UTEs) a biomassa, utilizando os subprodutos e resíduos da agroindústria
(bagaço de cana) e do setor florestal/madeireiro, resolvendo um passivo ambiental histórico;
Criar o Programa Estadual de Produção de Biodiesel, articulado de forma intersecretarial, promovendo a produção sustentável com foco na agricultura familiar, inclusão social e geração de emprego no campo;
Nas Telecomunicações e Inclusão Digital
Articular junto ao Ministério das Comunicações e operadoras de telefonia a universalização do sinal 4G e 5G nas rodovias estaduais, distritos isolados e assentamentos rurais, garantindo conectividade para a segurança, telemedicina e educação de campo;
Implantar o Cinturão Digital de Mato Grosso do Sul, conectando todas as repartições públicas, escolas estaduais e postos de saúde por fibra óptica de alta velocidade;
Criar incentivos para a atração de indústrias de componentes tecnológicos, como fábricas de células fotovoltaicas e equipamentos de conectividade para o agronegócio de precisão.
EIXO 7: CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO A SERVIÇO DO SER
HUMANO E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
“Quando se pensa um modelo de desenvolvimento de ciência e tecnologia em uma região do país, pensa-se na possibilidade de mudanças que auxiliem no avanço da qualidade de vida daqueles que residem nessa região.
Ao mesmo tempo, integram-se essas ações de mudanças ao desenvolvimento sustentável, promovendo a harmonia com o meio ambiente, os valores culturais e regionais desse mesmo povo.”
A presente proposta tem como ponto de partida três premissas básicas e integradas: a) o espaço geográfico e o meio ambiente, b) a pessoa humana e c) as atividades e o modo de produção da vida humana. Essas diretrizes são as forças orientadoras das ações propostas para o avanço da Ciência,
Tecnologia e Inovação (C&T&I) em Mato Grosso do Sul.
O Espaço Geográfico e o Meio Ambiente: Precisam ser vistos como passíveis da criação de uma rede de interconexões inteligentes. O conhecimento científico deve permitir e induzir o desenvolvimento dos municípios, respeitando as vocações de cada território e os limites ecológicos da sustentabilidade.
A Pessoa Humana: O nosso programa de governo valoriza o homem e a mulher que fixaram residência dentro do espaço geográfico do nosso Estado, sem esquecer a nossa importância geopolítica e a integração transfronteiriça
com o Paraguai e a Bolívia. A tecnologia deve servir para emancipar o cidadão, não para excluí-lo.
As Atividades e o Modo de Produção: Dirige-se principalmente aos meios produtivos, que serão organizados em cadeias produtoras robustas. Esta proposta localiza a aplicação de C&T tomando as Cadeias Produtivas como a mediadora — mas não o centro — entre o ser humano e o meio ambiente. É justamente nos meios de produção onde as ações humanas oferecem as transformações mais significativas. Elas podem exaurir os recursos naturais ou pactuar novas formas de coexistência que gerem riqueza sem destruir nossas fontes de vida. Isso inclui o fortalecimento dos vários modelos de turismo, a exploração mineral responsável e o mercado de carbono ético e inclusivo.
“Não há mais dúvidas quanto à relação direta entre o conhecimento e a capacidade desse mesmo conhecimento tornar-se riqueza para os povos que o detêm.”
No entanto, formar apenas um "estoque" de capacidade científica não basta para enfrentar os problemas reais da sociedade. É preciso localizar, organizar e mobilizar os atores do meio científico para formar massa crítica.
Devemos compreender os recursos necessários e mapear os problemas prioritários para alcançar a condição ótima de melhoria social.
Para isso, o Poder Público assumirá seu papel indutor. O Estado vai reunir os agentes do setor científico, a sociedade organizada, os agentes públicos e as forças produtivas para consolidar na gestão estadual uma verdadeira cultura de inovação democrática.
Diretrizes e Ações Estratégicas do nosso Governo
Para modernizar o Estado com foco no bem-estar social e combater o modelo excludente da atual gestão, o Governo irá:
Instituir o Órgão Gestor de C&T&I: Estruturar uma secretaria ou coordenação robusta focada exclusivamente em governar, articular e monitorar os programas de inovação, tecnologia e sustentabilidade aplicados em todo o território sul-mato-grossense;
Formalizar Redes de Convênio para Qualificação: Firmar parcerias imediatas com Universidades, IFMS e o Sistema S (SENAI, SENAC,
SENAR, SESI, SEST/SENAT) para a oferta capilarizada de cursos técnicos, de extensão e capacitação profissional, preparando jovens e adultos para as reais demandas geradas pelos novos investimentos econômicos;
Fomentar a Produção de Matérias-Primas Científicas: Estabelecer acordos com institutos de pesquisa e universidades para o desenvolvimento e a disponibilização de insumos, sementes
selecionadas e matrizes tecnológicas para cooperativas, associações e a sociedade em geral;
Impulsionar o Empreendedorismo de Base Tecnológica:
Desenvolver programas de capacitação voltados à cultura empreendedora e à economia criativa, em cooperação com o Sebrae, universidades e o IFMS;
Estimular Incubadoras e Startups Regionais: Criar mecanismos de incentivo fiscal e econômico para descentralizar o ecossistema de inovação, apoiando projetos inovadores e aceleradoras já em andamento nas diversas regiões do Estado;
Implementar Parques Tecnológicos Regionais: Viabilizar, em parceria com a academia e o setor privado, a instalação de Parques
Tecnológicos em polos estratégicos como Três Lagoas, Coxim,
Paranaíba, Corumbá e Campo Grande, criando ambientes favoráveis para a atração de empresas de tecnologia e fortalecendo a rede de inovação;
Criar as Bolsas de Incentivo à Pesquisa Aplicada: Instituir por meio da FUNDECT editais exclusivos para Iniciação Científica Júnior (ensino médio/técnico), graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, direcionados especificamente a laboratórios que busquem soluções para os gargalos tecnológicos e demandas sociais de Mato Grosso do Sul;
Proteger e Reter a Juventude no Estado: Desenvolver, em conjunto com o Sebrae e o SESI, programas de mentoria, crédito facilitado e orientação para jovens empreendedores. O estímulo à juventude será a prioridade central da gestão, criando oportunidades reais de trabalho qualificado para que o jovem permaneça no MS, libertando-o da dependência de subempregos sazonais gerados por grandes conglomerados favorecidos pelas políticas vigentes.
EIXO 8: TURISMO COMO MATRIZ ECONÔMICA, INCLUSÃO
TERRITORIAL E EMANCIPAÇÃO SOCIAL
A institucionalização de uma política pública de turismo em Mato Grosso do Sul justifica-se pelo seu conceito mais amplo: a agregação de valores e benefícios individuais e coletivos para as pessoas e para o meio ambiente.
Associamos o seu planejamento e sua execução à necessidade de capacitar essa atividade, o turismo como uma matriz econômica indutora, geradora de empregos qualificados, distribuição de renda e ganhos sociais, ambientais, técnico-científicos, culturais e de infraestrutura.
Com biomas exuberantes — alguns únicos no planeta —, uma profusão de culturas locais e plurinacionais e um riquíssimo acervo patrimonial remanescente de diferentes ciclos civilizatórios, nosso Estado abriga, em seus
79 municípios, atrações capazes de catalisar a atenção de visitantes locais, nacionais e internacionais.
Para cumprir sua função de fomentador, o nosso Governo vai reconhecer os operadores do turismo em todos os níveis e mapear as matérias-primas disponíveis, as que estão em exploração e as que podem ser exploradas, sempre sob a régua da sustentabilidade e da promoção humana. O turismo sul-mato-grossense não se processará sem a participação ativa da sociedade e do trade turístico.
“Em nosso Governo o turismo caminhará em sintonia e corresponsabilidade com as áreas de Meio Ambiente, Cultura, Educação e
Infraestrutura Logística, quebrando o isolamento das ações públicas.”
Diretrizes e Ações Estratégicas do Governo
Para dotar o Estado de uma infraestrutura receptiva robusta e descentralizar os ganhos econômicos do setor, o nosso Governo irá:
Cumprir com a Proteção dos Patrimônios Consolidados: Garantir na plenitude a responsabilidade do Estado pela preservação, proteção e manutenção contínua dos biomas e reservas ecoambientais e patrimoniais já consolidados, como o Complexo do Pantanal, o Casario do Porto de Corumbá, as grutas e mananciais de Bonito, a Morada dos
Baís na capital, entre outros endereços históricos.
Desenvolver a Plataforma Inteligente do Turismo: Implementar, em parceria com as universidades, terceiro setor e conselhos de turismo, um software próprio de inteligência de dados para identificar, catalogar e manter atualizado o inventário de informações turísticas (endereços, distâncias, eventos, manifestações, infraestrutura logística e atrativos de cada localidade), servindo como base técnica para apurar o fluxo, as tendências e as sazonalidades do mercado para abastecer os pontos estratégicos de circulação.
Fortalecer a Infraestrutura Receptiva nos Municípios: Apoiar e incentivar os municípios para que dotem suas cidades de estruturas de acolhimento básico, por meio da construção e revitalização de portais de entrada, unidades de atendimento e orientação ao turista, sinalização detalhada e padronizada, além da oferta de material educativo e de utilidade pública.
Difundir a Identidade Sul-Mato-Grossense: Mais do que fazer propaganda comercial de eventos isolados, utilizar as redes públicas de
difusão e campanhas planejadas para divulgar a identidade profunda do
Estado, dando a conhecer em todos os territórios os traços humanos, ambientais, culturais e históricos que compõem o nosso povo;
Estruturar Novas Rotas e Circuitos Regionais: Mapear e formalizar rotas turísticas específicas para os diferentes perfis de visitação, para atrair e atender o interesse das preferências da grade de modalidades de turismo (Histórico e de Guerra, Aventura, Contemplação, Religioso,
Rural e de Fronteira). Com isso, amplia-se para o Estado inteiro, a todos os municípios e a todos os segmentos economicamente potenciais, um sistema de inclusão geográfica e territorial que vai conferir unidade no protagonismo, na produção e no retorno dos benefícios constantes da cadeia econômica e empreendedora do turismo;
Garantir a Inclusão Geográfica e Territorial: Integrar os municípios de menor porte à cadeia do turismo regionalizado, garantindo que as fatias de investimentos públicos em acessos asfálticos, sinalização e capacitação cheguem a todas as regiões, gerando unidade no protagonismo e no retorno dos benefícios econômicos aos pequenos empreendedores e comunidades locais.
Capacitar e Profissionalizar a Cadeia do Turismo (Prioridade
Absoluta): Habilitar gestores de projetos e profissionais para as atividades factuais do turismo, promovendo a profissionalização indispensável de recursos humanos que vão atuar em áreas de complexidades específicas, como o planejamento, a captação de recursos, execução, prestação de contas e o manuseio das ferramentas tecnológicas essenciais à agilidade e à modernização dos sistemas e serviços.
Firmar Parcerias com a Academia e os Setores Laborais: Induzir parcerias pré-definidas no planejamento governamental envolvendo as universidades, instituições de pesquisa e ensino, organizações culturais e desportivas, além dos laborais diretamente envolvidos na base da atividade, como os trabalhadores do artesanato e das redes de serviços locais, para receber e oferecer capacitações específicas e informações segundo as necessidades de cada segmento.
CARTA AO POVO DE MATO GROSSO DO SUL: A
RESPOSTA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS
Minhas amigas e meus amigos de Mato Grosso do Sul,
Chegamos ao final deste documento com uma convicção profunda: o nosso Estado é gigante, mas foi apequenado por um modelo de gestão que escolheu governar para poucos. Ao longo das últimas páginas, apresentamos não apenas um diagnóstico técnico das deficiências que travam a nossa terra, mas um conjunto de soluções reais, corajosas e progressistas.
Mato Grosso do Sul é um estado rico, dono de um povo trabalhador, de biomas exuberantes e de uma força econômica inegável. No entanto, há 12 anos, a nossa população assiste ao avanço de uma política elitista e privatista.
Uma política que transformou direitos essenciais em mercadoria e que esvaziou a máquina pública para favorecer grupos econômicos restritos.
Como engenheiro e homem público que dedicou a vida a entender o orçamento federal e as necessidades do nosso povo, afirmo a vocês: “essa conta não fecha e esse ciclo precisa acabar.”
Não é aceitável que a SANESUL, uma empresa pública sólida que capitalizamos com mais de meio bilhão de recursos federais durante nossa atuação no Senado, seja transformada em mera arrecadadora de tarifas para enriquecer consórcios privados por meio de uma PPP sem justificativa técnica.
Não é aceitável que o FUNDERSUL, financiado pelo suor do produtor rural, tenha sua finalidade desviada enquanto as estradas vicinais e pontes do interior permanecem intrafegáveis, penalizando desde o assentado da agricultura familiar até a grande agroindústria.
A incompetência desse modelo cobra o seu preço mais alto na vida e na dignidade das pessoas. Assistimos à criminosa privatização terceirizada da nossa Saúde Pública, que abandonou o cidadão. Falta estrutura básica, faltam médicos especialistas e faltam exames de alta complexidade nas macrorregiões de saúde, obrigando pais e mães de família a se deslocarem por centenas de quilômetros para Campo Grande ou Dourados em busca de um atendimento que deveria estar perto de suas casas.
Na Segurança Pública, o déficit de efetivo policial e a falta de investimentos estruturais deixam nossas fronteiras e bairros vulneráveis.
Sofremos com os índices alarmantes de feminicídio, reflexo de um governo que não protege as suas mulheres nem investe em redes de acolhimento e prevenção. Na Educação, o descaso com os nossos professores e com a estrutura escolar compromete o futuro das próximas gerações.
Para piorar, o esvaziamento das funções técnicas abriu espaço para a degradação moral da máquina pública. O que vemos hoje em Mato
Grosso do Sul é um governo sitiado por sucessivas operações da Polícia
Federal e do GAECO. Secretários de Estado e diretores comissionados viraram alvos frequentes de investigações de combate à corrupção. É inadmissível que os ocupantes do primeiro escalão e cargos de confiança pareçam ser escolhidos pela sua ficha corrida criminal, e não pela capacidade técnica, ética e profissional.
Não podemos nos conformar com um Estado que celebra recordes de exportação de matéria-prima bruta, mas que vira as costas para a sua juventude, empurrando nossos jovens para o subemprego por falta de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação. O desenvolvimento não pode ficar concentrado em poucos eixos geográficos. Ele precisa chegar aos
79 municípios.
Por isso, o projeto “MS DE TODOS?” não é apenas uma plataforma eleitoral; é uma convocação pedagógica e democrática. É o resgate de um modo de governar que o Partido dos Trabalhadores já provou ser vitorioso:
aquele que coloca o ser humano, a dignidade, a sustentabilidade e a justiça social no centro do orçamento público.
Nós vamos resgatar a soberania das nossas empresas e serviços públicos. Vamos descentralizar de FATO a saúde, estruturando as macrorregiões com exames e especialidades. Vamos valorizar os professores convocados e repor o quadro de concursados dentro de um planejamento conjunto com seus representantes. Reforçar a segurança e combater sem trégua o feminicídio. Vamos governar com transparência, eliminando os balcões de negócios e garantindo que o critério de escolha da nossa equipe seja estritamente técnico e de conduta ilibada.
A pergunta que deixamos ao fechar este plano de governo é simples, mas exige coragem: Continuaremos no caminho da exclusão, do enriquecimento de grupos e amigos, ou ousaremos trilhar novos rumos?
A resposta está em nossas mãos. Mato Grosso do Sul tem pressa de ser feliz, pressa de ser justo e pressa de ser de todos nós. Convidamos cada sul- mato-grossense a caminhar conosco nessa jornada de reconstrução e esperança.
Um forte abraço,
DELCIDIO DO AMARAL GOMEZ
" MS DE TODOS?"