GOIÁS PARA QUEM FAZ
Plano de Governo 2027-2030
WILDER MORAIS · Governador
ANA PAULA REZENDE · Vice-Governadora
Partido Liberal (PL)
TRABALHO, CUIDADO E OPORTUNIDADE CHEGANDO À VIDA DAS PESSOAS.
FAMÍLIA PROTEGIDA · DESENVOLVIMENTO QUE FICA · PROSPERIDADE QUE CHEGA EM CASA
UMA PALAVRA AO POVO DE GOIÁS
Goiás cresceu. E a sua vida?
Goiás avançou. Recuperou a segurança, melhorou a educação, organizou as contas e voltou a investir. Esses resultados pertencem ao povo goiano e devem ser preservados. Governo responsável não destrói o que funciona: melhora, amplia e corrige o que ainda não chegou a todos.
Mas o número do relatório não responde à pergunta que aparece na mesa da cozinha. A mãe sai do posto com um pedido de exame e nenhuma data. O trabalhador vê o salário sumir em comida, moradia e transporte. O produtor colhe bem e perde tempo e dinheiro na estrada. O jovem termina a escola na cidade pequena e acha que só terá futuro se for embora. O Estado cresceu; a vida precisa crescer junto.
O cidadão não pede favor ao Estado; exige respeito. Quer segurança para viver, serviço que não desperdice seu tempo, regra clara para produzir e oportunidade para avançar pelo próprio esforço. Quem trabalha, empreende, estuda, cuida da família ou procura proteção precisa encontrar um governo que faça bem a sua parte, apareça quando for necessário e deixe de atrapalhar quem quer crescer dentro da lei.
Goiás para Quem Faz é um compromisso com quem trabalha, produz, estuda, empreende, cuida da família e ajuda a comunidade a seguir em frente. A família reúne o que o Estado deve proteger. O desenvolvimento reúne o que o Estado ajuda a construir e permanece. A prosperidade reúne o que cada pessoa conquista e leva para casa. O governo será firme no essencial, simples para quem trabalha e produz, parceiro dos municípios e presente nas dez regiões.
Cada programa diz o que será feito, quem precisa participar e como o resultado será acompanhado. Os números de 2026 serão conferidos e publicados nos cem primeiros dias. E toda nova despesa terá de caber no orçamento, respeitar a lei e ter um responsável claro.
NOSSO COMPROMISSO
Manter o que deu certo. Corrigir o que ficou para trás. Fazer o crescimento de Goiás chegar à casa de quem trabalha.
Wilder Morais
Candidato a Governador de Goiás
Ana Paula Rezende
Candidata a Vice-Governadora
O PLANO EM CINCO MINUTOS
O que vamos preservar. O que precisa avançar.
Goiás não precisa escolher entre continuar ou mudar tudo. A segurança, a aprendizagem e a capacidade de investir serão preservadas. A mudança estará onde a população ainda sente demora, distância ou falta de oportunidade: saúde, renda, moradia, mobilidade, infraestrutura e serviço público.
O que será preservado O que precisa avançar
Segurança com integração, inteligência e presença. Saúde com fila visível, previsão e resposta.
Aprendizagem e busca por bons resultados na escola. Trabalho que Melhora a Renda e abre a primeira porta.
Capacidade de investimento. Creche, moradia e mobilidade para devolver tempo à família.
Programas que comprovarem resultado para a população. Infraestrutura cuidada e governo presente nas dez regiões.
A ideia que une o plano
Quem faz a sua parte merece um Estado que também faça. Governo não substitui trabalho, família ou iniciativa. Deve proteger quando a pessoa enfrenta uma situação que não consegue resolver sozinha, abrir caminho para a oportunidade e parar de desperdiçar o tempo de quem trabalha e produz.
GOIÁS PARA QUEM FAZ
Trabalho, cuidado e oportunidade chegando à vida das pessoas.
O PLANO EM CINCO MINUTOS
Sete prioridades fáceis de entender e cobrar
Nº Compromisso O que muda
1 Minha Vez, Saúde com Data Entrar na fila e saber a prioridade, a previsão e o próximo passo.
2 Segurança sem Retrocesso Preservar os avanços e enfrentar golpes digitais, violência contra a mulher e o crime organizado.
3 Trabalho que Melhora a Renda Curso ligado a vaga, primeira oportunidade e renda acompanhada depois da formação.
4 Família com Tempo para Viver Creche, moradia, cuidado e mobilidade para o trabalho não virar perda de tempo e renda.
5 Goiás Mais Simples Uma porta, uma lista de documentos e prazo para quem produz dentro da lei.
6 Infraestrutura que Funciona Manutenção rápida, transporte que cumpre e obra que começa com projeto e dinheiro definido.
7 Governo nas Dez Regiões Prioridade, responsável, custo e prazo conhecidos nos dez territórios de Goiás.
A ORDEM DAS PRIORIDADES
Saúde, renda e custo da vida recebem atenção direta sem abandonar segurança, educação e responsabilidade com as contas.
O PLANO EM CINCO MINUTOS
O que chega na sua mão
Estas entregas têm nome para serem reconhecidas e cobradas. Cada uma pertence a uma das sete prioridades e está detalhada nos programas deste plano. Nenhuma traz valor em dinheiro: custo, fonte e regra serão publicados antes da contratação.
Prioridade 1 · Minha Vez, Saúde com Data
• Minha Vez · entrar na fila e saber a prioridade, a previsão e o próximo passo.
• SUS Goiás · a tabela estadual que paga mais a quem atende a fila, utilizando a capacidade instalada dos hospitais filantrópicos e privados.
• Profissional de Saúde Especialista Onde Tem Unidade de Saúde Pública · unidade aberta com equipe, escala e serviço funcionando.
• Remédio em Casa · medicamento de uso contínuo entregue na casa de quem tem dificuldade de ir buscar.
Prioridade 2 · Segurança sem Retrocesso
• Goiás sem Golpe Digital · a vítima de golpe pela internet registra numa porta só, tem o início imediato da apuração e recebe orientação na hora.
• Combate aos Crimes Contra a Mulher · intensificação de políticas públicas com o uso de inteligência e tecnologia para a redução de crimes que envolvem estupro, feminicídio e violência doméstica.
• Fortalecimento das Forças de Segurança · valorizar, cuidar e planejar o efetivo conforme disponibilidade financeira do Estado e a necessidade da população.
Prioridade 3 · Trabalho que Melhora a Renda
• CNH do Trabalho · as categorias profissionais A, C, D e E de habilitação serão pagas para inscritos nos programas sociais do Estado, com turma aberta a partir da disponibilidade de vagas.
• Primeiro Salário · a empresa contrata o jovem sem experiência e o Estado assume parte dos custos dos primeiros meses.
• Curso com Vaga · formação definida pelas vagas reais de empresas e ligada à seleção e à contratação.
• Primeira Renda · capacitação, incentivo para compra de equipamentos e matéria-prima e acesso a crédito sem juros, com regra e fonte definidas antes do lançamento. Um programa para ajudar quem quer empreender a começar, crescer e gerar a própria renda.
• HUB de Inovação e Criatividade · centro de formação, qualificação e fomento para jovens e adultos que queiram empreender nas novas profissões e na economia criativa, incluindo atividades que envolvem o uso de inteligência artificial.
Prioridade 4 · Família com Tempo para Viver
• Começo Certo · gestantes em situação de vulnerabilidade social amparadas da gravidez aos primeiros anos do filho, em parceria com os municípios. Nenhuma mãe vai ficar sozinha em Goiás.
• Cartão Creche · a vaga criada e ocupada paga pelo Estado nos municípios com fila, em horário de quem trabalha.
Prioridade 5 · Goiás Mais Simples
• Empreende Goiás · crédito com orientação e acesso à compra pública para autônomo e pequeno negócio, numa porta só.
• Agiliza Goiás · simplificar processos, reduzir burocracias e acelerar licenciamentos ambientais e autorizações.
Mais agilidade para quem quer investir, produzir e gerar emprego em Goiás.
• Modernização de Todos os Serviços Ofertados Pelo Vapt-Vupt e Integração Entre Todos os Órgãos do Estado
· modernizar e integrar os serviços e os órgãos do Estado, reduzindo etapas e prazos. Mais facilidade, rapidez e eficiência para o cidadão.
Prioridade 6 · Infraestrutura que Funciona
• Goiás Responde Rápido · sistema para comunicação de problemas nas rodovias estaduais, com disponibilização de equipe de rápida resposta.
• Apoio ao Pequeno Produtor Rural · criar para os pequenos produtores o acesso aos serviços de tratores e máquinas agrícolas, em parceria com os municípios. Mais apoio para preparar a terra, produzir mais e fortalecer a agricultura familiar.
• Programa de Recuperação de Rodovias e Urbanização de Vicinais · recuperar rodovias estaduais e melhorar as estradas vicinais, com pavimentação e infraestrutura. Mais segurança, mobilidade e condições para escoar a produção em todo o Estado.
Prioridade 7 · Governo nas Dez Regiões
• Emprego do Lado de Casa · investimento e trabalho mais perto de onde as pessoas vivem.
• Meia Passagem do Entorno · reduzir o peso da passagem de quem estuda e trabalha entre Goiás e o DF.
O PLANO EM CINCO MINUTOS
Duas agendas de futuro
Inovação só fará sentido quando virar proteção, trabalho, renda e serviço melhor. As duas agendas abaixo usam estruturas que Goiás já possui, corrigem lacunas e organizam resultados que a população poderá reconhecer e cobrar.
Goiás Inteligente para Quem Trabalha
Goiás já reúne universidades, centros de pesquisa, empresas e infraestrutura pública de inteligência artificial.
O próximo passo é fazer essa capacidade chegar a pequenas empresas, produtores, cooperativas, trabalhadores, escolas, municípios e serviços públicos, com benefício medido e proteção de direitos.
• Criar extensão tecnológica regional para diagnosticar processos, testar soluções e medir produtividade, custo, qualidade, emprego e renda.
• Ofertar formação prática ligada a vagas, profissões em transformação e problemas reais das cadeias produtivas de cada região.
• Abrir desafios para startups, universidades e empresas desenvolverem soluções para saúde, educação, agro, segurança, municípios e atendimento ao cidadão, com caminho de contratação quando o piloto funcionar.
• Exigir avaliação de risco, proteção de dados, teste de erro, registro das decisões e revisão humana sempre que um sistema automatizado puder afetar direito, benefício ou serviço essencial.
Compromisso. As dez regiões terão acesso organizado a formação e extensão tecnológica, com publicação do ganho obtido e dos empregos alcançados pelos negócios e serviços atendidos.
Terras Raras: da Mina ao Emprego Goiano
Goiás trabalhará para que a mineração de terras raras e outros minerais críticos gere mais conhecimento, fornecedores, empregos qualificados e transformação industrial no Estado. O objetivo é avançar da extração para separação, refino, ligas, componentes, aplicações e reciclagem por meio de investimento privado, pesquisa e cooperação nacional e internacional. O Brasil é a segunda maior reserva de Terras Raras do mundo e Goiás é um estados com maior potencial de transformação desses minérios, atualmente concentrados, em
Minaçu, Nova Roma, Iporá e Catalão.
• Formar trabalhadores antes das grandes contratações, com cursos em química, metalurgia, automação, manutenção, logística, segurança e controle ambiental.
• Desenvolver fornecedores goianos e tornar públicas as compras locais, os empregos, os salários, a arrecadação e o valor agregado dos projetos apoiados.
• Apoiar projetos demonstradores de separação, ligas, componentes, ímãs e recuperação de minerais presentes em equipamentos descartados.
• Condicionar apoio estadual a metas legais de qualificação, contratação local, rastreabilidade, uso responsável da água, recuperação de área e fechamento de mina.
• Preparar a diversificação econômica dos municípios mineradores antes do encerramento da lavra e abrir a aplicação da compensação mineral à fiscalização da comunidade.
Compromisso. Todo novo projeto de minerais críticos beneficiado pelo Estado terá plano público de emprego, fornecedores, qualificação, rastreabilidade e fechamento, e Goiás buscará contratar projeto demonstrador de etapa industrial avançada ou de reciclagem.
O PLANO EM CINCO MINUTOS
O que começa nos primeiros cem dias
O início do governo será usado para abrir os números, organizar as responsabilidades e começar as entregas que não podem esperar. O relatório do centésimo dia dirá o que começou, o que atrasou e qual providência foi tomada.
• Assegurar o funcionamento regular de todos os serviços públicos ofertados pelo Estado.
• Auditar as filas de saúde e abrir a primeira consulta pública dos pedidos de maior espera.
• Publicar o mapa regional de vagas, salários e profissões em falta.
• Selecionar os serviços estaduais de maior impacto e divulgar documentos, prazo e onde reclamar.
• Levantar a condição das rodovias, pontes e obras paradas e divulgar a ordem de atendimento.
• Conferir filas de creche em parceria com os municípios, cadastros habitacionais e famílias atendidas pelos programas sociais do Estado.
• Instalar a coordenação das dez regiões.
• Abrir a carteira de projetos dos municípios e organizar a busca de recursos da União.
• Publicar o custo, a fonte e o risco das sete prioridades antes de transformá-las em novas despesas permanentes.
PRIMEIRA PRESTAÇÃO DE CONTAS
No 100º dia, cada prioridade terá número de partida, responsável, cronograma e situação publicada.
O PLANO EM CINCO MINUTOS
Transparência: Como a população poderá acompanhar e cobrar
A mesma informação usada pelo governador para decidir estará disponível para a população. Meta não será trocada em silêncio. Atraso terá explicação, providência e nova data. Parceria com prefeitura, União ou empresa não apagará a responsabilidade do Estado de acompanhar e informar.
Uma régua só: Número de partida, meta anual e resultado mais recente.
Dinheiro aberto: Valor previsto, contratado, pago e custo para manter o serviço.
Resultado por região: O que chegou a cada território e onde ainda existe atraso.
Correção à vista: Motivo do problema, responsável pela solução e nova data.
Linguagem direta: Informação curta para o cidadão e dados completos para quem quiser conferir.
EXPERIÊNCIA PARA FAZER
Quem assume este compromisso com Goiás
Um plano vale pelo que promete e por quem o executa. Existe ainda uma terceira coisa, menos falada: o olhar de quem vai decidir. Duas pessoas podem receber o mesmo relatório e enxergar coisas diferentes. Quem nunca esperou numa fila lê a fila como número. Quem já esperou lê como tempo de vida. Por isso este capítulo conta de onde vem quem assina este compromisso.
Wilder Morais
Wilder Pedro de Morais nasceu em 29 de junho de 1968, na zona rural de Taquaral, interior de Goiás.
Segundo de cinco filhos de um lavrador que depois virou taxista e de uma costureira que sustentava a casa no pé da máquina. Os pais trabalharam a vida inteira e nunca conseguiram comprar casa própria. A família morou de aluguel e de favor, e o menino trocou de endereço 24 vezes antes dos 14 anos.
Aos 17, foi para Goiânia estudar. Morou num quarto pequeno no Centro, estudou nas bibliotecas públicas da cidade, formou-se em Técnico de Contabilidade e pagou um ano de cursinho com o dinheiro da costura da mãe. Reprovou no primeiro vestibular. No segundo, passou no curso que anunciava em casa desde a terceira série, para espanto da família: Engenharia Civil. Bancou a faculdade com o crédito educativo, embrião do financiamento estudantil de hoje. Ele resume assim: “Eu só sou engenheiro hoje porque eu tive o crédito educativo”.
O primeiro estágio numa construtora foi negociado em troca da marmita do almoço, porque calouro não podia estagiar. Numa sexta-feira em que o vigia faltou, dormiu na obra para o prédio não ficar sozinho. No domingo, o dono da empresa o encontrou de plantão e o efetivou na hora. Onze anos depois, saía da empresa como diretor-presidente. Fundou então a própria construtora, que chegou a mais de 4 mil funcionários e a obras em 17 estados e em outros países. É importante ressaltar que durante toda a sua atividade como construtor, atendeu o mercado privado integralmente, sem nenhuma obra contratada ou entregue para um órgão público ou governo.
A vida pública veio depois da vida profissional feita. Wilder foi secretário de Estado de Infraestrutura e também de Indústria, Comércio e Serviços. À frente da política de desenvolvimento econômico, trabalhou para que mais de 200 empresas se instalassem em Goiás ou ampliassem suas atividades, com mais de R$ 5 bilhões em investimentos anunciados e potencial de geração de cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos.
Esse movimento alcançou 90 municípios, levando oportunidades também ao Norte, Nordeste goiano e
Entorno do Distrito Federal. Criou o Goiás Empreendedor e a Caravana do Empreendedor, ampliando o acesso ao crédito e aproximando o Estado de quem queria abrir ou fortalecer o próprio negócio. Participou ainda da aprovação do ProGoiás, da internacionalização do Aeroporto de Goiânia, da expansão da Ferrovia
Norte-Sul e de medidas emergenciais que ajudaram microempresas, o turismo e o transporte escolar durante a pandemia. Na Secretaria, conheceu Goiás cidade por cidade e aprendeu, por dentro, a distância entre autorizar um benefício, anunciar um investimento e fazer o emprego chegar de verdade. É por isso que este plano assume um compromisso objetivo: acompanhar cada incentivo até que ele se transforme em investimento realizado, contratação formal, renda e desenvolvimento para os municípios.
Em 2022, 799.022 goianos o elegeram senador da República. No mandato, relatou a proposta relacionada as
Terras Raras que beneficia o Estado de Goiás e o Brasil, também relatou a proposta que incluiu o biogás entre as fontes apoiadas pela política agrícola, defendeu a redução da burocracia para quem produz e levou emenda a cidade que nunca tinha visto um senador de perto.
O olhar que a vida deu
Currículo conta o que a pessoa fez. O olhar diz o que ela enxerga na hora de decidir. Quem foi menino doente, levado de carroça ao hospital de madrugada, sabe o que uma fila custa a uma família. Quem estudou com crédito educativo sabe que uma porta de estudo muda um destino inteiro. Quem se esforçou para pagar salários sabe o que uma exigência sem sentido faz com um negócio pequeno. Quem morou de aluguel e de favor entende porque este plano trata moradia como assunto de família.
É esse olhar que organiza as escolhas deste documento: a fila com data de atendimento, o curso profissional ligado à vaga de emprego, o Estado que simplifica a vida de quem produz, a casa que cabe no orçamento da família. Esses temas não foram escolhidos em gabinete. São as pedras que ele encontrou no próprio caminho, e que este plano existe para tirar do caminho dos outros.
O Goiás de que nos orgulhamos
Este plano tem orgulho da história de Goiás: o estado que saiu do isolamento, ergueu uma capital nova, abriu o Cerrado para a produção e se tornou uma das economias mais fortes do país.
Nessa caminhada, Iris Rezende é um divisor de águas. Foi o homem dos Mutirões, que mobilizou o povo e o poder público para fazer o que parecia impossível: mil casas em um único dia, mais de 3 mil casas em um fim de semana, num grande mutirão que alcançou 36 cidades goianas de uma só vez.
Foi o governador que levou essa mesma capacidade de realização para todas as áreas. Abriu e pavimentou milhares de quilômetros de rodovias, expandiu a energia elétrica pelo estado e pelo campo, ampliou as redes de água e saneamento, construiu escolas, ginásios, rodoviárias, maternidades e hospitais. Criou o Fomentar, fazendo do Estado um parceiro de quem queria produzir, investir e gerar empregos. Fortaleceu o interior e ajudou a criar as condições de infraestrutura para que a industrialização e o agronegócio avançassem.
Iris fez o desenvolvimento andar junto com o povo. Onde faltava casa, construiu. Onde faltava estrada, abriu caminho. Onde faltava energia e água, levou infraestrutura. Onde faltava oportunidade, criou condições para o desenvolvimento chegar.
E deixou uma lição que este documento adota: em Goiás, as grandes transformações acontecem quando planejamento, trabalho e capacidade de realização caminham ao lado das pessoas.
Os governos que vieram depois preservaram conquistas e somaram outras, reconhecidas ao longo destas páginas. Queremos avançar mais. E sabemos que é possível, porque este estado já mostrou que sabe fazer o difícil.
O PREPARO QUE IMPORTA
Conhecer a iniciativa privada ajuda a entender quem produz. Conhecer o Estado ajuda a transformar uma boa ideia em orçamento, equipe e entrega. A experiência só terá valor se aparecer na vida do cidadão.
Ana Paula Rezende
Ana Paula Rezende é advogada, formada em Direito pela Universidade Federal de Goiás, e empresária, filha de Iris Rezende e Dona Iris Araújo. Ela conheceu a boa política dentro de casa. Cresceu vendo os pais transformarem a vida pública em uma missão de servir.
Era uma casa em que política significava gente na porta, problema na mesa e resposta sem hora marcada.
Foi ali que Ana Paula aprendeu que o poder só faz sentido quando melhora a vida das pessoas; que governar exige ouvir, estar presente e cuidar; e que a boa política se mede menos pelo discurso e mais pela capacidade de entregar.
Durante muitos anos, acompanhou a política de perto sem buscar para si o protagonismo que naturalmente cercava sua família. Essa experiência moldou sua visão: a de quem conhece o Estado, mas conhece igualmente a realidade de quem trabalha, empreende, administra, gera empregos e precisa de um poder público que funcione de verdade.
Ela carrega, portanto, não apenas um sobrenome conhecido pelos goianos, mas uma formação construída durante toda a vida ao lado de duas pessoas que fizeram do serviço público uma vocação.
Com Iris, aprendeu a força do trabalho, da presença e da realização. Com Dona Iris, aprendeu a dimensão humana do cuidado, especialmente com as mulheres, as crianças, os idosos e as famílias.
Depois da partida dos pais, assumiu também a responsabilidade de preservar uma história que pertence não apenas à sua família, mas a Goiás. À frente do Instituto Iris Rezende Machado, aproximou-se ainda mais das comunidades, ouviu histórias de famílias transformadas por políticas públicas e passou a percorrer lugares onde a presença de Iris e Dona Iris continua viva. Nesse processo, preservar a memória se transformou também em compromisso com o futuro.
Sua decisão de entrar na vida pública nasce dessa trajetória. Não de uma descoberta recente da política, mas de uma vida inteira convivendo com ela, conhecendo suas possibilidades, suas responsabilidades e, principalmente, o impacto que uma gestão séria pode produzir na vida de uma família.
É dessa escola que vem sua maneira de enxergar a vida pública: a política que escuta antes de decidir, acolhe antes de julgar e trabalha até encontrar uma solução.
Ana Paula representa a continuidade de valores que marcaram uma geração da política goiana, mas com a responsabilidade de construir o seu próprio caminho. Traz a experiência de quem aprendeu dentro de casa que legado não é aquilo que se recebe: é aquilo que se honra com trabalho, presença e novas entregas.
Como vice-governadora, estará à frente das pautas do cuidado no acompanhamento deste plano, com atenção prioritária às pessoas mais carentes, além do trabalho com a mulher, com a primeira infância, com o idoso e com a família, e da articulação permanente com municípios e comunidades.
NO QUE ACREDITAMOS
Princípios simples para decisões difíceis
Um plano não consegue prever tudo o que acontecerá em quatro anos. Por isso, além das propostas, a população precisa saber quais princípios orientarão as escolhas do governo quando surgir uma decisão nova.
Trabalho e responsabilidade
O trabalho é caminho de autonomia e dignidade. O Estado deve abrir caminho, qualificar, cumprir sua parte e deixar de castigar quem produz dentro da lei.
Família e cuidado
A família é o primeiro espaço de cuidado. O governo deve fortalecê-la e proteger quem enfrenta violência, abandono, doença, deficiência ou perda de autonomia.
Fé e liberdade
O Estado é laico para proteger a liberdade religiosa, todas as crenças e também quem não professa religião. Parcerias terão regra pública, finalidade social e prestação de contas.
Liberdade para produzir
Quem empreende precisa de regra clara, prazo cumprido e fiscalização proporcional ao risco. Simplificar é cobrar o necessário com respeito e previsibilidade.
Ordem e segurança
Segurança é condição para a liberdade. A autoridade será exercida dentro da lei, com presença, inteligência, investigação e respeito ao cidadão.
Dinheiro público tem dono
Cada real pertence à população. Nenhuma estrutura, obra, incentivo ou benefício deve existir sem finalidade, fonte de dinheiro, meta e controle público.
REGRA DE GOVERNO
Preservar o que funciona, medir o que for feito e corrigir sem esconder o problema.
GUIA DE LEITURA
Um plano claro para ser entendido e cobrado
O plano está organizado em três eixos, doze programas e sete prioridades que serão acompanhadas diretamente pelo governador. A agenda das dez regiões reconhece que Goiás não tem uma única realidade. As últimas partes mostram o trabalho dos primeiros cem dias, o cuidado com o dinheiro público e a forma de prestar contas.
Família protegida Saúde, educação, segurança, moradia e cuidado: o que o Estado protege.
Desenvolvimento que fica Infraestrutura, redes essenciais, produção e território: o que o Estado ajuda a construir e permanece.
Prosperidade que chega em casa
Qualificação, trabalho, pequeno negócio e valor local: o que a pessoa conquista e leva para casa.
Governo que entrega Serviço com prazo, dez regiões, município parceiro, orçamento e controle público.
Os doze programas
1. Minha Vez, Saúde com Data 7. Governo nas Dez Regiões
2. Escola para a Vida 8. Trabalho que Melhora a Renda
3. Segurança sem Retrocesso 9. Goiás Mais Simples
4. Família, Moradia, Creche e Cuidado 10. Agro, Indústria e Inovação com Valor em Goiás
5. Mobilidade e Infraestrutura que Funciona 11. Serviço e Projeto com Prazo
6. Energia, Água e Conectividade 12. Município Parceiro e Contas em Ordem
O que está coberto pelo plano
• Vida e cuidado: saúde, educação, infância, creche, segurança, mulheres, idosos, deficiência, moradia e proteção social.
• Cidade e território: transporte, trânsito, habitação, saneamento, água, energia, internet, estradas, logística e defesa civil.
• Trabalho e prosperidade: qualificação, primeira oportunidade, pequeno negócio, crédito, agro, indústria, mineração, comércio e serviços.
• Futuro e identidade: ciência, tecnologia, inteligência artificial, cultura, esporte, lazer, turismo, Cerrado e clima.
• Governo e confiança: municípios, regiões, servidores, orçamento, reforma tributária, integridade, dados, prazos e contas públicas.
1 · PONTO DE PARTIDA
Goiás é forte. O desafio é fazer essa força chegar por inteiro
Goiás entra no próximo ciclo com base sólida. A economia é diversificada, o mercado de trabalho tem bons indicadores, a rede estadual de ensino ocupa posição de destaque e o Estado recuperou capacidade de investimento. Essa fotografia afasta dois erros: negar os avanços ou imaginar que os números, sozinhos, resolvem a vida de quem espera, se desloca, paga aluguel e trabalha muito para manter a casa.
7,06 milhões habitantes no Censo 2022 · IBGE
R$ 336,7 bilhões de PIB em 2023 · IBGE/Contas Regionais
3,86 milhões de pessoas ocupadas em 2025 · PNAD Contínua/IMB
R$ 7,21 bilhões investidos pelo Estado em 2025 · Balanço Geral/RREO
A economia cresceu, a sensação de avanço precisa crescer junto
Em 2025, a taxa de desocupação foi de 4,6% e a renda média do trabalho chegou a R$ 3.628. Ao mesmo tempo, ainda existem informalidade, salário baixo em muitas ocupações, aluguel pesado, dificuldade de encontrar emprego qualificado, falta de creche e longos deslocamentos. A resposta não é prometer que o governo fará tudo pela pessoa. É retirar barreiras para que o esforço dê resultado: fazer qualificação encontrar vaga, simplificar a vida de quem empreende, apoiar moradia, levar infraestrutura e serviço aos lugares onde as oportunidades podem nascer.
O campo é parte decisiva da identidade e da riqueza de Goiás. Mas a vida diária da maioria acontece nas cidades, e os serviços respondem por mais de 60% da economia. Por isso, este plano une agro, indústria, comércio, tecnologia e serviços. Estrada e energia no campo caminham junto com saúde regional, moradia, transporte e segurança nas áreas urbanas.
Como o governo pode aliviar o custo da vida
O Estado não controla sozinho o preço do mercado nem deve prometer solução mágica. Pode, porém, agir onde tem responsabilidade e reduzir despesas que pesam todo mês, aumentar a renda e devolver tempo à família.
• Aumentar a renda real com curso ligado a vaga de trabalho, primeira oportunidade, pequeno negócio e produção com mais valor.
• Reduzir o peso da moradia com regularização, melhoria habitacional, casa própria e aluguel temporário com caminho de saída.
• Devolver o tempo de espera com saúde que informa data, creche para quem trabalha e transporte que cumpre a viagem programada.
• Ajudar o consumidor a comparar preços e proteger a concorrência sem tabelamento ou interferência indevida.
• Fazer escola, saúde, segurança, água e assistência funcionarem para que a família não pague duas vezes pelo serviço público.
• Melhorar as condições de logística e escoamento de produção dos alimentos, reduzindo o preço da cesta básica.
A ESCOLHA CENTRAL
Preservar o que funciona e concentrar energia onde a população ainda sente distância: saúde, renda, infraestrutura e presença regional.
2 · DIREÇÃO PARA 2030
Goiás para quem faz
Nossa visão é um Goiás seguro, produtivo e bem cuidado, no qual o lugar de nascimento não limite o acesso a serviço, estudo, trabalho ou renda. Até 2030, o Estado deve estar entre os melhores do
Brasil nos resultados que chegam à vida real. A comparação usará dados públicos nacionais quando existirem e metas estaduais abertas quando não houver medida comparável.
Três eixos e um método
1 · Família protegida
Saúde, educação, segurança, moradia e cuidado: o que o
Estado deve proteger.
2 · Desenvolvimento que fica
Estrada, energia, água, saneamento, internet e cidades fortes: o que o Estado ajuda a construir e permanece.
3 · Prosperidade que chega em casa
Curso ligado a vaga, pequeno negócio simples e produção com mais valor: o que a pessoa conquista.
Método · Governo que entrega
Serviço com prazo, município parceiro, dez regiões, meta pública e conta em ordem.
Sete prioridades de execução
As sete prioridades atravessam várias áreas e serão acompanhadas diretamente pelo governador.
Nº Prioridade Resultado esperado
1 Minha Vez, Saúde com Data Fila única, prazo informado e atendimento humano.
2 Segurança sem Retrocesso A criminalidade segue em queda e os crimes cometidos pela internet passam a ter resposta à altura.
3 Trabalho que Melhora a Renda Emprego, permanência e renda real, não apenas certificado.
4 Família com Tempo para Viver Menos aluguel pesado, fila e tempo perdido para trabalhar.
5 Goiás Mais Simples Quem produz dentro da lei gasta menos tempo e menos dinheiro com burocracia para abrir e manter o negócio.
6 Infraestrutura que Funciona Estradas conservadas de forma permanente e obras que só começam com projeto e dinheiro garantidos.
7 Governo nas Dez Regiões Prioridade pactuada, prazo e prestação de contas.
Seis regras para governar
• Serviço público com data: pedido, responsável, prazo e a quem cobrar.
• Atendimento que respeita: quem procurar o Estado será acolhido por uma pessoa preparada, receberá orientação clara e não precisará contar o mesmo problema várias vezes.
• Resultado publicado em linguagem simples: a mesma informação usada pelo governo e pela população.
• Dinheiro ligado a resultado: contrato e programa avaliados pelo que entregam, e não pelo tamanho da estrutura.
• Município tratado como parceiro: critério público, apoio técnico e decisão perto do território.
• Melhorar o que existe antes de criar novidade: estrutura nova só quando a atual não puder resolver.
3 · DOZE PROGRAMAS
Compromissos que cabem na vida e no orçamento
Os doze programas abaixo organizam o governo inteiro. Eles não substituem as obrigações de cada secretaria. Servem para unir áreas que precisam trabalhar juntas e para deixar clara a cobrança:
qual problema será enfrentado, qual resultado deve aparecer e em que prazo a população poderá conferir.
• Família protegida: saúde, escola, segurança, moradia e cuidado.
• Desenvolvimento que fica: infraestrutura essencial, cidades fortes e presença nas dez regiões.
• Prosperidade que chega em casa: trabalho que melhora a renda, pequeno negócio e produção com valor.
• Governo que entrega: prazo, dados, município parceiro e conta em ordem.
Os números relativos ao ano de 2026 serão consolidados, auditados e publicados nos cem primeiros dias.
Esse cuidado impede que meta seja montada sobre um dado incompleto e permite que toda pessoa acompanhe a mesma régua durante o mandato.
Regras que valem para todo o plano
• Atender sem discriminação e garantir acesso a mulheres, crianças, jovens, idosos, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.
• Proteger os dados pessoais e manter alternativa presencial para quem não consegue usar serviço digital.
• Tratar água, solo, vegetação e clima como segurança para a vida e para a produção.
• Ouvir usuários e servidores, publicar resultados e corrigir rápido o que não funcionar.
• Não criar estrutura, benefício ou obra sem competência legal, custo de manutenção e fonte de dinheiro.
1 FAMÍLIA PROTEGIDA
O que o Estado deve proteger: vida, aprendizagem, segurança, moradia, cuidado e dignidade.
Minha Vez, Saúde com Data
Uma rede de saúde só funciona de verdade quando a pessoa sabe qual é o próximo passo. Hoje, o sofrimento não está apenas na doença: está também na espera sem informação, na viagem desnecessária e na repetição de exames. O Estado vai organizar o acesso, fortalecer a capacidade regional e cobrar qualidade de cada contrato.
O QUE MUDA PARA QUEM ESPERA
Toda pessoa encaminhada pela regulação estadual poderá acompanhar o pedido, conhecer a prioridade clínica, receber uma previsão de atendimento e saber qual providência será tomada se houver atraso relevante.
Como reduzir a espera
• Unificar as filas estaduais de consultas, exames, cirurgias e terapias. O sistema mostrará situação, prioridade e previsão sem expor dados pessoais.
• Implantar a regra Data na Guia: o encaminhamento regulado terá prazo de referência, canal de acompanhamento e alternativa assistencial quando houver atraso relevante.
• Criar a Tabela SUS Goiás: uma tabela estadual que complementa os valores federais para pagar pelo procedimento realizado com qualidade, destravando a capacidade ociosa de instituições filantrópicas e unidades privadas que atendam à fila única.
• Garantir o Profissional de Saúde Especialista Onde Tem Unidade de Saúde Pública: publicar o mapa de onde falta atendimento e a escala das unidades. Hospital regional terá plano de equipe, leito, insumo e contrato antes de receber nova ampliação física.
• Criar política regional de fixação e formação em serviço para médico, enfermagem e demais profissionais nas especialidades em falta no interior.
• Ampliar e agilizar o acesso aos especialistas, criando um sistema que permita que equipes locais acessem o apoio de profissionais de saúde especializados em áreas de atendimento para resolver mais casos perto de casa.
• Organizar caminhos completos, com prazo entre etapas, para câncer, saúde da mulher, gestação e parto, autismo, saúde mental, reabilitação, doenças raras e saúde bucal.
Propostas complementares
Além dos compromissos centrais, o programa terá uma carteira de iniciativas que poderá ser priorizada conforme diagnóstico, viabilidade, orçamento e capacidade de execução. Cada proposta abaixo terá responsável, linha de base e meta antes da contratação.
Saúde da mulher perto de casa
Uma linha regional de cuidado vai organizar prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer de mama e colo do útero, pré-natal de risco e endometriose. A regulação mostrará onde o exame será realizado, o prazo e a continuidade do tratamento. Unidades móveis poderão cobrir vazios assistenciais, sem substituir a rede permanente.
Saúde bucal que volta a atender
Cofinanciar, com os municípios, equipes de saúde bucal, próteses e atendimento odontológico para crianças, gestantes, idosos e pessoas com deficiência. O apoio estadual dependerá de produção informada e integração com a atenção básica, evitando consultório equipado e parado.
Autismo com caminho e prazo
Um protocolo único vai organizar triagem, avaliação multiprofissional e plano de cuidado para pessoas com suspeita de transtorno do espectro autista. A família receberá orientação desde a primeira procura, sem precisar refazer cadastros em cada porta. O Estado organizará apoio regional com a retaguarda do CRER (Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação), teleconsultoria e pactuação de vagas com municípios e prestadores. O tempo entre a primeira procura, a avaliação e o início do cuidado dirá se o protocolo funciona, junto com a permanência da criança na escola.
Saúde mental em rede
Em parceria com os municípios, reforçar a rede regional de saúde mental com atendimento de crise, prevenção do suicídio, cuidado de álcool e outras drogas e apoio a crianças e adolescentes. A proposta integra atenção básica, CAPS, hospitais, escolas e assistência social, com fluxo definido para urgências. O governo publicará cobertura, tempo para primeiro atendimento e reinternações, e apoiará municípios que compartilhem equipes onde não houver escala para manter serviço isolado.
Dengue antes do hospital lotar
Usar dados climáticos, notificações, armadilhas e imagens territoriais para antecipar surtos de dengue e outras arboviroses. Municípios receberão alerta, apoio operacional e insumos antes do pico, de acordo com o risco publicado. A comunicação será simples e localizada, indicando o que a população e a prefeitura precisam fazer. Tempo entre alerta e resposta, internações e óbitos serão acompanhados ano a ano.
Doença rara sem peregrinação
O paciente com doença rara ou condição de alta complexidade contará com uma equipe de navegação para organizar exames, referências, medicamentos e deslocamentos, evitando que a família percorra órgãos sem saber o próximo passo. O Estado pactuará fluxos com centros de referência dentro e fora de Goiás e publicará prazos de autorização e continuidade.
Remédio em Casa
O medicamento de uso contínuo sob responsabilidade estadual poderá ser entregue na casa de idosos e de pacientes com dificuldade de locomoção, com adesão voluntária e regras de segurança na entrega. A fila do balcão deixará de ser mais um deslocamento na vida de quem já convive com a doença.
Escola para a Vida
Goiás fez no Ideb de 2025 as melhores notas da sua história e, ainda assim, perdeu a liderança nacional que vinha ocupando. Os dois fatos importam: o primeiro mostra uma rede que funciona e merece ser preservada; o segundo mostra que outros estados estão acelerando. O caminho é proteger o que levou Goiás ao topo, recuperar a dianteira e olhar para quem ainda fica para trás.
Um dos maiores problemas da educação de Goiás não está no alcance, nem na evasão escolar, muito menos na qualidade do corpo docente, mas sim nos baixos índices de eficiência relacionados ao aprendizado. Boa parte das crianças não dominam o idioma e têm dificuldade na realização de operações matemáticas básicas. Aprender a ler, escrever, calcular, conviver e concluir os estudos é a base da liberdade. A escola também precisa ser segura, bem cuidada, inclusiva e conectada às escolhas que o jovem fará depois.
O QUE MUDA PARA O ESTUDANTE
Cada estudante terá acompanhamento da aprendizagem, apoio quando surgir dificuldade e uma ponte clara para o ensino técnico, a universidade, o trabalho ou o próprio negócio.
Prioridades para a escola
• Concentrar reforço em alfabetização, língua portuguesa e matemática, com diagnóstico por estudante e recuperação durante o ano, não apenas no final.
• Fazer busca ativa de faltas e abandono, reunindo escola, família, saúde e assistência quando o problema ultrapassar a sala de aula.
• Ampliar o tempo integral onde houver procura, estrutura e resultado pedagógico, sem confundir mais horas com aprendizagem automática.
• Publicar o calendário de manutenção de cada escola e garantir segurança, acessibilidade, internet, material e apoio de intérprete, cuidador ou mediador quando necessário.
• Ligar ensino técnico, UEG, universidades, Sistema S e empresas às vocações das regiões, mantendo formação ampla e possibilidade de escolha.
• Valorizar professores e equipes com formação prática, apoio à gestão e reconhecimento ligado à aprendizagem, à inclusão e à permanência do aluno.
• Garantir oferta noturna e educação de jovens e adultos onde houver demanda, para que trabalhar durante o dia não obrigue ninguém a abandonar a escola.
• Integrar esporte, cultura, ciência, leitura e educação digital ao projeto pedagógico, com uso ético de inteligência artificial e formação dos professores.
Propostas complementares
O programa carrega ainda uma carteira complementar, priorizada conforme diagnóstico, orçamento e capacidade de execução. Nenhuma proposta será contratada sem responsável, linha de base e meta definidos.
Escola arrumada, banheiro funcionando
Todo ano, um mapa público mostrará a condição de cada escola: banheiro, telhado, cozinha, climatização, acessibilidade, quadra, conectividade e segurança elétrica. As obras serão contratadas em lotes regionais com cronograma, responsável e fotografia de entrega. A prioridade combinará risco, número de alunos e tempo sem manutenção.
Tempo integral onde a família precisa
As vagas de tempo integral crescerão primeiro onde a vulnerabilidade é maior, onde as mães trabalham e onde a escola tem espaço para expandir. A jornada terá reforço de aprendizagem, esporte, cultura, tecnologia e projeto de vida, e não apenas permanência no prédio. O Estado publicará vagas criadas, frequência, aprendizagem e abandono, além do custo por aluno, permitindo ajustar o modelo antes de ampliar.
Matemática e português sem aluno para trás
Aplicar avaliação diagnóstica curta no início do período letivo e oferecer recuperação dentro da jornada para quem estiver abaixo do esperado. Cada escola receberá material, formação e acompanhamento por turma, sem transformar a avaliação em punição. A família acompanhará a evolução do aluno em relatório fácil de entender. O avanço aparecerá no domínio das habilidades essenciais e na redução da defasagem.
Inteligência artificial com responsabilidade na escola
Ensinar estudantes a usar inteligência artificial como suporte para pesquisar, criar e resolver problemas, distinguindo apoio legítimo de cópia, fraude e desinformação. Professores receberão formação prática e ferramentas seguras, com proteção de dados e revisão humana. Projetos serão ligados a desafios de Goiás, como água, agro, saúde e serviços. O Estado medirá escolas atendidas, docentes formados e projetos desenvolvidos, sem substituir professor por tecnologia.
Professor com mais tempo
Relatórios, lançamentos e cadastros exigidos das escolas serão revisados para eliminar duplicidade e integrar sistemas. Toda nova obrigação administrativa deverá informar porque existe e quanto tempo consome.
Equipes regionais apoiarão prestação de contas e gestão, liberando diretor e professor para aprendizagem.
Inclusão com profissional e estrutura
Garantir planejamento regional de intérpretes de Libras, cuidadores, mediadores e atendimento educacional especializado segundo a necessidade dos estudantes. Banco de profissionais, formação continuada e contratação compartilhada reduzirão salas sem apoio. A escola informará à família o recurso disponível e o prazo de atendimento.
Busca ativa: aluno de volta
Integrar escola, assistência social e saúde para localizar estudante com faltas repetidas ou abandono, identificar a causa e construir retorno individual. A família terá um responsável de referência, e problemas de transporte, trabalho precoce, gravidez, violência ou deficiência receberão encaminhamento. O indicador central será o número de alunos que retornaram e permaneceram, não apenas contatos realizados.
Ensino técnico conectado ao ensino médio
Expandir itinerários técnicos e cursos de curta duração ligados às vocações regionais e às vagas efetivas das empresas. Laboratórios poderão ser compartilhados com IFs, Sistema S, UEG e setor produtivo. O estudante conhecerá ocupações, salários e requisitos antes de escolher. Matrículas, conclusão, certificação, estágio e emprego após o curso serão publicados por unidade e região.
Segurança sem Retrocesso
A melhora da segurança é uma conquista concreta de parte dos goianos. Atualmente temos muitas delegacias operando apenas em horário comercial, cidades que não têm um único profissional de segurança pública, e uma subnotificação que desconhecemos o alcance. Goiás ficou mais seguro, mas ainda estamos longe do que precisamos. O próximo governo deve manter integração, inteligência, presença policial e controle do sistema prisional, ao mesmo tempo em que responde a crimes que cresceram ou mudaram de forma: golpes digitais, violência contra a mulher, crime organizado e fraude.
O COMPROMISSO COM A SEGURANÇA
A população seguirá vivendo com ordem e liberdade. A vítima terá resposta mais rápida, e as forças de segurança usarão informação, investigação e tecnologia com controle e respeito à lei.
Como preservar os avanços
• Preservar a integração das forças, a inteligência e o controle dos presídios, com metas por território e auditoria para impedir subnotificação.
• Organizar plantão regional noturno e de fim de semana seguindo o mapa real de ocorrências, combinando presença física, atendimento remoto por autoridade e delegacia digital.
• Aprimorar o registro digital dos golpes e fraudes que possam ser registrados a distância, orientar a vítima a acionar imediatamente sua instituição financeira e integrar preservação de prova, investigação e defesa do consumidor.
• Organizar o Goiás sem Golpe Digital, com uma porta clara, acompanhamento do encaminhamento e publicação de tempo de triagem, perícia, investigação e valores bloqueados ou recuperados.
• Criar cobertura compartilhada de cibersegurança para órgãos estaduais essenciais e municípios aderentes, com prevenção, cópias de segurança, continuidade de serviço e resposta testada a incidentes.
• Reforçar a proteção contra deepfakes, montagens íntimas, perseguição digital, exploração de crianças e violência online contra mulheres e idosos.
• Ampliar as equipes especializadas de combate à violência contra a mulher, facções, roubo de carga, crime no campo e delitos ambientais.
• Dar prazo público a perícias e priorizar investigação de homicídios, crimes sexuais, desaparecimentos e violência repetida.
• Integrar câmeras e leitores de placas em corredores estratégicos, com regra de acesso, guarda, auditoria e descarte de dados.
• Fortalecer Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e segurança no trânsito, com prevenção de incêndios, enchentes, seca e acidentes graves.
• Dar cobertura regional à Patrulha Maria da Penha e à segurança rural, com prazo de primeira providência, acompanhamento e resultado publicado.
Valorização de quem faz a segurança
A conquista da segurança tem autor: o profissional que trabalha em escala, risco e cobrança. Preservar o avanço exige tratar quem o produz como parte do resultado. Este bloco vale para policiais militares e civis, bombeiros, polícia penal e polícia científica. Esse conjunto forma o Fortalecimento das Forças de Segurança:
valorizar, cuidar e planejar o efetivo conforme a disponibilidade financeira do Estado e a necessidade da população.
• Planejar o efetivo, com calendário de concursos e reposição contínua das aposentadorias, revisado a cada ano conforme a disponibilidade financeira do Estado.
• Dar à carreira a mesma regra que este plano dá à fila: promoção com critério claro, requisitos publicados e calendário cumprido, para o profissional saber o que precisa fazer e quando será avaliado.
• Premiar resultado: incentivo por metas de redução de crime verificadas por território, com regra pública e auditoria, valorizando a equipe, não apenas o indivíduo.
• Garantir assistência jurídica institucional ao profissional de segurança por atos praticados em serviço.
• Cuidar de quem protege: prevenção ao adoecimento, atendimento psicológico sigiloso, apoio após ocorrência crítica e preparação para a aposentadoria, sem que buscar cuidado prejudique a carreira.
• Repor equipamento com programação: colete, viatura e fardamento com ciclo de reposição definido.
• Manter mesa permanente com as entidades de praças, oficiais, policiais civis, penais, bombeiros e polícia científica, com pauta, prazo e resposta registrada. É nessa mesa que a previdência e o Ipasgo, o plano de saúde do servidor, serão tratados com estudo e responsabilidade, sem promessa de campanha.
Propostas complementares
As iniciativas abaixo completam o programa e entram em execução conforme diagnóstico e espaço no orçamento, sempre com responsável, linha de base e meta definidos antes da contratação.
Laboratório regional contra crimes digitais
Núcleos regionais de investigação e perícia digital vão reduzir a concentração de equipamentos e especialistas na capital. Os núcleos apoiarão casos de fraude, exploração infantil, perseguição, extorsão, invasão de sistemas e violência digital. Haverá triagem por gravidade, preservação de prova e cooperação com autoridades competentes.
Cidade monitorada com regra e resultado
Municípios terão apoio para integrar câmeras, leitura de placas e centros de comando, com padrões de segurança, finalidade definida e proteção de dados. O Estado priorizará entradas de cidades, rotas de fuga, divisas e áreas de maior risco, evitando compra isolada sem operação. Câmera parada não conta: valem alertas úteis, veículos recuperados e ocorrências esclarecidas.
Perícia com prazo publicado
Definir prazos de referência por tipo de laudo, organizar fila por gravidade e ampliar capacidade em regiões com maior represamento. Contratações, equipamentos e plantões serão guiados pelo volume real. Polícia,
Ministério Público e Judiciário acompanharão a mesma informação, respeitado o sigilo. O cidadão verá tempo mediano, estoque de exames e percentual entregue no prazo, sem exposição do caso individual.
Segurança escolar preventiva
Criar protocolo estadual de prevenção e resposta para ameaças, violência, drogas, bullying e ataques em ambiente escolar. Cada escola terá contatos, fluxo de comunicação e exercícios adequados ao risco, sem transformar o espaço em ambiente de medo. Educação, segurança, saúde mental e famílias atuarão juntas, com acompanhamento público de ocorrências, tempo de resposta e escolas preparadas.
Pessoa desaparecida: procura começa na hora
Integrar registro, imagens autorizadas, hospitais, assistência social, transporte e bases policiais para acelerar a busca por desaparecidos. Não haverá exigência de espera para iniciar o atendimento. Casos envolvendo criança, idoso, pessoa com deficiência ou risco de violência terão prioridade.
Fronteira e divisa com inteligência
As rotas de entrada e saída do Estado terão operações permanentes contra tráfico, roubo de cargas, veículos e insumos do crime. Leitura de placas, análise de risco e cooperação com forças federais e estados vizinhos substituirão bloqueios aleatórios. A estratégia será avaliada por apreensões qualificadas, organizações desarticuladas, bens recuperados e redução de crimes nas rotas.
Proteção completa para a mulher
Integrar medida protetiva, patrulha, acolhimento, aluguel social, atendimento jurídico e autonomia econômica em um único acompanhamento. A mulher não deverá narrar a violência repetidamente em cada órgão. O primeiro contato definirá risco e responsável pelo caso.
Combate aos Crimes Contra a Mulher
O Estado vai intensificar o enfrentamento ao estupro, ao feminicídio e à violência doméstica, usando inteligência e tecnologia para identificar o agressor com mais rapidez e proteger a vítima antes que a violência se repita. Delegacias especializadas, equipes de investigação e a Patrulha Maria da Penha trabalharão com informação integrada. Esse esforço caminha junto com a proteção completa para a mulher descrita neste programa.
Família, Moradia, Creche e Cuidado
A família sustenta a vida cotidiana, mas pode enfrentar situações que nenhum esforço individual resolve sozinho: violência, deficiência, doença, perda de renda, envelhecimento, aluguel pesado, falta de creche ou ausência de cuidado. O apoio público deve acolher sem humilhar, proteger direitos e ajudar cada pessoa a recuperar autonomia. Emergência exige amparo; a saída do momento de dificuldade exige documentação, cuidado, moradia, qualificação e trabalho.
O QUE A FAMÍLIA PODE ESPERAR
Quem procurar proteção será recebido por uma pessoa de referência e sairá sabendo o próximo passo.
Moradia e cuidado serão tratados junto com creche, água, transporte, escola, saúde e oportunidade de renda.
Proteção, cuidado e autonomia
• Organizar acesso integrado à assistência social, com plano familiar e encaminhamento acompanhado nos casos de maior risco.
• Cofinanciar vagas de creche em municípios com fila comprovada, por meio do Cartão Creche, inclusive em horário compatível com a jornada de trabalho, pagando por vaga criada e ocupada e exigindo lista pública sem expor a criança.
• Apoiar primeira infância, proteção de crianças e adolescentes, conselho tutelar, acolhimento familiar e adoção segura.
• Ampliar acolhimento à mulher vítima de violência, proteção aos filhos e caminhos de qualificação, trabalho e independência financeira.
• Reduzir a espera por cadeiras de rodas, órteses, próteses e outros recursos e garantir acessibilidade nos serviços estaduais.
• Fortalecer cuidado ao idoso.
• Ampliar a atenção à dependência de álcool e outras drogas, população em situação de rua e famílias em emergência.
• Unir casa própria, aluguel social temporário, regularização, melhoria de moradias e urbanização, com fila, critério, valor, prazo de transição e caminho de saída publicados.
• Apoiar municípios e entidades responsáveis em castração, adoção, atendimento veterinário regional e combate aos maus-tratos, com prioridade por risco sanitário e abandono.
Propostas complementares
Este programa também terá uma carteira complementar. A ordem de execução dependerá de diagnóstico, viabilidade e orçamento, e cada proposta só será contratada com responsável, linha de base e meta.
Começo Certo
A gestante de Goiás em situação de vulnerabilidade social entrará no amparo social já na gravidez e sairá da primeira consulta sabendo em que maternidade vai ganhar o bebê. No bairro, uma roda quinzenal de gestantes, com a mesma turma do início ao fim e um psicólogo conduzindo, vai acolher e ensinar o que ninguém nasce sabendo. A menina que engravidar não perderá a escola: matrícula preservada, horário ajustado e busca ativa se ela deixar de aparecer. Visitas em casa acompanharão o desenvolvimento até os três anos, o enxoval chegará antes do parto, e quem frequenta a roda terá prioridade na vaga de creche. O objetivo deste projeto é oferecer a gestante todas as condições necessárias para que ocorra a manutenção da gestação até o fim, protegendo a vida daquele que ainda não nasceu.
Primeira infância por inteiro
Integrar gestação, saúde, assistência, creche e proteção nos primeiros seis anos, com busca ativa de famílias vulneráveis e acompanhamento de marcos do desenvolvimento. Cada família terá orientação simples sobre benefícios e serviços disponíveis. O Estado apoiará municípios com equipes e dados, sem criar cadastro paralelo. Pré-natal, vacinação, desenvolvimento e acesso à creche serão medidos nas famílias acompanhadas.
Família acolhedora em vez de abrigo
Municípios terão apoio para ampliar o acolhimento familiar temporário de crianças afastadas de casa por decisão judicial. Famílias serão selecionadas, formadas e acompanhadas, com auxílio transparente. O objetivo é reduzir permanência institucional e preservar vínculos quando seguro.
Envelhecer com proteção
A fiscalização de instituições de longa permanência será reforçada, junto com prevenção de golpes, atenção domiciliar e convivência para idosos. Um canal simples permitirá denunciar violência e abandono, com fluxo para assistência, saúde, polícia e justiça. O Estado apoiará municípios na formação de cuidadores e oferta regional de centros-dia.
Pessoa com deficiência com autonomia
Fortalecer o CRER como referência estadual de reabilitação e levar sua retaguarda ao interior, com centros regionais de reabilitação, tecnologia assistiva e orientação para acesso a escola, trabalho e benefícios.
Avaliações já realizadas serão reaproveitadas quando a lei permitir, reduzindo peregrinação. O Estado publicará acessibilidade dos próprios serviços e cumprimento de cotas. Serão medidos tempo para reabilitação, equipamentos entregues, inclusão escolar e inserção no trabalho.
Comida na mesa e produção local
Aprimorar compra pública de agricultores familiares para escolas, hospitais e equipamentos sociais, com cardápio, logística e pagamento previsíveis. Cozinhas comunitárias e bancos de alimentos poderão atuar em rede com municípios e organizações. O programa unirá segurança alimentar e renda rural.
Bem-estar animal com responsabilidade
Apoiar municípios para castração, vacinação, identificação, atendimento básico e manejo ético de animais abandonados. Protetores cadastrados receberão capacitação e acesso transparente às vagas, sem transferência informal de responsabilidade pública. Campanhas enfrentarão abandono e maus-tratos.
Castrações realizadas, adoções responsáveis e a redução de ninhadas nas ruas medirão o avanço.
2 DESENVOLVIMENTO QUE FICA
O que o Estado ajuda a construir e permanece: infraestrutura, redes essenciais e cidades fortes.
Mobilidade e Infraestrutura que Funciona
Infraestrutura boa não é apenas obra nova. É ponte inspecionada, estrada com manutenção, sinalização visível, ônibus que passa no horário, trajeto que não rouba horas do dia e projeto que não para por falta de estudo. O Estado vai trocar a lógica do remendo pela manutenção programada e preparar corredores que reduzam acidente, perda de produção, congestionamento e custo de transporte. Cuidar do que existe não significa deixar de fazer obra nova. Significa garantir que cada nova obra responda a uma necessidade real, tenha dinheiro para ser concluída e continue funcionando depois da inauguração.
O QUE PRECISA FUNCIONAR
Quem viaja ou transporta produção conhecerá a condição da via. Obras começarão com projeto, licença, fonte de dinheiro e custo de manutenção definidos.
Manutenção, mobilidade e obras
• Mapear a condição de rodovias, pontes, sinalização, contratos e obras paradas, com prioridade técnica e atualização pública.
• Criar o sistema Goiás Responde Rápido para vias estaduais com foco na resolução de problemas, como surgimento de buracos, erosão, estrutura em ponte e risco de acidente: comunicação, vistoria, sinalização e solução acompanhada.
• Separar o orçamento de conservação do orçamento de expansão, evitando abandonar trecho existente para anunciar obra nova.
• Preparar a Plataforma Multimodal de Anápolis e conexões ferroviárias, aeroportuárias e rodoviárias com demanda, governança e etapas realistas.
• Apoiar estradas vicinais e pontes municipais por meio de convênios realizados com os municípios, desde que com padrão de engenharia, medição, manutenção e prestação de contas.
• Planejar novos corredores de ônibus, terminais, segurança viária e informação ao passageiro nas Regiões
Metropolitanas de Goiânia e entorno do Distrito Federal.
Propostas complementares
A carteira complementar de projetos abaixo será priorizada pelo diagnóstico de cada região e pela capacidade de execução. Antes de contratar, cada proposta receberá responsável, cronograma e meta.
Estrada estadual com manutenção previsível
A malha estadual será classificada por condição, tráfego, risco e importância produtiva, com calendário público de manutenção por trecho. Contratos terão nível de serviço, fotografia, georreferenciamento e consequência por atraso. Emergências receberão triagem própria. A população acompanhará o planejamento, previsão e conclusão. O padrão será cobrado por quilômetros em condição adequada, tempo de resposta e reincidência do defeito.
Estrada da roça em parceria
Projeto e apoio técnico ajudarão os municípios a recuperar estradas vicinais, pontes e bueiros usados por transporte escolar, produção e acesso à saúde. A prefeitura poderá executar com equipe própria, mediante plano e prestação simplificada. A prioridade combinará população atendida e escoamento.
Programa de Recuperação de Rodovias e Urbanização de Vicinais
O programa vai recuperar as rodovias estaduais e melhorar as estradas vicinais, com pavimentação e infraestrutura onde fizer diferença para a segurança e para a produção. As vicinais serão recuperadas em parceria com os municípios, priorizando os trechos usados por transporte escolar, produção e acesso à saúde.
Ponto seguro para caminhoneiro
Pontos de parada com banheiro, chuveiro, água, iluminação e segurança serão implantados nas principais rotas, por parceria e concessão quando cabível. A escolha dos locais seguirá o fluxo e a distância segura.
Operação e manutenção estarão definidas antes da obra.
Aeroportos regionais com função definida
Avaliar aeródromos do interior por demanda de passageiros, saúde, turismo, agronegócio e logística, priorizando segurança e operação antes de novas obras. Em parceria com o município, cada aeroporto apoiado terá plano de uso, responsável e custo de manutenção. Incentivo a voo dependerá de desempenho e prazo.
Plataforma logística de Anápolis destravada
Reorganizar governança, licenças, acessos e modelo de ocupação da plataforma logística de Anápolis, com calendário público de decisões. O projeto será conectado à ferrovia, rodovias, aeroporto e distrito industrial, atraindo operadores e transformação de carga. Serão publicados áreas disponíveis, investimentos contratados, empregos, movimentação e pendências sob responsabilidade de cada órgão.
Transporte metropolitano com conta aberta
Integrar planejamento de linhas, terminais e corredores das Regiões Metropolitanas de Goiânia e entorno do Distrito Federal, publicando custo, subsídio, qualidade e cumprimento de viagens. Bilhetagem e dados apoiarão redes mais simples e menor espera. Toda mudança relevante terá avaliação do usuário. Tempo de viagem, lotação e custo por passageiro serão os termômetros principais.
Meia Passagem do Entorno
Segundo estudos, cerca de 150 mil pessoas trafegam de Goiás para o Distrito Federal por meio do transporte público todos os dias. As tarifas de transporte vão de cerca de R$ 5,00 a R$ 12,00 por trecho. Quem vive no
Entorno paga uma das passagens mais caras do país e ficou fora do passe livre estadual. O Estado construirá, com os entes responsáveis, o desenho legal para subsidiar o passageiro, começando por quem estuda e trabalha, sem depender de mudança na tarifa federal. Prevemos uma queda no trânsito dessas pessoas a partir do momento que as condições no entorno representem oportunidades reais para a população residente. O programa impactará cerca 26 milhões por mês dos cofres públicos.
Trânsito que poupa vidas
Concentrar engenharia, fiscalização e educação nos trechos com mortes e feridos graves das rodovias estaduais, usando dados de saúde e segurança. Intervenções rápidas, como sinalização, iluminação e travessias, precederão obras caras quando forem suficientes. Municípios receberão apoio técnico.
Obra pública que não vira esqueleto
Nenhuma grande obra começará sem projeto executivo, licença, fonte de recurso, responsável por operar e plano de manutenção. Obras paradas serão inventariadas e classificadas entre concluir, adaptar ou encerrar.
O andamento físico e financeiro de cada obra será informado com clareza. A prioridade será terminar o que entrega serviço antes de anunciar novo equipamento sem custeio.
Energia, Água e Conectividade
Casa, escola, hospital, lavoura e indústria dependem de três redes que já não podem falhar: energia, água e conectividade. Boa parte dessas entregas envolve concessões, regulação federal ou municípios. Goiás conta com uma das piores distribuidoras de energia do Brasil, o que afasta investimentos e geração de oportunidades no nosso estado. O papel do Estado é planejar antes do gargalo, cobrar contrato, coordenar investimento e atuar diretamente onde tiver competência.
O RESULTADO ESPERADO
As regiões terão informação sobre capacidade e investimento. O cidadão poderá acompanhar melhoria de água e conectividade, e o investidor saberá onde há solução prevista para energia e conexão.
Energia, água e conexão
• Publicar painel de qualidade e capacidade de energia, reunindo distribuidora, regulação, municípios e setores produtivos para cobrar prazo e antecipar demanda.
• Priorizar energia trifásica e conexão de empreendimentos em áreas de demanda comprovada, dentro das competências do Estado e dos contratos vigentes.
• Planejar água por bacia e território, juntando abastecimento, produção, reservação, redução de perdas, proteção de manancial e resposta a seca.
• Medir velocidade, disponibilidade, latência e tempo de reparo da internet em escolas, unidades de saúde e demais serviços estaduais, ampliando soluções por fibra, rádio, satélite e compartilhamento de infraestrutura.
• Estimular geração distribuída, biogás, biometano e eficiência energética quando reduzirem custo e/ou gerarem receitas adicionais para o produtor, emissão e pressão sobre a rede com viabilidade comprovada.
• Fortalecer prevenção a incêndios, recuperação de nascentes, gestão de resíduos e adaptação a seca, enchente e calor extremo, com mapa de risco e regra ambiental previsível.
• Exigir que obras estaduais em área de risco considerem drenagem, temperatura, disponibilidade de água, incêndio e custo de manutenção ao longo da vida útil.
Propostas complementares
Completam o programa as iniciativas a seguir, executadas conforme diagnóstico, orçamento e capacidade de entrega, com responsável, linha de base e meta definidos antes da contratação.
Energia firme para produzir
Uma mesa permanente reunirá distribuidora, reguladores, municípios e setor produtivo para atacar interrupções, demora de ligação e falta de capacidade em áreas de expansão. Um mapa público mostrará gargalos e cronograma de reforço, respeitando competências regulatórias. Serão medidas duração e frequência das interrupções, prazo de conexão e empreendimentos liberados após melhoria da rede.
Solar que reduz conta pública
Instalar geração solar e eficiência energética em prédios estaduais onde o retorno econômico for comprovado, por contratação baseada em desempenho, e quando possível em parceria com instituições privadas. A economia financiará expansão e manutenção, com medição aberta. Hospitais e serviços essenciais terão análise de continuidade e armazenamento quando viável.
Biogás e biometano com resíduo virando renda
Apoiar projetos que transformem dejetos animais, resíduos agroindustriais e lixo orgânico em biogás, biometano, energia e biofertilizante. O Estado articulará licenciamento, conexão, pesquisa, crédito e contratos, priorizando arranjos regionais. Apoio dependerá de balanço ambiental e destino seguro do digestato.
Água segura na zona rural
Expandir soluções adequadas para comunidades rurais, assentamentos e pequenos povoados: poços onde houver segurança, captação de chuva, tratamento, reservação e gestão comunitária. Diagnóstico hidrogeológico e qualidade da água orientarão cada solução. Operação e manutenção serão previstas desde o início.
Município preparado para seca
Cada região terá plano de segurança hídrica com cenários de estiagem, níveis de alerta, obras prioritárias e regras de contingência. Abastecimento humano terá proteção explícita, junto à produção e aos ecossistemas.
Dados de reservatórios, chuva e consumo apoiarão decisão antecipada.
Saneamento de pequenas localidades
Apoiar municípios e prestadores na implantação de soluções descentralizadas de esgoto e resíduos onde redes convencionais não forem viáveis. Projetos-padrão e assistência técnica reduzirão custo. O modelo deverá definir quem opera e cobra antes da obra.
Conectividade que chega e permanece
Mapear localidades, escolas, unidades de saúde e áreas produtivas sem conexão adequada, combinando fibra, rádio e outras tecnologias pelo custo e pela qualidade. Contratos terão velocidade, disponibilidade e reparo medidos. O Estado usará sua demanda como âncora para ampliar cobertura e oferta de fibra ótica.
Espaço público de acesso digital
Pontos regionais de acesso digital vão oferecer internet, computador, apoio para serviços, formação e trabalho remoto em prédios públicos aproveitáveis. Atendimento assistido garantirá acesso a quem não domina tecnologia ou tem deficiência. Municípios e parceiros poderão operar o espaço mediante padrão.
Usuários frequentes, serviços concluídos e cursos realizados medirão cada espaço.
Governo nas Dez Regiões
Goiânia não pode concentrar todo o governo do Estado. É preciso fazer com que o governo seja mais próximo das pessoas, chegando a pelo menos 10 regiões. Cada região combina população, produção, distância e serviço de modo diferente. A presença regional não será feita com novos prédios sem função. Será organizada por equipe que resolve, carteira curta de prioridades e encontro regular com os municípios.
O QUE MUDA EM CADA REGIÃO
Cada região terá prioridades definidas com os municípios e um núcleo do governo responsável por fazê-las andar.
Presença que resolve
• Instalar dez núcleos de coordenação correspondentes às regiões oficiais de planejamento, aproveitando estrutura existente sempre que possível.
• Desenvolver planejamento anual de metas e entregas com até três projetos prioritários, escolhidos por necessidade, impacto, maturidade e equilíbrio territorial.
• Unir regularização, moradia, transporte, saneamento e segurança nos territórios urbanos que crescem mais rápido.
• Apoiar turismo de natureza, cultura, fé, gastronomia e águas quando houver produto, acesso, qualificação, proteção do patrimônio, calendário e estratégia de venda.
• Descentralizar editais, circuitos culturais, esporte, lazer e economia criativa, com calendário anual e acesso real para artistas, atletas e municípios do interior.
• Recuperar, junto com as prefeituras, espaços de convivência, esporte, feira e cultura onde a falta de lazer e uso seguro do bairro for problema comprovado.
Propostas complementares
Além do núcleo do programa, haverá uma carteira de propostas complementares. Cada uma só avança com diagnóstico, viabilidade confirmada, responsável, linha de base e meta.
Banco regional de projetos
Uma carteira permanente reunirá projetos municipais e regionais com estágio, custo, licença, fonte possível e impacto esperado. Equipes de engenharia e captação ajudarão a transformar ideia em projeto apto a receber recurso. A seleção seguirá critérios publicados. Projetos preparados e recursos efetivamente captados serão o teste do banco.
Agenda anual de cada região
Realizar pactuação anual com municípios, setor produtivo e sociedade para selecionar poucos compromissos regionais, com responsável, orçamento e prazo.
Serviço itinerante com calendário
Ampliar e garantir a rotina de atendimento de documentação, saúde, emprego, defesa do consumidor e orientação a municípios sem estrutura permanente, em calendário publicado. A rota seguirá demanda e distância, nunca o calendário político. O cidadão poderá agendar quando possível. Atendimentos resolvidos de primeira, sem exigir que a pessoa volte outra vez, serão o principal indicador.
Dados regionais para decidir
Publicar painel simples de emprego, renda, saúde, educação, segurança, infraestrutura e ambiente para cada região. A base terá fonte, atualização e comparação temporal, evitando números sem contexto. Prefeituras e sociedade poderão baixar os dados.
Compras públicas com fornecedor regional
Orientar pequenos negócios e cooperativas para participar de compras estaduais, dividir lotes quando tecnicamente adequado e divulgar calendário de contratação. Não haverá preferência ilegal, mas redução de barreiras de informação e escala. A prestação de contas mostrará concorrentes, vencedores, origem dos fornecedores, economia e cumprimento dos contratos.
Universidade e escola técnica ligadas à região
Pactuar com UEG, institutos, Sistema S e redes de ensino uma agenda de formação e pesquisa baseada nas cadeias e problemas de cada território. Cursos serão revistos de acordo com o emprego gerado e a demanda pública. Matrículas, conclusão e inserção profissional serão acompanhadas curso a curso.
3 PROSPERIDADE QUE CHEGA EM CASA
O que a pessoa conquista: trabalho, renda, autonomia e oportunidade perto de casa.
Trabalho que Melhora a Renda
Goiás tem muito trabalho, mas nem todo trabalho oferece salário justo e futuro. Há curso que termina sem contratação, empresa que não encontra profissional e jovem que precisa deixar sua cidade para construir a sua carreira e melhorar de vida. A qualificação pública passará a ser planejada a partir de vagas de trabalho demandadas pela iniciativa privada, cadeias produtivas e salários reais de cada região.
O QUE VALE COMO RESULTADO
Quem fizer um curso financiado pelo Estado terá formação ligada a uma oportunidade concreta e acompanhamento para entrar, permanecer e avançar no trabalho. Jovens e adultos sem experiência terão uma porta real de entrada, sem depender de indicação pessoal.
Da formação ao trabalho
• Criar mapa regional de vagas, salários e profissões em falta, atualizado com empresas, escolas e trabalhadores.
• Contratar cursos com metas de conclusão, aprendizagem e inserção. Parte do pagamento dependerá do resultado, com ajuste para participantes que enfrentam maiores barreiras.
• Unir escolas técnicas, UEG, universidades, Sistema S e empregadores em trilhas curtas ou longas, conforme a profissão exigir.
• Articular aprendizagem, estágio, seleção e formação em serviço para a primeira oportunidade, ampliando as vagas do próprio Estado e cobrando porta de entrada nas empresas apoiadas por política pública.
• Garantir, no Curso com Vaga, que turma ligada a profissão tenha empregador participante, processo seletivo ou prática supervisionada, evitando curso sem ponte para o trabalho.
• Criar a CNH do Trabalho: além da habilitação social que o Estado já oferece, custear as categorias profissionais de moto, caminhão e ônibus, com turmas abertas a partir de vagas combinadas com transportadoras, indústrias e produtores rurais. Terá acesso ao benefício os usuários inscritos em programas sociais do governo.
• Criar o Emprego do Lado de Casa: polos de trabalho e serviços nas cidades médias e pequenas, combinando internet, área produtiva, formação e atração de empresas, para aproximar oportunidade de onde as pessoas vivem.
• Criar estratégia específica para o Entorno do Distrito Federal, combinando formação, instalação de empresas e trabalho remoto para reduzir a dependência de deslocamento diário a Brasília.
• Oferecer orientação para currículo, seleção e planejamento de carreira.
Propostas complementares
As propostas a seguir ampliam a entrega do programa. Serão priorizadas conforme diagnóstico e orçamento, e nenhuma será contratada sem responsável, linha de base e meta.
O emprego que paga
Goiás é o 7º estado do país em população com curso superior e o 14º em salário formal. Este compromisso ataca essa distância por três caminhos. O Estado publicará a cada trimestre o salário médio de admissão por região e por setor, medindo o emprego também pelo que ele paga, e não só pela quantidade de vagas. Os apoios estaduais a novos investimentos incluirão compromissos de remuneração compatíveis com a realidade de cada microrregião, acompanhados publicamente. E a qualificação será orientada para as ocupações que pagam melhor em cada território.
Primeiro Salário
O Primeiro Salário apoiará a primeira contratação pelo empregador: o Estado assumirá meio salário mínimo nos primeiros seis meses do jovem sem experiência, com formação durante o contrato e acompanhamento depois dele. A porta de entrada deixará de depender de indicação.
Recomeço depois dos 40
Trabalhadores maduros terão trilhas rápidas de atualização, ligadas a vagas reais, reconhecimento de experiência e intermediação ativa. Empresas beneficiadas pelo Estado serão estimuladas a adotar recrutamento sem discriminação etária. Crédito orientado poderá apoiar atividade autônoma viável. O resultado será medido por entrevistas, contratações, permanência e renda.
Trabalho de fora, morando em Goiás
Combinar conectividade, espaços compartilhados, endereço empresarial facilitado e formação para atrair trabalho remoto e prestação de serviços de outros mercados. Cidades médias poderão apresentar qualidade de vida e custo competitivo. A ação apoiará profissionais e pequenos negócios, sem prometer vínculo.
Contratos, faturamento vindo de fora e empregos mantidos no interior mostrarão o resultado.
IA para trabalhar melhor
Em parceria com instituições, ofertar formação prática em ferramentas digitais e inteligência artificial para trabalhadores, autônomos e pequenos negócios, com exercícios da profissão e orientação sobre riscos. A trilha será diferente para comércio, agro, serviços, indústria e administração. Parceiros acompanharão aplicação no trabalho. Conclusão do curso e ganho real de produtividade valerão mais que o número de inscritos.
Pessoa com deficiência acompanhada no emprego
Um serviço de apoio à inclusão vai aproximar candidato e empresa, adaptar o posto e acompanhar as primeiras semanas de contratação. O serviço atuará com qualificação, tecnologia assistiva e orientação às equipes, sem substituir obrigações legais. Contratações efetivas e permanência no emprego serão publicadas, junto com as adaptações realizadas.
Mulher empreendedora com mercado
Integrar capacitação, formalização, crédito orientado, compras públicas e canais de venda para mulheres que sustentam o próprio negócio. A prioridade será melhorar margem, gestão e acesso a clientes, não apenas abrir CNPJ. Redes de mentoria e cuidado infantil poderão apoiar permanência.
Cooperativa pronta para vender
Apoiar cooperativas de produção, reciclagem, agricultura, artesanato e serviços em governança, qualidade, logística e contratos. Diagnóstico definirá o apoio e metas de autonomia, evitando dependência permanente.
Compras públicas e empresas âncora poderão abrir mercado. Vendas, renda distribuída e novos clientes mostrarão a autonomia de cada cooperativa.
Primeira Renda
O Primeira Renda vai ajudar quem quer começar o próprio negócio e ainda não tem nada: capacitação, incentivo para a compra de equipamentos e matéria-prima e crédito sem juros, com regra e fonte definidas antes do lançamento. A diferença para o Empreende Goiás está no momento da vida: o Primeira Renda atende quem está começando do zero; o Empreende Goiás, quem já tem um negócio e quer crescer.
HUB de Inovação e Criatividade
O HUB de Inovação e Criatividade será um centro de formação, qualificação e fomento para jovens e adultos que queiram trabalhar e empreender nas novas profissões e na economia criativa, incluindo as atividades que usam inteligência artificial. O espaço vai unir cursos práticos, orientação para transformar habilidade em renda e conexão com empresas e editais.
Goiás Mais Simples
Quem abre uma pequena empresa coloca dinheiro, tempo e nome em risco. Não pode depender de informação diferente em cada balcão nem esperar sem prazo. Simplificar não é retirar proteção sanitária, ambiental ou trabalhista. É fazer a exigência combinar com o risco e dar uma resposta previsível a quem quer produzir dentro da lei.
O QUE MUDA PARA QUEM EMPREENDE
Abrir, regularizar e manter um negócio de baixo risco será mais rápido. Pelo Goiás Mais Simples, a pessoa saberá quais documentos entregar, quanto tempo o Estado levará e por que um pedido foi negado.
Menos tempo e incerteza
• Implantar o Goiás Mais Simples: integrar cadastros e licenças estaduais em uma porta empresarial, com exigência por nível de risco e uma lista única de documentos.
• Dar prazo público a cada autorização estadual e permitir aprovação automática apenas nos casos em que a lei e o baixo risco autorizarem.
• Firmar adesão com prefeituras para abertura de baixo risco em até 48 horas, preservando fiscalização posterior e responsabilidade do empreendedor.
• Reunir no Empreende Goiás o crédito responsável, a garantia e a orientação financeira para MEI, autônomo e pequena empresa, medindo sobrevivência, emprego e inadimplência.
Propostas complementares
O programa terá também estas iniciativas complementares, executadas conforme diagnóstico, viabilidade e orçamento. A contratação exigirá responsável, linha de base e meta definidos.
Licença conforme o risco
Revisar procedimentos para separar atividade de baixo, médio e alto risco, reduzindo exigência onde ela não protege ninguém e concentrando análise no que realmente importa. Regras, documentos e prazos serão publicados. A simplificação não reduzirá controle ambiental, sanitário ou urbano necessário. Serão medidos tempo, retrabalho, estoque de processos e conformidade após a licença.
Agiliza Goiás
O Agiliza Goiás vai simplificar processos, reduzir burocracias e acelerar licenciamentos ambientais e autorizações para quem quer investir, produzir e gerar emprego. A análise será proporcional ao risco da atividade: o que é simples anda rápido, e a fiscalização se concentra onde o risco é real.
Uma informação, uma vez
Integrar cadastros estaduais e aceitar documento já disponível ao poder público quando a lei permitir.
Empresa e cidadão não serão obrigados a reapresentar repetidamente a mesma certidão. Cada integração terá base legal, segurança e registro de acesso.
Fiscalização que orienta quem quer acertar
Adotar abordagem orientadora para primeira irregularidade de baixo risco e facilmente corrigível, preservando autuação imediata em fraude, reincidência ou risco à vida e ao ambiente.
Dívida negociada com regra clara
Oferecer canais permanentes de regularização de débitos estaduais, com simulação transparente e tratamento proporcional à capacidade de pagamento, dentro do que a lei permite. Negociação será ligada à retomada de atividade, sem premiar inadimplência recorrente.
Ambiente de teste para inovação
Um ambiente regulatório experimental vai permitir testar soluções em mobilidade, agro, energia, saúde e serviços, com prazo, usuários protegidos e critérios de saída. O teste não será atalho para descumprir lei, mas forma controlada de aprender antes de regular.
Agro, Indústria, Serviços e Inovação com Valor em Goiás
Goiás produz muito e pode transformar mais. Quando grão, carne, leite, minério ou conhecimento saem sem processamento, parte do emprego qualificado e da renda fica em outro lugar. O Estado vai conectar agro, indústria, mineração responsável, pesquisa, comércio, tecnologia, turismo e serviços para que mais valor permaneça nas cidades goianas.
O GANHO PARA GOIÁS
A produção crescerá com mais transformação local, emprego melhor, mercado para pequenos produtores e uso responsável da água, do solo e dos incentivos públicos.
Produzir mais valor aqui
• Escolher cadeias de valor de acordo com a vocação da região e reunir as condições de infraestrutura como estrada, energia, qualificação, pesquisa, crédito e acesso a mercado em um único planejamento.
• Atrair empresas de processamento de alimentos, proteína, biocombustíveis, fármacos e equipamentos e avançar, nos minerais críticos e nas terras raras, da extração para separação, refino, ligas, componentes, aplicações e reciclagem onde houver viabilidade ambiental, energética, logística e industrial.
• Fortalecer assistência técnica, cooperativismo, rastreabilidade, inspeção e compra pública competitiva para agricultura familiar e pequeno produtor.
• Conectar Fapeg, universidades, institutos e empresas a problemas de produtividade, automação, inteligência artificial, clima, água, saúde e novos produtos. Atraindo instituições pesquisa presentes em outros estados e países.
• Fortalecer a UEG como rede de formação e pesquisa aplicada no interior, com cursos e laboratórios ligados às vocações regionais, avaliação de permanência estudantil e parceria com municípios e empresas.
• Em parcerias com instituições, ajudar pequenas e médias empresas e produtores a adotar tecnologia comprovada, com diagnóstico, assistência e medição do ganho de produtividade.
• Usar a infraestrutura estadual de inteligência artificial para extensão tecnológica, formação e desafios empresariais nas dez regiões, medindo produtividade, emprego, renda e qualidade do serviço.
• Desenvolver fornecedores e trabalhadores goianos para a cadeia de terras raras e minerais críticos, com cursos antes das contratações, compras locais abertas e parceria para projetos industriais demonstradores.
• Ligar bioinsumos, biogás, biometano, biofertilizantes e aproveitamento de resíduos em uma agenda de redução de custo, autonomia produtiva e nova renda para o campo.
• Tratar o incentivo fiscal como parceria de resultados: o Estado oferece condições para investir, e a empresa transforma a oportunidade em investimento, emprego, melhores salários, inovação e desenvolvimento regional.
• Preparar empresas e municípios para a transição da reforma tributária, preservando competitividade por infraestrutura, talento, inovação, logística e segurança jurídica.
• Construir, com comunidades Kalunga, quilombolas, indígenas e demais povos tradicionais, ações de regularização, água, energia, conectividade, economia criativa, produção, turismo comunitário, saúde e educação, respeitando consulta, território e modo de vida.
Propostas complementares
A carteira abaixo complementa os compromissos centrais. A prioridade seguirá o diagnóstico e a capacidade de execução, com responsável, linha de base e meta antes de cada contratação.
Apoio ao Pequeno Produtor Rural
O pequeno produtor terá acesso aos serviços de tratores e máquinas agrícolas em parceria com os municípios, para preparar a terra, plantar e colher na hora certa. A prioridade será de quem nunca foi atendido e da agricultura familiar. É apoio para produzir mais e transformar o trabalho da roça em renda.
Agroindústria perto da produção
Unidades de processamento de alimentos, leite, carnes, frutas e grãos serão atraídas para as regiões produtoras, com infraestrutura e licenciamento previsíveis. Incentivo dependerá de investimento, emprego, compras locais e desempenho.
Bioinsumo feito em Goiás
Conectar pesquisa, registro, validação em campo e produção de bioinsumos, respeitando competência federal e segurança agronômica. Pequenos e médios produtores terão acesso a demonstrações e assistência técnica. O Estado apoiará laboratórios e empresas onde houver viabilidade. A medição incluirá produtos testados, área atendida, redução de custo e empresas instaladas.
Agricultura de precisão acessível
Cooperativas e produtores terão extensão tecnológica para adotar sensoriamento, gestão, irrigação, máquinas e inteligência artificial quando o retorno econômico compensar. Diagnóstico virá antes da compra, evitando equipamento sem uso. Dados do produtor serão protegidos.
Medicamentos, saúde e biotecnologia
Estruturar agenda de atração e desenvolvimento para fármacos, dispositivos médicos, diagnóstico, biotecnologia e serviços de saúde, articulando universidades, hospitais e empresas. Apoio público exigirá investimento, qualificação e inovação verificáveis.
Economia circular que gera negócio
Apoiar cadeias de reciclagem, reparo, remanufatura e aproveitamento de resíduos industriais, mineração e agropecuários. Municípios, cooperativas e empresas poderão formar arranjos regionais com rastreabilidade.
Incentivos dependerão de resultado ambiental e econômico.
Mineração com fornecedor e transparência
Todo projeto mineral apoiado pelo Estado apresentará plano de qualificação, fornecedores, água, recuperação, fechamento e diálogo territorial, respeitando licenciamento e competências. Municípios receberão apoio para planejar receitas e diversificar a economia.
Terras raras além da extração
Buscar investimento e parceria tecnológica para separação, refino, ligas, componentes, aplicações e reciclagem de terras raras e minerais críticos quando houver viabilidade. Formação começará antes da operação, e empresas goianas serão preparadas para fornecer.
Indústria de baixo carbono competitiva
Apoiar eficiência energética, combustível renovável, reaproveitamento de calor e medição de emissões em indústrias, com foco na redução de custo e acesso a mercados. Pequenas empresas poderão receber diagnóstico compartilhado. Benefício público exigirá ganho comprovado.
4 GOVERNO QUE ENTREGA
Como o Estado trabalha: prazo, resultado aberto, decisão regional e conta em ordem.
Serviço e Projeto com Prazo
O cidadão não precisará conhecer o organograma do governo para conseguir um direito. Precisa saber onde entrar, o que levar, quanto tempo esperar e a quem cobrar. Tecnologia servirá para reduzir trabalho repetido e liberar equipes para resolver casos. Quem não tem internet ou facilidade digital continuará tendo atendimento humano.
O COMPROMISSO DO ATENDIMENTO
Os principais serviços estaduais terão prazo publicado, acompanhamento simples e responsável pelo atraso. A pessoa poderá começar em um canal e continuar em outro sem contar tudo de novo.
Atendimento simples e com prazo
• No primeiro ano, selecionar pelo menos 50 serviços de maior volume, urgência ou impacto em direitos e publicar a carta com documentos, prazo, canal, responsável e caminho de reclamação.
• Integrar portal, aplicativo, telefone e atendimento presencial em um só caminho de atendimento, com apoio para quem não domina tecnologia. É a modernização de todos os serviços do Vapt-Vupt e a integração entre os órgãos do Estado, reduzindo etapas e prazos. Cada solicitação terá protocolo único: pelo celular, telefone ou atendimento presencial, a pessoa poderá consultar a etapa, o prazo e o caminho de correção quando houver atraso.
• Firmar acordo de resultado entre governador e secretários, ligado aos doze programas, ao orçamento e à avaliação trimestral.
• Abrir dados de filas, obras, contratos e metas em formato simples e reutilizável, protegendo informação pessoal e segredo legal.
• Capacitar e reconhecer servidores por qualidade, solução, economia e respeito ao usuário, sem premiar apenas volume.
• Reforçar segurança digital, continuidade de sistemas e resposta a incidentes para que serviço eletrônico não vire novo risco ao cidadão.
• Revisar cada caminho de atendimento antes de digitalizar, eliminando documento que o próprio governo já possui e exigência que não tenha base legal.
• Criar o Escritório Estadual de Projetos, vinculado diretamente ao governador, para apoiar a concepção, a implantação e a conclusão dos projetos do governo.
Propostas complementares
Estas propostas completam o programa e serão priorizadas conforme diagnóstico, orçamento e capacidade de execução. Cada uma terá responsável, linha de base e meta antes da contratação.
Serviço organizado por momento de vida
Reunir orientações e etapas de eventos como nascimento, abertura de negócio, perda de documento, deficiência, falecimento e aposentadoria, evitando que a pessoa descubra cada órgão sozinha. A integração começará pelos eventos mais frequentes.
Protocolo que mostra onde está
Todo pedido selecionado receberá número, responsável institucional, prazo e um histórico de movimentação que qualquer pessoa entende. O cidadão será avisado quando faltar informação e quando houver decisão.
Dados protegidos não serão expostos.
Canal acessível para todos
Garantir atendimento presencial, telefônico e digital com recursos de acessibilidade, linguagem simples e apoio a quem não domina tecnologia. A digitalização não fechará a porta física onde ela ainda é necessária.
Ouvidoria que acompanha até o fim
A ouvidoria deixará de apenas encaminhar manifestações e acompanhará prazos, reincidências e qualidade da resposta. Problemas repetidos gerarão recomendação de melhoria. O cidadão verá andamento e conclusão.
Servidor preparado para resolver
A formação dos servidores será prática, com atendimento, dados, processos, acessibilidade e uso responsável de inteligência artificial, ligada às necessidades de cada órgão. Chefias terão metas de melhoria e equipes participarão do redesenho.
Pagamento público no prazo
Monitorar o prazo entre aceite da entrega e pagamento a fornecedores, especialmente pequenos negócios e entidades prestadoras de serviço. Pendências terão motivo e responsável.
Escritório Estadual de Projetos
O Escritório Estadual de Projetos será a área de organização e gestão dos projetos do governo, vinculada diretamente ao governador, promovendo a integração entre os órgãos, a resolução de gargalos e o acompanhamento de cada etapa, da concepção à entrega.
Município Parceiro e Contas em Ordem
A prefeitura será tratada como parceira, não como pedinte. Não pode gastar meses batendo em portas diferentes para tirar um projeto do papel. Também não é correto começar programa ou obra sem dinheiro para manter. O Estado será parceiro técnico dos municípios, usará critérios públicos e protegerá a capacidade de investir que Goiás reconquistou.
O QUE MUDA PARA OS MUNICÍPIOS
Municípios encontrarão apoio para preparar e executar projetos. A população saberá por que cada prioridade foi escolhida.
Parceria com responsabilidade
• O mesmo Escritório Estadual de Projetos apoiará as prefeituras em engenharia, licenciamento, convênio, captação de recursos e modelagem de parcerias.
• Manter banco de projetos prontos antes de abrir recurso, com prioridade por impacto, maturidade, cofinanciamento e equilíbrio regional.
• Organizar uma mesa única de relação com prefeituras e atendimento nos dez núcleos regionais, reduzindo balcões e decisões sem critério.
• Apoiar os municípios em seus processos para gerar compras íntegras, fiscalização, controle interno e transparência.
• Criar unidade de apoio aos municípios para a transição da reforma tributária acompanhando o IBS, protegendo receitas, orientando o redesenho dos instrumentos de desenvolvimento dentro da nova regra.
Propostas complementares
Por fim, o programa contará com iniciativas complementares, priorizadas pelo diagnóstico e pelo orçamento disponível. Antes da contratação, cada proposta receberá responsável, linha de base e meta.
Prefeitura com projeto pronto
Oferecer apoio técnico regional para estudos, projetos, orçamento, licença e captação de recursos, priorizando municípios com menor capacidade. O Estado não escolherá obra no lugar da comunidade, mas ajudará a transformar prioridade em proposta executável.
Transferência com critério e prestação simples
Publicar critérios, calendário e resultado das transferências voluntárias, com prestação proporcional ao risco e valor. Municípios terão orientação antes de errar. O controle continuará rigoroso sobre objeto e resultado.
Manutenção antes da nova obra
Apoiar inventário municipal de escolas, postos, pontes, máquinas e outros ativos para planejar manutenção preventiva. Convênios poderão financiar recuperação quando houver operação e contrapartida definidas.
Equipamento funcionando e custo evitado valem mais que inauguração nova.
Dados municipais sem retrabalho
Integrar informações já enviadas ao Estado e oferecer painéis para que prefeituras acompanhem convênios, indicadores e obrigações.
Receita própria sem aumentar imposto
Apoiar modernização de cadastro, cobrança administrativa, nota fiscal e gestão patrimonial para ampliar justiça fiscal e reduzir inadimplência, sem elevar alíquota automaticamente. A proteção de dados e o atendimento ao contribuinte serão obrigatórios.
Defesa civil regional
Planos de contingência, alertas, mapeamento de risco e estrutura compartilhada contra incêndios, enchentes, seca e acidentes receberão apoio estadual. Simulados e responsabilidades serão definidos antes da emergência.
4 · AGENDAS QUE ATRAVESSAM O GOVERNO
Cinco compromissos presentes nos doze programas
Alguns temas não cabem em uma única secretaria. Por isso, ciência, cultura, clima, inclusão e valorização do servidor serão responsabilidades de todo o governo, com regras que aparecem no orçamento, nos contratos e na prestação de contas.
Ciência, tecnologia e inteligência artificial
• Pesquisa pública partirá de problema de Goiás, terá parceiro capaz de usar o resultado e mostrará se a solução chegou à prática.
• Pequenas empresas, produtores, cooperativas, escolas, municípios e serviços públicos receberão apoio para adotar tecnologias eficientes.
• Formação em inteligência artificial será ligada a vagas, produtividade, empreendedorismo e profissões em transformação.
• Sistemas automatizados que afetem direitos terão avaliação de risco, proteção de dados, teste de erro, registro das decisões e revisão humana.
Compromisso. Os doze programas terão usos de dados, ciência e tecnologia, e as dez regiões terão acesso organizado à formação e à extensão tecnológica.
Cultura, esporte, lazer e turismo
• Editais terão calendário conhecido, acesso simples e abrangente para todo o estado, sem escolher artista ou entidade por preferência política.
• Esporte escolar, iniciação, paradesporto e alto rendimento serão articulados com saúde, educação e prevenção da violência.
• Rotas de fé, natureza, águas, gastronomia, história e cultura serão promovidas quando houver acesso, acolhimento, qualificação e proteção do patrimônio.
Compromisso. As dez regiões terão calendário anual apoiado pelo Estado, com execução informada por município e indicadores de público e renda gerada.
Cerrado, água e adaptação ao clima
• Segurança hídrica reunirá abastecimento humano, produção, redução de perdas, recuperação de nascente e regra de uso em período crítico.
• Obra, escola, hospital e estrada em área de risco terão plano para seca, calor, incêndio, enchente e interrupção de serviço.
Compromisso. Todo município classificado em risco alto ou muito alto pela Defesa Civil terá plano de contingência atualizado com apoio estadual.
Acesso sem discriminação e sem constrangimento
• Todo serviço terá protocolo de respeito, acessibilidade e encaminhamento, independentemente de origem, condição econômica, raça, sexo, idade, deficiência, religião ou orientação sexual.
• Mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais que sofrerem violência terão dados protegidos.
• Canal digital nunca será a única porta quando a pessoa precisar de atendimento humano ou recurso de acessibilidade.
Compromisso. Os órgãos de atendimento direto terão plano de acessibilidade, protocolo, treinamento e canal de correção.
Servidor respeitado e preparado
• Lotação partirá do serviço que falta, com atenção ao interior e permanência prevista no edital quando a lei permitir.
• Formação estará ligada à meta real do órgão; saúde e segurança do trabalho serão acompanhadas, não tratadas apenas depois do afastamento.
• Carreira e remuneração serão discutidas em mesa permanente, com impacto fiscal, regra clara e tratamento igual para situações iguais.
Compromisso. O servidor público terá atenção, formação e remuneração com regra clara e tratamento igual para todos.
5 · AGENDA TERRITORIAL
Dez regiões, um só Goiás
As prioridades abaixo são compromissos iniciais para orientar o trabalho regional. Nos cem primeiros dias, cada núcleo vai confirmar o diagnóstico com dados, municípios e usuários. A escuta poderá mudar a ordem e o desenho da solução, mas não servirá para transformar toda demanda em promessa. Cada região terá até três projetos centrais por ano e metas de acesso a serviços.
REGRA COMUM
Projeto regional só entra no contrato anual quando tiver problema comprovado, responsável, custo, fonte, prazo e forma de medir.
REGIÃO
1 Metropolitana de Goiânia
Fazer a metrópole funcionar como rede, não como cidades isoladas.
REGIÃO
2 Centro Goiano
Aproveitar a posição de Anápolis e do eixo central para gerar valor e distribuir oportunidade.
REGIÃO
3 Norte Goiano
Reduzir distância e transformar recursos locais em renda que fica na região.
REGIÃO
4 Nordeste Goiano
Garantir acesso básico e criar renda sem perder patrimônio natural e cultural.
REGIÃO
5 Entorno do Distrito Federal
Fazer o Estado chegar a quem vive entre Goiás e Brasília todos os dias.
REGIÃO
6 Sudeste Goiano · Estrada de Ferro
Unir logística, indústria, mineração responsável, turismo e qualidade dos serviços.
REGIÃO
7 Sul Goiano
Sustentar crescimento industrial e urbano com infraestrutura e gente qualificada.
REGIÃO
8 Sudoeste Goiano
Converter a força do agro em renda, cidade organizada e oportunidade para ficar.
REGIÃO
9 Oeste Goiano
Fortalecer pecuária e alimentos com corredor seguro e serviços regionais.
REGIÃO
10 Noroeste Goiano
Vencer grandes distâncias com infraestrutura, saúde e produção sustentável.
6 · PRIMEIROS CEM DIAS
Começar organizando para entregar mais rápido
Os cem primeiros dias não serão usados para anunciar tudo ao mesmo tempo. Servirão para tornar o plano executável, abrir os dados que faltam e começar as urgências. Diagnóstico só terá valor quando vier acompanhado de decisão, responsável e data do próximo passo.
Nº Frente Entrega até o 100º dia
1 Governança Publicar o decreto dos três eixos, do método de governo e dos doze programas, com um responsável por entrega e reunião mensal de solução.
2 Minha Vez Auditar as filas e lançar a primeira etapa da consulta de situação dos pedidos, começando pelos procedimentos de maior espera.
3 Hospitais regionais Revisar capacidade, escala de equipe, leitos, insumos e contratos; aprovar plano de correção por macrorregião.
4 Segurança Atualizar o mapa de ocorrências por horário e território; revisar o atendimento digital de golpes; aprovar o protocolo Goiás sem Golpe Digital e a cobertura regional para crime digital, violência contra a mulher, crime organizado e crime rural.
PRIMEIROS CEM DIAS · CONTINUAÇÃO
Tirar os gargalos do caminho
Nº Frente Entrega até o 100º dia
5 Trabalho que Melhora a
Renda
Publicar o primeiro mapa regional de vagas, salários e profissões em falta; firmar pacto de formação com empresas, Sistema S, escolas técnicas e UEG
6 Serviço e empresa Publicar a lista inicial de pelo menos 50 serviços ao cidadão e os serviços empresariais prioritários, com documento, prazo, responsável e canal de cobrança.
7 Infraestrutura e mobilidade Publicar inventário de rodovias, pontes, obras paradas, pontos de risco e indicadores de viagens, frequência e lotação dos serviços metropolitanos com participação estadual.
8 Dez regiões Instalar os núcleos regionais e realizar a primeira rodada com os 246 municípios usando o mesmo critério de seleção.
9 Moradia e creche Auditar filas e cadastros, definir municípios prioritários e publicar a regra de cofinanciamento de creche e a carteira de moradia, regularização e melhoria habitacional.
10 Clima e redes essenciais Publicar municípios de maior risco e o primeiro mapa de gargalos de água, esgoto, energia e conectividade.
11 Projetos, reforma e contas Abrir banco de projetos, instalar a unidade da reforma tributária e publicar o espaço fiscal e o pré-custeio das prioridades.
12 Terras raras Publicar o diagnóstico e o mapa da cadeia de terras raras, com lacunas de formação, fornecedores, etapas industriais, impacto ambiental e oportunidades por região.
PRIMEIRA PRESTAÇÃO DE CONTAS
No 100º dia, o governo publicará um relatório: o que começou, o que atrasou, por quê e qual é a nova providência.
7 · COMO O PLANO SERÁ EXECUTADO
Meta, orçamento e responsável na mesma mesa
Plano de governo vira realidade quando prioridade, dinheiro e equipe caminham juntos. Cada uma das entregas públicas terá uma ficha de execução com responsável, etapa, custo, fonte, risco e indicador. O Plano Plurianual, as leis de diretrizes e os orçamentos anuais traduzirão as escolhas dentro da lei.
Ciclo de entrega
Todo mês Resolver gargalos Governador, secretários e unidade de entrega examinam atraso e decisão pendente.
A cada trimestre Prestar contas O governo informa meta, gasto, etapa, região e correção necessária.
Todo ano Revisar prioridade Orçamento e contratos regionais são atualizados com base no que entregou resultado.
No fim do mandato Avaliar impacto Balanço compara 2026 e 2030 e deixa dados e projetos organizados para Goiás.
De onde virá o dinheiro
COMPROMISSO FISCAL
Este plano não prevê a criação de novo imposto para financiá-lo. A execução será feita prioritariamente com orçamento existente, revisão de gasto, captação, crédito responsável e parcerias de interesse público.
• Prioridade no orçamento: concentrar recurso nos doze programas e reduzir gasto que não entrega resultado.
• Revisão de contratos, compras e incentivos: economizar com competição, gestão e avaliação, sem romper obrigação legal.
• Recursos da União e crédito responsável: captar com projetos prontos e medir o valor executado em vez do valor anunciado.
• Parcerias responsáveis: dividir tarefas com municípios e usar concessões ou parceiros privados somente após comparar custo, risco, prazo, qualidade e efeito sobre o usuário.
• Benefício fiscal com responsabilidade: calcular impacto, definir prazo e contrapartida, publicar metas e avaliar o resultado a cada ano.
CONCLUSÃO
Goiás para quem faz, Goiás que entrega
A força de Goiás nasce do trabalho de sua gente. O papel do governo é proteger a família, abrir caminho para quem produz e fazer o serviço público funcionar quando a população precisa.
Este plano preserva a segurança, a aprendizagem, as contas organizadas e tudo o que comprovar resultado.
Ao mesmo tempo, enfrenta o que ainda pesa na vida real: a espera na saúde, a renda que não acompanha o esforço, a falta de creche e moradia, os deslocamentos longos, a infraestrutura incompleta e a distância entre o governo e as regiões.
Nenhuma promessa será maior que a responsabilidade de cumprir. Cada prioridade terá número de partida, prazo, responsável, fonte de dinheiro e prestação de contas. O governo será firme no essencial, simples para quem trabalha e produz, parceiro dos municípios e presente nas dez regiões.
NOSSO COMPROMISSO COM GOIÁS
Manter o que deu certo. Corrigir o que ficou para trás. Fazer o crescimento de Goiás chegar à casa de quem trabalha.
Goiás para Quem Faz é o compromisso de transformar crescimento em cuidado, desenvolvimento em oportunidade e trabalho em prosperidade que chega em casa.