Plano de governo · PDT · 2026

Plano de governo de REQUIÃO FILHO — Governador (2026)

Candidato
REQUIÃO FILHO
Número de urna
12
Cargo
Governador
Partido
PDT — PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA
Local
Paraná
Coligação
PARANÁ PARA TODOS
Composição
PDT / FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA - FE BRASIL(PT/PC do B/PV) / FEDERAÇÃO PSOL REDE(PSOL/REDE) / FEDERAÇÃO RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA(25-PRD/77-SOLIDARIEDADE)

Versão oficial em PDF

Documento apresentado ao TSE — mesma fonte do texto abaixo.

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Sobre este plano de governo

O plano de governo é o documento oficial em que o candidato apresenta propostas, prioridades e diretrizes para o exercício do cargo. Nesta página você encontra o plano de governo de REQUIÃO FILHO, candidato a Governador do Paraná nas eleições de 2026, pelo PDT (PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA).

O registro da candidatura usa o número de urna 12. O arquivo PDF disponibilizado abaixo é o mesmo documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o texto em tela foi extraído automaticamente para consulta e indexação.

A chapa é composta também por MICHELE CAPUTO, candidato a Vice-Governador pelo SOLIDARIEDADE (nº 12). O plano de governo expressa as diretrizes da chapa para Governador do Paraná.

A candidatura está vinculada à coligação PARANÁ PARA TODOS. Consulte o PDF oficial para a versão integral e diagramada do plano.

Texto do plano de governo

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PLANO DE GOVERNO 2027 • 2030 O PARANÁ QUE CUIDA Um governo deve ser medido pelo que acontece na vida das pessoas: pela criança que aprende a ler no tempo certo; pela mulher que encontra proteção quando denuncia uma violência; pelo trabalhador que volta para casa com segurança; pelo agricultor que consegue produzir, armazenar e vender; pela pessoa idosa, pela pessoa com deficiência e por quem precisa do Estado para viver com autonomia e dignidade. Cuidar começa pelo essencial. Comida na mesa, água, energia, moradia, escola pública, atendimento de saúde, trabalho, renda e segurança. Isso exige presença em todo o Paraná, dos grandes centros aos pequenos municípios, do campo ao litoral e à fronteira. O lugar onde alguém nasceu ou mora não pode determinar a qualidade do serviço público que recebe. O Paraná que cuida respeita quem faz o Estado funcionar. Professores, profissionais da saúde, policiais,bombeiros, técnicos, trabalhadores da assistência e demais servidores precisam de condições, formação, proteção e equipes suficientes. Prédio vazio, equipamento parado e anúncios em atendimento não são entrega. Desenvolver o Paraná é fortalecer quem trabalha e produz. O crédito público, a infraestrutura, a tecnologia, as compras do Estado e os incentivos devem abrir oportunidades, apoiar pequenos negócios, cooperativas, agricultura familiar, indústria e comércio, gerar emprego digno e manter renda nas regiões. Recurso público não servirá para garantir privilégio, transferir risco ao Estado ou financiar lucro sem contrapartida. Cuidar é preservar a capacidade do Paraná de decidir. Água, saneamento, energia, logística, dados, tecnologia e crédito são instrumentos para levar serviço, investimento e segurança a todas as regiões. O patrimônio público será protegido e colocado a serviço de metas concretas. Parcerias serão feitas quando entregarem resultado, com contratos transparentes, fiscalização e responsabilidade. Cuidar também é reconhecer que as pessoas não partem do mesmo lugar. As políticas enfrentarão as barreiras vividas por mulheres, população negra, povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas idosas, juventudes, população LGBTQIA+ e famílias em vulnerabilidade. Direito não pode depender de favor, influência ou capacidade de abrir portas. Este plano assume compromissos verificáveis: reduzir desigualdades entre regiões, garantir presença humana nos serviços, tratar a tecnologia como ferramenta, valorizar profissionais, proteger o patrimônio público e fazer cada real gasto servir a um resultado coletivo. Requião Filho apresenta ao Paraná um governo que sabe a quem serve e assume a responsabilidade de cuidar. O Paraná que cuida será construído em cada escola que ensina, em cada unidade de saúde que atende, em cada crime investigado, em cada família protegida, em cada produtor apoiado e em cada município respeitado. O governo existe para fazer o Estado funcionar para as pessoas. O Paraná que cuida.cuida. Requião Filho - PDT 12 - Coligação Paraná para Todos 1. Governo presente para cuidar das pessoas e proteger o patrimônio público O Paraná precisa de um Estado que planeje, coordene e preste contas. A administração será organizada para transformar orçamento, patrimônio e trabalho público em serviços contínuos, com metas verificáveis, atendimento humano e decisões orientadas pelo interesse coletivo. • Governo integrado — Criar um centro de governo para coordenar prioridades, destravar entregas, organizar respostas a crises e cobrar responsáveis, prazos e resultados. • Transparência de verdade — Publicar contratos, obras, benefícios fiscais, metas, prazos e resultados em linguagem compreensível, com Controladoria e Ouvidoria fortalecidas. • Serviço público valorizado — Planejar concursos, carreiras, formação, saúde e segurança dos servidores e cumprir a data-base com negociação e previsão orçamentária. • Atendimento humano e digital — Digitalizar serviços sem excluir quem precisa de atendimento presencial; nenhum direito dependerá exclusivamente de aplicativo ou decisão automatizada. • Celepar pública e soberania digital — Manter a Celepar sob controle público, recompor sua capacidade técnica e proteger os dados e os sistemas essenciais do Paraná. • Justiça fiscal — Revisar incentivos fiscais, preservar os que entregam investimento e emprego e encerrar privilégios sem retorno público. • Imposto menor para os pequenos — Zerar a carga estadual de ICMS das micro e pequenas empresas durante a transição para o IBS, pelos instrumentos juridicamente disponíveis. • Bens essenciais — Reduzir, dentro da competência estadual, a carga sobre medicamentos essenciais quando houver efeito comprovado no preço ao consumidor. • Patrimônio público protegido — Nenhuma privatização ou perda de controle de empresa estratégica ocorrerá sem avaliação independente, transparência e demonstração do interesse público. • Governo sem loteamento — Organizar a administração por compromissos públicos, sem entregar secretarias e empresas estatais como moeda de troca política. • Serviço que não para — Preparar planos de continuidade para saúde, segurança, energia, conectividade e outros serviços essenciais diante de crises e desastres. • Compras públicas limpas — Planejar aquisições, reduzir emergências previsíveis, abrir espaço a pequenos fornecedores e responsabilizar quem atrasar ou entregar mal. 2. Apoio aos municípios e desenvolvimento regional A desigualdade regional também nasce da falta de projetos, equipes e recursos nos municípios menores. O Estado será parceiro dos 399 municípios, levando capacidade técnica a quem mais precisa e coordenando soluções que ultrapassam divisas municipais. • Engenharia e assistência técnica — Oferecer equipes estaduais e regionais para projetos, licenciamento, obras, manutenção e captação de recursos, sobretudo aos pequenos municípios. • Banco Estadual de Projetos — Organizar uma carteira pública de projetos maduros e ajudar cada município a transformar necessidades em propostas executáveis. • Planejamento regional — Fortalecer o IPARDES e construir pactos regionais para integrar saúde, educação, logística, ambiente, turismo e desenvolvimento. • Critérios públicos de apoio — Distribuir recursos e assistência por necessidade, desigualdade territorial, risco e capacidade de execução, sem favorecimento político. • Mais apoio a quem tem menos — Definir contrapartidas proporcionais à capacidade financeira de cada município para que os menores não percam investimentos por falta de caixa. • Consórcios que resolvem — Apoiar soluções compartilhadas para saúde, resíduos, defesa civil, inspeção, máquinas e serviços especializados, sem criar estruturas duplicadas. • Regiões metropolitanas, litoral e fronteira — Coordenar transporte, saneamento, drenagem, resíduos e outros serviços que ultrapassam limites municipais. • Tecnologia compartilhada — Ampliar, por adesão voluntária, serviços tecnológicos públicos e soluções da Celepar para prefeituras e consórcios. • Projetos prontos para captar — Manter licenças, custos, terrenos e fontes de financiamento organizados para não perder recursos estaduais, federais ou internacionais. • Prestação de contas simplificada — Padronizar orientações, capacitação e sistemas, reduzindo burocracia sem abrir mão da fiscalização do dinheiro público. • Fronteira integrada — Manter agenda permanente com Paraguai e Argentina para mobilidade, saúde, comércio, logística, turismo e resposta a emergências. • Pacto com metas por região — Reunir municípios, universidades e setores produtivos em compromissos territoriais com responsáveis, prazos e acompanhamento público. 3. Saúde pública e regionalização do atendimento Quem depende do SUS não pode esperar indefinidamente nem atravessar o Paraná para receber atendimento. A rede será organizada por regiões, com atenção básica forte, filas transparentes, hospitais resolutivos e cuidado contínuo do diagnóstico à recuperação. • Mais recursos próprios — Elevar gradualmente a aplicação estadual em saúde até o fim do mandato. • Atenção primária perto de casa — Ampliar o cofinanciamento estadual dos municípios e retomar princípios do HOSPSUS, integrando unidades básicas, hospitais e referências regionais. • Fila única e transparente — Permitir que cada pessoa acompanhe exames, consultas e cirurgias, com prioridade clínica, prazo, encaminhamento e oferta regional visíveis. • Mutirões com continuidade — Reduzir o passivo de cirurgias e exames sem abandonar o acompanhamento antes e depois do procedimento. • Rede hospitalar e urgência — Recuperar a capacidade existente, ampliar leitos e serviços regionais e integrar hospitais, SAMU, transporte sanitário e atenção básica. • Profissionais onde mais faltam — Combinar concursos, carreira, residência, formação e incentivos de permanência para reduzir vazios assistenciais no interior. • Saúde mental e dependência — Ampliar CAPS, cuidado comunitário, prevenção do suicídio, atenção ao álcool e outras drogas e leitos de referência. • Medicamento e diagnóstico — Fortalecer assistência farmacêutica, laboratórios e telessaúde e acompanhar o paciente do exame ao tratamento. • Prontuário integrado — Compartilhar informações essenciais com segurança para evitar repetição de exames e perda do histórico quando o paciente muda de serviço. • Vigilância e prevenção — Reforçar vacinação, controle de surtos, saúde do trabalhador e resposta a riscos sanitários e ambientais em todas as regiões. • Paraná Sorridente — Ampliar saúde bucal na atenção básica, os Centros de Especialidades Odontológicas, próteses e atendimento regional. • Mais Especialidades — Levar consultas e diagnósticos hoje concentrados aos polos regionais e integrar hospitais universitários ao atendimento do SUS. • Hospitais Regionais da Mulher e da Infância — Criar hospitais regionais integrados ao SUS, com maternidade, gestação de alto risco, ginecologia, oncologia, neonatologia, pediatria, diagnóstico e apoio multiprofissional. 4. Educação, ciência e ensino superior A escola pública voltará a ser organizada pela aprendizagem, pelo vínculo humano e pela valorização de quem ensina. Estrutura, alimentação, inclusão e tecnologia estarão a serviço do projeto pedagógico, com participação da comunidade e presença do Estado. • Alfabetização no tempo certo — Universalizar até 2030 a alfabetização em leitura, escrita e conhecimentos matemáticos essenciais ao final do 2º ano. • Recuperação da aprendizagem — Oferecer apoio contínuo, material adequado e acompanhamento desde os anos iniciais, sem maquiar resultados ou culpar estudantes e professores. • Nenhuma escola fechada para economizar — Manter turmas e escolas necessárias, respeitando distância, transporte, condições pedagógicas e decisão das comunidades. • Fim do Parceiro da Escola — Devolver ao poder público a gestão administrativa das unidades, com transição que preserve aulas, alimentação, limpeza e direitos dos trabalhadores. • Revisão do modelo cívico-militar — Submeter as escolas a avaliação independente e devolver à comunidade escolar a decisão sobre seu projeto pedagógico. • Professores valorizados — Realizar concursos, fortalecer carreira, formação e autonomia pedagógica e assegurar eleição periódica de diretores. • Escola integral com estrutura — Ampliar a jornada com alimentação, profissionais, bibliotecas, laboratórios, quadras e projeto pedagógico, e não simples permanência no prédio. • Tecnologia como ferramenta — Ensinar computação, programação, robótica e uso crítico da inteligência artificial sem plataformização, vigilância ou substituição dos professores. • Ensino médio, técnico e permanência — Integrar formação geral e profissional e ampliar EJA, educação do campo, inclusão, transporte, alimentação e apoio ao estudante. • Universidades e ciência públicas — Preservar autonomia, dar previsibilidade ao financiamento e ampliar assistência estudantil, pesquisa, extensão e hospitais universitários. • Alimentação segura e regional — Garantir refeições adequadas, inclusive para alergias e doença celíaca, e ampliar compras da agricultura familiar. • Escola bem cuidada — Recuperar salas, cozinhas, banheiros, quadras, bibliotecas, laboratórios e redes elétricas e publicar o andamento das obras por unidade. • Celeiro Tech — Integrar universidades, centros de pesquisa, empresas, trabalhadores e territórios para mapear capacidades e gargalos, compartilhar laboratórios e mobilizar financiamento, cooperação, compras públicas e encomendas tecnológicas. Os polos de inovação usarão estruturas existentes e só serão criados onde houver demanda, equipe e custeio, gerando emprego e oportunidades para a juventude, do solo ao silício. 5. Segurança pública, justiça e defesa civil Segurança pública não se resume a viaturas e discurso. Cuidar da população exige presença territorial, investigação, inteligência, prevenção e integração, com efetivo suficiente e condições dignas para quem protege o Paraná. • Efetivo permanente — Realizar concursos periódicos para repor vacâncias e ampliar Polícia Militar, Civil, Científica, Penal e Corpo de Bombeiros. • Presença nos 399 municípios — Adotar como horizonte presença policial permanente e atendimento operacional 24 horas, por equipes locais ou regionais. • Carreira e condições de trabalho — Corrigir distorções das praças, rever cargas horárias incompatíveis e reconhecer a responsabilidade de chefia em todas as carreiras policiais. • Emergência integrada — Regionalizar o despacho e reunir, numa mesma central, o encaminhamento imediato a PM, Bombeiros, SAMU, Polícia Civil e Guardas Municipais. • Investigação e perícia — Reduzir o passivo de inquéritos, ampliar a Polícia Científica e permitir ao cidadão acompanhar o encaminhamento de sua ocorrência. • Inteligência e câmeras — Integrar videomonitoramento, leitura de placas, alertas eletrônicos e análise criminal com auditoria e proteção de dados; ampliar câmeras corporais. • Polícia comunitária — Retomar Projeto Povo, Patrulhas Rurais e Bombeiros Comunitários, com equipes estáveis e diálogo com os territórios. • Fronteira protegida — Fortalecer BPFRON, inteligência financeira e operações contra armas, drogas, contrabando e roubo de cargas no campo, litoral e fronteira. • Cuidar de quem protege — Reformar o Hospital da PM como referência para as forças e organizar atendimento regional, saúde mental, prevenção do suicídio e reabilitação. • Presídios industriais públicos — Separar lideranças criminosas, retomar unidades administradas pelo Estado e ampliar trabalho remunerado, educação e qualificação. • Câmeras corporais para proteger — Ampliar o uso progressivamente, com regras de acionamento, armazenamento, acesso, cadeia de custódia, privacidade e auditoria. • Defesa Civil antes do desastre — Mapear riscos, ampliar alertas, apoiar planos municipais e garantir resposta rápida, abrigo, água, alimento e reconstrução transparente. 6. Trabalho, renda e desenvolvimento econômico Crescimento só interessa quando melhora a vida de quem trabalha. O desenvolvimento será medido pela renda, pelo emprego digno e pela capacidade de produzir em todas as regiões, com apoio público condicionado a resultados sociais e econômicos. • Crédito para quem produz — Fortalecer Fomento Paraná, BRDE, microcrédito e Fundo Estadual de Aval para pequenos negócios, cooperativas e inovação. • Política industrial com contrapartida — Vincular incentivos, terrenos, crédito e infraestrutura a investimento, emprego, salário, inovação e permanência no Paraná. • Compras públicas locais — Facilitar a participação de micro e pequenas empresas, cooperativas e fornecedores regionais, com divisão de lotes quando cabível. • Menos imposto para micro e pequenas — Usar os instrumentos estaduais para zerar o ICMS durante a transição ao IBS e simplificar obrigações acessórias. • Qualificação ligada a vagas — Planejar cursos com trabalhadores, empresas, sindicatos e territórios e avaliar colocação, renda e permanência no emprego. • Agências do Trabalhador fortalecidas — Integrar intermediação, documentação, orientação profissional, seguro-desemprego e inclusão produtiva. • Piso regional com ganho real — Atualizar anualmente as faixas do piso salarial regional por negociação tripartite e política de valorização. • Economia solidária — Ampliar cooperativismo, incubação, assistência técnica, comercialização e crédito orientado para iniciativas coletivas. • Exportar e produzir no interior — Preparar pequenos negócios e cooperativas para certificação e mercados e qualificar áreas industriais já existentes antes de criar novas. • Saúde do trabalhador — Fortalecer prevenção de acidentes, vigilância de doenças ocupacionais e a rede regional dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador. • Proteção contra a precarização — Exigir integridade e respeito às relações de trabalho das empresas que recebem apoio, crédito ou incentivo estadual. 7. Agricultura e desenvolvimento rural O campo paranaense precisa de crédito, assistência técnica, infraestrutura e proteção diante das mudanças do clima. Produzir mais deve significar renda para as famílias, comida de qualidade e agregação de valor perto de onde a produção acontece. • Assistência técnica pública — Fortalecer o IDR Paraná e ampliar extensão rural contínua, multidisciplinar e orientada à agricultura familiar. • Trator e Insumo Solidário — Retomar crédito adequado ao ciclo produtivo para máquinas, equipamentos, sementes, fertilizantes e bioinsumos. • Correção do solo — Retomar o programa de calcário com análise técnica, recomendação agronômica, logística regional e acompanhamento dos resultados. • Água, estradas e energia trifásica — Apoiar outorgas, irrigação eficiente, estradas rurais, conectividade e expansão da rede elétrica necessária à agroindustrialização. • Seguro e adaptação climática — Ampliar proteção contra perdas, pesquisa, manejo de solo e água, alertas e orientação para eventos extremos. • Armazenagem e agroindústria — Apoiar silos compartilhados, ampliar o SUSAF-PR e ajudar municípios e consórcios a alcançar equivalência ao SISBI-POA. • Cadeias regionais — Retomar o plano da cafeicultura, combater o greening e apoiar leite, frutas, madeira, cooperativas e agregação de valor. • Leite com produtor valorizado — Condicionar incentivos à compra de produtores paranaenses, à qualidade e ao benefício comprovado para produtor e consumidor. • Comida local nos serviços públicos — Ampliar compras da agricultura familiar para escolas, hospitais, cozinhas e restaurantes populares. • Produção segura — Combater deriva de agrotóxicos e fortalecer bioinsumos, defesa sanitária, pesquisa, rastreabilidade e bem-estar animal. • Estoques reguladores — Retomar compras transparentes da agricultura familiar para reduzir perdas, abastecer políticas públicas e responder a emergências. • Habitação rural — Apoiar construção e reforma de moradias com saneamento, água, energia, conectividade e infraestrutura produtiva básica. 8. Infraestrutura, logística e mobilidade Infraestrutura deve ligar pessoas, produção e serviços, e não servir como vitrine de governo. Obras e transportes serão priorizados pelo que reduzem de isolamento, custo, risco e desigualdade, com fiscalização pública das tarifas e entregas. • Rodovias seguras — Priorizar manutenção, pontos críticos, duplicações e contornos com demanda comprovada, incluindo os estudos do Contorno Norte de Cascavel. • Pedágio sob controle público — Fiscalizar tarifas, obras, reequilíbrios e atendimento; nenhum pagamento sem entrega verificável ao usuário. • Ferroeste pública — Recuperar a operação, ampliar terminais e intermodalidade e preparar financiamento de longo prazo para a malha ferroviária. • Portos modernizados — Manter governança pública e melhorar canais, terminais, acessos, contêineres, fertilizantes, Antonina e a relação porto-cidade. • Transporte intermunicipal — Reformar contratos, linhas, frequência, informação ao usuário e acessibilidade e avançar na integração tarifária metropolitana. • Frota pública sem cobrança em dobro — Quando o Estado comprar ou financiar veículos, retirar da tarifa a depreciação e o retorno do investimento já pago com dinheiro público. • Ônibus mais limpos — Renovar gradualmente frotas intermunicipais e metropolitanas com veículos de baixa ou zero emissão, conforme demanda e efeito tarifário. • Aeroportos e cargas — Apoiar aeroportos regionais e estudar terminais de carga conforme demanda, segurança, financiamento e custo de operação. • Energia e conectividade — Ampliar fibra pública, eficiência, biogás e armazenamento e conectar escolas, unidades de saúde, segurança e prefeituras. • Copel a serviço do Paraná — Auditar a privatização, revisar contratos e dividendos e manter aberta a recuperação do controle quando houver viabilidade jurídica e econômica. • Tarifa justa — Condicionar benefícios ao transporte coletivo à melhoria do serviço e à redução ou contenção das tarifas, com custos transparentes. • Integração de modais — Conectar rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias para reduzir o custo da produção e tirar pressão das estradas. 9. Habitação, cidades e planejamento urbano Habitação não é apenas entregar uma chave. Moradia digna precisa estar perto de trabalho, escola, saúde, transporte e saneamento, com urbanização dos bairros, regularização fundiária e proteção das famílias que vivem em áreas de risco. • Mais moradias e melhorias — Combinar novas unidades, reforma de casas, urbanização, locação social, mutirões e aproveitamento de imóveis adequados. • Banco Estadual de Terras — Destinar imóveis bem localizados à habitação social, evitando conjuntos distantes e bairros sem serviços. • Casa perto da vida — Avaliar transporte, escola, saúde, saneamento e custo cotidiano antes de escolher a localização de novos conjuntos. • Regularização fundiária — Apoiar municípios e famílias na regularização urbana e rural, com segurança jurídica, infraestrutura e proteção ambiental. • Energia em ocupações consolidadas — Criar procedimento estadual para regularizar o fornecimento quando houver segurança e viabilidade jurídica e ambiental. • Áreas de risco — Priorizar permanência com segurança e, quando o reassentamento for necessário, entregar solução adequada antes da remoção. • Aluguel social e proteção — Integrar moradia provisória, drenagem, contenção, recuperação ambiental e urbanização para não abandonar famílias. • Cohapar com autonomia técnica — Fortalecer fiscalização de obras e realizar auditoria independente quando houver paralisação, defeito ou perda de qualidade. • Reforma e acessibilidade — Apoiar melhorias sanitárias, eficiência energética, adaptação de moradias e desenho universal para pessoas idosas e com deficiência. • Cidades para caminhar — Apoiar centros urbanos, calçadas acessíveis, travessias, iluminação, bicicletas e integração ao transporte coletivo. • Imóvel vazio vira moradia — Priorizar prédios e terrenos bem localizados e com serviços antes de expandir a cidade para áreas distantes. • Urbanização completa — Levar água, esgoto, drenagem, iluminação, áreas públicas e mobilidade aos bairros que cresceram sem infraestrutura adequada. 10. Meio ambiente, água, saneamento e clima A crise climática já afeta cidades, lavouras, tarifas e vidas. Proteger água, solo e biodiversidade é uma política de saúde, produção e segurança, combinando prevenção, saneamento, fiscalização e transição ecológica socialmente justa. • Sanepar pública — Manter o controle público, recuperar capacidade de investimento e orientar a empresa para a universalização e o interesse dos paranaenses. • Tarifa social automática — Conceder o benefício às famílias elegíveis por integração de cadastros, sem obrigá-las a provar repetidamente a mesma condição. • Água e esgoto para todos — Priorizar áreas sem rede, reduzir perdas e ampliar soluções de saneamento rural e para pequenas comunidades. • Licenciamento sem enfraquecimento — Dar prazo, equipe e prioridade à análise ambiental, com exigências proporcionais ao risco e fiscalização do cumprimento. • Água e mananciais — Proteger nascentes, bacias e reservatórios, fiscalizar barragens e apoiar segurança hídrica urbana e rural. • Plano climático — Preparar o Paraná para secas, enchentes, ondas de calor, deslizamentos e perdas produtivas, com metas e responsabilidades. • Reúso e drenagem natural — Ampliar o reúso seguro de água e apoiar jardins de chuva, parques inundáveis, áreas permeáveis e recuperação de várzeas. • Resíduos e reciclagem — Fortalecer catadores, logística reversa e arranjos regionais para reciclar resíduos urbanos e da construção. • Bem-estar animal — Ampliar castração, assistência veterinária, combate aos maus-tratos, resgate de fauna e protocolos para desastres. • Produzir preservando — Remunerar serviços ambientais, recuperar áreas e apoiar produtores, cooperativas e trabalhadores na transição ecológica. • Reciclagem popular — Remunerar o serviço ambiental de catadores e cooperativas, garantindo equipamentos, segurança e participação nos contratos públicos. • Saneamento rural — Apoiar soluções comunitárias seguras para água, esgoto e resíduos em áreas rurais e pequenas localidades. 11. Proteção social, igualdade, direitos e ciclos de vida Ninguém pode ficar sem proteção por causa da renda, idade, deficiência, gênero, raça, orientação sexual ou lugar onde vive. O cuidado público será organizado para garantir autonomia, renda, segurança, participação e serviços próximos das pessoas. • Pessoas com deficiência — Criar secretaria estadual própria, cofinanciar saúde especializada, ampliar reabilitação, órteses, próteses e tecnologia assistiva. • Famílias e cuidadores — Oferecer orientação, apoio psicossocial, descanso do cuidador, centros-dia, atendimento domiciliar e alternativas de vida independente. • Mulheres protegidas — Reformular e fortalecer a Secretaria, implementar o pacto contra o feminicídio e criar centros integrados inspirados na Casa da Mulher Brasileira. • Autonomia das mulheres — Integrar cuidado, transporte, qualificação, crédito e emprego e garantir atendimento policial especializado em todas as regiões. • Mais mulheres nas decisões — Adotar a paridade como horizonte político, sem cota obrigatória, e ampliar progressivamente a presença feminina nos espaços de poder. • Pessoa idosa — Construir rede de cuidados de longa duração, atenção domiciliar, centros-dia, proteção contra violência e apoio aos cuidadores. • Leite das Crianças ampliado — Retomar o programa, preservar o atendimento infantil e incluir pessoas idosas e outros grupos com indicação nutricional. • Renda e segurança alimentar — Criar renda complementar aos benefícios federais e ampliar cozinhas, restaurantes populares, bancos de alimentos e compras locais. • SUAS fortalecido — Ampliar cofinanciamento, CRAS, CREAS, proteção especial e equipes regionais, sobretudo nos pequenos municípios. • Juventudes, igualdade e direitos — Integrar escola, saúde mental, trabalho e cultura e fortalecer políticas para população negra, povos indígenas, quilombolas e população LGBTQIA+. • Primeira infância — Ampliar visitas, cuidado, proteção contra violência, acesso a creches e apoio material e profissional a quem cuida. • Consumidor protegido — Fortalecer o Procon, enfrentar fraudes digitais e criar atendimento permanente para superendividamento e dependência de apostas. 12. Cultura, esporte e turismo Cultura, esporte e turismo não serão tratados como favor nem privilégio. Serão políticas de acesso, trabalho, identidade e desenvolvimento regional, com recursos chegando à atividade final, circulação pelo Estado e respeito à diversidade do Paraná. • Fim do mecenato com intermediário — Levar integralmente ao Fundo Estadual de Cultura os recursos do incentivo fiscal e vedar a remuneração da captação. • Mais dinheiro no projeto — Sem o captador, a parcela que pode absorver cerca de 30% permanecerá naturalmente na execução cultural, sem ser tratada como meta separada. • Cultura em todas as regiões — Ampliar editais, circulação, formação, bibliotecas, equipamentos e apoio a artistas e trabalhadores culturais fora dos grandes centros. • Fundo a fundo e pontos de cultura — Transferir recursos aos municípios integrados ao sistema estadual e ampliar a rede em periferias e comunidades tradicionais. • Autores e audiovisual do Paraná — Apoiar publicação e circulação de obras paranaenses e fortalecer editais, formação, filmagens e cadeia audiovisual. • Cultura nas escolas — Garantir visitas regulares a bibliotecas, museus, teatros e espaços de memória, com integração pedagógica e remuneração artística. • Esporte comunitário e escolar — Ampliar atividade física gratuita, recuperar equipamentos e integrar escolas, bairros, unidades de saúde e assistência. • Paradesporto e atletas — Garantir acessibilidade, transporte, profissionais, bolsas transparentes, medicina esportiva e prevenção ao assédio. • Turismo regional e comunitário — Organizar rotas rurais e culturais e apoiar pequenos negócios, com protagonismo e benefício das comunidades. • Turismo seguro — Priorizar sinalização, banheiros, acessibilidade, conectividade, qualificação, defesa do consumidor e resposta integrada. • Jogos escolares e circuitos regionais — Ampliar iniciação esportiva, esporte e lazer em bairros, áreas rurais e municípios com pouca oferta regular. • Patrimônio vivo — Proteger mestres, mestras, festas, culturas indígenas, negras, quilombolas, caiçaras, caboclas, migrantes e populares. 2027 • 2030 ELEICAO 2026 MAURICIO THADEU DE MELLO E SILVA GOVERNADOR - CNPJ: 68.519.900/0001-83 COLIGAÇÃO PARANÁ PARA TODOS PLANO DE GOVERNO