PLANO DE GOVERNO
2027 • 2030
O PARANÁ QUE CUIDA
Um governo deve ser medido pelo que acontece na vida das pessoas: pela criança que aprende a ler no tempo certo; pela mulher que encontra proteção quando denuncia uma violência; pelo trabalhador que volta para casa com segurança; pelo agricultor que consegue produzir, armazenar e vender; pela pessoa idosa, pela pessoa com deficiência e por quem precisa do Estado para viver com autonomia e dignidade.
Cuidar começa pelo essencial. Comida na mesa, água, energia, moradia, escola pública, atendimento de saúde, trabalho, renda e segurança. Isso exige presença em todo o Paraná, dos grandes centros aos pequenos municípios, do campo ao litoral e à fronteira. O lugar onde alguém nasceu ou mora não pode determinar a qualidade do serviço público que recebe.
O Paraná que cuida respeita quem faz o Estado funcionar. Professores, profissionais da saúde, policiais,bombeiros, técnicos, trabalhadores da assistência e demais servidores precisam de condições, formação, proteção e equipes suficientes. Prédio vazio, equipamento parado e anúncios em atendimento não são entrega.
Desenvolver o Paraná é fortalecer quem trabalha e produz. O crédito público, a infraestrutura, a tecnologia, as compras do Estado e os incentivos devem abrir oportunidades, apoiar pequenos negócios, cooperativas, agricultura familiar, indústria e comércio, gerar emprego digno e manter renda nas regiões. Recurso público não servirá para garantir privilégio, transferir risco ao Estado ou financiar lucro sem contrapartida.
Cuidar é preservar a capacidade do Paraná de decidir. Água, saneamento, energia, logística, dados, tecnologia e crédito são instrumentos para levar serviço, investimento e segurança a todas as regiões. O patrimônio público será protegido e colocado a serviço de metas concretas. Parcerias serão feitas quando entregarem resultado, com contratos transparentes, fiscalização e responsabilidade.
Cuidar também é reconhecer que as pessoas não partem do mesmo lugar. As políticas enfrentarão as barreiras vividas por mulheres, população negra, povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas idosas, juventudes, população LGBTQIA+ e famílias em vulnerabilidade.
Direito não pode depender de favor, influência ou capacidade de abrir portas.
Este plano assume compromissos verificáveis: reduzir desigualdades entre regiões, garantir presença humana nos serviços, tratar a tecnologia como ferramenta, valorizar profissionais, proteger o patrimônio público e fazer cada real gasto servir a um resultado coletivo. Requião Filho apresenta ao Paraná um governo que sabe a quem serve e assume a responsabilidade de cuidar.
O Paraná que cuida será construído em cada escola que ensina, em cada unidade de saúde que atende, em cada crime investigado, em cada família protegida, em cada produtor apoiado e em cada município respeitado. O governo existe para fazer o Estado funcionar para as pessoas.
O Paraná que cuida.cuida.
Requião Filho - PDT 12 - Coligação Paraná para Todos
1. Governo presente para cuidar das pessoas e proteger o patrimônio público
O Paraná precisa de um Estado que planeje, coordene e preste contas. A administração será organizada para transformar orçamento, patrimônio e trabalho público em serviços contínuos, com metas verificáveis, atendimento humano e decisões orientadas pelo interesse coletivo.
• Governo integrado — Criar um centro de governo para coordenar prioridades, destravar entregas, organizar respostas a crises e cobrar responsáveis, prazos e resultados.
• Transparência de verdade — Publicar contratos, obras, benefícios fiscais, metas, prazos e resultados em linguagem compreensível, com Controladoria e Ouvidoria fortalecidas.
• Serviço público valorizado — Planejar concursos, carreiras, formação, saúde e segurança dos servidores e cumprir a data-base com negociação e previsão orçamentária.
• Atendimento humano e digital — Digitalizar serviços sem excluir quem precisa de atendimento presencial; nenhum direito dependerá exclusivamente de aplicativo ou decisão automatizada.
• Celepar pública e soberania digital — Manter a Celepar sob controle público, recompor sua capacidade técnica e proteger os dados e os sistemas essenciais do Paraná.
• Justiça fiscal — Revisar incentivos fiscais, preservar os que entregam investimento e emprego e encerrar privilégios sem retorno público.
• Imposto menor para os pequenos — Zerar a carga estadual de ICMS das micro e pequenas empresas durante a transição para o IBS, pelos instrumentos juridicamente disponíveis.
• Bens essenciais — Reduzir, dentro da competência estadual, a carga sobre medicamentos essenciais quando houver efeito comprovado no preço ao consumidor.
• Patrimônio público protegido — Nenhuma privatização ou perda de controle de empresa estratégica ocorrerá sem avaliação independente, transparência e demonstração do interesse público.
• Governo sem loteamento — Organizar a administração por compromissos públicos, sem entregar secretarias e empresas estatais como moeda de troca política.
• Serviço que não para — Preparar planos de continuidade para saúde, segurança, energia, conectividade e outros serviços essenciais diante de crises e desastres.
• Compras públicas limpas — Planejar aquisições, reduzir emergências previsíveis, abrir espaço a pequenos fornecedores e responsabilizar quem atrasar ou entregar mal.
2. Apoio aos municípios e desenvolvimento regional
A desigualdade regional também nasce da falta de projetos, equipes e recursos nos municípios menores. O Estado será parceiro dos 399 municípios, levando capacidade técnica a quem mais precisa e coordenando soluções que ultrapassam divisas municipais.
• Engenharia e assistência técnica — Oferecer equipes estaduais e regionais para projetos, licenciamento, obras, manutenção e captação de recursos, sobretudo aos pequenos municípios.
• Banco Estadual de Projetos — Organizar uma carteira pública de projetos maduros e ajudar cada município a transformar necessidades em propostas executáveis.
• Planejamento regional — Fortalecer o IPARDES e construir pactos regionais para integrar saúde, educação, logística, ambiente, turismo e desenvolvimento.
• Critérios públicos de apoio — Distribuir recursos e assistência por necessidade, desigualdade territorial, risco e capacidade de execução, sem favorecimento político.
• Mais apoio a quem tem menos — Definir contrapartidas proporcionais à capacidade financeira de cada município para que os menores não percam investimentos por falta de caixa.
• Consórcios que resolvem — Apoiar soluções compartilhadas para saúde, resíduos, defesa civil, inspeção, máquinas e serviços especializados, sem criar estruturas duplicadas.
• Regiões metropolitanas, litoral e fronteira — Coordenar transporte, saneamento, drenagem, resíduos e outros serviços que ultrapassam limites municipais.
• Tecnologia compartilhada — Ampliar, por adesão voluntária, serviços tecnológicos públicos e soluções da Celepar para prefeituras e consórcios.
• Projetos prontos para captar — Manter licenças, custos, terrenos e fontes de financiamento organizados para não perder recursos estaduais, federais ou internacionais.
• Prestação de contas simplificada — Padronizar orientações, capacitação e sistemas, reduzindo burocracia sem abrir mão da fiscalização do dinheiro público.
• Fronteira integrada — Manter agenda permanente com Paraguai e Argentina para mobilidade, saúde, comércio, logística, turismo e resposta a emergências.
• Pacto com metas por região — Reunir municípios, universidades e setores produtivos em compromissos territoriais com responsáveis, prazos e acompanhamento público.
3. Saúde pública e regionalização do atendimento
Quem depende do SUS não pode esperar indefinidamente nem atravessar o Paraná para receber atendimento. A rede será organizada por regiões, com atenção básica forte, filas transparentes, hospitais resolutivos e cuidado contínuo do diagnóstico à recuperação.
• Mais recursos próprios — Elevar gradualmente a aplicação estadual em saúde até o fim do mandato.
• Atenção primária perto de casa — Ampliar o cofinanciamento estadual dos municípios e retomar princípios do HOSPSUS, integrando unidades básicas, hospitais e referências regionais.
• Fila única e transparente — Permitir que cada pessoa acompanhe exames, consultas e cirurgias, com prioridade clínica, prazo, encaminhamento e oferta regional visíveis.
• Mutirões com continuidade — Reduzir o passivo de cirurgias e exames sem abandonar o acompanhamento antes e depois do procedimento.
• Rede hospitalar e urgência — Recuperar a capacidade existente, ampliar leitos e serviços regionais e integrar hospitais, SAMU, transporte sanitário e atenção básica.
• Profissionais onde mais faltam — Combinar concursos, carreira, residência, formação e incentivos de permanência para reduzir vazios assistenciais no interior.
• Saúde mental e dependência — Ampliar CAPS, cuidado comunitário, prevenção do suicídio, atenção ao álcool e outras drogas e leitos de referência.
• Medicamento e diagnóstico — Fortalecer assistência farmacêutica, laboratórios e telessaúde e acompanhar o paciente do exame ao tratamento.
• Prontuário integrado — Compartilhar informações essenciais com segurança para evitar repetição de exames e perda do histórico quando o paciente muda de serviço.
• Vigilância e prevenção — Reforçar vacinação, controle de surtos, saúde do trabalhador e resposta a riscos sanitários e ambientais em todas as regiões.
• Paraná Sorridente — Ampliar saúde bucal na atenção básica, os Centros de Especialidades
Odontológicas, próteses e atendimento regional.
• Mais Especialidades — Levar consultas e diagnósticos hoje concentrados aos polos regionais e integrar hospitais universitários ao atendimento do SUS.
• Hospitais Regionais da Mulher e da Infância — Criar hospitais regionais integrados ao SUS, com maternidade, gestação de alto risco, ginecologia, oncologia, neonatologia, pediatria, diagnóstico e apoio multiprofissional.
4. Educação, ciência e ensino superior
A escola pública voltará a ser organizada pela aprendizagem, pelo vínculo humano e pela valorização de quem ensina. Estrutura, alimentação, inclusão e tecnologia estarão a serviço do projeto pedagógico, com participação da comunidade e presença do Estado.
• Alfabetização no tempo certo — Universalizar até 2030 a alfabetização em leitura, escrita e conhecimentos matemáticos essenciais ao final do 2º ano.
• Recuperação da aprendizagem — Oferecer apoio contínuo, material adequado e acompanhamento desde os anos iniciais, sem maquiar resultados ou culpar estudantes e professores.
• Nenhuma escola fechada para economizar — Manter turmas e escolas necessárias, respeitando distância, transporte, condições pedagógicas e decisão das comunidades.
• Fim do Parceiro da Escola — Devolver ao poder público a gestão administrativa das unidades, com transição que preserve aulas, alimentação, limpeza e direitos dos trabalhadores.
• Revisão do modelo cívico-militar — Submeter as escolas a avaliação independente e devolver à comunidade escolar a decisão sobre seu projeto pedagógico.
• Professores valorizados — Realizar concursos, fortalecer carreira, formação e autonomia pedagógica e assegurar eleição periódica de diretores.
• Escola integral com estrutura — Ampliar a jornada com alimentação, profissionais, bibliotecas, laboratórios, quadras e projeto pedagógico, e não simples permanência no prédio.
• Tecnologia como ferramenta — Ensinar computação, programação, robótica e uso crítico da inteligência artificial sem plataformização, vigilância ou substituição dos professores.
• Ensino médio, técnico e permanência — Integrar formação geral e profissional e ampliar EJA, educação do campo, inclusão, transporte, alimentação e apoio ao estudante.
• Universidades e ciência públicas — Preservar autonomia, dar previsibilidade ao financiamento e ampliar assistência estudantil, pesquisa, extensão e hospitais universitários.
• Alimentação segura e regional — Garantir refeições adequadas, inclusive para alergias e doença celíaca, e ampliar compras da agricultura familiar.
• Escola bem cuidada — Recuperar salas, cozinhas, banheiros, quadras, bibliotecas, laboratórios e redes elétricas e publicar o andamento das obras por unidade.
• Celeiro Tech — Integrar universidades, centros de pesquisa, empresas, trabalhadores e territórios para mapear capacidades e gargalos, compartilhar laboratórios e mobilizar financiamento, cooperação, compras públicas e encomendas tecnológicas. Os polos de inovação usarão estruturas existentes e só serão criados onde houver demanda, equipe e custeio, gerando emprego e oportunidades para a juventude, do solo ao silício.
5. Segurança pública, justiça e defesa civil
Segurança pública não se resume a viaturas e discurso. Cuidar da população exige presença territorial, investigação, inteligência, prevenção e integração, com efetivo suficiente e condições dignas para quem protege o Paraná.
• Efetivo permanente — Realizar concursos periódicos para repor vacâncias e ampliar
Polícia Militar, Civil, Científica, Penal e Corpo de Bombeiros.
• Presença nos 399 municípios — Adotar como horizonte presença policial permanente e atendimento operacional 24 horas, por equipes locais ou regionais.
• Carreira e condições de trabalho — Corrigir distorções das praças, rever cargas horárias incompatíveis e reconhecer a responsabilidade de chefia em todas as carreiras policiais.
• Emergência integrada — Regionalizar o despacho e reunir, numa mesma central, o encaminhamento imediato a PM, Bombeiros, SAMU, Polícia Civil e Guardas Municipais.
• Investigação e perícia — Reduzir o passivo de inquéritos, ampliar a Polícia Científica e permitir ao cidadão acompanhar o encaminhamento de sua ocorrência.
• Inteligência e câmeras — Integrar videomonitoramento, leitura de placas, alertas eletrônicos e análise criminal com auditoria e proteção de dados; ampliar câmeras corporais.
• Polícia comunitária — Retomar Projeto Povo, Patrulhas Rurais e Bombeiros Comunitários, com equipes estáveis e diálogo com os territórios.
• Fronteira protegida — Fortalecer BPFRON, inteligência financeira e operações contra armas, drogas, contrabando e roubo de cargas no campo, litoral e fronteira.
• Cuidar de quem protege — Reformar o Hospital da PM como referência para as forças e organizar atendimento regional, saúde mental, prevenção do suicídio e reabilitação.
• Presídios industriais públicos — Separar lideranças criminosas, retomar unidades administradas pelo Estado e ampliar trabalho remunerado, educação e qualificação.
• Câmeras corporais para proteger — Ampliar o uso progressivamente, com regras de acionamento, armazenamento, acesso, cadeia de custódia, privacidade e auditoria.
• Defesa Civil antes do desastre — Mapear riscos, ampliar alertas, apoiar planos municipais e garantir resposta rápida, abrigo, água, alimento e reconstrução transparente.
6. Trabalho, renda e desenvolvimento econômico
Crescimento só interessa quando melhora a vida de quem trabalha. O desenvolvimento será medido pela renda, pelo emprego digno e pela capacidade de produzir em todas as regiões, com apoio público condicionado a resultados sociais e econômicos.
• Crédito para quem produz — Fortalecer Fomento Paraná, BRDE, microcrédito e Fundo Estadual de Aval para pequenos negócios, cooperativas e inovação.
• Política industrial com contrapartida — Vincular incentivos, terrenos, crédito e infraestrutura a investimento, emprego, salário, inovação e permanência no Paraná.
• Compras públicas locais — Facilitar a participação de micro e pequenas empresas, cooperativas e fornecedores regionais, com divisão de lotes quando cabível.
• Menos imposto para micro e pequenas — Usar os instrumentos estaduais para zerar o ICMS durante a transição ao IBS e simplificar obrigações acessórias.
• Qualificação ligada a vagas — Planejar cursos com trabalhadores, empresas, sindicatos e territórios e avaliar colocação, renda e permanência no emprego.
• Agências do Trabalhador fortalecidas — Integrar intermediação, documentação, orientação profissional, seguro-desemprego e inclusão produtiva.
• Piso regional com ganho real — Atualizar anualmente as faixas do piso salarial regional por negociação tripartite e política de valorização.
• Economia solidária — Ampliar cooperativismo, incubação, assistência técnica, comercialização e crédito orientado para iniciativas coletivas.
• Exportar e produzir no interior — Preparar pequenos negócios e cooperativas para certificação e mercados e qualificar áreas industriais já existentes antes de criar novas.
• Saúde do trabalhador — Fortalecer prevenção de acidentes, vigilância de doenças ocupacionais e a rede regional dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador.
• Proteção contra a precarização — Exigir integridade e respeito às relações de trabalho das empresas que recebem apoio, crédito ou incentivo estadual.
7. Agricultura e desenvolvimento rural
O campo paranaense precisa de crédito, assistência técnica, infraestrutura e proteção diante das mudanças do clima. Produzir mais deve significar renda para as famílias, comida de qualidade e agregação de valor perto de onde a produção acontece.
• Assistência técnica pública — Fortalecer o IDR Paraná e ampliar extensão rural contínua, multidisciplinar e orientada à agricultura familiar.
• Trator e Insumo Solidário — Retomar crédito adequado ao ciclo produtivo para máquinas, equipamentos, sementes, fertilizantes e bioinsumos.
• Correção do solo — Retomar o programa de calcário com análise técnica, recomendação agronômica, logística regional e acompanhamento dos resultados.
• Água, estradas e energia trifásica — Apoiar outorgas, irrigação eficiente, estradas rurais, conectividade e expansão da rede elétrica necessária à agroindustrialização.
• Seguro e adaptação climática — Ampliar proteção contra perdas, pesquisa, manejo de solo e água, alertas e orientação para eventos extremos.
• Armazenagem e agroindústria — Apoiar silos compartilhados, ampliar o SUSAF-PR e ajudar municípios e consórcios a alcançar equivalência ao SISBI-POA.
• Cadeias regionais — Retomar o plano da cafeicultura, combater o greening e apoiar leite, frutas, madeira, cooperativas e agregação de valor.
• Leite com produtor valorizado — Condicionar incentivos à compra de produtores paranaenses, à qualidade e ao benefício comprovado para produtor e consumidor.
• Comida local nos serviços públicos — Ampliar compras da agricultura familiar para escolas, hospitais, cozinhas e restaurantes populares.
• Produção segura — Combater deriva de agrotóxicos e fortalecer bioinsumos, defesa sanitária, pesquisa, rastreabilidade e bem-estar animal.
• Estoques reguladores — Retomar compras transparentes da agricultura familiar para reduzir perdas, abastecer políticas públicas e responder a emergências.
• Habitação rural — Apoiar construção e reforma de moradias com saneamento, água, energia, conectividade e infraestrutura produtiva básica.
8. Infraestrutura, logística e mobilidade
Infraestrutura deve ligar pessoas, produção e serviços, e não servir como vitrine de governo. Obras e transportes serão priorizados pelo que reduzem de isolamento, custo, risco e desigualdade, com fiscalização pública das tarifas e entregas.
• Rodovias seguras — Priorizar manutenção, pontos críticos, duplicações e contornos com demanda comprovada, incluindo os estudos do Contorno Norte de Cascavel.
• Pedágio sob controle público — Fiscalizar tarifas, obras, reequilíbrios e atendimento;
nenhum pagamento sem entrega verificável ao usuário.
• Ferroeste pública — Recuperar a operação, ampliar terminais e intermodalidade e preparar financiamento de longo prazo para a malha ferroviária.
• Portos modernizados — Manter governança pública e melhorar canais, terminais, acessos, contêineres, fertilizantes, Antonina e a relação porto-cidade.
• Transporte intermunicipal — Reformar contratos, linhas, frequência, informação ao usuário e acessibilidade e avançar na integração tarifária metropolitana.
• Frota pública sem cobrança em dobro — Quando o Estado comprar ou financiar veículos, retirar da tarifa a depreciação e o retorno do investimento já pago com dinheiro público.
• Ônibus mais limpos — Renovar gradualmente frotas intermunicipais e metropolitanas com veículos de baixa ou zero emissão, conforme demanda e efeito tarifário.
• Aeroportos e cargas — Apoiar aeroportos regionais e estudar terminais de carga conforme demanda, segurança, financiamento e custo de operação.
• Energia e conectividade — Ampliar fibra pública, eficiência, biogás e armazenamento e conectar escolas, unidades de saúde, segurança e prefeituras.
• Copel a serviço do Paraná — Auditar a privatização, revisar contratos e dividendos e manter aberta a recuperação do controle quando houver viabilidade jurídica e econômica.
• Tarifa justa — Condicionar benefícios ao transporte coletivo à melhoria do serviço e à redução ou contenção das tarifas, com custos transparentes.
• Integração de modais — Conectar rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias para reduzir o custo da produção e tirar pressão das estradas.
9. Habitação, cidades e planejamento urbano
Habitação não é apenas entregar uma chave. Moradia digna precisa estar perto de trabalho, escola, saúde, transporte e saneamento, com urbanização dos bairros, regularização fundiária e proteção das famílias que vivem em áreas de risco.
• Mais moradias e melhorias — Combinar novas unidades, reforma de casas, urbanização, locação social, mutirões e aproveitamento de imóveis adequados.
• Banco Estadual de Terras — Destinar imóveis bem localizados à habitação social, evitando conjuntos distantes e bairros sem serviços.
• Casa perto da vida — Avaliar transporte, escola, saúde, saneamento e custo cotidiano antes de escolher a localização de novos conjuntos.
• Regularização fundiária — Apoiar municípios e famílias na regularização urbana e rural, com segurança jurídica, infraestrutura e proteção ambiental.
• Energia em ocupações consolidadas — Criar procedimento estadual para regularizar o fornecimento quando houver segurança e viabilidade jurídica e ambiental.
• Áreas de risco — Priorizar permanência com segurança e, quando o reassentamento for necessário, entregar solução adequada antes da remoção.
• Aluguel social e proteção — Integrar moradia provisória, drenagem, contenção, recuperação ambiental e urbanização para não abandonar famílias.
• Cohapar com autonomia técnica — Fortalecer fiscalização de obras e realizar auditoria independente quando houver paralisação, defeito ou perda de qualidade.
• Reforma e acessibilidade — Apoiar melhorias sanitárias, eficiência energética, adaptação de moradias e desenho universal para pessoas idosas e com deficiência.
• Cidades para caminhar — Apoiar centros urbanos, calçadas acessíveis, travessias, iluminação, bicicletas e integração ao transporte coletivo.
• Imóvel vazio vira moradia — Priorizar prédios e terrenos bem localizados e com serviços antes de expandir a cidade para áreas distantes.
• Urbanização completa — Levar água, esgoto, drenagem, iluminação, áreas públicas e mobilidade aos bairros que cresceram sem infraestrutura adequada.
10. Meio ambiente, água, saneamento e clima
A crise climática já afeta cidades, lavouras, tarifas e vidas. Proteger água, solo e biodiversidade é uma política de saúde, produção e segurança, combinando prevenção, saneamento, fiscalização e transição ecológica socialmente justa.
• Sanepar pública — Manter o controle público, recuperar capacidade de investimento e orientar a empresa para a universalização e o interesse dos paranaenses.
• Tarifa social automática — Conceder o benefício às famílias elegíveis por integração de cadastros, sem obrigá-las a provar repetidamente a mesma condição.
• Água e esgoto para todos — Priorizar áreas sem rede, reduzir perdas e ampliar soluções de saneamento rural e para pequenas comunidades.
• Licenciamento sem enfraquecimento — Dar prazo, equipe e prioridade à análise ambiental, com exigências proporcionais ao risco e fiscalização do cumprimento.
• Água e mananciais — Proteger nascentes, bacias e reservatórios, fiscalizar barragens e apoiar segurança hídrica urbana e rural.
• Plano climático — Preparar o Paraná para secas, enchentes, ondas de calor, deslizamentos e perdas produtivas, com metas e responsabilidades.
• Reúso e drenagem natural — Ampliar o reúso seguro de água e apoiar jardins de chuva, parques inundáveis, áreas permeáveis e recuperação de várzeas.
• Resíduos e reciclagem — Fortalecer catadores, logística reversa e arranjos regionais para reciclar resíduos urbanos e da construção.
• Bem-estar animal — Ampliar castração, assistência veterinária, combate aos maus-tratos, resgate de fauna e protocolos para desastres.
• Produzir preservando — Remunerar serviços ambientais, recuperar áreas e apoiar produtores, cooperativas e trabalhadores na transição ecológica.
• Reciclagem popular — Remunerar o serviço ambiental de catadores e cooperativas, garantindo equipamentos, segurança e participação nos contratos públicos.
• Saneamento rural — Apoiar soluções comunitárias seguras para água, esgoto e resíduos em áreas rurais e pequenas localidades.
11. Proteção social, igualdade, direitos e ciclos de vida
Ninguém pode ficar sem proteção por causa da renda, idade, deficiência, gênero, raça, orientação sexual ou lugar onde vive. O cuidado público será organizado para garantir autonomia, renda, segurança, participação e serviços próximos das pessoas.
• Pessoas com deficiência — Criar secretaria estadual própria, cofinanciar saúde especializada, ampliar reabilitação, órteses, próteses e tecnologia assistiva.
• Famílias e cuidadores — Oferecer orientação, apoio psicossocial, descanso do cuidador, centros-dia, atendimento domiciliar e alternativas de vida independente.
• Mulheres protegidas — Reformular e fortalecer a Secretaria, implementar o pacto contra o feminicídio e criar centros integrados inspirados na Casa da Mulher Brasileira.
• Autonomia das mulheres — Integrar cuidado, transporte, qualificação, crédito e emprego e garantir atendimento policial especializado em todas as regiões.
• Mais mulheres nas decisões — Adotar a paridade como horizonte político, sem cota obrigatória, e ampliar progressivamente a presença feminina nos espaços de poder.
• Pessoa idosa — Construir rede de cuidados de longa duração, atenção domiciliar, centros-dia, proteção contra violência e apoio aos cuidadores.
• Leite das Crianças ampliado — Retomar o programa, preservar o atendimento infantil e incluir pessoas idosas e outros grupos com indicação nutricional.
• Renda e segurança alimentar — Criar renda complementar aos benefícios federais e ampliar cozinhas, restaurantes populares, bancos de alimentos e compras locais.
• SUAS fortalecido — Ampliar cofinanciamento, CRAS, CREAS, proteção especial e equipes regionais, sobretudo nos pequenos municípios.
• Juventudes, igualdade e direitos — Integrar escola, saúde mental, trabalho e cultura e fortalecer políticas para população negra, povos indígenas, quilombolas e população LGBTQIA+.
• Primeira infância — Ampliar visitas, cuidado, proteção contra violência, acesso a creches e apoio material e profissional a quem cuida.
• Consumidor protegido — Fortalecer o Procon, enfrentar fraudes digitais e criar atendimento permanente para superendividamento e dependência de apostas.
12. Cultura, esporte e turismo
Cultura, esporte e turismo não serão tratados como favor nem privilégio. Serão políticas de acesso, trabalho, identidade e desenvolvimento regional, com recursos chegando à atividade final, circulação pelo Estado e respeito à diversidade do Paraná.
• Fim do mecenato com intermediário — Levar integralmente ao Fundo Estadual de Cultura os recursos do incentivo fiscal e vedar a remuneração da captação.
• Mais dinheiro no projeto — Sem o captador, a parcela que pode absorver cerca de
30% permanecerá naturalmente na execução cultural, sem ser tratada como meta separada.
• Cultura em todas as regiões — Ampliar editais, circulação, formação, bibliotecas, equipamentos e apoio a artistas e trabalhadores culturais fora dos grandes centros.
• Fundo a fundo e pontos de cultura — Transferir recursos aos municípios integrados ao sistema estadual e ampliar a rede em periferias e comunidades tradicionais.
• Autores e audiovisual do Paraná — Apoiar publicação e circulação de obras paranaenses e fortalecer editais, formação, filmagens e cadeia audiovisual.
• Cultura nas escolas — Garantir visitas regulares a bibliotecas, museus, teatros e espaços de memória, com integração pedagógica e remuneração artística.
• Esporte comunitário e escolar — Ampliar atividade física gratuita, recuperar equipamentos e integrar escolas, bairros, unidades de saúde e assistência.
• Paradesporto e atletas — Garantir acessibilidade, transporte, profissionais, bolsas transparentes, medicina esportiva e prevenção ao assédio.
• Turismo regional e comunitário — Organizar rotas rurais e culturais e apoiar pequenos negócios, com protagonismo e benefício das comunidades.
• Turismo seguro — Priorizar sinalização, banheiros, acessibilidade, conectividade, qualificação, defesa do consumidor e resposta integrada.
• Jogos escolares e circuitos regionais — Ampliar iniciação esportiva, esporte e lazer em bairros, áreas rurais e municípios com pouca oferta regular.
• Patrimônio vivo — Proteger mestres, mestras, festas, culturas indígenas, negras, quilombolas, caiçaras, caboclas, migrantes e populares.
2027 • 2030
ELEICAO 2026 MAURICIO THADEU DE MELLO E SILVA GOVERNADOR - CNPJ: 68.519.900/0001-83
COLIGAÇÃO PARANÁ PARA TODOS
PLANO DE GOVERNO