Sumário
CULTURA DA PAZ EM UMA SOCIEDADE POLARIZADA E ADOECIDA ................. 3
INTRODUÇÃO .............................................................................................. 6
PRINCIPAIS TESES PARA CONSTRUIR O BRASIL DOS NOSSOS SONHOS ........36
PROJETO 1 - A REVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO ..................................................68
PROJETO 2 - BRASIL NEUROINCLUSIVO .......................................................81
PROJETO 3 - MULHERES VIVAS ....................................................................86
PROJETO 4 - SECRETARIA EXECUTIVA (OU NOVO MINISTÉRIO) DO
EMPREENDEDORISMO E DA ECONOMIA DISTRIBUÍDA .................................95
PROJETO 5 - COMUNIDADES EMPREENDEDORAS DO BRASIL ..................... 105
PROJETO 6 - BRASIL OÁSIS: REVOLUÇÃO NO SEMIÁRIDO. ........................... 114
PROJETO 7 - BEE: BRASIL EMPREENDEDOR NAS ESTRADAS - UMA REVOLUÇÃO
TURÍSTICA E ECONÔMICA NA MALHA RODOVIÁRIA BRASILEIRA ................. 120
PROJETO 8 - AGROINDÚSTRIA BRASIL ........................................................ 126
PROJETO 9 - BCOO: BRASIL COOPERATIVISMO ........................................... 131
PROJETO 10 - BRASIL EXPORTADOR ........................................................... 140
PROJETO 11 - EMBAIXADAS EMPREENDEDORAS: PEE ................................. 146
PROJETO 12 - PLANO DE COMBATE MUNDIAL DA FOME .............................. 157
PROJETO 13 - TELE SAÚDE BRASIL: TRANSFORMAR O BRASIL NA MAIOR TELE
MEDICINA DO MUNDO, DESAFOGANDO O SUS .......................................... 161
PROJETO 14 - PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER: SOCIEDADE
ESTÁ ABRAÇANDO (SEA) ........................................................................... 166
PROJETO 15 - ENERGIAS RENOVÁVEIS DO BRASIL: PENER-BR ..................... 175
PROJETO 16 - PETRA BR: TERRAS RARAS E MINERAIS ESTRATÉGICOS DO BRASIL
................................................................................................................ 178
PROJETO 17 - FLORESTA VIVA – BR ............................................................. 182
PROJETO 18 - FATO: FORÇA ALERTA TOTAL.................................................. 186
QUEM É AUGUSTO CURY? ......................................................................... 194
CULTURA DA PAZ EM UMA SOCIEDADE POLARIZADA E ADOECIDA
Durante décadas estudei a mente humana, a construção dos pensamentos, os bastidores inconscientes da emoção e os fenômenos que transformam seres humanos brilhantes em prisioneiros de suas próprias ideias. Observei pacientes, líderes, empresários, jovens, educadores, religiosos, pobres e ricos. Observei também a política. E confesso: poucas vezes vi a humanidade tão emocionalmente adoecida.
As democracias estão cansadas. As famílias estão fatigadas. Os jovens estão desesperados. As redes sociais se transformaram em arenas emocionais. As divergências deixaram de produzir reflexão e passaram a produzir ataques. As ideologias deixaram de ser ferramentas de análise e passaram a funcionar como prisões psíquicas.
Muitos acreditam que o mundo está dividido em dois barcos: um de direita e outro de esquerda. Mas isso é uma ilusão perigosa. Estamos todos no mesmo barco, chamado família brasileira. Se ele afundar, afundaremos juntos. Não haverá bote salva-vidas ideológico.
Mais de 90% dos mais importantes projetos não têm cor partidária, de direita, de esquerda ou de centro; são suprapartidários e devem ser projetos de Estado, de longo prazo e estruturais para o desenvolvimento do Brasil.
Por exemplo, a dor da mulher, que, sofre feminicídio - em 2025, dados oficiais preliminares registraram 1.568 feminicídios no Brasil, ou seja, quatro a cinco mulheres assassinadas por dia. E recebe, em média, remuneração inferior à dos homens no mercado de trabalho exercendo as mesmas funções, não tem viés partidário.
A dor dos professores e das professoras, que perderam a autoridade em sala de aula e que não foram devidamente treinados nem valorizados, inclusive com melhores salários, também não tem viés partidário.
A dor dos jovens desesperançados também não. Aqui destaco que, em 2025, quase
8 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, nem trabalham nem estudam, segundo dados do IBGE. Trata-se de uma realidade tão grave e cruel que precisa ser enfrentada com urgência. Mais uma vez, essa não é uma questão de direita, de
esquerda ou de centro, mas de uma política de Estado comprometida em revolucionar a educação.
Da mesma forma, a dor dos brasileiros que, em alguns casos, aguardam mais de 50 dias para serem atendidos por um médico especialista em nosso belo Sistema Único de Saúde (SUS) também exige uma solução suprapartidária.
A dor do agricultor e do comerciante, que muitas vezes possuem uma lucratividade inferior a 10% e enfrentam um custo anual de financiamento de, no mínimo, 20% para manter seus negócios, precisa ser enfrentada por líderes que amem muito mais a sociedade do que suas ideologias políticas.
Aprendi, ao longo da vida, a lutar pelos mais vulneráveis, pela dignidade humana, pela justiça social e por valores fundamentais como a liberdade de expressão, a liberdade econômica, a meritocracia, a produtividade, a responsabilidade fiscal e a estabilidade institucional.
• Por que escolher apenas um lado do oceano da inteligência humana?
• Por que não extrair o melhor das duas correntes?
• Por que transformar adversários em inimigos?
• Por que idolatrar líderes políticos como se fossem semideuses?
• Por que permitir que o radicalismo destrua a capacidade de pensar?
Não proponho neutralismo. Neutralidade absoluta diante das dores humanas pode ser covardia intelectual. Também não proponho um comportamento morno. O morno frequentemente se omite diante das injustiças. O que proponho é algo mais complexo e mais difícil: maturidade emocional e inteligência política. Meu coração abraça os valores sociais mais nobres da esquerda. Minha mente valoriza os pilares econômicos e institucionais mais sólidos da direita. E minha consciência rejeita o extremismo dos dois lados.
Este programa não foi escrito para promover. Foi escrito para provocar reflexão e propor soluções. Foi escrito para libertar o pensamento sequestrado pelo radicalismo. Foi elaborado para defender a democracia, a dignidade humana e a capacidade de dialogar.
A humanidade precisa urgentemente da cultura da paz: reaprender a discordar sem destruir, trocar o ódio pelo debate, a humilhação pela escuta, a guerra emocional
pela construção de pontes. O extremista grita! O sábio pensa! O fanático aponta inimigos! O estadista constrói futuros.
Convido você a entrar comigo nesta jornada. Não como alguém de direita ou de esquerda. Mas como um ser humano disposto a pensar. Pois quem aprende a pensar se torna livre. E quem se torna livre jamais permitirá que ideologias aprisionem sua consciência.
Augusto Cury
INTRODUÇÃO
O BRASIL NÃO ESTÁ EM DOIS BARCOS
Criou-se uma das maiores ilusões políticas da história moderna: acreditar que existem dois barcos navegando em oceanos separados, um chamado direita e outro chamado esquerda. Essa divisão emocional contaminou famílias, amizades, escolas, universidades e até igrejas. Pessoas passaram a acreditar que o adversário ideológico deve ser destruído e não compreendido. O debate foi substituído pelo ataque. A reflexão foi substituída pelo cancelamento. O diálogo perdeu espaço para os gritos. As redes sociais amplificaram impulsos agressivos. A inteligência coletiva começou a adoecer silenciosamente. E milhões passaram a viver aprisionados em bolhas emocionais.
A mente humana possui necessidade intensa de pertencimento. Precisamos sentir que fazemos parte de grupos. Isso é natural e saudável. O problema surge quando a identidade política se torna mais importante que a identidade humana. Nesse momento, o indivíduo deixa de pensar como cidadão e passa a agir como torcedor.
A racionalidade diminui. A emoção domina. O “nós contra eles” se fortalece. A empatia desaparece. O opositor deixa de ser alguém com ideias diferentes e passa a ser visto como ameaça moral. Assim nascem os extremismos.
Observei durante décadas que a mente humana mente. Ela distorce fatos. Interpreta a realidade conforme desejos ocultos. Filtra informações para proteger crenças pré- existentes. Quanto mais radicalizada uma pessoa se torna, menos capacidade possui de ouvir argumentos diferentes. O extremista não busca compreender. Busca confirmar suas convicções. Não deseja refletir. Deseja vencer. E quando a necessidade de vencer supera a necessidade de pensar, nasce a ditadura emocional das ideologias.
A história humana está repleta de tragédias produzidas pelo fanatismo político.
Jovens alemães foram doutrinados pelo nazismo e passaram a denunciar famílias amigas de judeus. Revoluções prometendo igualdade produziram perseguições e mortes. Ditaduras de direita e de esquerda torturaram opositores em nome de projetos supostamente nobres. A ideologia, quando se torna radical, desumaniza. E
quando o ser humano perde sua humanidade, torna-se capaz de justificar qualquer violência.
Não estou defendendo ausência de convicções. Convicções são fundamentais.
Uma sociedade sem princípios mergulha no caos. O que questiono é a idolatria ideológica. Nenhum pensador humano é infalível. Nenhum partido político possui monopólio da virtude. Nenhum líder merece adoração cega. Todos somos falíveis.
Todos erramos. Todos temos zonas obscuras na inteligência. Precisamos aprender a defender ideias sem destruir pessoas.
A esquerda nasceu denunciando injustiças sociais profundas. Lutou por trabalhadores explorados, acesso à educação, dignidade e proteção dos vulneráveis. A direita destacou a importância da liberdade econômica, da responsabilidade individual e da segurança institucional. Ambas tocaram em necessidades humanas reais. Ambas também cometeram excessos históricos. Por isso, rejeito a ideia de que um lado concentra toda luz e o outro toda escuridão. A realidade humana é mais complexa.
O Brasil sofreu profundamente com essa polarização emocional. Amigos deixaram de se falar. Famílias se dividiram. Pessoas passaram a odiar desconhecidos apenas por símbolos políticos. Muitos não perceberam que estavam sendo manipulados emocionalmente por narrativas de medo. O medo é uma das ferramentas mais poderosas da política. Líderes radicais precisam criar inimigos permanentes. Sem inimigos, perdem relevância emocional. Por isso estimulam tensão contínua.
As redes sociais agravaram esse fenômeno. Nunca tivemos tanto acesso à informação e tão pouca capacidade de contemplação. Nunca recebemos tantos estímulos por minuto. O cérebro cansado se torna impulsivo. O excesso de informações reduz a reflexão profunda. A emoção acelera. A paciência diminui. O pensamento crítico enfraquece. E nesse cenário, frases agressivas ganham mais atenção do que ideias equilibradas. O algoritmo recompensa a indignação.
Precisamos urgentemente reconstruir a inteligência coletiva. Precisamos reaprender a ouvir. Precisamos defender convicções sem demonizar pessoas.
Precisamos abandonar a ilusão de que existem dois barcos navegando separadamente. Estamos no mesmo barco chamado sociedade humana. Quando a
violência aumenta, ela atinge todos. Quando a economia colapsa, todos sofrem.
Quando a saúde emocional piora, ricos e pobres adoecem juntos.
Meu desejo é que este plano de governo provoque uma revolução silenciosa. Não uma revolução armada, mas uma revolução da consciência. Quero desafiar você a pensar além das bolhas ideológicas. Quero convidá-lo a proteger sua capacidade de refletir. O extremismo produz barulho. A sabedoria produz legado. O fanático deseja vencer debates. O sábio deseja construir pontes. E somente quem constrói pontes pode ajudar a humanidade a atravessar seus abismos.
A primeira ferramenta para atravessar a polarização é o DCD: duvidar, criticar e determinar. Duvidar das narrativas automáticas. Criticar os pensamentos radicais.
Determinar ser livre para pensar antes de reagir. Quem não duvida das próprias certezas pode se tornar prisioneiro delas.
Kant diria que a maturidade humana começa quando temos coragem de usar o próprio entendimento. Nietzsche advertiria que multidões podem transformar a covardia em virtude e o ódio em identidade. Heidegger perguntaria se estamos vivendo de forma autêntica ou apenas repetindo os discursos impessoais do "se diz", "se pensa" e "se odeia". Viktor Frankl lembraria que nenhuma ideologia pode retirar do ser humano seu sentido existencial mais íntimo: escolher, corajosamente, sua atitude diante das circunstâncias. Tolstói nos recordaria que a paz social começa na reforma íntima, na capacidade do Eu — especialmente do político — de ver o outro apenas como um adversário de ideias, e não como um inimigo a ser abatido. Gandhi proporia uma resistência pacífica para que a paz falasse mais alto do que as armas e os ataques pessoais, reconstruindo uma nação. Martin Luther King iria às ruas de
Brasília, conduzindo líderes que hoje se digladiam a lutar pelo mais nobre dos sonhos: a família brasileira, mitigando a guerra de egos e transformando as divergências na beleza da democracia. E eu, Augusto Cury, inspirado por todas essas teses, proporia um pacto nacional para mudar a mente do confronto para a cultura da paz. Viveríamos a tese de que, na essência, somos iguais e trabalharíamos em conjunto — direita, centro e esquerda —, enquanto, nas diferenças, aprenderíamos a nos respeitar.
Portanto, quando afirmo que não estamos em dois barcos, estou propondo uma ferramenta de saúde psicossocial e de política coletiva: sair do pensamento binário
e entrar no pensamento complexo. O radicalismo empobrece a mente. A Gestão da
Emoção amplia o território da consciência. Ninguém pode ser um grande líder no teatro social se, primeiramente, não for um grande líder no teatro psíquico.
Menos ego e mais inteligência coletiva. Menos necessidades dos políticos, pagos pelo contribuinte, atendidas e mais necessidades das crianças, dos adolescentes, dos pais e de todos os profissionais deste país continental.
O VALOR DA LIBERDADE E MERITOCRACIA: AS TESES DA DIREITA
A direita surgiu enfatizando algo fundamental para a sobrevivência das sociedades:
a liberdade. Liberdade econômica. Liberdade de empreender. Liberdade de criar.
Liberdade de produzir riqueza. Sem liberdade, a criatividade humana enfraquece.
Povos excessivamente controlados perdem inovação. A história mostra que sociedades que sufocaram completamente a iniciativa individual frequentemente produziram pobreza, medo e estagnação. A liberdade é um alimento essencial da inteligência humana. Quando ela desaparece, o pensamento adoece.
Adam Smith percebeu que indivíduos buscando seus interesses econômicos podem movimentar desenvolvimento coletivo. A livre iniciativa estimulou avanços tecnológicos impressionantes. Empresas criaram soluções extraordinárias. O empreendedorismo gerou empregos. Milhões saíram da pobreza em países que estimularam produção, inovação e mercado. O lucro, quando acompanhado de ética, pode ser poderoso motor de desenvolvimento humano.
A direita também enfatizou responsabilidade individual. Essa ideia possui profundidade psicológica importante. Pessoas precisam desenvolver autonomia.
Precisam compreender que suas escolhas possuem consequências. Uma sociedade que transfere toda responsabilidade ao Estado enfraquece iniciativa pessoal. O ser humano amadurece quando aprende a administrar riscos, superar dificuldades e construir caminhos próprios. O excesso de dependência pode infantilizar emocionalmente cidadãos.
Outro valor importante da direita é a responsabilidade fiscal, embora no Brasil a maior parte dos políticos enquadrados no campo da direta não tenham sido capazes de conduzir o país com essa responsabilidade. Gastar indefinidamente sem equilíbrio econômico produz inflação, endividamento e colapso financeiro. E
quando a economia quebra, os pobres sofrem primeiro. Muitos governos prometeram benefícios imediatos ignorando sustentabilidade financeira. O resultado frequentemente foi desemprego, desvalorização da moeda e aumento da pobreza. Sonhos sociais sem planejamento econômico podem transformar esperança em tragédia.
A direita também valoriza segurança jurídica e estabilidade institucional e, da mesma maneira, muitos políticos de direita acabaram se desviando desse propósito.
Investidores precisam confiar nas regras do jogo. Empreendedores precisam de previsibilidade. Sem segurança institucional, empresas reduzem investimentos. A insegurança afasta crescimento. Países fortes economicamente normalmente possuem instituições relativamente estáveis. O respeito às leis e contratos ajuda sociedades a prosperarem.
Outro ponto relevante é o reconhecimento da importância da família e das tradições sociais. A família saudável é uma das maiores escolas emocionais da humanidade.
Crianças emocionalmente protegidas possuem maiores chances de desenvolver estabilidade psíquica. Sociedades que desprezam completamente seus valores culturais frequentemente entram em crise de identidade coletiva. Nem toda tradição é atraso. Algumas tradições preservam vínculos humanos essenciais.
Mas a direita também possui armadilhas perigosas. Quando transforma o mercado em divindade absoluta, corre o risco de desumanizar relações. Nem tudo pode ser reduzido a lucro. O ser humano não é máquina financeira. Existem dores emocionais que não aparecem nos indicadores econômicos. Existem jovens ricos profundamente deprimidos. Existem empresários milionários emocionalmente falidos. O dinheiro pode comprar conforto, mas não necessariamente saúde emocional.
Outro risco ocorre quando a meritocracia é apresentada de forma simplista. Nem todos começam a corrida da vida do mesmo ponto. Algumas crianças nascem em ambientes estáveis, outras em cenários profundamente violentos. Algumas possuem acesso à melhor educação. Outras crescem cercadas de abandono.
Ignorar desigualdades estruturais produz arrogância social. O mérito existe, mas oportunidades iniciais também influenciam trajetórias humanas.
A direita contemporânea também pode cair na armadilha da insensibilidade emocional. Quando o discurso econômico ignora sofrimento humano, nasce um capitalismo frio. Um sistema econômico eficiente, mas incapaz de acolher vulneráveis, produz desertos afetivos. A produtividade precisa servir ao ser humano e não o contrário. A economia deve ser instrumento da vida, não finalidade absoluta da existência. O próprio capitalismo superou essa barreira com a doutrina do estado de bem-estar social. Em maior ou menor medida, os países capitalistas compreenderam a necessidade de compatibilização do bem-estar social com o lucro para que seja sustentável.
Apesar dessas críticas, continuo acreditando profundamente no valor da liberdade econômica, do empreendedorismo e da responsabilidade fiscal. Minha mente reconhece que sociedades sustentáveis precisam produzir riqueza, estimular criatividade e respeitar instituições. O desafio não é destruir o mercado. O desafio é humanizá-lo. Precisamos construir uma economia forte sem perder sensibilidade humana. Precisamos aprender que liberdade e compaixão não são inimigas. São necessidades complementares de uma civilização inteligente.
A liberdade econômica, sem gestão da emoção, pode se transformar em egoísmo sofisticado. Mas a proteção social, sem responsabilidade, pode se transformar em dependência coletiva. A mente saudável não escolhe extremos; aprende a integrar forças.
A ferramenta da Gestão da Emoção para este capítulo é a autorresponsabilidade solidária. Cada cidadão deve ser estimulado a desenvolver seu potencial, mas nenhuma sociedade madura pode abandonar quem caiu no caminho. O Eu saudável não transfere tudo ao Estado, mas também não fecha os olhos para a dor alheia.
A DOR SOCIAL E OS DIREITOS HUMANOS: AS TESES DA ESQUERDA
A esquerda nasceu do grito dos invisíveis. Surgiu quando milhões de trabalhadores viviam asfixiados por sistemas econômicos que enriqueciam poucos enquanto multidões sobreviviam em condições desumanas. Crianças trabalhavam em fábricas sem proteção. Homens e mulheres enfrentavam jornadas exaustivas, sem descanso remunerado, férias, aposentadoria, assistência à saúde e os mais básicos direitos trabalhistas. A desigualdade social crescia sem limites. Nesse cenário,
pensadores começaram a questionar se uma sociedade poderia ser considerada civilizada enquanto abandonava seus vulneráveis. A indignação social deu origem a movimentos profundos. A esquerda nasceu da dor humana. Nasceu tentando proteger quem não tinha voz.
Diversos críticos da desigualdade observaram que sistemas econômicos podem transformar seres humanos em peças substituíveis. Sua crítica ao capitalismo industrial impactou profundamente o mundo moderno. Embora muitas experiências inspiradas em suas ideias tenham produzido regimes autoritários e violentos, algumas de suas perguntas continuam relevantes. O que acontece quando o lucro vale mais que a dignidade humana? O que ocorre quando trabalhadores perdem esperança? O que acontece quando poucos concentram riqueza enquanto milhões vivem sem oportunidades? Ignorar essas perguntas é perigoso. Uma sociedade que despreza a dor social produz instabilidade emocional e violência estrutural. O próprio capitalismo se consolidou de maneira sustentável quando compreendeu a necessidade de cooperação no lugar do conflito permanente.
A desigualdade não é apenas um fenômeno econômico. Ela é também emocional e psicológica. Pessoas que crescem sem oportunidades frequentemente desenvolvem sentimento de inferioridade silenciosa. Crianças privadas de educação de qualidade têm sua criatividade mutilada antes mesmo de florescer.
Jovens sem perspectivas tornam-se vulneráveis ao crime, às drogas e ao desespero.
Uma sociedade profundamente desigual não adoece apenas financeiramente. Ela adoece emocionalmente. O medo cresce. A insegurança aumenta. O ressentimento coletivo se expande. E nenhuma democracia permanece saudável sobre um oceano permanente de exclusão.
A esquerda também destacou a importância da educação pública. Educação não é apenas transmissão de conteúdo. É ferramenta de emancipação humana. Quando uma criança aprende a pensar, amplia suas possibilidades existenciais. Quando um jovem desenvolve pensamento crítico, reduz sua vulnerabilidade à manipulação. A educação pode romper ciclos históricos de pobreza. Pode transformar filhos de trabalhadores humildes em cientistas, médicos, artistas e líderes. Negligenciar a educação é destruir o futuro antes que ele nasça.
Outro mérito histórico da esquerda foi defender sistemas públicos de proteção social. Saúde pública, assistência básica e programas de proteção aos mais pobres nasceram da compreensão de que nenhuma sociedade pode prosperar abandonando milhões de pessoas à própria sorte. O ser humano não é apenas produtor econômico. É também emocional, afetivo e social. Países minimamente civilizados criam mecanismos para proteger idosos, crianças, pessoas com deficiência e cidadãos em extrema vulnerabilidade.
Entretanto, toda ideologia possui armadilhas. Quando a esquerda hipertrofia o
Estado, corre o risco de sufocar criatividade, produtividade e liberdade econômica.
Um Estado excessivamente burocrático pode gerar dependência crônica. Pode transformar cidadãos em reféns administrativos. Pode desestimular inovação. Pode punir quem produz. O excesso de controle frequentemente produz corrupção estrutural e ineficiência. Por isso, sensibilidade social sem responsabilidade econômica pode levar ao colapso.
Outro risco surge quando movimentos sociais abandonam o diálogo e passam a cultivar ressentimento permanente. Nenhuma sociedade evolui estimulando ódio entre classes sociais. Não é saudável ensinar jovens a enxergar todos os empresários como exploradores ou todos os ricos como inimigos morais. Existem empresários cruéis, mas existem também empreendedores extraordinariamente generosos. O problema humano não pode ser reduzido à renda financeira. A maldade e a bondade atravessam todas as classes sociais.
A esquerda contemporânea também enfrenta outro desafio perigoso: o excesso de patrulhamento ideológico. Em alguns ambientes, pensar diferente tornou-se crime moral. Professores, jornalistas, artistas e estudantes passaram a temer cancelamentos. O medo destrói a criatividade intelectual. A democracia exige pluralidade de pensamento. Quando apenas uma narrativa pode ser aceita, nasce uma nova forma de autoritarismo. Nenhuma ideologia deve possuir monopólio da verdade.
Apesar desses riscos, continuo acreditando que a preocupação social da esquerda contém valores profundamente humanos. Meu coração se emociona diante da dor dos vulneráveis. Não consigo ignorar crianças passando fome, idosos abandonados, jovens adoecidos emocionalmente ou famílias sem perspectivas. Uma economia
forte que abandona milhões não pode ser considerada plenamente saudável. O progresso verdadeiro precisa incluir dignidade humana. Crescimento econômico sem compaixão produz desertos emocionais.
A grande pergunta não é se devemos proteger os vulneráveis. A pergunta correta é como protegê-los sem destruir produtividade, liberdade e sustentabilidade econômica. Vamos construir uma sociedade onde a economia seja forte e o coração humano permaneça vivo. Mostraremos que justiça social e responsabilidade econômica não são inimigas. São pilares complementares de uma civilização madura. O desafio do futuro não será escolher entre mercado e dignidade humana.
O desafio será unir ambos com inteligência.
A dor social não pode ser analisada apenas por estatísticas. Ela precisa ser compreendida também como ferida psíquica. A miséria não rouba apenas comida da mesa; rouba autoestima, esperança, repertório emocional e capacidade de sonhar. Por isso, uma política pública inteligente precisa cuidar da renda, mas também da emoção.
Viktor Frankl mostrou que o ser humano precisa de sentido para suportar dores. Uma família sem perspectiva não sofre apenas pela falta de recursos, mas pela ausência de significado para o amanhã. Tolstói compreendeu como poucos a dor dos humildes e a hipocrisia das elites que discursam sobre humanidade enquanto ignoram seus semelhantes. Kant nos obrigaria a perguntar: estamos tratando os pobres como fins em si mesmos ou apenas como números eleitorais?
A Gestão da Emoção propõe que programas sociais não sejam apenas transferência de renda, mas também transferência de dignidade, capacitação, pertencimento e protagonismo. A ferramenta central aqui é transformar o cidadão em autor da própria história. Proteger os vulneráveis não deve significar aprisioná-los na dependência, mas ajudá-los a reconstruir autonomia, autoestima e esperança.
A MENTE “MENTE”: A PSIQUE E SUAS CONTRADIÇÕES
Durante milênios acreditamos que os seres humanos tomavam decisões predominantemente racionais. Mas ao estudar profundamente a construção dos pensamentos, descobri algo perturbador: a mente humana frequentemente acredita que pensa, quando na verdade apenas reage. Milhões defendem ideias sem jamais
examiná-las profundamente. Repetem discursos herdados do grupo ao qual pertencem. Absorvem opiniões prontas. Compartilham narrativas emocionais. E passam a acreditar que chegaram sozinhos às suas conclusões. A mente “mente”.
Ela mente quando sofre pelo futuro e trai o presente, quando rumina mágoas e trai a tranquilidade, quando cria inimigos políticos a serem abatidos apenas por pensarem diferente, enfim, ela gera a ilusão da autonomia intelectual enquanto permanece aprisionada em condicionamentos invisíveis.
O cérebro humano possui mecanismos de autoproteção emocional extremamente sofisticados. Quando uma informação ameaça crenças centrais, o cérebro reage defensivamente. Em vez de refletir, ataca. Em vez de considerar possibilidades, cria justificativas automáticas. Esse fenômeno explica por que pessoas inteligentes podem defender ideias absurdas quando emocionalmente capturadas por ideologias. A inteligência não imuniza ninguém contra o fanatismo. Em alguns casos, apenas o torna mais sofisticado.
As redes sociais aceleraram dramaticamente esse processo. Nunca recebemos tantos estímulos por minuto. Vídeos curtos, manchetes agressivas, frases simplificadas e discussões instantâneas passaram a dominar a atenção coletiva. O excesso de estímulo reduz contemplação. A contemplação é essencial para pensar profundamente. Sem silêncio interior, o pensamento se fragmenta. Sem reflexão lenta, a emoção governa decisões. E quando a emoção governa sem consciência crítica, nasce o comportamento impulsivo coletivo.
As plataformas digitais descobriram algo extremamente lucrativo: o ódio gera engajamento. O medo prende atenção. A indignação viraliza mais rapidamente que a serenidade. Assim, algoritmos passaram a alimentar conflitos emocionais permanentes. Pessoas recebem continuamente conteúdos que confirmam suas crenças e demonizam opositores. Aos poucos, começam a viver em universos paralelos. A realidade objetiva perde espaço para narrativas emocionais. E uma sociedade incapaz de compartilhar fatos mínimos comuns começa a entrar em colapso cognitivo.
O “Eu” precisa assumir papel de gestor da emoção. Caso contrário, o indivíduo se torna refém de pensamentos automáticos. O radicalismo político é um exemplo claro disso. O extremista não percebe que perdeu autonomia intelectual. Acredita
ser livre enquanto se comporta como eco emocional do grupo. Suspende sua identidade crítica. Entrega sua consciência ao coletivo ideológico. E passa a reagir automaticamente a símbolos, palavras e líderes.
Uma das tragédias mais perigosas de nossa sociedade é a idolatria política. Quando alguém transforma líderes em figuras quase sagradas, desliga mecanismos saudáveis de crítica. Toda idolatria produz cegueira emocional. Nenhum governante é impecável. Nenhuma corrente política possui monopólio da virtude. Todos os sistemas humanos possuem limitações. Mas o fanático precisa acreditar que seu grupo representa o bem absoluto. Essa divisão simplista entre heróis e vilões destrói a maturidade democrática.
Observe o comportamento das multidões ao longo da história. Povos inteiros já foram conduzidos ao ódio coletivo. Regimes totalitários manipularam emoções de massas. Jovens foram treinados para perseguir opositores. Intelectuais justificaram barbaridades em nome de ideologias supostamente superiores. O ser humano emocionalmente capturado perde capacidade de empatia. E quando a empatia desaparece, atrocidades tornam-se possíveis.
Outro fenômeno importante é a necessidade inconsciente de pertencimento. Muitos não defendem determinadas ideias porque as analisaram profundamente, mas porque temem exclusão social. O medo de ser rejeitado pelo grupo é poderoso.
Pessoas silenciam dúvidas internas para continuar sendo aceitas. Assim, comunidades inteiras passam a repetir narrativas sem reflexão genuína. O conformismo coletivo substitui pensamento crítico.
Por isso afirmo algo que pode parecer duro: muitos acreditam que são livres politicamente, mas apenas trocaram uma prisão por outra. Saíram da prisão da censura institucional e entraram na prisão psicológica das bolhas digitais. A verdadeira liberdade começa quando alguém consegue discordar do próprio grupo sem medo. Quando consegue questionar líderes admirados. Quando possui coragem de pensar além das narrativas dominantes.
Precisamos urgentemente reconstruir seres humanos capazes de refletir.
Precisamos ensinar crianças e jovens a duvidar, analisar, contemplar e dialogar.
Precisamos formar pensadores e não apenas repetidores ideológicos. O futuro da democracia dependerá menos da tecnologia e mais da capacidade emocional de
administrar diferenças sem destruir pessoas. A humanidade sobreviverá não quando todos pensarem igual, mas quando aprenderem a discordar sem se odiar.
Este capítulo é o coração psicológico do plano de governo. A mente humana não é uma máquina lógica; é um teatro complexo onde pensamentos, memórias, emoções e interpretações se cruzam. A ferramenta central aqui é a mesa-redonda do Eu: antes de reagir, o Eu deve reunir seus pensamentos, questionar seus impulsos, examinar suas emoções e decidir com lucidez.
Precisamos ensinar a população a fazer pausas psíquicas e isso precisa fazer parte de um conjunto de políticas públicas. Antes de compartilhar uma notícia, duvide.
Antes de atacar alguém, respire. Antes de idolatrar um líder, questione. Antes de odiar, investigue. Quem não gerencia a emoção será gerenciado por ela.
A BELEZA DA DEMOCRACIA ESTÁ NA DIVERGÊNCIA: A UNANIMIDADE SÓ É META
NAS DITADURAS
Depois de estudar profundamente a mente humana, a história das civilizações e os bastidores emocionais das ideologias, inclusive escrevendo mais de 700 páginas sobre a personalidade, marketing de massa e ferramentas de manipulação do maior psicopata da história, Adolfo Hitler, cheguei a uma conclusão poderosa: sem autonomia e protagonismo seremos escravos vivendo em sociedades livres. Como autônomos e cidadãos livres não precisamos escolher entre sensibilidade social e responsabilidade econômica. Precisamos das duas. Precisamos do coração da justiça social e da mente da sustentabilidade econômica. Precisamos unir compaixão e produtividade. Precisamos construir uma síntese inteligente. O radicalismo floresce no mundo todo e não apenas no Brasil e as causas são múltiplas: intoxicação digital, excesso de compromissos, senso de urgência, excesso de informações (provavelmente as crianças de sete anos nos dias atuais tenham mais informações que imperadores romanos), educação cartesiana ou racionalista. Tudo isto aumenta os níveis de ansiedade e abaixa o limiar para suportar frustrações, fomentando não uma polarização saudável, mas insana, cruel, infantil.
A esquerda percebeu corretamente que seres humanos não podem ser abandonados à própria sorte. A pobreza extrema destrói autoestima. A exclusão
social mutila sonhos. Crianças sem oportunidades carregam cicatrizes invisíveis.
Jovens sem esperança tornam-se vulneráveis ao crime, às drogas e ao adoecimento emocional. Nenhuma sociedade saudável ignora seus vulneráveis. Um país forte protege seus cidadãos mais frágeis.
A direita compreendeu corretamente que riqueza precisa ser produzida antes de ser distribuída. Sem produtividade econômica não há arrecadação sustentável. Sem empresas fortes não existem empregos sólidos. Sem responsabilidade fiscal programas sociais entram em colapso. Países que destruíram sua economia em nome de promessas emocionais mergulharam em inflação, desemprego e desesperança. O coração precisa da mente para sobreviver.
Por isso rejeito radicalismos. O radicalismo de esquerda frequentemente demoniza o mercado. O radicalismo de direita frequentemente despreza vulneráveis. Ambos adoecem quando perdem equilíbrio. O primeiro pode sufocar liberdade e inovação.
O segundo pode transformar o ser humano em peça descartável da engrenagem econômica. Precisamos transcender essa guerra emocional infantilizada.
Meu coração possui profunda preocupação social. Sofro ao ver crianças passando fome, famílias destruídas pela miséria e jovens emocionalmente adoecidos. Não consigo olhar para a dor humana com indiferença. Mas minha mente também reconhece que nenhuma nação prospera destruindo produtividade, investimento e estabilidade econômica. O amor social sem inteligência econômica pode produzir tragédias. E a eficiência econômica sem compaixão pode produzir desertos emocionais.
Alguns acreditam que unir valores sociais da esquerda com pilares econômicos da direita seria incoerência. Não é incoerência. É maturidade. O equilíbrio não é neutralidade morna. O equilíbrio exige inteligência sofisticada. Um piloto equilibrado não abandona convicções. Apenas aprende a administrar forças diferentes sem destruir a aeronave. Uma sociedade madura precisa fazer o mesmo.
Precisamos de um Estado eficiente, mas não sufocante. Precisamos de liberdade econômica, mas não de abandono social. Precisamos de responsabilidade fiscal, mas também de sensibilidade humana. Precisamos estimular empreendedores, mas proteger vulneráveis. Precisamos combater desperdícios públicos e
simultaneamente investir em educação, saúde e oportunidades. A verdadeira inteligência política não escolhe extremos. Escolhe soluções sustentáveis.
A democracia depende dessa capacidade de síntese. Quando sociedades se radicalizam excessivamente, tornam-se emocionalmente instáveis. O ódio cresce. A escuta desaparece. As instituições enfraquecem. O extremista não deseja construir consensos. Deseja destruir opositores. Mas países não sobrevivem sustentados apenas por metade de sua população. Uma nação saudável precisa integrar diferenças.
A política precisa abandonar a lógica do inimigo permanente. Precisamos substituir a cultura do ataque pela cultura dos projetos. O Brasil está cansado de guerras ideológicas. O povo quer segurança, emprego, estabilidade emocional e esperança.
Quer líderes capazes de dialogar. Quer menos agressividade e mais soluções concretas. A sociedade não suporta mais ser tratada como torcida organizada emocional.
A síntese entre o melhor da esquerda e o melhor da direita exige uma mente multifocal. A mente linear escolhe lados como se a realidade fosse simples. A mente multifocal entende que a vida é complexa, contraditória, dinâmica e profundamente humana.
Kant nos oferece o princípio da dignidade. Nietzsche nos desafia a superar o ressentimento e criar novos valores. Heidegger nos pede autenticidade. Frankl nos oferece sentido. Tolstói nos convida à compaixão. Todos, de maneiras diferentes, ajudam a construir uma política que não seja escrava de slogans.
A ferramenta prática aqui é o filtro da tríplice pergunta: esta proposta protege a dignidade humana? Esta proposta é economicamente sustentável? Esta proposta pacífica ou radicaliza a sociedade? Se uma política pública não passa por essas três perguntas, ela pode ser emocionalmente sedutora, mas socialmente perigosa.
Defendo uma política baseada em projetos e não em ataques pessoais. O Brasil está cansado de guerras ideológicas estéreis. A população quer emprego, segurança, estabilidade econômica, educação de qualidade e saúde física e emocional.
Uma política firme nas convicções, mas elegante no diálogo. O futuro pertence aos construtores de pontes. Os extremistas produzirão barulho momentâneo,
mas somente os conciliadores inteligentes deixarão legado duradouro para as próximas gerações.
O COLAPSO EMOCIONAL DAS DEMOCRACIAS
As democracias modernas, na era digital, estão emocionalmente adoecidas. Nunca tivemos tantos avanços tecnológicos, tanto acesso à informação e tantas oportunidades de comunicação. Ainda assim, milhões de pessoas vivem ansiosas, irritadas e emocionalmente exaustas. A política deixou de ser apenas uma disputa de ideias. Tornou-se um espetáculo emocional permanente. Líderes descobriram que o medo mobiliza multidões. Descobriram que a indignação gera engajamento.
Descobriram que o ódio pode ser transformado em combustível eleitoral, produzindo engajamento, likes e monetização.
Parece que estamos assistindo, passivamente, ao fim de um dos pilares centrais das democracias: a liberdade de expressão. Os algoritmos selecionam as informações, influenciam o fluxo de dados e as preferências dos usuários. Além disso, são movidos por interesses econômicos, pois entregam conteúdo a apenas 2% a 3% da base dos seguidores, fazendo com que grande parte das pessoas não receba as publicações. Assim, quem dispõe de milhões ou dezenas de milhões de reais para impulsionar suas mensagens acaba exercendo um impacto muito maior sobre o tecido social do que aqueles que contam apenas com menos recursos financeiros.
É uma disputa profundamente desigual, antidemocrática, doentia. A trânsito da informação não é livre, não é democrático e não há transparência sobre os mecanismos de alocação dos algoritmos.
Não há, definitivamente, plena democracia no ambiente digital. A suposta liberdade, segundo a qual cada usuário se tornaria, por meio do celular, "proprietário e diretor de redação" de um poderoso veículo de comunicação, não se concretizou. Ao contrário, nunca se fomentaram tanto as narrativas radicais, a indústria dos haters e a influência de pessoas que não refletem sobre as consequências de suas mensagens. Colocamos milhões de pilotos para conduzir milhares de aeronaves complexas (as redes sociais) sem lhes oferecer uma educação mínima para operá- las com responsabilidade.
O desafio não é controlar as redes, mas educar, nos próximos anos, esses pilotos.
Assim como os povos vikings foram marcados pela violência no passado e, séculos
depois, deram origem a sociedades reconhecidas pela cultura de paz e pela elevada qualidade de vida, como Noruega e Dinamarca, quanto tempo ainda será necessário para que as nações digitais se tornem mais maduras, proativas e promotoras da cultura da paz? Eis o desafio.
Até lá, inenarráveis injustiças continuarão a ser cometidas. Como sempre afirmei, o poder e a fama podem comprometer a saúde mental e sequestrar a lucidez dos líderes, que acreditam ser plenamente livres, mas que, em diferentes níveis, encontram-se mentalmente encarcerados.
A humanidade entrou na era da hiperestimulação mental. O cérebro recebe milhares de informações diariamente. Notícias dramáticas. Vídeos curtos. Discussões agressivas. Escândalos políticos. Crises econômicas. Violência urbana. O excesso de estímulos fragmenta o pensamento. Pessoas reagem antes de refletir. A emoção acelera. A tolerância diminui. O “Eu”, que deveria ser gestor da emoção, torna-se refém do bombardeio de informações.
As redes sociais ampliaram esse fenômeno de maneira impressionante. O algoritmo não foi criado para promover sabedoria. Foi criado para prender atenção. E nada prende mais atenção que conflito emocional. Por isso conteúdos agressivos frequentemente recebem mais alcance que mensagens equilibradas. O extremista grita mais alto. O moderado parece sem graça. O radical viraliza. O sereno raramente chama atenção.
As democracias começaram então a produzir cidadãos emocionalmente exaustos.
Pessoas passaram a viver em estado constante de alerta psicológico. O opositor político deixou de ser apenas alguém com ideias diferentes. Passou a ser visto como ameaça existencial. Essa percepção cria ansiedade coletiva. E sociedades ansiosas tornam-se facilmente manipuláveis.
Hannah Arendt alertou que regimes autoritários frequentemente crescem em ambientes emocionalmente fragilizados. Quando multidões perdem confiança nas instituições e vivem dominadas pelo medo, tornam-se vulneráveis a discursos simplificadores. O autoritário promete segurança emocional imediata. Oferece inimigos claros. Promete respostas rápidas para problemas complexos. E multidões cansadas emocionalmente frequentemente aceitam abrir mão da liberdade em troca de sensação de proteção.
Outro fenômeno perigoso é a cultura do cancelamento. Muitas pessoas passaram a ter medo de expressar opiniões. O medo destrói criatividade intelectual. A democracia depende de debate livre. Quando indivíduos começam a se autocensurar para evitar ataques, a inteligência coletiva enfraquece. Uma sociedade saudável precisa permitir divergência respeitosa. Não existe evolução intelectual sem confronto de ideias e é importante compreender que as redes sociais possuem impacto na organização social, merecendo atenção de políticas públicas em diversas áreas, começando pela educação.
A juventude também sofre profundamente nesse cenário. Muitos jovens cresceram em ambientes digitais hipercompetitivos. São comparados constantemente.
Precisam de curtidas para sentir validação emocional. Tornaram-se mendigos emocionais. Dependem de reconhecimento contínuo para experimentar migalhas de prazer. A autoestima tornou-se vulnerável à aprovação virtual. Isso contribui para aumento da ansiedade, depressão e automutilação.
As democracias não entrarão em colapso apenas por crises econômicas. Podem colapsar por esgotamento emocional coletivo. Uma população permanentemente irritada perde capacidade de cooperação. O diálogo desaparece. A confiança institucional enfraquece. A política se transforma em guerra psicológica contínua. E sem confiança mínima entre cidadãos, nenhuma democracia permanece saudável por muito tempo.
Precisamos reconstruir a serenidade coletiva a partir de políticas públicas, terminando com o ciclo de omissão do Estado com relação a esse problema. Não é apenas uma questão de regulamentação das plataformas, mas de orientação sobre seus efeitos sobre a convivência social e saúde mental. Precisamos desacelerar a mente. Precisamos ensinar contemplação. Precisamos reaprender a escutar sem imediatamente atacar. A inteligência não floresce no barulho permanente. Floresce no silêncio reflexivo. Uma sociedade que não consegue contemplar não consegue pensar profundamente.
Precisamos urgentemente compreender que a democracia não sobrevive apenas de eleições. Sobrevive de maturidade emocional. Sobrevive da capacidade de administrar diferenças sem destruir pessoas. Sobrevive da habilidade de
transformar adversários em interlocutores. O futuro das nações dependerá menos da força militar e mais da inteligência coletiva de seus cidadãos.
O colapso emocional das democracias é alimentado pela Síndrome do Pensamento
Acelerado. A mente hiperestimulada perde profundidade. O cidadão cansado emocionalmente reage com raiva, medo e intolerância. A democracia precisa de urnas, instituições e leis, mas também precisa de serenidade psíquica.
A ferramenta deste capítulo é a higiene mental democrática: reduzir intoxicação digital, praticar silêncio reflexivo, contemplar o belo, ouvir antes de julgar e proteger a emoção contra estímulos tóxicos. Uma democracia ansiosa pode eleger seus próprios carcereiros emocionais.
EDUCAR PARA PENSAR
A educação moderna produziu uma tragédia silenciosa. Formamos profissionais, mas frequentemente não formamos pensadores. Ensinamos jovens a decorar informações, mas raramente os ensinamos a interpretar emoções. Desenvolvemos habilidades técnicas, mas negligenciamos a arte de pensar. Criamos alunos capazes de resolver fórmulas matemáticas complexas, mas incapazes de administrar frustrações mínimas.
A escola tradicional frequentemente transforma estudantes em espectadores passivos do conhecimento. O professor fala. O aluno anota. O sistema cobra repetição. Poucos aprendem a questionar. Poucos aprendem a contemplar. Poucos desenvolvem pensamento crítico verdadeiro. A inteligência humana, entretanto, não cresce apenas acumulando dados. Cresce aprendendo a refletir sobre a vida, sobre si mesmo e sobre o mundo.
Sempre defendi que o professor deve deixar de ser mero expositor cartesiano para se tornar provocador da arte de pensar. O grande educador não apenas transmite conteúdo. Desperta consciência. Estimula perguntas. Forma seres humanos capazes de duvidar, criar e interpretar. Uma criança treinada apenas para competir pode alcançar sucesso financeiro e fracassar emocionalmente.
As escolas precisam ensinar gestão da emoção. Crianças precisam aprender desde cedo que emoções não podem ser eliminadas, mas administradas. O medo existe.
A ansiedade existe. A frustração existe. O problema não é sentir emoções difíceis. O
problema é não aprender a gerenciá-las. Jovens emocionalmente despreparados tornam-se vulneráveis ao desespero diante das inevitáveis dores da vida.
A sociedade moderna também produziu excesso de estímulos. Muitos jovens nunca aprenderam a contemplar. Nunca desaceleraram a mente. Nunca experimentaram silêncio interior. Vivem hiperconectados externamente e profundamente desconectados de si mesmos. Sem interiorização, a identidade enfraquece. E indivíduos sem identidade sólida tornam-se facilmente manipuláveis por grupos ideológicos, modismos e pressões sociais.
Outro desafio educacional é ensinar tolerância intelectual. Discordar não é odiar.
Pensar diferente não transforma ninguém em inimigo moral. Escolas precisam formar jovens capazes de dialogar respeitosamente. A democracia depende dessa habilidade. Quando estudantes crescem acreditando que opositores devem ser silenciados, a sociedade começa a adoecer perigosamente.
A educação também precisa estimular criatividade. Muitos sistemas educacionais sufocam imaginação. Punem erros excessivamente. Criam medo de fracassar. Mas quem tem medo permanente de errar raramente ousa inovar. Grandes cientistas, artistas e empreendedores falharam inúmeras vezes antes de alcançar descobertas extraordinárias. O erro, quando bem administrado, pode ser poderoso professor.
Precisamos ainda ensinar jovens a lidar com frustrações. A geração hiperprotegida frequentemente desenvolve baixa tolerância emocional. Pequenas críticas tornam- se devastadoras. Pequenos fracassos parecem catástrofes. Sem resiliência emocional, qualquer turbulência da vida pode produzir sofrimento intenso. Educar não é apenas proteger. É preparar para enfrentar desafios com inteligência e gestão emocional.
A família também possui papel fundamental. Pais e mães oferecem alimento para o corpo, mas precisam ser auxiliados por políticas públicas para alimentar também a inteligência e emoção dos filhos. Crianças precisam ser escutadas. Precisam desenvolver autoestima saudável. Precisam aprender que valor humano não depende apenas de desempenho acadêmico ou aprovação social. Um filho emocionalmente amado desenvolve bases internas mais sólidas para enfrentar o mundo.
O futuro da humanidade, do nosso país, dependerá profundamente da educação.
Não apenas educação técnica, mas educação emocional, filosófica e humanista.
Precisamos formar seres humanos capazes de pensar antes de reagir. Precisamos formar cidadãos livres intelectualmente. Precisamos construir escolas que produzam autores da própria história e não meros repetidores de narrativas coletivas.
Educar para pensar é educar para existir. A escola do futuro não pode ser apenas uma fábrica de notas. Precisa ser uma academia de formação do Eu. O aluno precisa aprender matemática, língua, ciências e história, mas também precisa aprender a lidar com perdas, críticas, frustrações, rejeições, medos e pressões.
As ferramentas fundamentais são: proteger a emoção, pensar antes de reagir, expor e não impor ideias, elogiar antes de criticar, ensinar a arte da dúvida, treinar a empatia e desenvolver a contemplação do belo. O professor do futuro não será apenas transmissor de conteúdo, mas jardineiro da inteligência.
O ESTADO, O MERCADO E O SER HUMANO
Ao longo da história, a humanidade frequentemente oscilou entre dois extremos perigosos. Em alguns momentos idolatramos o Estado. Em outros idolatramos o mercado. Mas tanto o Estado quanto o mercado são instrumentos humanos.
Nenhum deles pode ocupar o centro absoluto da existência. O ser humano deve permanecer acima das ideologias econômicas.
O mercado possui enorme capacidade criativa. Empresas inovam. Empreendedores geram empregos. A competição pode estimular avanços tecnológicos impressionantes. A liberdade econômica permitiu crescimento extraordinário em diversas sociedades. Quando pessoas possuem liberdade para criar e produzir, a inteligência humana floresce de maneira admirável.
Entretanto, o mercado não possui consciência moral própria. Seu objetivo natural é eficiência e lucro. Por isso precisa ser equilibrado por princípios éticos e responsabilidade social. Quando o lucro se torna finalidade absoluta, pessoas podem ser reduzidas a números. Relações humanas se desumanizam. O dinheiro passa a valer mais que a dignidade humana.
O Estado, por outro lado, surgiu para organizar a vida coletiva. Segurança, justiça, infraestrutura e proteção social dependem de instituições públicas minimamente eficientes. Sem Estado, sociedades mergulham no caos. Mas quando o Estado cresce excessivamente, corre o risco de sufocar liberdade, criatividade e iniciativa individual. O excesso de burocracia paralisa talentos e estimula corrupção.
Precisamos compreender que nenhum sistema econômico resolverá completamente os dilemas humanos. Existem empresários emocionalmente falidos. Existem pobres extraordinariamente sábios. Existem países ricos profundamente deprimidos. O sofrimento humano não desaparece apenas com crescimento econômico. A saúde emocional da sociedade depende também de vínculos afetivos, propósito existencial e capacidade de administrar emoções.
Precisamos construir um capitalismo humanizado. Um sistema onde produtividade e compaixão coexistam. Onde empresas prosperem sem destruir pessoas. Onde inovação tecnológica seja acompanhada de responsabilidade ética. Onde riqueza seja produzida sem abandono social. Esse talvez seja um dos maiores desafios do século XXI.
Também precisamos combater o desperdício público. Corrupção não destrói apenas recursos financeiros. Destrói esperança coletiva. Cada valor desviado da saúde, da educação ou da infraestrutura representa sofrimento humano concreto. O corrupto não rouba apenas dinheiro. Rouba oportunidades, tratamentos médicos, escolas melhores e futuros possíveis.
O governo brasileiro precisa valorizar pequenos empreendedores. Milhões de famílias sobrevivem graças ao trabalho honesto de pessoas que arriscam, criam e produzem. O empreendedorismo não deve ser tratado como inimigo social. Muitos empreendedores geram empregos, ajudam comunidades e sustentam sonhos familiares. Uma nação saudável estimula quem produz riqueza de forma ética.
Ao mesmo tempo, nenhuma sociedade madura abandona completamente seus vulneráveis. Crianças em extrema pobreza, idosos frágeis e pessoas incapazes de competir economicamente precisam de proteção social. O valor de uma civilização não pode ser medido apenas pelo tamanho do PIB. Deve ser medido também pela forma como trata os mais frágeis.
O grande desafio do país será equilibrar liberdade econômica, eficiência estatal e dignidade humana. Precisamos de um Estado eficiente, mas não sufocante.
Precisamos de mercado livre, mas não selvagem. Precisamos compreender que a economia deve servir à vida humana e não transformar seres humanos em servos da economia.
O Estado e o mercado devem servir ao ser humano, nunca o substituir. Quando o
Estado se torna absoluto, sufoca a liberdade. Quando o mercado se torna absoluto, sufoca a compaixão. A maturidade civilizatória está em colocar a dignidade humana acima dos sistemas.
A ferramenta de Gestão da Emoção aqui é a consciência socioemocional aplicada à economia. Cada decisão pública deveria perguntar: isso aumenta a autonomia ou a dependência? Isso estimula a criatividade ou a passividade? Isso humaniza o mercado ou transforma pessoas em números? Isso protege vulneráveis ou apenas produz discursos?
O BRASIL DA PACIFICAÇÃO
O Brasil adoeceu emocionalmente. Não apenas economicamente, politicamente ou institucionalmente. Adoeceu na forma de enxergar o outro. O debate público foi contaminado pelo ódio. A agressividade tornou-se espetáculo. A humilhação virou entretenimento digital. Muitos brasileiros já não conseguem discordar sem destruir relacionamentos. Amigos se afastaram. Famílias se dividiram. O país começou a agir como se estivesse em guerra civil emocional silenciosa.
Nenhuma nação se torna grande sustentada pelo ressentimento permanente. O ressentimento pode mobilizar multidões temporariamente, mas não constrói civilizações maduras. Países fortes são construídos por pessoas capazes de cooperar apesar das diferenças. O Brasil precisa reaprender a dialogar. Precisamos substituir o desejo de destruir adversários pela disposição de construir soluções.
A política brasileira também foi contaminada pela lógica do espetáculo emocional.
Muitos líderes descobriram que ataques pessoais produzem mais visibilidade que projetos concretos. O problema é que uma sociedade alimentada continuamente por conflitos emocionais entra em esgotamento psicológico coletivo. O povo
começa a perder esperança. E quando uma população perde esperança, abre-se espaço para radicalismos perigosos.
O combate à corrupção deve ser prioridade absoluta. A corrupção destrói confiança institucional. E uma sociedade sem confiança entra em colapso moral. O corrupto rouba sonhos coletivos. Rouba hospitais, escolas, infraestrutura e oportunidades.
Precisamos criar cultura nacional de intolerância ética contra desvios públicos. O dinheiro público deve ser tratado como sagrado porque representa o suor da população.
Também precisamos investir profundamente em educação emocional. O Brasil enfrenta crescimento alarmante da ansiedade, da automutilação e da desesperança juvenil. Não basta construir escolas fisicamente. Precisamos construir seres humanos emocionalmente saudáveis. Precisamos ensinar crianças e jovens a administrar frustrações, perdas, medos e pressões sociais.
A economia brasileira precisa ser fortalecida com responsabilidade. Não existe justiça social sustentável em economia destruída. Precisamos estimular empreendedorismo, inovação, tecnologia e produtividade. Precisamos reduzir burocracia sufocante. Precisamos simplificar impostos. Precisamos criar ambiente onde empresas possam crescer sem serem esmagadas administrativamente.
Ao mesmo tempo, não podemos abandonar os vulneráveis. O Brasil possui milhões vivendo em situações extremamente difíceis. Crianças sem saneamento básico.
Jovens sem perspectivas. Famílias esmagadas pelo desemprego e pela violência.
Um país civilizado não ignora essas dores. Precisamos unir eficiência econômica com sensibilidade social. Precisamos humanizar o crescimento econômico.
Defendo também uma cultura nacional de pacificação. Não uma pacificação morna ou covarde, mas uma pacificação inteligente. Convicção não exige agressividade. É possível defender ideias firmemente sem humilhar pessoas. É possível discordar sem odiar. O Brasil precisa de líderes que desarmem emocionalmente a sociedade e não que alimentem tensões continuamente.
Sonho com um Brasil onde a política volte a servir pessoas. Onde jovens tenham esperança. Onde empresários possam produzir com segurança. Onde professores sejam valorizados. Onde a democracia seja fortalecida pelo diálogo e não ameaçada
pelo fanatismo. O futuro do Brasil dependerá da nossa capacidade de abandonar o extremismo e reconstruir a inteligência coletiva da nação.
O Brasil da pacificação não será construído apenas com reformas econômicas ou políticas. Precisará de uma reforma emocional. Precisaremos treinar líderes, professores, famílias, jovens, empresários e servidores públicos para administrar conflitos sem destruir pessoas.
Ao longo de várias décadas escutando a dor dos outros e construindo conhecimento sobre a complexa fronteira dos pensamentos e a formação da personalidade humana, descritas em mais de 70 livros, estou convicto de que precisamos aprender que a República precisa ser sustentada por cidadãos éticos. Precisamos nos alertar contra líderes que manipulam ressentimentos. Precisamos ser chamados à autenticidade nacional: que Brasil queremos ser? Precisamos ser lembrados que uma nação sem propósito coletivo adoece. Precisamos nos inspirar a compreender que a verdadeira grandeza de um povo está em sua capacidade de amar, perdoar e reconstruir.
As ferramentas práticas para o Brasil dos nossos sonhos são: gestão da emoção nas escolas, programas de prevenção da ansiedade, formação de professores como provocadores da arte de pensar, círculos de diálogo comunitário, cultura de elogio à participação, treinamento de líderes para pacificação e combate sistemático à intoxicação digital. O Brasil não precisa apenas crescer. Precisa amadurecer.
TODOS NO MESMO BARCO
Cheguei ao final desta jornada intelectual e emocional com uma convicção ainda mais forte: a humanidade não sobreviverá se continuar transformando diferenças em guerras permanentes. Precisamos urgentemente compreender que estamos todos no mesmo barco. Não existem dois oceanos separados. Não existe um planeta para a direita e outro para a esquerda. Existe apenas uma humanidade e um
Brasil, compartilhando o mesmo destino.
O radicalismo produz ilusão de força. O extremista parece poderoso porque grita alto, aponta inimigos e oferece respostas simplificadas. Mas o grito raramente resolve problemas complexos. A história mostra que sociedades sustentadas pelo
ódio acabam ferindo a si mesmas. O fanatismo destrói exatamente aquilo que afirma proteger.
Precisamos reaprender uma arte profundamente esquecida: a arte de discordar com dignidade. Democracia não significa ausência de conflito. Significa capacidade civilizada de administrar conflitos sem destruir pessoas. Quando cidadãos deixam de enxergar humanidade nos adversários, a democracia começa lentamente a morrer.
Aprendi ao longo da vida que nenhuma ideologia consegue explicar completamente a complexidade humana. O ser humano é paradoxal. Possui generosidade e egoísmo. Inteligência e impulsividade. Capacidade de amar e de destruir. Por isso desconfio profundamente de discursos que prometem soluções absolutas. Toda visão simplista da humanidade costuma produzir tragédias sofisticadas.
A esquerda trouxe ao mundo reflexões importantes sobre desigualdade, dignidade humana e proteção social. A direita lembrou a importância da liberdade econômica, da responsabilidade individual e da estabilidade institucional. Ambas tocaram necessidades reais da civilização. Ambas também cometeram excessos quando abandonaram equilíbrio e humildade intelectual.
Meu coração continua profundamente comprometido com os vulneráveis. Sofro diante da pobreza extrema, da fome, da violência emocional e da desesperança juvenil. Mas minha mente também reconhece que nenhuma sociedade prospera sem produtividade, responsabilidade fiscal e segurança institucional. Precisamos unir compaixão e inteligência econômica. Precisamos reconciliar o coração e a mente da civilização.
O maior desafio da humanidade talvez não seja tecnológico. Talvez seja emocional.
Desenvolvemos máquinas sofisticadas, mas ainda temos dificuldade de administrar nossas emoções primitivas. Construímos redes globais de comunicação, mas desaprendemos a escutar. Criamos sistemas econômicos complexos, mas continuamos emocionalmente frágeis diante da frustração e do medo.
As futuras gerações precisarão aprender que adversários políticos não são inimigos existenciais. Precisarão construir pontes entre diferentes formas de pensar.
Precisarão compreender que nenhuma sociedade sobrevive quando metade da população deseja destruir a outra metade.
A humanidade precisa urgentemente de líderes pacificadores. Líderes capazes de defender convicções sem estimular ódio. Líderes que valorizem projetos mais do que ataques pessoais. Líderes que compreendam que governar não é alimentar guerras emocionais, mas proteger pessoas e construir futuro.
Deixo aqui, uma pergunta profundamente simples: quando nossos filhos olharem para nossa geração, verão construtores de pontes ou incendiários emocionais? O futuro responderá. Mas ainda há tempo de escolhermos. Ainda há tempo de desacelerar o ódio. Ainda há tempo de reconstruir a inteligência coletiva. Ainda há tempo de lembrar que estamos todos no mesmo barco. E esse barco precisa voltar a navegar com sabedoria, coragem, liberdade, justiça social e humanidade.
O FUTURO DA HUMANIDADE DEPENDE DA GESTÃO DA EMOÇÃO
Depois de escrever estas páginas, sinto ainda mais profundamente o peso e a beleza da missão humana. Nunca tivemos tanto poder tecnológico. Nunca tivemos tanto conhecimento científico. Nunca fomos capazes de produzir tanta riqueza. Mas também nunca estivemos tão ansiosos, acelerados e emocionalmente confusos.
A humanidade desenvolveu máquinas extraordinárias, mas não aprendeu suficientemente a administrar a própria mente. Produzimos inteligência artificial sofisticada, mas muitos ainda não conseguem administrar pensamentos tóxicos durante cinco minutos de silêncio interior. Conquistamos o espaço sideral, mas frequentemente fracassamos em governar o universo das emoções humanas.
A grande crise da humanidade não é apenas econômica, política ou tecnológica. É emocional. O ser humano moderno tornou-se especialista em conquistar o mundo exterior e inexperiente em compreender o mundo interior. Milhões sabem operar computadores complexos, mas não sabem proteger a própria paz. Sabem usar redes sociais, mas não sabem interpretar seus medos. Sabem discutir política, mas não sabem gerenciar impulsos agressivos.
A democracia do futuro dependerá profundamente da gestão da emoção. Uma população emocionalmente desequilibrada pode destruir suas próprias instituições. Uma sociedade dominada pelo medo torna-se vulnerável ao autoritarismo. Uma juventude sem esperança torna-se presa fácil de radicalismos.
Por isso a saúde emocional coletiva deixou de ser tema secundário. Tornou-se questão estratégica para sobrevivência das civilizações.
Precisamos ensinar desde cedo que a emoção não pode ser eliminada, mas gerenciada. A raiva existe. O medo existe. A tristeza existe. A ansiedade existe. O problema não é sentir emoções difíceis. O problema é permitir que elas controlem completamente o pensamento. O “Eu” precisa voltar a ser piloto da aeronave mental.
Uma das maiores tragédias da atualidade é que muitos perderam a capacidade de contemplar. Nunca estivemos tão ocupados. Nunca estivemos tão conectados. E paradoxalmente nunca estivemos tão desconectados de nós mesmos. O excesso de estímulos fragmenta a inteligência. A contemplação profunda se tornou rara. Mas sem contemplação não existe sabedoria. Sem silêncio interior não existe reflexão madura.
Também precisamos humanizar urgentemente a tecnologia. A inteligência artificial pode produzir avanços extraordinários. Pode revolucionar medicina, educação, agricultura e comunicação. Mas nenhuma tecnologia substituirá a necessidade humana de afeto, empatia e sentido existencial. O perigo não é a máquina se tornar humana. O perigo é o ser humano se tornar máquina emocionalmente fria.
As futuras gerações precisarão desenvolver algo muito mais sofisticado que competência técnica. Precisarão desenvolver autocontrole, capacidade de diálogo e maturidade para lidar com diferenças. O mundo globalizado exige cooperação entre culturas, religiões, ideologias e nações. Quem não aprender a conviver com divergências ficará emocionalmente incapacitado para o século XXI.
Acredito profundamente que a humanidade ainda possui esperança. Apesar das guerras emocionais, ainda existem milhões de pessoas generosas. Ainda existem educadores apaixonados. Pais que lutam pelos filhos. Jovens sonhadores.
Empreendedores éticos. Líderes humanistas. Cientistas comprometidos com a vida.
A bondade humana continua silenciosamente sustentando o mundo.
Meu sonho é que surja uma nova geração de pensadores. Uma geração menos fanática e mais reflexiva. Menos agressiva e mais inteligente emocionalmente. Uma geração capaz de defender convicções sem destruir pessoas. Capaz de unir
liberdade econômica com justiça social. Capaz de valorizar a democracia sem idolatrias políticas.
Não quero uma humanidade sem diferenças. As diferenças enriquecem a civilização. Quero uma humanidade capaz de administrar diferenças sem transformar o planeta numa arena emocional permanente. Quero uma sociedade onde direita e esquerda deixem de agir como inimigas irreconciliáveis e passem a compreender que possuem contribuições complementares.
Talvez o maior desafio da nossa espécie seja simples de entender e difícil de praticar:
aprender a ser humana. Aprender a colocar a dignidade humana acima das ideologias. Aprender a proteger a democracia sem fanatismo. Aprender a crescer economicamente sem abandonar vulneráveis. Aprender a exercer liberdade sem perder responsabilidade.
Se conseguirmos isso, ainda haverá esperança para o mundo. Se fracassarmos, continuaremos tecnologicamente avançados e emocionalmente primitivos. E então, apesar de todo progresso material, continuaremos perdidos dentro de nós mesmos.
Estar no mesmo barco não significa pensar igual. Significa reconhecer que nossas diferenças não podem destruir nosso destino comum. A ferramenta final é a consciência de corresponsabilidade. Somos corresponsáveis pela atmosfera emocional da família, da escola, da empresa, da cidade e da nação.
Precisamos de coragem para romper com as manadas, de ousadia para financiar a autenticidade, de propósito para transformar a dor em reinvenção e de compaixão para desenvolver a empatia. O egoísmo, o egocentrismo e o individualismo são incompatíveis com uma felicidade sustentável, com uma mente saudável e com um país que abraça seus filhos.
Certa vez, uma das minhas filhas, aos dois anos de idade, teve uma crise asmática durante a noite e precisou ser medicada. No entanto, ela aspirou o medicamento e apresentou uma intensa crise de tosse. Por alguns momentos, pensei que perderia minha querida filha em decorrência de uma possível pneumonia química.
Felizmente, ela voltou a respirar. Sentei-me no chão naquela madrugada e chorei.
Não consegui mais dormir. Foi uma longa noite de insônia e, na manhã seguinte, fui atender meus pacientes. Mas por que fui atendê-los, se eu estava física e emocionalmente esgotado? Porque a dor daqueles pacientes era mais importante
do que a busca pelo meu conforto. E por que eu, que sou publicado em mais de 90 países, considerado o psiquiatra mais lido do mundo, e que poderia viver confortavelmente em qualquer um destes países, coloquei-me como candidato à
Presidência da República, em um ambiente tão tóxico e que, sinceramente, não amo? Porque aliviar a dor dos brasileiros é mais importante do que o meu conforto.
E porque a omissão daqueles que podem contribuir é mais cruel do que a ação dos radicais e daqueles que procuram destruir...
Precisamos formar pessoas lúcidas, generosas, críticas, resilientes e capazes de amar a cultura da paz poderosamente e construir pontes. Só é digno do poder quem é desprendido dele, quem ama mais o seu país do que seu partido ou ideologia.
O Brasil dos nossos sonhos não será de direita, de centro e nem de esquerda como prisão ideológica. Será um Brasil com mente capitalista e coração social, mente com responsabilidade fiscal e que se preocupa com a dor dos vulneráveis - um programa com consciência democrática e alma pacificadora.
Um Brasil que discorda sem odiar, que debate sem humilhar, que cresce sem abandonar, que protege sem sufocar, que educa para pensar e que governa para servir. Líderes que têm consciência da brevidade da existência e, por isso, procuram deixar um legado na história, não de exaltação do ego, mas de exaltação dos seres humanos, que precisam ser cuidados e ter sua dor aliviada.
A VOZ DA PACIFICAÇÃO: MINHAS TESES
Não queremos ser voz do ódio, mas a voz da cultura da paz.
Não queremos ser voz da radicalização, mas da flexibilidade.
Não queremos transformar adversários em inimigos ou estimular guerras de egos, muito menos nutrir os cárceres ideológicos. Queremos defender ideias sem destruir pessoas e construir pontes onde muitos constroem muros.
Queremos unir sensibilidade social e responsabilidade econômica, defender a liberdade com consciência humana e proteger a democracia sem fanatismo.
Nossa esperança acredita na inteligência coletiva e nossa missão é defender a dignidade humana.
Estamos no mesmo barco: a família brasileira. Ou aprendemos a navegar juntos…
ou afundaremos separados.
PRINCIPAIS TESES PARA CONSTRUIR O BRASIL DOS NOSSOS
SONHOS
Um Brasil para as próximas gerações
1. RESPONSABILIDADE FISCAL E CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
a) Déficit público próximo de zero durante o mandato
O equilíbrio das contas públicas será uma prioridade nacional. Um país que gasta continuamente mais do que arrecada compromete o futuro de seus filhos, aumenta os juros, reduz investimentos e limita sua capacidade de crescer. Nossa meta será perseguir o déficit próximo de zero, sem aventuras fiscais, preservando investimentos estratégicos e fortalecendo a confiança dos brasileiros e dos investidores nacionais e internacionais.
b) Controle rigoroso dos gastos públicos
O dinheiro público pertence ao cidadão. Cada ministério deverá estabelecer metas de eficiência, redução de desperdícios e avaliação permanente dos resultados.
Gastos improdutivos serão eliminados e os recursos direcionados para educação, saúde, segurança, infraestrutura e inovação. O Estado deverá gastar melhor, e não simplesmente gastar mais.
c) Redução gradual e sustentável da dívida pública
A elevada dívida pública compromete uma parcela significativa dos recursos do país e reduz a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais. Nossa proposta é promover sua redução gradual e sustentável, por meio do crescimento econômico, da responsabilidade fiscal, do equilíbrio das contas públicas e da modernização do
Estado. Uma trajetória consistente de redução do peso da dívida fortalece a confiança na economia, contribui para a estabilidade fiscal e amplia, ao longo do tempo, a capacidade de investimento do país em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social.
d) Reforma administrativa
O Estado brasileiro precisa tornar-se mais eficiente, moderno e orientado para resultados. Uma ampla reforma administrativa buscará simplificar estruturas, eliminar sobreposições de funções, modernizar carreiras públicas, valorizar os servidores competentes e criar mecanismos permanentes de avaliação de desempenho. O objetivo será promover maior eficiência na gestão pública e elevar a qualidade dos serviços prestados à população, preservando direitos e valorizando aqueles que contribuem para a construção de um Estado mais eficiente e comprometido com o cidadão.
e) Segurança jurídica
Nenhuma nação cresce de forma consistente sem previsibilidade institucional.
Defenderemos estabilidade regulatória, respeito aos contratos, fortalecimento das instituições e rapidez na solução de conflitos. Investidores precisam confiar que as regras não mudarão conforme o governo de ocasião, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.
f) Simplificação tributária
O sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. Iremos avaliar os impactos da reforma tributária sobre os diferentes setores da economia, com especial atenção às micro e pequenas empresas e aos segmentos estratégicos para o desenvolvimento e a geração de empregos. Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica.
Defenderemos a simplificação dos tributos, a redução da burocracia, a unificação de procedimentos e a diminuição dos custos de conformidade para empresas e cidadãos. Um sistema tributário mais simples, transparente e eficiente aumenta a competitividade, reduz litígios, favorece o ambiente de negócios e estimula novos investimentos.
Será revisto o atual formato de divisão federativa dos tributos que, atualmente, favorece a União e os Estados desfavorecendo os Municípios. Entendemos que a dor humana, como a saúde, a educação, a segurança, ocorre, em destaque, nos municípios, que carregam a responsabilidade e o custo de lidar com essas dores.
Portanto, apresentaremos proposta de revisão do pacto federativo no aspecto tributário, o ideal seria menos União Federal e mais municípios.
g) Compromisso com uma carga tributária menor ao fim da transição
A simplificação do sistema tributário já está em curso e será conduzida com responsabilidade até sua implantação plena. Nosso compromisso não será apenas administrar a transição, mas trabalhar para que ela resulte em carga menor para o cidadão e para o setor produtivo. Regimes específicos podem ser legítimos quando atendem a finalidades sociais ou econômicas relevantes, mas todos reduzem a base de incidência e influenciam a alíquota geral paga por todos. Por isso, cada tratamento diferenciado terá seu custo estimado e divulgado de forma clara, permitindo que a sociedade avalie seus benefícios e sua efetividade. Combinada ao controle rigoroso das despesas públicas e ao crescimento da economia, essa transparência permitirá que o Brasil conclua a reforma com uma alíquota-referência inferior à hoje projetada.
2. ESTADO EFICIENTE E DIGITAL
a) Governo totalmente digital
Nosso objetivo será transformar o Brasil em referência mundial em governo digital.
Serviços públicos deverão estar disponíveis em plataformas integradas, reduzindo filas, papelada, deslocamentos e tempo perdido pelo cidadão. O Estado deverá funcionar na velocidade da sociedade digital.
b) Avaliação permanente das políticas públicas
Todo programa governamental deverá ser continuamente avaliado por indicadores transparentes capazes de gerar ações mais eficazes que beneficiam a população brasileira. Políticas eficientes serão fortalecidas; aquelas que não produzirem resultados concretos serão corrigidas ou substituídas. Governar exige coragem para medir resultados e humildade para corrigir erros.
c) Metas para todos os ministérios
Cada ministério terá metas anuais claras, mensuráveis e públicas. Os ministros prestarão contas periodicamente à sociedade sobre os resultados alcançados. A
administração pública deve adotar os princípios da boa gestão empresarial, baseada em planejamento, indicadores e transparência.
d) Inteligência Artificial contra desperdícios e corrupção
Maior aprimoramento da Inteligência Artificial para identificar fraudes, desperdícios, sobrepreços, pagamentos irregulares e ineficiências administrativas. Sistemas inteligentes poderão cruzar bilhões de dados em poucos segundos, protegendo os recursos públicos e fortalecendo a transparência.
e) Modernização da administração pública
A automação e integração entre órgãos públicos reduzirão custos, aumentarão a produtividade e melhorarão o atendimento ao cidadão. A tecnologia será uma aliada permanente da eficiência do Estado.
3. BRASIL EMPREENDEDOR
a) 10 mil Escolas de Empreendedorismo
Implantaremos uma ampla rede nacional de Escolas de Empreendedorismo, formando milhões de jovens e adultos para criar empresas, inovar, administrar recursos e gerar empregos. O empreendedorismo deixará de ser um privilégio para tornar-se uma cultura nacional.
b) Banco do Empreendedor
Criaremos um banco especializado em financiar pequenos empreendedores, microempresas e startups, oferecendo crédito acessível, orientação técnica e educação financeira. O objetivo será transformar ideias em negócios sustentáveis e ampliar a geração de renda. Além disso, trabalharemos pela simplificação regulatória para esses negócios, garantindo que o empreendedor possa se formalizar com regras claras e sem a burocracia excessiva, com redução do spread bancário para o crédito de menor porte.
c) 10 milhões de novos empreendedores
Nos próximos anos, o Brasil poderá formar uma das maiores economias empreendedoras do mundo. Nosso plano prevê apoio técnico, crédito,
desburocratização e incentivo à inovação para criar milhões de novos empreendedores capazes de impulsionar o crescimento econômico.
d) Regularização fundiária
Milhões de brasileiros vivem sobre imóveis sem documentação definitiva. A regularização fundiária permitirá segurança jurídica, valorização patrimonial, acesso ao crédito e inclusão econômica dessas famílias, movimentando trilhões de reais em ativos atualmente improdutivos.
e) Simplificação para abertura de empresas
Abrir uma empresa deverá ser rápido, simples e digital. Reduziremos exigências desnecessárias, integraremos sistemas públicos e diminuiremos o tempo necessário para formalização de novos negócios, estimulando investimentos e geração de empregos. Esse formato aproxima-se dos grandes programas de governo internacionais, como o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Coreia do Sul e os planos estratégicos adotados por países como Singapura e Irlanda.
4. NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
a) Programa Nacional para implantação de 10 mil novas indústrias (em destaque agroindústrias pequenas, médias e grandes)
O Brasil precisa voltar a ser uma potência industrial. Nas últimas décadas, a participação da indústria de transformação na economia diminuiu significativamente, reduzindo empregos qualificados e a capacidade de inovação.
Implantaremos um grande programa nacional para estimular a instalação de 10 mil novas indústrias ao longo dos próximos anos, distribuídas por todas as regiões do país, valorizando as vocações econômicas locais e reduzindo as desigualdades regionais.
b) Robótica, Inteligência Artificial e Indústria 4.0
A economia mundial vive uma nova revolução tecnológica. O Brasil não pode permanecer apenas como consumidor dessas tecnologias; precisa tornar-se produtor. Estimularemos investimentos em robótica, inteligência artificial, internet das coisas, automação industrial, computação em nuvem e manufatura avançada.
O objetivo é elevar a produtividade das empresas brasileiras e inserir definitivamente o país na economia digital.
c) Semicondutores e microeletrônica
Os semicondutores são considerados o petróleo do século XXI. Defenderemos uma política nacional para atrair investimentos na produção de chips, componentes eletrônicos e sistemas embarcados, reduzindo a dependência externa e fortalecendo nossa soberania tecnológica. Essa indústria poderá gerar milhares de empregos altamente qualificados e transformar o Brasil em um polo tecnológico regional.
d) Indústria farmacêutica, biotecnologia e saúde
A pandemia demonstrou que nenhum país pode depender integralmente de medicamentos e insumos produzidos no exterior. Ampliaremos a capacidade nacional de pesquisa, desenvolvimento e fabricação de medicamentos, vacinas, equipamentos médicos e produtos biotecnológicos, fortalecendo nossa autonomia e ampliando as exportações de produtos de alto valor agregado.
e) Terras raras e minerais estratégicos
O Brasil possui algumas das maiores reservas de minerais estratégicos do planeta.
Nossa política será agregar valor a essas riquezas naturais por meio da industrialização, evitando a simples exportação de matéria-prima. Incentivaremos cadeias produtivas completas, desde a mineração responsável até a fabricação de produtos tecnológicos de alto valor agregado.
f) Cinco Corredores Estratégicos de Exportação
Criaremos cinco Corredores Estratégicos de Exportação, distribuídos pelas macrorregiões brasileiras, por exemplo, no Ceará, na Bahia, no Rio de Janeiro, em
São Paulo e no Rio Grande do Sul, e articulados a portos, aeroportos, ferrovias e centros de armazenagem. Haverá a criação de novos benefícios tributários para quem exportar. Além disso, se promoverá a eliminação dos obstáculos que hoje encarecem a exportação brasileira: estabeleceremos prazo legal máximo para a devolução dos créditos tributários acumulados pelo exportador, encerrando a
prática de financiar o Estado com o capital de giro de quem gera divisas para o país.
Os corredores contarão com aduana integralmente digital, prazos garantidos de liberação de cargas, licenciamento acelerado, coordenação única entre os órgãos anuentes e prioridade nos investimentos de infraestrutura. A meta será elevar a participação brasileira no comércio mundial e ampliar o valor agregado das exportações, deixando de exportar apenas matéria-prima.
g) Zonas de Processamento de Exportação
O Brasil dispõe de um regime de Zonas de Processamento de Exportação criado há décadas e até hoje pouco aproveitado. Faremos desse instrumento uma política efetiva de industrialização, modernizando suas regras, simplificando os processos de habilitação e assegurando prazos definidos para as autorizações, hoje um dos principais obstáculos à instalação de novos projetos.
As ZPEs oferecem ao investidor tratamento tributário e cambial próprio das operações destinadas ao mercado externo, plenamente compatível com os acordos internacionais firmados pelo país, sem depender de benefícios em extinção.
Priorizaremos sua implantação em regiões a serem definidas e junto aos Corredores
Estratégicos de Exportação, com contrapartidas claras de investimento, geração de empregos e agregação de valor à produção nacional, atraindo indústrias exportadoras que hoje escolhem outros países por falta de um ambiente competitivo no Brasil.
h) Crédito e Garantias para o Exportador
Não basta reduzir tributos e prazos se o exportador brasileiro continuar financiando sua produção a um custo muito superior ao de seus concorrentes internacionais.
Ampliaremos e simplificaremos as linhas de financiamento à exportação, com condições compatíveis com as praticadas nos mercados com que competimos, alcançando efetivamente as pequenas e médias empresas, que hoje raramente conseguem acessá-las. Fortaleceremos os mecanismos de garantia e de seguro de crédito à exportação, reduzindo o risco das operações e permitindo que o pequeno produtor e a agroindústria vendam ao exterior sem depender de estruturas financeiras que não possuem. Estimularemos ainda a concorrência bancária,
inclusive com bancos internacionais, e o uso de instrumentos de mercado de capitais no financiamento do comércio exterior, ampliando a oferta de crédito e reduzindo o custo final para quem gera divisas para o país.
5. EDUCAÇÃO PARA O BRASIL DO FUTURO
a) Prioridade absoluta para a educação básica
A educação será a principal política de transformação nacional. Investiremos na alfabetização na idade certa, na melhoria da aprendizagem, na valorização dos professores e na redução das desigualdades educacionais. Nenhum país alcançou elevado desenvolvimento econômico sem colocar a educação básica como prioridade absoluta.
b) Expansão do ensino técnico e profissionalizante
O Brasil precisa formar profissionais preparados para a economia moderna.
Ampliaremos significativamente a oferta de ensino técnico integrado ao ensino médio, aproximando escolas e empresas, formando jovens com competências práticas e aumentando sua empregabilidade.
c) Universidades conectadas ao desenvolvimento nacional
As universidades brasileiras deverão aproximar-se ainda mais da sociedade e do setor produtivo. Incentivaremos a pesquisa aplicada, o empreendedorismo universitário, a inovação tecnológica e a criação de startups, transformando o conhecimento científico em riqueza, empregos e desenvolvimento.
d) Valorização dos professores
Nenhuma transformação educacional será possível sem professores valorizados.
Investiremos em formação continuada, melhoria das condições de trabalho, remuneração baseada também em qualificação e incentivo permanente ao aperfeiçoamento profissional.
e) Gestão da emoção nas escolas
A educação precisa cuidar também da saúde emocional. Implantaremos programas permanentes de gestão da emoção, prevenção da ansiedade, depressão,
automutilação, bullying e violência escolar. Professores, gestores, alunos e famílias receberão formação para construir ambientes escolares mais saudáveis, cooperativos e preparados para os desafios da sociedade contemporânea.
6. SAÚDE INTEGRAL
a) Fortalecimento da atenção primária
A atenção básica continuará sendo o principal eixo do Sistema Único de Saúde.
Investiremos na prevenção de doenças, no acompanhamento das famílias e na ampliação das equipes multiprofissionais, reduzindo internações evitáveis e melhorando a qualidade de vida da população.
b) Modernização do SUS
O SUS é uma das maiores conquistas sociais do Brasil. Nossa prioridade será fortalecer sua gestão por meio da digitalização dos prontuários, integração dos sistemas, redução das filas, melhoria da eficiência administrativa e utilização de indicadores de desempenho para aprimorar continuamente os serviços prestados.
c) Expansão da telemedicina
Creremos transformar o Brasil em um maior centro de telemedicina do mundo. A tecnologia permitirá levar atendimento especializado, o mais rápido possível, a regiões distantes e reduzir desigualdades no acesso à saúde. Ampliaremos as consultas remotas, os laudos digitais e a integração entre hospitais, clínicas e unidades básicas, proporcionando atendimento mais rápido e eficiente.
O objetivo é desafogar o SUS ao atender certa de 80% das consultas básicas e, assim, as consultas com especialistas que as vezes demoram mais de 50 dias, serão atendidas com maior rapidez.
d) Programa Nacional de Saúde Mental
Vivemos uma epidemia silenciosa de ansiedade, depressão, estresse e sofrimento emocional. Implantaremos uma ampla política nacional de saúde mental envolvendo escolas, empresas, universidades, forças de segurança, unidades de saúde e comunidades, promovendo prevenção, acolhimento e tratamento humanizado.
e) Prevenção da ansiedade, automutilação e suicídio
A prevenção será uma prioridade permanente. Desenvolveremos programas de educação emocional, identificação precoce de fatores de risco, capacitação de profissionais da educação e da saúde e fortalecimento das redes de apoio às famílias, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens.
7. SEGURANÇA PÚBLICA 4.0
a) Integração das forças de segurança
Recriação do Ministério da segurança pública.
O combate ao crime organizado exige atuação coordenada entre União, Estados e
Municípios. Promoveremos integração plena entre Polícia Federal, Polícias Civis,
Polícias Militares, Guardas Municipais (polícia FOCO - Força de Combate
Preventivo), onde 5% dos colaboradores dos municípios devem ser convertidos na polícia FOCO, sem aumento, portanto, do efetivo municipal), Ministério Público,
Poder Judiciário e órgãos de inteligência, compartilhando informações em tempo real e fortalecendo operações conjuntas.
Diretor-Geral da Polícia Federal escolhido entre delegados de classe especial, em lista tríplice, será escolhido pelo presidente, mandato de dois anos com possibilidade de recondução por mais dois anos.
b) Combate às facções criminosas
As organizações criminosas representam uma das maiores ameaças ao Estado brasileiro. Atuaremos para enfraquecer suas estruturas financeiras, logísticas e operacionais, intensificando o combate ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos, com atenção em especial, no combate aos golpistas que cometem crimes contra idosos e demais cidadãos. Para isso, será fundamental a implementação efetiva do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), garantindo o compartilhamento de inteligência e recursos entre União, Estados e Municípios, com atuação integrada da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (COAF) e dos demais órgãos de inteligência, focando não apenas no confronto físico, mas no corte das vias financeiras que sustentam as facções.
c) Tecnologia e Inteligência Artificial
A segurança pública será fortalecida pelo uso de câmeras inteligentes, reconhecimento de padrões, análise preditiva, drones, monitoramento integrado e inteligência artificial. Essas ferramentas ampliarão a capacidade preventiva das forças de segurança e reduzirão a criminalidade.
Programa FATO – Força de Alerta Total: será o maior programa já realizado no Brasil que integra, treina, equipa e valoriza todas as forças policiais: Polícia Federal, Polícia
Militar, Polícia Civil e a Polícia FOCO, treinados pela elite das forças policiais envolvidas.
Implantaremos o programa FATO, integrando tecnologia, inteligência e atuação rápida das forças policiais. O objetivo será antecipar riscos, responder rapidamente às ocorrências e aumentar a sensação de segurança da população em áreas urbanas e rurais.
d) Cooperação internacional
O crime organizado atua além das fronteiras nacionais. Fortaleceremos a cooperação com organismos internacionais e países vizinhos para combater o tráfico internacional, crimes financeiros, terrorismo, lavagem de dinheiro e organizações criminosas transnacionais.
De forma integrada e respeitando as competências constitucionais de cada instituição, fortaleceremos a atuação das Forças Armadas no controle estratégico das fronteiras nacionais, intensificando a presença do Exército nas fronteiras terrestres, da Marinha nos portos e vias navegáveis estratégicas e da Força Aérea
Brasileira no monitoramento e repressão ao uso de pistas clandestinas e rotas aéreas ilícitas, especialmente para combater o tráfico internacional de drogas, armas e o contrabando.
e) Combate estruturado ao crime organizado
O enfrentamento ao crime organizado será prioridade de Estado, com integração total entre forças policiais, inteligência financeira e cooperação internacional. O objetivo é desarticular redes criminosas, reduzir sua capacidade econômica e proteger a sociedade.
f) Tecnologia aplicada à segurança
Utilizaremos inteligência artificial, sistemas de monitoramento, análise de dados e integração de bancos de informações para aumentar a eficiência das forças de segurança e antecipar ações criminosas.
g) Valorização das forças de segurança
Policiais civis, militares, federais e demais agentes de segurança terão melhores condições de trabalho, formação contínua, equipamentos modernos e valorização profissional.
h) Sistema penitenciário e ressocialização
Reformaremos o sistema penitenciário com foco em segurança, controle e ressocialização, reduzindo a reincidência criminal e fortalecendo programas de reintegração social.
Paralelamente, trabalharemos por uma Justiça mais célere, modernizando a tramitação de processos para evitar que a impunidade decorrente da prescrição estimule novos crimes. O sistema penitenciário será reformado com foco em educação, trabalho e ressocialização efetiva, combatendo a superlotação e a ação das facções dentro dos presídios.
8. AGRICULTURA 4.0
a) Dobrar a produção agropecuária nos próximos anos
O Brasil reúne condições únicas para liderar a segurança alimentar mundial.
Investiremos em tecnologia, pesquisa, irrigação, logística e inovação para ampliar significativamente a produção agrícola, garantindo sustentabilidade ambiental e geração de riqueza.
Nada disso será possível sem previsibilidade regulatória. Estabeleceremos prazos máximos legais para o licenciamento ambiental, sanitário e de outorga de água, com procedimento digital integrado entre União, Estados e Municípios e classificação por nível de risco, concentrando a análise técnica detalhada nos empreendimentos de maior impacto e simplificando os de impacto reduzido. Agilidade não significa ausência de critério: os parâmetros técnicos permanecerão rigorosos, a fiscalização
será fortalecida e a responsabilização por danos ambientais será integral. O objetivo é assegurar ao produtor uma resposta clara em tempo razoável, eliminando a insegurança que hoje paralisa investimentos legítimos sem enfraquecer a proteção ambiental.
b) Inovação Integral
A utilização de satélites, drones, sensores, inteligência artificial e análise de dados permitirá maior produtividade com menor impacto ambiental. Incentivaremos a modernização tecnológica das propriedades rurais de todos os portes.
Expandiremos o conceito de inovação no campo para incluir a robótica agrícola, o sensoriamento remoto avançado, o desenvolvimento de bioinsumos e a reciclagem de nutrientes. Incentivaremos também práticas sustentáveis de alto impacto, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), garantindo que a tecnologia chegue e traga resultados para propriedades de todos os portes.
c) Agricultura de precisão
A utilização de satélites, drones, sensores, inteligência artificial e análise de dados permitirá maior produtividade com menor impacto ambiental. Incentivaremos a modernização tecnológica das propriedades rurais de todos os portes.
d) Fortalecimento do pequeno produtor
Os pequenos agricultores desempenham papel fundamental no abastecimento interno. Ampliaremos o acesso ao crédito, assistência técnica, seguro rural, mecanização e mercados consumidores, promovendo inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Também fortaleceremos programas de sucessão familiar no campo e de formação de jovens lideranças rurais, assegurando a continuidade da atividade agropecuária, o empreendedorismo e a permanência das novas gerações no meio rural.
e) Cooperativismo
O cooperativismo é uma das formas mais eficientes de organização econômica.
Estimularemos a criação e o fortalecimento de cooperativas agrícolas, industriais, de crédito e de serviços, ampliando a competitividade e a geração de renda para
milhões de brasileiros. O objetivo é dobrar o número de cooperados nos próximos 10 anos, passando de 26 milhões para mais de 50 milhões de brasileiros.
f) Turismo Rural e Agroturismo
O turismo rural e o agroturismo serão incentivados como instrumentos de diversificação da renda, valorização das propriedades rurais, fortalecimento da cultura do campo e desenvolvimento econômico das comunidades locais, promovendo novas oportunidades para os produtores rurais e ampliando a integração entre o campo e a sociedade.
g) Abertura de mercados internacionais
Expandiremos acordos comerciais, promoveremos a imagem do agronegócio brasileiro e fortaleceremos a diplomacia econômica para ampliar as exportações e consolidar o Brasil como uma das maiores potências agroalimentares do planeta.
Objetivo é dobrar a produção de alimentos nos próximos 10 anos, para que possamos alimentar mais de 2 bilhões de seres humanos e, assim, poderemos estar de igual para igual no tabuleiro das nações, em destaque com os Estados Unidos e
China. O Brasil será “vendido” como supermercado do mundo e não como celeiro do mundo.
h) Gestão de Risco e Seguro Rural
A incerteza climática é um dos maiores riscos para a produção nacional.
Ampliaremos significativamente a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), garantindo que o produtor tenha um antídoto contra eventos climáticos extremos. O seguro deixará de ser um luxo para tornar-se uma ferramenta indispensável de fomento ao crédito rural, gestão de risco e prevenção contra o endividamento sistêmico no campo.
9. INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO
a) Ampliação das concessões e parcerias público-privadas
O Estado brasileiro não possui recursos suficientes para realizar sozinho todos os investimentos de que o país necessita. Por isso, ampliaremos as concessões e as parcerias público-privadas, sempre com regras claras, segurança jurídica e rigorosa
fiscalização. O objetivo será acelerar obras, melhorar a qualidade dos serviços públicos, atrair investimentos nacionais e internacionais e reduzir o custo da infraestrutura para a sociedade.
b) Modernização da logística nacional
Rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos formam a espinha dorsal da economia brasileira. Implantaremos um grande programa nacional de integração logística para reduzir o custo do transporte de cargas, aumentar a competitividade do agronegócio, da indústria e do comércio e conectar de forma eficiente todas as regiões do país.
Além dos transportes, enfrentaremos o gargalo da armazenagem, que hoje pressiona os preços de venda e gera perdas no escoamento das safras.
Estimularemos, por meio de incentivos fiscais e parcerias, a construção e ampliação de armazéns, permitindo que o produtor e as agroindústrias possam armazenar suas safras e negociá-la no momento mais adequado.
c) Universalização da infraestrutura digital
A conectividade será tratada como infraestrutura essencial. Levaremos internet de alta velocidade às escolas, hospitais, comunidades rurais e regiões remotas, reduzindo a exclusão digital e ampliando o acesso ao conhecimento, aos serviços públicos, ao empreendedorismo e à economia digital.
d) Saneamento básico para todos
Milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água tratada e ao tratamento adequado de esgoto. Fazer cumprir o Marco Legal do Saneamento Básico como prioridade nacional por representar uma das políticas públicas de maior impacto sobre a saúde, a qualidade de vida, a preservação ambiental e a redução dos gastos públicos com doenças evitáveis.
e) Infraestrutura resiliente e sustentável
As novas obras públicas deverão ser planejadas para enfrentar eventos climáticos extremos, utilizando tecnologias modernas, materiais sustentáveis e soluções
inteligentes de engenharia. O crescimento econômico deve caminhar lado a lado com a preservação ambiental e a segurança das futuras gerações.
10. ECONOMIA VERDE E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
a) Liderança mundial em energia renovável
O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta e reúne condições excepcionais para liderar a economia verde. Ampliaremos investimentos em energia solar, eólica, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas e outras fontes renováveis, transformando o país em referência internacional em sustentabilidade e segurança energética.
b) Hidrogênio verde
O hidrogênio verde representa uma das maiores oportunidades econômicas das próximas décadas. Incentivaremos sua produção em larga escala, criando polos industriais, atraindo investimentos internacionais e posicionando o Brasil como um dos maiores exportadores mundiais desse combustível limpo.
c) Bioeconomia e inovação ambiental
Nossa biodiversidade constitui um patrimônio estratégico incomparável.
Estimularemos pesquisas científicas, biotecnologia, bioindústria e novos produtos derivados da biodiversidade brasileira, agregando valor econômico à conservação ambiental e promovendo desenvolvimento sustentável.
d) Mercado de carbono
O Brasil poderá tornar-se protagonista mundial no mercado de créditos de carbono.
Regulamentaremos esse setor com segurança jurídica, incentivando projetos de preservação ambiental, reflorestamento, agricultura regenerativa e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Instituiremos mecanismos claros de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), garantindo que o produtor rural que preserva a floresta e a vegetação nativa em sua propriedade seja financeiramente remunerado por esse serviço essencial prestado à sociedade e ao planeta.
e) Desenvolvimento com responsabilidade ambiental
O crescimento econômico e a preservação ambiental não são objetivos incompatíveis. Nosso compromisso será produzir mais, gerar mais empregos, ampliar as exportações e preservar nossos recursos naturais por meio da ciência, da tecnologia e da gestão responsável dos ecossistemas. Também incentivaremos programas permanentes de conservação do solo e dos recursos hídricos, bem como a recuperação produtiva de áreas degradadas, promovendo maior sustentabilidade, produtividade e resiliência da agropecuária brasileira.
11. COMBATE À CORRUPÇÃO E TRANSPARÊNCIA
a) Programa SEO — Sociedade Está de Olho
Implantaremos uma ampla rede nacional de controle social denominada Sociedade
Está de Olho (SEO), envolvendo cidadãos, universidades, entidades da sociedade civil, órgãos de controle e tecnologias inteligentes para acompanhar a aplicação dos recursos públicos. A transparência deixará de ser apenas um princípio legal para tornar-se um instrumento permanente de participação da sociedade.
b) Inteligência Artificial no controle dos gastos públicos
Utilizaremos sistemas avançados de Inteligência Artificial para cruzar milhões de informações, identificar sobrepreços, pagamentos indevidos, fraudes em licitações, conflitos de interesse e outras irregularidades. Quanto mais tecnologia houver na fiscalização, menor será o espaço para a corrupção.
c) Fortalecimento dos órgãos de controle
Tribunais de Contas, Controladorias, Ministério Público, Polícia Federal e demais instituições de fiscalização receberão investimentos em tecnologia, integração de dados e capacitação técnica. O combate à corrupção depende de instituições fortes, independentes e tecnicamente preparadas.
d) Transparência total da administração pública
Todo cidadão deverá acompanhar de forma simples e acessível como cada real dos impostos está sendo aplicado. Os dados governamentais serão disponibilizados em
plataformas digitais abertas, permitindo controle social permanente e fortalecendo a confiança da população nas instituições públicas.
e) Cultura nacional de integridade
Mais do que punir a corrupção, precisamos preveni-la. Implantaremos programas permanentes de ética pública, integridade administrativa e educação cidadã, fortalecendo valores republicanos desde a escola até a alta administração pública.
Promoveremos a adoção de programas de Compliance e governança corporativa no setor público, modernizando legislações burocráticas que geram brechas para desvios. A transparência dos dados governamentais, cruzada com a tecnologia, será o maior filtro contra o uso indevido do dinheiro público.
12. POLÍTICA PÚBLICA DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES
a) Programa Mulheres Vivas
Nenhuma mulher deverá viver sob o medo permanente da violência. Implantaremos o Programa Mulheres Vivas, integrando tecnologia, forças de segurança, atendimento psicológico, assistência jurídica e proteção social para oferecer respostas rápidas às vítimas e prevenir novos casos de violência.
O programa também fortalecerá o policiamento comunitário e a atuação das
Guardas Municipais, com estratégias de acompanhamento preventivo e visitas comunitárias às residências de mulheres em situação de risco, além de promover maior integração com os Juizados Especializados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, garantindo atuação coordenada entre segurança pública e Poder
Judiciário.
b) Resposta rápida às emergências
Utilizaremos monitoramento inteligente, aplicativos de emergência (botão do pânico ou de alerta com geolocalização), centrais integradas e protocolos de resposta imediata para proteger mulheres em situação de risco. O tempo de resposta das autoridades poderá significar a diferença entre a vida e a morte.
c) Autonomia econômica feminina
A independência financeira é uma das maiores formas de proteção social.
Ampliaremos programas de empreendedorismo feminino, acesso ao crédito, qualificação profissional e incentivo à liderança das mulheres nos setores público e privado.
d) Igualdade econômica e justiça de oportunidades
É inaceitável que, em pleno século XXI, mulheres ainda recebam em média cerca de
21% a menos que homens exercendo as mesmas funções e com a mesma qualificação. Também é injustificável que enfrentem condições financeiras mais desfavoráveis, incluindo taxas de juros superiores, mesmo apresentando histórico de adimplência e responsabilidade financeira superior ao dos homens. Essas distorções estruturais serão enfrentadas com políticas de transparência salarial, fiscalização rigorosa e mecanismos de correção de desigualdades no mercado de trabalho e no sistema financeiro.
e) Saúde integral da mulher e proteção da vida
Fortaleceremos políticas voltadas à saúde preventiva, saúde mental, atenção materno-infantil, prevenção do câncer, planejamento reprodutivo e atendimento humanizado em todas as fases da vida da mulher. Além disso, enfrentaremos com seriedade o fenômeno alarmante de violência e morte de mulheres, que ainda atinge níveis inaceitáveis na sociedade brasileira, exigindo ação coordenada do Estado.
f) Autoestima, cultura digital e saúde emocional
A autoestima é um elemento essencial da saúde emocional e funciona como um verdadeiro oxigênio psicológico para a motivação humana. O padrão social de beleza imposto e distorcido, especialmente nas redes sociais, precisa ser combatido com políticas educacionais e culturais. A exposição constante a comparações irreais tem contribuído para o aumento da síndrome comparativa, gerando impactos graves na saúde mental de adolescentes, especialmente meninas, incluindo crescimento preocupante de casos de automutilação. O Estado atuará com campanhas de conscientização, regulação de conteúdos nocivos e fortalecimento da educação emocional nas escolas.
g) Educação para o respeito
A prevenção da violência começa na formação das novas gerações.
Desenvolveremos programas educacionais que promovam respeito mútuo, cultura de paz, resolução pacífica de conflitos, igualdade de oportunidades e valorização da dignidade humana, contribuindo para uma sociedade mais justa e segura.
h) Igualdade na Concessão de Crédito para Mulheres
O Banco Central, com a contribuição da Febraban, da FGV, do Sebrae e da Skema
Business School, realizou um levantamento de dados sobre o panorama da cidadania financeira no Brasil, apresentando conclusões alarmantes sobre as diferenças nas taxas de juros praticadas para homens e mulheres.
O dado levantado é relevante, mas chama atenção a pouca visibilidade dada ao tema e, sobretudo, a ausência de propostas concretas para enfrentar um problema estrutural que pode estar presente nas matrizes de risco utilizadas pelas instituições financeiras para definir as taxas de juros aplicadas aos contratos de financiamento bancário.
O relatório concluiu que, “considerando o montante total de crédito utilizado em
2024 nas duas populações (homens e mulheres), para uma mesma raça, as mulheres contratam créditos mais caros do que os homens”.
Vamos investir em políticas públicas voltadas à educação financeira específicas para o público feminino, ampliando ações relevantes do Sebrae e articulando iniciativas em diferentes níveis de atuação do poder público. É fundamental dar visibilidade ao custo imposto pelo sistema financeiro às mulheres e criar mecanismos capazes de enfrentar essa desigualdade.
Também vamos propor mudanças nos critérios e nas matrizes de risco utilizados na concessão de crédito ao público feminino, de modo que a análise considere outros fatores além daqueles tradicionalmente utilizados pelas instituições financeiras.
É preciso reconhecer que, embora as mulheres, em geral, ainda não possuam o mesmo patrimônio que os homens costumam oferecer como garantia aos bancos
— realidade que é fruto de históricas desigualdades sociais e econômicas —, dados sobre seu comportamento de pagamento e seu histórico de adimplência também devem ser considerados nos modelos de classificação de risco.
A concessão de crédito deve ser baseada em critérios objetivos e capazes de refletir adequadamente o risco efetivo de cada tomador, sem reproduzir desigualdades históricas. O objetivo é assegurar que as mulheres tenham acesso a taxas de juros menores ou, no mínimo, a condições equivalentes às oferecidas aos homens em situações de risco comparável.
É preciso enfrentar essa desigualdade invisível, que encarece o crédito e reduz o poder de compra, a autonomia financeira e as oportunidades econômicas das mulheres.
i) Indicação de mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF)
Assumimos o compromisso de indicar mulheres para as vagas disponíveis no
Supremo Tribunal Federal.
O Brasil é repleto de mulheres extremamente competentes em todas as carreiras jurídicas, com plena capacidade técnica e profissional para ocupar o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal.
A indicação de mulheres para o STF é importante não apenas para as profissionais que integram as carreiras jurídicas, mas também como um marco de representatividade e um sinal concreto de valorização da participação das mulheres em posições de liderança e destaque.
A presença de mulheres no Supremo Tribunal Federal contribui para ampliar a representatividade nas mais altas instâncias do Poder Judiciário e funciona como referência para que mais mulheres possam ocupar espaços de liderança e decisão em diferentes áreas da vida pública e profissional.
13. JUVENTUDE E FUTURO DO TRABALHO
a) Educação conectada ao mundo real
A juventude brasileira precisa de uma educação que dialogue com o presente e prepare para o futuro. Reformaremos os currículos para aproximar o ensino das demandas do mercado de trabalho, da inovação tecnológica, do empreendedorismo e das competências socioemocionais, sem perder a base humanística e científica.
b) Primeiro emprego e transição para o mercado de trabalho
Criaremos um grande programa nacional de inserção produtiva da juventude, com incentivos fiscais para empresas que contratarem jovens em seu primeiro emprego, estágios ampliados e programas de aprendizagem tecnológica. O objetivo é reduzir o desemprego juvenil e acelerar a entrada qualificada no mercado de trabalho.
c) Empreendedorismo jovem e inovação
Há cerca de 8 milhões de jovens que nem trabalham e nem estudam no país, os chamados “nem-nem”. É a era da desesperança. A juventude será estimulada a empreender. Ampliaremos o acesso a crédito, incubadoras de startups, parques tecnológicos e programas de capacitação em inovação digital, inteligência artificial, economia criativa e negócios sustentáveis.
d) Saúde mental e bem-estar da juventude
A saúde mental dos jovens será tratada como prioridade nacional. Expandiremos o acesso a atendimento psicológico nas escolas, universidades e unidades de saúde, além de campanhas de prevenção contra depressão, ansiedade, dependência digital e comportamentos autodestrutivos.
e) Participação cívica e protagonismo juvenil
Incentivaremos a participação dos jovens na vida pública, em conselhos, projetos sociais, iniciativas comunitárias e espaços de decisão, fortalecendo o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o futuro do país.
14. CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
a) Brasil como potência científica e tecnológica
O Brasil precisa deixar de ser apenas consumidor de tecnologia e se tornar produtor de inovação. Ampliaremos significativamente os investimentos em ciência, pesquisa e desenvolvimento, com foco em áreas estratégicas como biotecnologia, energia, saúde, defesa e inteligência artificial.
b) Estratégia nacional de inteligência artificial
A inteligência artificial será tratada como infraestrutura estratégica de Estado.
Criaremos uma política nacional para desenvolvimento, regulação e aplicação da IA
em serviços públicos, educação, saúde, segurança e gestão governamental, garantindo soberania tecnológica e competitividade global. Para isso, estabeleceremos um Marco Legal seguro para a IA, que garanta inovação com ética e segurança jurídica. Ao mesmo tempo, aumentaremos o investimento em Ciência,
Tecnologia e Inovação (CT&I), fomentando ecossistemas que conectem universidades e empresas para gerar soluções aplicadas e produtos de alto valor agregado.
c) Universidades como centros de inovação
As universidades brasileiras serão fortalecidas como polos de inovação, com maior integração entre academia, setor produtivo e governo. Estimularemos a criação de startups universitárias, laboratórios avançados e centros de pesquisa aplicada.
Estimularemos milhares de profissionais a fazerem mestrado e doutorado em inteligência artificial aplicada a produtos inovadores em todas as áreas do ecossistema econômico, tais como biotecnologia, medicamentos, química fina, drones, materiais resistentes, energia renovável, produtos derivados de terras raras, eletromecânica, robótica etc..
d) Soberania digital e proteção de dados
O Brasil deve proteger seus dados estratégicos e sua infraestrutura digital.
Fortaleceremos a soberania digital, a segurança cibernética e a proteção de dados pessoais, reduzindo dependências externas em áreas críticas.
e) Inclusão tecnológica nacional
Garantiremos que a revolução tecnológica não aprofunde desigualdades.
Programas de inclusão digital, capacitação tecnológica e acesso universal a ferramentas digitais serão ampliados em todo o território nacional.
15. RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DIPLOMACIA ESTRATÉGICA
É necessário enfrentar a perda de credibilidade internacional decorrente da apropriação da diplomacia por sucessivos governos. É necessário recuperar a credibilidade e devolver a serenidade e a capacidade de diálogo que sempre foi um
traço marcante da política externa brasileira. A diplomacia deve ser tratada como política de Estado e não de governo.
a) Brasil como potência diplomática global
O Brasil adotará uma política externa ativa, equilibrada e pragmática, baseada no diálogo, na cooperação internacional e na defesa dos interesses nacionais.
Buscaremos ampliar nossa influência em fóruns globais e fortalecer nossa posição como potência emergente.
b) Embaixada 4.0 — diplomacia com resultados
A representação diplomática brasileira será modernizada para atuar simultaneamente na defesa dos interesses do país e na promoção concreta de negócios. Implantaremos o modelo Embaixada 4.0, com metas anuais de abertura de mercados, atração de investimentos e apoio a exportadores, medidas por indicadores objetivos e divulgadas publicamente, na mesma lógica de gestão por resultados aplicada a todo o Estado. Cada posto prioritário contará com um núcleo executivo de comércio e investimentos, integrando o Itamaraty, as agências de promoção comercial, os ministérios setoriais e o setor produtivo, com capacidade técnica para destravar barreiras tarifárias, sanitárias e regulatórias. Os recursos da rede diplomática serão realocados segundo o potencial estratégico de cada mercado, ampliando a presença brasileira onde ela gera mais retorno para o país.
c) Integração econômica e comercial
Expandiremos acordos comerciais estratégicos com diferentes blocos econômicos, diversificando mercados e reduzindo dependências externas. O objetivo é aumentar exportações, atrair investimentos e fortalecer a competitividade da economia brasileira.
d) Diplomacia climática e ambiental
O Brasil terá papel central nas negociações globais sobre clima e meio ambiente, defendendo um modelo de desenvolvimento sustentável que reconheça a importância da Amazônia e da biodiversidade como ativos estratégicos do país.
e) Cooperação Sul-Sul e multilateralismo
Fortaleceremos a cooperação com países em desenvolvimento, promovendo parcerias em tecnologia, energia, educação e infraestrutura, além de defender o multilateralismo como base da ordem internacional.
f) Proteção de interesses estratégicos nacionais
A política externa brasileira será guiada pela defesa da soberania, da segurança econômica e dos interesses estratégicos do país, com atuação firme em temas como comércio internacional, energia, tecnologia e recursos naturais, com diálogo e sem manifestações agressivas, sem sentido estratégico, que possam aumentar o custo de vida dos brasileiros.
16. REFORMA POLÍTICA E INSTITUCIONAL
a) Implantação do semipresidencialismo
Propomos a adoção de um modelo semipresidencialista, no qual o Presidente da
República compartilha a condução do governo com um Primeiro-Ministro escolhido a partir da maioria parlamentar. Esse modelo busca maior estabilidade política, eficiência administrativa e redução de crises institucionais.
b) Reforma do sistema político
O sistema político será modernizado para reduzir a fragmentação partidária, fortalecer a governabilidade e aumentar a representatividade. Serão discutidas medidas como cláusulas de desempenho mais rigorosas, maior transparência partidária e aprimoramento do sistema eleitoral.
c) Reforma do Supremo Tribunal Federal
Defendemos uma reforma institucional do Supremo Tribunal Federal para garantir maior equilíbrio entre os Poderes, previsibilidade jurídica e fortalecimento da segurança institucional. O objetivo é preservar a independência do Judiciário, ao mesmo tempo em que se aprimora sua governança e critérios de atuação.
d) Modernização do Estado brasileiro
O Estado será reorganizado para se tornar mais eficiente, digital, transparente e orientado a resultados. A burocracia excessiva será reduzida, e os serviços públicos serão integrados por meio de plataformas digitais.
e) Participação popular e democracia digital
Ampliaremos mecanismos de participação direta da população nas decisões públicas por meio de ferramentas digitais seguras, consultas públicas ampliadas e plataformas de transparência ativa, fortalecendo a democracia participativa.
17. DESENVOLVIMENTO REGIONAL E REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES
a) Integração nacional equilibrada
Promoveremos o desenvolvimento equilibrado entre regiões, reduzindo desigualdades históricas e ampliando oportunidades econômicas em todo o território nacional.
b) Polos regionais de desenvolvimento produtivo
O desenvolvimento das regiões menos favorecidas deixará de depender de guerra fiscal entre entes federativos e passará a apoiar-se em instrumentos permanentes e transparentes. Utilizaremos o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional com critérios técnicos e objetivos, priorizando projetos que gerem empregos qualificados, adensem cadeias produtivas locais e apresentem viabilidade econômica comprovada, e não conforme influência política. Cada polo contará com infraestrutura logística, energia competitiva, conectividade, qualificação profissional e licenciamento acelerado, atacando as verdadeiras causas da desigualdade regional. Os recursos aplicados terão metas, prazo e avaliação periódica de resultados, e serão redirecionados sempre que os objetivos não forem alcançados. Preservaremos integralmente os regimes constitucionalmente assegurados à Zona Franca de Manaus e às Áreas de Livre Comércio, garantindo previsibilidade aos investimentos já realizados na Amazônia.
c) Semiárido Produtivo
O semiárido brasileiro deixará de ser tratado como problema para tornar-se uma das grandes fronteiras produtivas do país. Investiremos em segurança hídrica, irrigação
eficiente, energia solar distribuída, fruticultura, caprinocultura, aquicultura e agroindústrias adaptadas ao clima, aproveitando a maior incidência solar do território nacional. Toda expansão produtiva será acompanhada de gestão criteriosa da outorga de água, reuso, tecnologias de baixo consumo hídrico e recuperação de áreas degradadas, garantindo que o crescimento não comprometa o recurso que o sustenta. Com tecnologia, assistência técnica, crédito adequado e integração logística, milhões de hectares hoje subaproveitados serão convertidos em renda, emprego e exportação.
d) Nordeste, Amazônia e interiorização do desenvolvimento
Programas específicos serão implementados para impulsionar o desenvolvimento do Nordeste, da Amazônia e do interior do país, com investimentos em infraestrutura, educação, tecnologia e geração de empregos.
e) Cidades médias como polos de crescimento
Fortaleceremos cidades médias como centros regionais de desenvolvimento, desconcentrando oportunidades das grandes metrópoles e promovendo crescimento mais equilibrado.
f) Inclusão produtiva e combate à pobreza
Programas de inclusão produtiva serão ampliados para garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a renda, capacitação e oportunidades reais de ascensão social.
19. CULTURA, IDENTIDADE E COESÃO NACIONAL
a) Valorização da cultura brasileira
A cultura será tratada como ativo estratégico do país, com incentivo à produção artística, audiovisual, musical, literária e digital, fortalecendo a identidade nacional.
b) Economia criativa
A economia criativa será impulsionada como setor estratégico de geração de empregos, inovação e exportação de conteúdo cultural brasileiro.
c) Preservação do patrimônio histórico
O patrimônio histórico e cultural será protegido e restaurado, garantindo a preservação da memória nacional e o fortalecimento da identidade brasileira.
d) Cultura de paz e coesão social
O Brasil está dramaticamente dividido e radicalmente polarizado, onde as famílias não conversam mais sobre política sem se digladiar. Promoveremos valores de respeito, diálogo, tolerância e convivência democrática entre partidos conservadores e progressistas, fortalecendo a coesão social e reduzindo conflitos.
20. VISÃO DE FUTURO E PROJETO DE NAÇÃO
a) Brasil como potência global do século XXI
O objetivo central deste projeto é transformar o Brasil em uma potência global baseada em conhecimento, inovação, sustentabilidade e justiça social.
b) Estado eficiente e sociedade forte
Defendemos um Estado moderno, eficiente e transparente, aliado a uma sociedade ativa, participativa e empreendedora.
c) Desenvolvimento com justiça social
O crescimento econômico deve caminhar junto com a redução das desigualdades, garantindo oportunidades reais para todos os brasileiros.
d) Soberania, inovação e futuro
O Brasil do futuro será soberano, tecnologicamente avançado, ambientalmente responsável e socialmente justo, capaz de liderar soluções globais para os desafios do século XXI.
TRÊS GRANDES REFORMAS
1ª REFORMA: MUDAR O REGIME PRESIDENCIALISTA PARA
SEMIPRESIDENCIALISTA.
O Brasil precisa modernizar seu sistema de governo, reduzindo a excessiva concentração de responsabilidades no Presidente da República e criando mecanismos mais eficientes de governabilidade.
No modelo semipresidencialista que propomos, o Presidente da República continuará sendo a grande autoridade de Estado, responsável pelas funções estratégicas definidas constitucionalmente, enquanto o Primeiro-Ministro assumirá a condução da administração do governo, apoiado pela maioria parlamentar.
O Primeiro-Ministro deverá ser um gestor público altamente qualificado e dependerá da confiança da maioria parlamentar para permanecer no cargo. Se perder as condições políticas ou administrativas para governar, poderá ser substituído pelos mecanismos constitucionais previstos, sem submeter o país a prolongadas crises institucionais.
2ª REFORMA: MANDATO DE OITO ANOS PARA OS MINISTROS DO STF
Propomos estabelecer mandato de oito anos para os ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF), com critérios mais objetivos de composição e ingresso.
A idade mínima para nomeação será de 50 anos, e o indicado não poderá ter sido filiado a partido político nos cinco anos anteriores à nomeação.
Propomos ainda reduzir a composição do STF para nove ministros: seis oriundos da magistratura, dois do Ministério Público e um da advocacia. Das nove vagas, no mínimo três deverão ser ocupadas por mulheres de ilibado saber jurídico e notável histórico comportamental. E quem escolherá os ministros serão as respectivas classes dos magistrados, Ministério Público e OAB, e não mais o presidente.
O objetivo é fortalecer a independência, a pluralidade e o equilíbrio institucional da
Suprema Corte, contribuindo para uma relação mais harmônica entre Executivo,
Legislativo e Judiciário.
Será a era de ouro da convivência entre os Três Poderes!
3ª REFORMA: FORTALECER O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES E CRIAR
UMA NOVA DIPLOMACIA ECONÔMICA
Propomos elevar o Ministério das Relações Exteriores a um novo patamar de protagonismo político, econômico e estratégico, inspirado na relevância
institucional atribuída ao Secretário de Estado dos Estados Unidos. Portanto, o ministro das Relações Exteriores será chamado de Secretário de Estado, tendo atribuições não apenas na chefia das Relações Exteriores, mas também enorme projeção política e estratégica dentro do governo.
O Ministro das Relações Exteriores terá atuação fortalecida como grande articulador da presença brasileira no mundo, com a missão de modernizar nossas embaixadas, transformando-as em verdadeiras plataformas 4.0 de diplomacia, comércio, investimentos, inovação e abertura de mercados.
Queremos apresentar ao mundo um Brasil grande: não apenas fornecedor de matérias-primas, mas produtor e exportador de bens industrializados, tecnologia e produtos de alto valor agregado.
O Brasil não deve se limitar a exportar suas riquezas minerais in natura. No caso das terras raras e de outros minerais estratégicos, queremos atrair empresas, investimentos e tecnologia para que o processamento e a industrialização ocorram em território brasileiro, gerando empregos, conhecimento, renda e desenvolvimento para o nosso povo.
Em articulação com as câmaras de comércio, o setor produtivo e os demais órgãos governamentais, a diplomacia brasileira terá ainda a missão estratégica de ampliar significativamente nossas exportações, abrir novos mercados e fortalecer a presença econômica e política do Brasil no cenário internacional.
Será a era de ouro das embaixadas brasileiras!
Bem-vindos à Era de Ouro da gestão pública, à Era de Ouro da harmonia entre os
Três Poderes e à Era de Ouro do Brasil no tabuleiro das nações.
O BRASIL NUNCA MAIS SERÁ O MESMO!
PROJETO 1 - A REVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO
Educar a mente, formar pensadores e reconstruir o futuro do Brasil
1. A EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL
Não existe nação desenvolvida sem educação de excelência em tempo integral. As maiores transformações econômicas, sociais, científicas e culturais da história começaram dentro das salas de aula, pelas mãos de professores que acreditaram que era possível formar pessoas capazes de pensar, criar, inovar e transformar a realidade.
Tenho convicção de que a educação deve ser a maior prioridade estratégica do
Estado brasileiro. Nenhuma política pública produz efeitos tão profundos e duradouros quanto aquela que investe na formação das novas gerações. Países que decidiram colocar a educação no centro de seus projetos nacionais reduziram desigualdades, impulsionaram a inovação, fortaleceram suas economias e construíram sociedades mais justas e mais prósperas.
Para mim, os professores são os profissionais mais importantes do teatro social.
Sem eles, nossos céus sociais não teriam estrelas. São eles que ajudam a escrever, todos os dias, os capítulos invisíveis da história de uma nação. Cada criança alfabetizada, cada jovem que descobre um talento, cada cidadão que aprende a pensar criticamente carrega, em algum momento da sua trajetória, a marca silenciosa de um professor.
Entretanto, precisamos reconhecer uma realidade que não pode mais ser ignorada.
Durante décadas, atribuímos à escola responsabilidades cada vez maiores, mas não oferecemos aos educadores as condições necessárias para cumprir essa missão.
Exigimos resultados extraordinários de profissionais que frequentemente trabalham sob intensa pressão, enfrentam sobrecarga emocional, lidam com estruturas precárias e convivem diariamente com uma geração profundamente impactada pelas transformações tecnológicas e pelos desafios da saúde mental.
Vivemos uma mudança de época. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil despertar o prazer de aprender. Muitos professores tornaram-se, sem perceber, cozinheiros do conhecimento, preparando diariamente um alimento precioso para uma plateia que perdeu o apetite pelo saber.
O problema não está apenas na qualidade do ensino, mas também na condição
emocional dos alunos. Milhões de crianças e jovens encontram-se intoxicados pelo excesso de estímulos digitais, ansiosos, desesperançosos, com dificuldade de concentração e, muitas vezes, sem sonhos pelos quais valha a pena lutar.
Uma existência sem sonhos é uma história sem aventuras. Quando um jovem deixa de acreditar no futuro, perde também o entusiasmo para aprender. O conhecimento deixa de ser uma ferramenta de transformação e passa a ser visto apenas como uma obrigação escolar. Essa é uma das maiores tragédias silenciosas da nossa geração.
Por isso, defender uma revolução na educação não significa apenas melhorar indicadores, reformar currículos ou ampliar investimentos. Significa compreender que educar é formar seres humanos completos. É desenvolver a inteligência, mas também a consciência crítica; fortalecer a capacidade técnica, mas também a saúde emocional; ensinar conteúdos, mas, sobretudo, ensinar a pensar, a dialogar, a sonhar e a enfrentar os desafios da vida.
A escola do século XXI não pode limitar-se à transmissão de informações. As informações estão disponíveis em qualquer dispositivo conectado à internet. O verdadeiro papel da educação será formar pensadores, estimular a curiosidade, desenvolver a criatividade, promover o pensamento crítico e preparar cidadãos capazes de interpretar o mundo com autonomia, responsabilidade e humanidade.
Nenhuma inteligência artificial substituirá a capacidade de um grande professor de inspirar um aluno a descobrir seu propósito. Nenhuma tecnologia será capaz de substituir o exemplo, a sensibilidade e a influência transformadora de um educador que desperta o prazer de aprender e a coragem de sonhar.
A revolução educacional que proponho começa exatamente por esse princípio:
colocar o ser humano no centro da educação. Valorizar os professores, proteger a saúde emocional de crianças, adolescentes e educadores, formar pensadores em vez de repetidores de informações e preparar uma geração capaz de construir um
Brasil mais inteligente, mais justo e mais humano.
Porque o futuro de uma nação não é construído apenas nos gabinetes do governo, mas, sobretudo, nas salas de aula onde se formam as mentes que escreverão a história do amanhã.
2. A CRISE SILENCIOSA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
A educação brasileira vive uma crise que não pode ser compreendida apenas por índices de aprendizagem, taxas de evasão ou resultados em avaliações internacionais. Existe uma crise mais profunda, silenciosa e invisível: a crise emocional, cognitiva e existencial que atinge alunos e professores dentro e fora das salas de aula.
O Brasil ocupa uma posição dramática no Programa Internacional de Avaliação de
Estudantes — PISA, que mede as competências de jovens em leitura, matemática e ciências. É inadmissível que uma das maiores economias do mundo permaneça tão distante dos países que lideram a educação mundial. Não se trata apenas de uma colocação em um ranking. Trata-se de um retrato do futuro que estamos construindo.
Quando uma criança ou um jovem não desenvolve adequadamente o raciocínio matemático, não compromete apenas sua capacidade de realizar cálculos.
Compromete também o pensamento lógico, o raciocínio estratégico, a resolução de problemas e até a gestão financeira da própria vida. Quando não domina a língua materna, não perde apenas a habilidade de ler e escrever. Perde instrumentos essenciais para interpretar a realidade, organizar ideias, argumentar, debater e exercer plenamente a cidadania.
Sem uma educação básica de qualidade, não formamos cidadãos letrados, conscientes e capazes de participar ativamente das decisões que determinam os rumos do país. Condenamos milhões de brasileiros à vulnerabilidade intelectual, profissional e social. Uma nação que não ensina seus jovens a interpretar textos, analisar dados e questionar informações torna-se facilmente manipulável e dependente daqueles que pensam por ela.
Entretanto, a crise da aprendizagem não nasce apenas da ausência de conteúdo ou de métodos adequados. Ela também está profundamente ligada ao estado emocional dos estudantes.
Por que tantos jovens estão perdendo o prazer de aprender?
Porque muitos estão desesperançados, ansiosos, intoxicados digitalmente, com baixa capacidade de concentração e pouca disposição para enfrentar os desafios naturais do processo de aprendizagem. Acostumaram-se a estímulos rápidos, recompensas imediatas e informações fragmentadas. Quando precisam ler um
texto mais longo, resolver um problema complexo ou persistir diante de uma dificuldade, sentem-se entediados, frustrados ou incapazes.
Estamos formando uma geração que possui acesso quase ilimitado à informação, mas nem sempre consegue transformá-la em conhecimento. Uma geração conectada a milhares de pessoas, mas frequentemente desconectada de si mesma.
Uma geração que recebe estímulos incessantes, mas apresenta dificuldade para contemplar, refletir, esperar e construir projetos de longo prazo.
Muitos jovens estão se tornando mendigos emocionais. Necessitam de elogios constantes, reconhecimentos imediatos, curtidas e aprovação social para experimentar pequenas doses de prazer. Quando não recebem esses estímulos, sentem-se desvalorizados, invisíveis ou rejeitados. Pouco a pouco, deixam de ser autores da própria autoestima e passam a depender do olhar dos outros para reconhecer o próprio valor.
Essa dependência emocional produz insegurança, fragilidade diante das críticas e baixa tolerância às frustrações. Pequenas contrariedades podem ser interpretadas como grandes derrotas. Comparações nas redes sociais transformam-se em fontes de sofrimento. O medo de errar impede experiências importantes. O jovem deixa de correr riscos, de tentar novamente e, muitas vezes, de acreditar em sua capacidade de construir uma história diferente.
A escola não pode ignorar essa realidade. Não é possível educar a inteligência desprezando a emoção. Não basta oferecer conteúdo a uma mente ansiosa, dispersa ou emocionalmente adoecida. Antes de aprender matemática, ciências ou literatura, o estudante precisa encontrar condições internas para se concentrar, persistir, lidar com erros e reconhecer sentido naquilo que aprende.
Também é extremamente preocupante o número de crianças, adolescentes e jovens que apresentam timidez intensa e glossofobia, o medo de falar em público. Muitos atravessam anos de escolarização sem aprender a expressar suas ideias, defender seus pontos de vista, formular perguntas ou participar de debates. São treinados para repetir respostas, mas não para construir argumentos.
Uma educação que silencia o aluno não forma cidadãos; forma espectadores. O estudante precisa aprender a levantar a mão, expor uma dúvida, discordar com respeito, apresentar um projeto e defender uma ideia. A comunicação não é apenas
uma competência profissional. É uma ferramenta de autonomia, participação social e exercício da cidadania.
Os indicadores de sofrimento emocional entre jovens também exigem uma resposta imediata. O crescimento dos casos de ansiedade, automutilação, depressão e suicídio revela que muitas crianças e adolescentes não estão encontrando recursos internos ou redes de apoio para lidar com suas dores.
Quem pensa em morrer, em geral, não deseja acabar com a vida, mas interromper uma dor que se tornou aparentemente insuportável. Por isso, toda escola deve ser também um espaço de proteção, escuta, prevenção e valorização da vida. Crianças e jovens precisam ser encorajados a não se curvar diante da dor, mas a enfrentá-la, ressignificá-la e utilizá-la como matéria-prima para se tornarem mais fortes, maduros e solidários.
A crise educacional brasileira, portanto, possui múltiplas dimensões. É uma crise de aprendizagem, mas também de atenção. É uma crise curricular, mas também emocional. É uma crise de resultados, mas também de esperança.
Superá-la exigirá muito mais do que reformas administrativas. Exigirá uma nova concepção de educação, capaz de integrar conhecimento, saúde emocional, pensamento crítico, criatividade, comunicação, cidadania e projeto de vida.
Precisamos construir uma escola que não apenas prepare o aluno para realizar provas, mas para enfrentar a existência. Uma escola que ensine a ler os livros e também a própria história; a resolver problemas matemáticos e também conflitos humanos; a conhecer o mundo e, ao mesmo tempo, conhecer a si mesmo.
Somente uma educação de qualidade permitirá que o Brasil discuta projetos capazes de transformar verdadeiramente a vida de sua população. Sem ela, continuaremos tratando as consequências da desigualdade, da violência, do desemprego e do adoecimento emocional. Com ela, poderemos atuar nas raízes desses problemas e formar uma geração preparada não apenas para ingressar no futuro, mas para construí-lo.
3. A EDUCAÇÃO BRASILEIRA PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO PEDAGÓGICA
A educação mundial vive uma crise silenciosa, profunda e sistêmica.
As salas de aula tornaram-se ambientes previsíveis, lineares e pouco estimulantes.
O professor, muitas vezes, foi reduzido a um expositor cartesiano, transmissor de conteúdos, enquanto os alunos se tornaram espectadores passivos.
Essa lógica entrou em colapso. Vivemos a era da hiperinformação. Os alunos têm acesso, por meio dos celulares, a um volume de dados e estímulos infinitamente superior ao que encontram na escola. Games, redes sociais e plataformas digitais oferecem experiências mais envolventes, rápidas e emocionalmente estimulantes.
O resultado é dramático:
• Alunos desinteressados, fatigados mentalmente e intoxicados digitalmente
• Professores sobrecarregados, estressados e emocionalmente esgotados
• Perda do encanto pela escola
• Relação pedagógica enfraquecida
Além disso, o cenário emocional é alarmante:
• Cerca de 8 milhões de jovens no Brasil não estudam nem trabalham. E a era da desesperança. Nada tão dramático.
• 148% de incremento de suicídios entre jovens de 10 a 19 anos. Nada tão cruel.
Aumento expressivo de transtornos emocionais entre adolescentes
• Crescimento significativo de comportamentos autodestrutivos
Estamos diante de uma epidemia global de desinteresse, ansiedade e perda de sentido. A educação não pode competir com a tecnologia apenas transmitindo informação.
Ela precisa oferecer o que a tecnologia não consegue substituir:
• Interação humana profunda
• formação do pensamento crítico
• desenvolvimento da identidade
• construção da autonomia
Precisamos de uma mudança de paradigma: O Brasil não precisa apenas de uma reforma educacional. Precisa de uma nova visão sobre o verdadeiro papel da escola.
Durante décadas, nosso sistema de ensino concentrou seus esforços na transmissão de conteúdos, enquanto negligenciava a formação integral do ser humano. Em um mundo marcado pela inteligência artificial, pela hiperconectividade e por profundas transformações sociais, esse modelo tornou-se insuficiente.
Precisamos transformar a escola em um ambiente vivo, capaz de formar pensadores, desenvolver a autoliderança, estimular a criatividade, fortalecer o protagonismo e preparar crianças e jovens para os desafios do século XXI.
A proposta parte de uma constatação simples: a escola já não compete apenas com os livros ou com outras instituições de ensino. Ela disputa diariamente a atenção dos estudantes com celulares, redes sociais, jogos digitais e uma avalanche permanente de informações. Diante dessa realidade, transmitir conteúdo deixou de ser suficiente. A escola precisa oferecer aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: relações humanas significativas, pensamento crítico, construção da identidade, convivência e desenvolvimento emocional.
Propomos um profunda transformação da experiência escolar, onde o professor deixa de ocupar o papel de mero transmissor de informações para tornar-se:
• Provocador da arte de perguntar, estimulando a curiosidade e despertando a dúvida inteligente;
• Elogiador da arte de participar, reforçando a autoestima e incentivando o engajamento;
• Desafiador da arte de pensar, conduzindo o aluno a refletir, argumentar, criar e questionar.
Com isso, o professor deixa de ser um “cozinheiro do conhecimento” que prepara conteúdo para alunos sem apetite, e passa a ser um formador de mentes ativas.
Essa mudança reduz significativamente a sobrecarga emocional do docente, pois a responsabilidade pela dinâmica da aula passa a ser compartilhada com os alunos.
A sala de aula deixa de ser passiva e se torna um laboratório de ideias, um ambiente de debate, um espaço de construção coletiva, um centro de pensamento crítico.
Os alunos deixam de ser espectadores e se tornam protagonistas, autores da própria história.
4. ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL: CLUBE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
A própria escola assume uma nova identidade. Em vez de ser apenas um local de permanência obrigatória, torna-se um verdadeiro clube de desenvolvimento humano, de interação, motivação e pertencimento.
Um ambiente que os alunos desejam frequentar, pois a escola passa a integrar:
• Espaços de oratória e debates
• Teatro e expressão artística
• Música e criatividade
• Esportes e competições saudáveis
• Eventos culturais
• Práticas de elogio mútuo
• Ambientes de convivência e interação
Essa transformação também alcança o currículo escolar. Ao lado das disciplinas tradicionais, a proposta incorpora três pilares essenciais para a formação das novas gerações: Gestão da Emoção, para desenvolver o equilíbrio psicológico, a autonomia e a capacidade de enfrentar desafios; Educação Financeira, preparando crianças e jovens para decisões responsáveis ao longo da vida; e
Empreendedorismo, estimulando a criatividade, a inovação e a geração de oportunidades desde os primeiros anos da formação escolar.
A escola deixa de formar apenas candidatos ao mercado de trabalho e passa a formar criadores de soluções, líderes e empreendedores. Oficinas práticas, projetos de inovação, integração com a economia real e incentivo ao protagonismo tornam o ambiente escolar um verdadeiro laboratório de ideias, preparando os estudantes para um mundo em constante transformação.
Acreditamos que educar vai muito além de ensinar conteúdos. Educar é formar seres humanos capazes de pensar, criar, cooperar, empreender e construir uma sociedade mais ética, inteligente e emocionalmente saudável.
5. NOVO ENSINO MÉDIO: PREPARANDO JOVENS PARA A VIDA, O TRABALHO E O
FUTURO
a) Uma escola conectada ao futuro.
O Ensino Médio precisa deixar de ser apenas uma etapa preparatória para o vestibular e tornar-se um espaço de formação técnica, para o trabalho e para a construção de projetos de futuro. Vivemos uma das maiores transformações da história da humanidade. A inteligência artificial, a robótica e as novas tecnologias estão modificando profundamente o mercado de trabalho e criando profissões que até poucos anos atrás sequer existiam.
Diante dessa realidade, não basta transmitir conhecimentos. Precisamos preparar nossos jovens para pensar, inovar, empreender, adaptar-se às mudanças e desenvolver competências que permanecerão relevantes mesmo diante da rápida evolução tecnológica.
O Novo Ensino Médio deve formar estudantes capazes de aprender continuamente, trabalhar em equipe, resolver problemas complexos, liderar projetos e transformar conhecimento em soluções para a sociedade.
b) Formação para a vida e para o trabalho.
Nosso compromisso é construir um Ensino Médio que integre formação acadêmica de qualidade com desenvolvimento humano e preparação profissional.
Além das disciplinas tradicionais, os estudantes terão acesso a conteúdos voltados para:
• Gestão da Emoção;
• Educação Financeira;
• Empreendedorismo;
• Cooperativismo;
• Inovação;
• Inteligência Artificial;
• Tecnologia aplicada;
• Desenvolvimento de projetos e liderança.
O objetivo é formar jovens emocionalmente preparados, intelectualmente curiosos e profissionalmente competentes para enfrentar os desafios atuais.
c) Integração entre escola e mercado de trabalho.
O Ensino Médio deverá aproximar-se das necessidades da nova economia, fortalecendo sua integração com o ensino técnico, universidades, empresas, centros de inovação e projetos de empreendedorismo.
Os estudantes serão estimulados a desenvolver projetos reais, conhecer diferentes áreas profissionais e construir seus próprios projetos de vida antes da conclusão da educação básica.
Queremos que cada jovem saia da escola preparado para escolher seu caminho:
ingressar na universidade, iniciar uma atividade profissional ou criar seu próprio negócio.
d) A cultura empreendedora nas escolas.
O empreendedorismo deixará de ser compreendido apenas como abertura de empresas. Será tratado como uma competência humana.
Empreender significa desenvolver criatividade, iniciativa, capacidade de resolver problemas, assumir responsabilidades, trabalhar em equipe e transformar desafios em oportunidades.
A escola deverá incentivar projetos práticos, laboratórios de inovação, desafios colaborativos e experiências que despertem o protagonismo juvenil.
e) Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento.
Também propomos a inclusão do ensino do cooperativismo como instrumento de cidadania, desenvolvimento econômico e inclusão produtiva.
Os estudantes aprenderão que crescer coletivamente é tão importante quanto crescer individualmente e que a cooperação representa um dos caminhos mais eficientes para fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento sustentável.
j) Formar protagonistas do futuro
O Novo Ensino Médio não será apenas uma mudança curricular. Será uma mudança de mentalidade.
Queremos formar jovens que não sejam apenas candidatos a um emprego, mas autores de soluções, criadores de oportunidades, líderes conscientes e cidadãos preparados para construir um Brasil mais inovador, empreendedor e socialmente responsável.
6. REPENSANDO AS UNIVERSIDADES: DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL À
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E RIQUEZA
As universidades brasileiras precisam ser protagonistas do desenvolvimento nacional. Durante décadas, sua principal missão foi formar profissionais. Essa missão continua essencial, mas já não é suficiente para responder aos desafios da nova economia.
Precisamos construir uma nova geração de universidades: universidades que ensinam, pesquisam, inovam e transformam conhecimento em desenvolvimento para o país.
A universidade do futuro será, antes de tudo, uma instituição que ensina com excelência, formando profissionais tecnicamente preparados, intelectualmente curiosos e comprometidos com a transformação da sociedade.
Fortalecer a capacidade de pesquisa das universidades, ampliando as ações da
CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A produção científica deve deixar de ser uma atividade isolada para tornar-se um dos principais motores do desenvolvimento nacional. Precisamos ampliar os investimentos em pesquisa, fortalecer nossos pesquisadores e criar um ambiente que estimule a criatividade, a investigação científica e a busca permanente por soluções para os grandes desafios do Brasil.
Também queremos uma universidade que empreende. Os campi universitários devem tornar-se ambientes de inovação, com incubadoras, laboratórios tecnológicos, centros de pesquisa aplicada e programas de incentivo à criação de startups. O conhecimento produzido nas universidades deve gerar empresas, empregos, novas tecnologias e oportunidades para as futuras gerações.
Da mesma forma, precisamos construir uma universidade que produz patentes. O
Brasil possui pesquisadores talentosos e inúmeras descobertas científicas que, muitas vezes, permanecem restritas às publicações acadêmicas. Nosso objetivo é estimular o registro de patentes, fortalecer a cultura da propriedade intelectual e ampliar a transferência de tecnologia para o setor produtivo, transformando conhecimento em inovação de impacto.
Por fim, queremos uma universidade que gera riqueza para a sociedade. A ciência deve contribuir para o crescimento econômico, aumentar a competitividade do país e melhorar a qualidade de vida da população. Defendemos mecanismos que valorizem a produção intelectual dos pesquisadores e estimulem sua participação nos resultados econômicos das inovações desenvolvidas, aproximando universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada.
O Brasil possui inteligência, criatividade e capacidade científica para ocupar posição de destaque no cenário mundial. O que precisamos é transformar nossas universidades em verdadeiros ecossistemas de inovação, onde ensinar, pesquisar, empreender e gerar riqueza deixem de ser atividades separadas para tornar-se parte de uma mesma missão: construir um país mais desenvolvido, competitivo e preparado para os desafios do futuro.
"A universidade do futuro não deve apenas formar profissionais. Deve formar pesquisadores, criar startups, produzir patentes e transformar conhecimento em riqueza para a sociedade."
PROJETO 2 - BRASIL NEUROINCLUSIVO
Nenhuma mente fica para trás
O Brasil deve deixar de perguntar apenas “qual é a dificuldade deste aluno?” e começar a perguntar “quais são suas habilidades, como sua mente aprende e como podemos fazê-la florescer?”.
O Projeto Brasil Neuroinclusivo institui uma política permanente de Estado para acolher crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes, particularmente pessoas com autismo, TDAH, dislexia, transtornos de aprendizagem e altas habilidades. Não queremos uma educação que apenas coloque o aluno diferente fisicamente dentro da sala; queremos uma escola que o faça sentir-se pertencente, ouvido, estimulado e capaz de participar dentro do programa de gestão da emoção.
O Censo 2022 identificou 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com autismo,
1,2% da população. (Agência de Notícias IBGE) Para a dislexia, há estimativa superior a 7,8 milhões de brasileiros, enquanto o Ministério da Saúde aponta prevalências expressivas de TDAH em diferentes faixas etárias. (BVSMS) Não existe, entretanto, um censo consolidado de todos os neurodivergentes, e as condições podem coexistir. Por isso, uma das primeiras ações do projeto será construir o Mapa
Nacional da Neurodiversidade, respeitando a LGPD e sem transformar diferenças humanas em rótulos.
1. METODOLOGIA PSICOATIVA DE INCLUSÃO
O coração pedagógico do projeto será a Metodologia Psicoativa, fundada em três movimentos simples e profundos, preconizados pelo Dr. Augusto Cury:
• Provocar a arte de perguntar. O professor deixa de ser apenas transmissor de informações e provoca perguntas. O aluno com TDAH, autismo, dislexia ou qualquer outra característica não será censurado por pensar ou aprender de maneira diferente; será estimulado a transformar curiosidade em conhecimento.
• Desafiar a arte de pensar. Menos educação baseada exclusivamente em repetição e mais resolução de problemas, hipóteses, debates, criatividade e
pensamento crítico. Não devemos querer produzir alunos que sejam depósitos de informações, mas seres humanos capazes de construir respostas diante do desconhecido.
• Elogiar a arte de participar. O professor não elogiará apenas quem acerta.
Valorizará quem pergunta, tenta, coopera, argumenta, cria e participa. Um aluno neurodivergente que tem dificuldade numa determinada área poderá revelar extraordinárias habilidades em outra. O elogio saudável à participação combate a cultura da comparação e fortalece o sentimento de pertencimento.
2. SALA DE AULA NEUROINCLUSIVA
Cada escola deverá possuir um Plano de Inclusão e Desenvolvimento, permitindo adaptações pedagógicas de acordo com as necessidades funcionais do estudante:
diferentes formas de apresentação de conteúdos, períodos adequados de concentração, recursos visuais e tecnológicos, atividades colaborativas e diferentes maneiras de demonstrar aprendizagem.
A escola regular continuará sendo o espaço central de convivência. O Atendimento
Educacional Especializado será complementar, e os estudantes que comprovadamente necessitarem deverão ter acesso ao apoio especializado previsto na legislação. A Lei nº 12.764 já assegura acompanhante especializado à pessoa com TEA em classes comuns quando houver necessidade comprovada. A política também dialogará com a atual Política Nacional de Educação Especial
Inclusiva, estruturada nacionalmente pelo MEC- Ministério da Educação e Culturan.
3. PROFESSOR NEUROINCLUSIVO
Não haverá inclusão verdadeira sem valorizar e preparar o professor. Será criado um grande Programa Nacional de Formação em Neurodiversidade e Gestão da Emoção, presencial e digital, para professores, coordenadores e gestores escolares.
A formação incluirá identificação de sinais que mereçam avaliação profissional — sem transformar professores em diagnosticadores —, estratégias pedagógicas para
TEA, TDAH e transtornos de aprendizagem, manejo da diversidade em sala,
comunicação com famílias, prevenção do bullying e ferramentas de gestão da emoção.
A Lei nº 14.254/2021 já determina acompanhamento integral para alunos com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem, incluindo identificação precoce, encaminhamento, apoio educacional e formação continuada de professores. (Presidência da República) O projeto transformará esse princípio legal em uma grande política de implementação nacional.
4. ESCOLA PROTETORA DA SAÚDE MENTAL
A neuroinclusão não poderá caminhar separadamente da saúde mental. Toda escola participante desenvolverá ações permanentes para prevenção da ansiedade excessiva, bullying, isolamento social e comportamentos de autoagressão, além de promover respeito às diferenças e resolução saudável de conflitos.
O professor aprenderá técnicas simples de Gestão da Emoção para estimular o estudante a não ser escravo dos próprios pensamentos, desenvolver consciência crítica e pedir ajuda quando estiver sofrendo. Casos que necessitem avaliação serão encaminhados para profissionais qualificados das redes de saúde e proteção. A escola acolhe, identifica sinais e encaminha; não substitui médicos, psicólogos ou demais profissionais especializados.
5. REDE INTEGRADA: ESCOLA + FAMÍLIA + SAÚDE
Cada município organizará uma Rede Neuroinclusiva, conectando escola, família, atenção básica de saúde, assistência social e serviços especializados. O objetivo será diminuir a peregrinação das famílias entre diferentes instituições e facilitar identificação precoce, acompanhamento e continuidade educacional.
Famílias também receberão orientação. Pais não devem ser culpados, professores não devem ser abandonados e alunos não devem ser transformados em diagnósticos ambulantes. A pessoa vem antes do transtorno, da síndrome ou da dificuldade de aprendizagem.
6. MAPA NACIONAL DA NEURODIVERSIDADE
O Governo Federal, em parceria com IBGE, MEC e Ministério da Saúde, deverá aperfeiçoar os levantamentos nacionais sobre:
• TEA;
• TDAH;
• Dislexia e outros transtornos de aprendizagem;
• Altas habilidades/superdotação;
• Evasão e desempenho escolar;
• Bullying e exclusão social;
• Acesso ao atendimento educacional especializado;
• Necessidade de profissionais de apoio.
Os dados serão anonimizados e utilizados para planejamento, nunca para discriminar estudantes.
7. META NACIONAL
O programa deverá alcançar progressivamente todas as redes públicas de educação básica, estabelecer formação continuada de professores, criar protocolos de inclusão em cada escola e desenvolver indicadores objetivos de redução de evasão, bullying e exclusão, além de acompanhar aprendizagem, participação e bem-estar dos estudantes.
A avaliação do projeto não perguntará apenas quantos alunos passaram de ano, mas também: quantos passaram a participar? Quantos deixaram de sofrer silenciosamente? Quantos descobriram habilidades que a escola tradicional jamais enxergaria?
Princípio do Projeto: Uma mente diferente não é uma mente inferior.
Na escola do século XXI, o professor não será apenas alguém que transmite conhecimento. Será um artesão de mentes: provocará a arte de perguntar, desafiará a arte de pensar e elogiará a arte de participar. Quando fizermos isso, não estaremos construindo uma escola apenas para neurodivergentes.
Construiremos uma escola mais inteligente, humana e saudável para todos os alunos brasileiros.
PROJETO 3 - MULHERES VIVAS
Proteção à vida, igualdade, autonomia econômica e saúde emocional das mulheres brasileiras
UM PAÍS QUE NÃO PROTEGE SUAS MULHERES NÃO PROTEGE O SEU FUTURO
O Brasil precisa transformar a proteção, a valorização e a promoção da dignidade das mulheres em uma política permanente de Estado, capaz de ultrapassar governos, partidos e ciclos eleitorais.
Não podemos naturalizar que, em pleno século XXI, mulheres continuem sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres; recebam remuneração média inferior à dos homens; encontrem condições mais desfavoráveis para acessar crédito; permaneçam em relacionamentos violentos por dependência econômica;
ou tenham sua saúde emocional sufocada pela imposição de padrões irreais de beleza.
Os números revelam uma realidade que não pode mais ser tolerada. O Relatório
Agenda Transversal Mulheres 2026, ano-base 2025, do Governo Federal, registrou preliminarmente cerca de 1.568 feminicídios – quatro a cinco mulheres assassinadas por dia - o maior número desde a tipificação do crime.
No mercado de trabalho, levantamentos oficiais recentes mostram que a remuneração média das mulheres permanece aproximadamente 21% inferior à dos homens nas empresas com 100 ou mais empregados. Embora esse indicador agregado não signifique que toda mulher receba exatamente 21% menos pelo mesmo cargo, ele revela a persistência de uma profunda desigualdade econômica que precisa ser enfrentada, inclusive garantindo-se efetivamente remuneração igual para trabalho de igual valor.
No sistema financeiro, outra desigualdade permanece praticamente invisível para grande parte da sociedade: dados divulgados pelo Sebrae indicam que negócios liderados por mulheres enfrentam taxas de juros, em média, cerca de 4 pontos percentuais superiores às aplicadas a negócios liderados por homens.
Mas existe ainda uma violência silenciosa, difícil de ser mensurada pelas estatísticas. Milhões de mulheres e meninas estão submetidas diariamente à comparação com padrões irreais de beleza, corpos modificados digitalmente, filtros, culto à juventude e à aparência e à necessidade permanente de aprovação
social. Estamos diante de uma verdadeira tirania da beleza, que pode produzir um processo de deterioração coletiva da autoimagem e da autoestima feminina. É o que podemos chamar, metaforicamente, de assassinato coletivo da autoestima das mulheres.
Não mata fisicamente como o feminicídio, mas pode asfixiar a saúde emocional, destruir a autoconfiança e fazer com que milhões de meninas e mulheres sintam que nunca são suficientemente bonitas, magras, jovens, perfeitas ou desejáveis.
O Estado brasileiro precisa enfrentar essas diferentes formas de violência e desigualdade de maneira integrada. Por isso, criaremos o Projeto de Estado
Mulheres Vivas, fundamentado em três grandes compromissos:
• Proteger a vida;
• Garantir igualdade e autonomia;
• Proteger a saúde emocional e a autoestima.
1. MULHERES VIVAS: PROTEÇÃO À VIDA E PREVENÇÃO DO FEMINICÍDIO
Nenhuma mulher deveria viver sob o medo permanente de ser agredida ou assassinada.
O Programa Mulheres Vivas constituirá uma política nacional integrada de prevenção ao feminicídio e enfrentamento da violência contra a mulher, articulando União, estados, municípios, forças de segurança, sistema de Justiça, assistência social e rede de saúde.
Utilizaremos tecnologia, inteligência de segurança, atendimento psicológico, assistência jurídica e proteção social para identificar situações de alto risco e agir preventivamente.
Fortaleceremos o policiamento comunitário e a atuação das Guardas Municipais, respeitadas suas competências legais, desenvolvendo estratégias de acompanhamento preventivo e visitas às residências de mulheres em situação de risco.
Também ampliaremos a integração entre Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública, serviços de saúde, assistência social e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
O Estado não pode aparecer apenas para contabilizar mais uma vítima. Precisamos chegar antes do agressor.
2. RESPOSTA RÁPIDA: TECNOLOGIA PARA SALVAR VIDAS
Em uma situação de violência doméstica, minutos podem representar a diferença entre a vida e a morte.
Ampliaremos o uso de botões de alerta com geolocalização, aplicativos de emergência, monitoramento eletrônico de agressores nos casos determinados judicialmente, centrais integradas e protocolos de resposta prioritária para mulheres ameaçadas.
As informações deverão ser compartilhadas, dentro dos limites legais e de proteção de dados, entre os órgãos responsáveis pela segurança e proteção da vítima.
Mulheres classificadas como de alto risco deverão receber acompanhamento preventivo e prioritário.
Queremos utilizar a tecnologia não apenas para investigar crimes depois que aconteceram, mas para evitar que aconteçam.
3. AUTONOMIA ECONÔMICA: LIBERDADE PARA ROMPER O CICLO DA
VIOLÊNCIA
Não existe liberdade plena sem autonomia econômica. Muitas mulheres permanecem em relacionamentos violentos porque não possuem renda, patrimônio ou condições financeiras suficientes para sustentar a si mesmas e aos seus filhos.
Por isso, mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade terão acesso prioritário a programas de:
• Qualificação e requalificação profissional;
• Empregabilidade;
• Empreendedorismo;
• Educação financeira;
• Microcrédito e acesso a financiamento;
• Apoio para reconstrução da autonomia econômica.
Precisamos criar caminhos para que uma mulher possa dizer “não aceito mais essa violência” sem que a consequência dessa decisão seja a fome ou o abandono econômico de seus filhos. Autonomia financeira também salva vidas.
4. IGUALDADE SALARIAL E JUSTIÇA DE OPORTUNIDADES
É inaceitável que o gênero continue influenciando as oportunidades econômicas de uma pessoa. Dados oficiais recentes apontam diferença média de remuneração de aproximadamente 21% entre mulheres e homens nas empresas brasileiras com
100 ou mais empregados.
Fortaleceremos os mecanismos de transparência salarial, fiscalização e cumprimento da legislação que determina igualdade remuneratória para trabalho de igual valor.
Quando houver equivalência de função, responsabilidade, produtividade e demais critérios previstos em lei, ser mulher jamais poderá constituir motivo para receber menos.
Também promoveremos políticas que ampliem a presença feminina em posições de liderança e decisão nos setores público e privado.
Não queremos substituir desigualdade por privilégio e sim igualdade de oportunidades.
5. IGUALDADE NO ACESSO AO CRÉDITO
Existe uma desigualdade econômica pouco discutida no Brasil.
Dados divulgados pelo Sebrae mostram que negócios liderados por mulheres enfrentam taxas médias de juros aproximadamente 4 pontos percentuais superiores às enfrentadas por negócios liderados por homens.
O Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central também identificou que, considerando grupos de uma mesma raça, as mulheres contrataram créditos mais caros que os homens. Essa realidade precisa ser investigada, compreendida e enfrentada.
Em articulação com o Banco Central, instituições financeiras, Sebrae, universidades e entidades especializadas, promoveremos estudos e mecanismos de transparência capazes de identificar possíveis distorções nos modelos de concessão de crédito.
Incentivaremos o aperfeiçoamento das matrizes de risco para que sejam cada vez mais fundamentadas no risco efetivo do tomador, considerando adequadamente fatores como histórico de pagamento, adimplência, capacidade financeira e comportamento de crédito.
As mulheres historicamente acumularam menos patrimônio do que os homens. Se os modelos financeiros utilizarem excessivamente o patrimônio como garantia ou indicador de segurança, poderão perpetuar desigualdades construídas durante gerações.
O sistema financeiro precisa avaliar pessoas pelo risco que efetivamente representam, e não reproduzir automaticamente desigualdades históricas. Crédito justo significa oportunidade para empreender, produzir renda, construir patrimônio e conquistar autonomia.
6. SAÚDE INTEGRAL DA MULHER
A saúde da mulher precisa ser compreendida de maneira integral.
Fortaleceremos políticas de:
• Prevenção e diagnóstico precoce do câncer;
• Saúde materno-infantil;
• Planejamento reprodutivo nos termos da legislação brasileira;
• Prevenção de doenças crônicas;
• Saúde mental;
• Atenção às diferentes fases da vida;
• Atendimento humanizado.
A mulher não pode ser lembrada pelo sistema de saúde apenas durante a gestação ou quando adoece. Precisamos construir uma cultura de prevenção, acompanhamento e cuidado ao longo de toda a vida.
7. COMBATE À TIRANIA DA BELEZA E AO ASSASSINATO COLETIVO DA
AUTOESTIMA
Existe uma violência que não produz hematomas visíveis, mas pode produzir profundas cicatrizes emocionais.
Vivemos a era da comparação permanente. Todos os dias, milhões de meninas e mulheres são expostas a filtros digitais, corpos modificados, padrões estéticos inalcançáveis, culto à juventude e mensagens explícitas ou implícitas de que seu valor depende de sua aparência.
Criamos uma sociedade em que muitas mulheres olham para o espelho não para reconhecer sua identidade, mas para procurar seus defeitos. É a tirania da beleza.
Quando uma sociedade faz milhões de mulheres rejeitarem o próprio corpo, desprezarem suas características, temerem envelhecer e dependerem continuamente da aprovação externa para se sentirem valiosas, estamos diante de um fenômeno que podemos chamar metaforicamente de assassinato coletivo da autoestima.
Precisamos combater essa asfixia da saúde emocional feminina.
Desenvolveremos campanhas nacionais de valorização da diversidade humana e programas de educação emocional e uso saudável das redes sociais.
Nas escolas, promoveremos ações educativas sobre:
• Autoestima e identidade;
• Comparação social;
• Pensamento crítico diante das redes sociais;
• Filtros e manipulação digital de imagens;
• Respeito ao próprio corpo;
• Prevenção do bullying e cyberbullying;
• Valorização das diferenças;
• Saúde emocional.
Também estimularemos maior transparência e responsabilidade das plataformas digitais em relação a conteúdos potencialmente prejudiciais a crianças e adolescentes, dentro dos parâmetros constitucionais e legais.
8. PROTEÇÃO EMOCIONAL DE MENINAS E ADOLESCENTES
Precisamos olhar especialmente para nossas meninas. A adolescência sempre foi um período de construção da identidade, mas as novas gerações atravessam essa fase expostas a uma quantidade inédita de comparações, julgamentos e estímulos.
Curtidas transformaram-se em sinais de aprovação, seguidores tornaram-se símbolos de popularidade e filtros alteram rostos e corpos.
Algoritmos podem repetir incessantemente conteúdos associados à aparência, ao corpo e ao comportamento. E uma adolescente ainda em processo de formação emocional pode acreditar que aquela realidade artificial representa o mundo real.
Desenvolveremos políticas de educação emocional e cidadania digital envolvendo escolas, famílias, profissionais da saúde e sociedade civil, com estratégias de prevenção ao sofrimento emocional, automutilação, bullying, cyberbullying e outras situações de vulnerabilidade.
Queremos formar jovens capazes de utilizar a tecnologia sem se tornarem emocionalmente escravizados por ela.
9. EDUCAÇÃO PARA O RESPEITO E CULTURA DE PAZ
O feminicídio é o estágio extremo de um processo de violência que frequentemente começou muito antes. Começou no controle, na humilhação, no ciúme transformado em posse, na incapacidade de aceitar um “não”, na ideia de que amar alguém significa controlá-lo.
Por isso, a prevenção da violência também precisa começar muito antes.
Desenvolveremos programas educacionais voltados ao respeito mútuo, à dignidade humana, à cultura de paz, à resolução pacífica de conflitos, à prevenção da violência e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Meninos precisam aprender que força não significa violência e as meninas precisam aprender que amor não significa submissão. Todos precisam compreender que ninguém é propriedade de ninguém.
10. MULHERES NOS ESPAÇOS DE PODER E DECISÃO
O Brasil possui mulheres extraordinariamente qualificadas nas universidades, empresas, ciência, empreendedorismo, administração pública e carreiras jurídicas.
Precisamos ampliar as oportunidades para que essas mulheres também ocupem os mais altos espaços de decisão do país.
Promoveremos políticas de valorização e incentivo à participação feminina em posições estratégicas de liderança nos setores público e privado.
No âmbito das competências constitucionais da Presidência da República, assumimos o compromisso de priorizar mulheres altamente qualificadas nas indicações para vagas que venham a surgir no Supremo Tribunal Federal, sempre observados os requisitos constitucionais para o exercício do cargo.
A indicação de mulheres para o STF não representa concessão ou favor. O Brasil possui inúmeras juristas com formação, experiência, competência e notável saber jurídico para ocupar a mais alta Corte do país.
A presença feminina nos mais elevados espaços institucionais também transmite uma mensagem poderosa às novas gerações: não existem lugares que uma menina brasileira não possa sonhar em ocupar.
UM PACTO NACIONAL PELAS MULHERES
O Projeto de Estado Mulheres Vivas não pretende criar privilégios, mas enfrentar a desigualdades e proteger vidas.
Queremos um Brasil em que nenhuma mulher seja assassinada porque decidiu terminar um relacionamento. Um Brasil em que nenhuma mulher permaneça ao lado de um agressor porque não consegue sustentar seus filhos. Onde uma profissional que não precise demonstrar duas vezes sua competência para conquistar as mesmas oportunidades. Onde uma empreendedora não seja penalizada economicamente simplesmente por ser mulher.
Um Brasil em que meninas não cresçam odiando o próprio corpo porque nunca conseguirão se parecer com imagens que sequer são reais e que envelhecer não seja motivo de vergonha, mas testemunho de uma história vivida.
Proteger as mulheres significa proteger mães, filhas, profissionais, empreendedoras, cientistas, educadoras, trabalhadoras, líderes e milhões de brasileiras que ajudam diariamente a construir este país.
Queremos mulheres vivas, livres, respeitadas, economicamente independentes, emocionalmente saudáveis e protagonistas da própria história.
Este não será apenas um programa de governo, mas um Projeto de Estado para as mulheres e para o futuro do Brasil.
PROJETO 4 - SECRETARIA EXECUTIVA (OU NOVO MINISTÉRIO) DO
EMPREENDEDORISMO E DA ECONOMIA DISTRIBUÍDA
10 milhões de Microempresas: mais Empreendedorismo, mais oportunidades, mais Brasil.
Transformar o Brasil em uma das nações mais empreendedoras do planeta: um projeto para prevenir a epidemia do desemprego na era da inteligência artificial e da robótica.
1. UMA NOVA CRISE SILENCIOSA: A EPIDEMIA DO DESEMPREGO
A humanidade está entrando em uma nova era. Não é uma mudança gradual, mas uma ruptura estrutural. A inteligência artificial e a robótica não estão apenas transformando profissões — estão redesenhando o próprio conceito de trabalho.
As grandes empresas, que são fundamentais para o desenvolvimento econômico, estão se tornando cada vez mais técnicas, automatizadas, eficientes. Elas produzem mais com menos pessoas. Isso é inevitável, irreversível e, em muitos aspectos, positivo. Mas há um efeito colateral silencioso e perigoso: a substituição em massa da força de trabalho humana.
Estamos diante de uma nova epidemia. Não é viral, mas é social. Não ataca o corpo, mas atinge a dignidade, a autoestima e o sentido de existência.
A epidemia do desemprego estrutural.
2. A VACINAÇÃO SOCIAL: PREVENIR ANTES DE REMEDIAR
Quando uma epidemia se inicia, a vacinação é essencial. Ainda que haja resistência, ainda que muitos subestimem o risco, a história mostra que prevenir salva milhões de vidas. Da mesma forma, diante da epidemia do desemprego na nova economia, precisamos de uma vacinação mental, educacional e econômica.
Não podemos esperar o colapso para agir.
Precisamos preparar a população para:
• Pensar como empreendedora;
• Agir com autonomia;
• Reinventar-se continuamente;
• Gerir sua emoção diante das perdas e das mudanças.
A gestão da emoção será tão importante quanto qualquer política econômica. Sem ela, o indivíduo sucumbe ao medo, à ansiedade e à desistência. Com ela, transforma crises em oportunidades.
3. A TESE CENTRAL: FRAGMENTAR PARA INCLUIR
As grandes corporações continuarão crescendo. Elas são necessárias. Elas estruturam a economia, geram tecnologia, produzem escala, mas não podem ser o único eixo de geração de renda.
Precisamos de uma nova arquitetura econômica: uma economia distribuída, fragmentada em milhões de unidades produtivas. Fragmentar não é enfraquecer, é democratizar, é incluir. Uma economia concentrada gera eficiência e uma economia distribuída gera resiliência.
a) Os fundamentos psicológicos da fragmentação
O ser humano não nasceu para ser apenas executante. Ele tem dentro de si a necessidade de criar, decidir, construir, sonhar. Quando perde sua função produtiva, não perde apenas renda — perde identidade.
A ausência de trabalho gera:
• Ansiedade crônica
• Sensação de inutilidade
• Perda de autoestima
• Aumento de transtornos emocionais
• Retração social
Na linguagem da Teoria da Inteligência Multifocal, o “Eu” deixa de ser autor e passa a ser vítima do script social.
A fragmentação da economia devolve ao indivíduo:
• Protagonismo
• Sentido existencial
• Autonomia psicológica
• Capacidade de escrever sua própria história
Empreender não é apenas uma atividade econômica, é uma reconstrução da identidade.
a) Os fundamentos econômicos da fragmentação
Uma economia baseada em poucos grandes empregadores é vulnerável. Quando esses empregadores automatizam, milhões são afetados simultaneamente. Já uma economia com milhões de micro e pequenos empreendedores:
• Dilui o risco sistêmico
• Aumenta a capilaridade produtiva
• Fortalece o consumo local
• Gera inovação descentralizada
• Reduz a dependência do Estado
Além disso, a tecnologia que destrói empregos pode ser a mesma que cria novos negócios. A inteligência artificial e a robótica, quando concentradas, excluem.
Quando democratizadas, incluem.
4. USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL A FAVOR DOS PEQUENOS
O erro não está na tecnologia, mas na sua concentração. Precisamos transformar cada micro e pequena empresa em uma unidade produtiva altamente eficiente.
Um pequeno empreendedor, com acesso à inteligência artificial, pode:
• Automatizar processos
• Reduzir custos
• Aumentar produtividade
• Competir com estruturas maiores
Assim, a tecnologia deixa de ser uma ameaça e se torna uma aliada.
5. A PROPOSTA: MINISTÉRIO DO EMPREENDEDORISMO
Um ministério para preparar o país para a nova economia. Não apenas com crédito, mas com formação, estrutura e transformação mental.
a) Os 10.000 Clubes de Empreendedorismo
Cada escola, universidade, igreja e comunidade terá um núcleo ativo. Esses clubes serão espaços de:
• Formação prática;
• Troca de experiências;
• Mentoria com empresários locais;
• Criação de negócios reais.
b) A Escola de Empreendedorismo
Conteúdos essenciais:
• Gestão da emoção aplicada ao empreendedorismo;
• Gestão financeira;
• Estratégias de crescimento;
• Metas e execução;
• Adaptação à nova economia.
c) O Banco do Empreendedor
Democratizar o capital é democratizar oportunidades.
• Crédito De Até R$ 20.000,00;
• Juros Civilizados (5% a 6% ao ano);
• Foco Em Início Rápido.
Cada clube receberá crédito para o desenvolvimento de suas atividades.
d) O PAPEL DO SEBRAE
Será elevado a um novo patamar: um centro estratégico de formação, acompanhamento e segurança do empreendedorismo nacional.
e) A FONTE DE RECURSOS
Parte dos lucros das empresas em que a União possui participação será direcionada para políticas públicas voltadas ao empreendedorismo. Transformar uma riqueza concentrada em uma riqueza distribuída. Usar a energia que polui para gerar impacto social que transforma.
f) O BOLSA FAMILIA
O Bolsa família ama a pobreza, mas não ama os podres, pois os perpetuam na pobreza. Na nova economia o Bolsa Família será muitíssimo valorizado não como paternalismo do governo, mas como renda geral para impulsionar o empreendedorismo e a renda familiar. Como assim? Toda família beneficiada com
Bolsa Família não será punida se assinar a carteira ou se abrir uma microempresa, por determinado tempo. Ao contrário, serão premiados, com incentivos e juros mais baixos.
Bem-vindos ao Ministério Revolucionário do empreendedorismo e da economia distribuída!
g) OS 100 TIPOS DE PROFISSÕES — A BASE DA TRANSIÇÃO
Precisamos preparar médicos, advogados, dentistas, fisioterapeutas, profissionais de escritório, trabalhadores industriais e de serviços para uma nova mentalidade.
Estrutura dos 100 caminhos profissionais para a nova economia:
Saúde e bem-estar:
1. Consultor de saúde preventiva
2. Gestor de clínicas populares
3. Terapeuta integrativo
4. Reabilitação domiciliar
5. Cuidador especializado
6. Fisioterapia domiciliar
7. Nutrição personalizada
8. Educação física personalizada
9. Suporte a idosos
10. Saúde ocupacional
Educação e conhecimento:
11. Mentor educacional
12. Criador de cursos digitais
13. Tutor
14. Educador independente
15. Reforço escolar
16. Ensino técnico
17. Ensino profissionalizante
18. Consultor pedagógico
19. Produtor de conteúdo educacional
20. Gestor de plataformas educacionais
Economia digital:
21. Gestor de redes sociais
22. Criador de conteúdo
23. E-commerce
24. Marketing digital
25. Copywriter
26. Editor de vídeo
27. Designer digital
28. Gestor de tráfego
29. Analista básico de dados
30. Suporte digital
Serviços locais:
31. Manutenção residencial
32. Eletricista
33. Encanador
34. Pintor
35. Alimentação artesanal
36. Delivery local
37. Lavanderia
38. Limpeza especializada
39. Mobilidade local
40. Logística urbana
Estética e imagem:
41. Estética feminina
42. Estética masculina
43. Cabeleireiro
44. Barbeiro
45. Maquiagem
46. Consultor de imagem
47. Estética natural
48. Estética domiciliar
49. Cuidados pessoais
50. Bem-estar estético
Tecnologia acessível:
51. Suporte técnico
52. Manutenção de computadores
53. Automação simples
54. Instalação de sistemas
55. Segurança digital básica
56. Assistência tecnológica
57. Redes domésticas
58. Suporte a pequenas empresas
59. Integração digital
60. Manutenção de equipamentos
Economia criativa:
61. Designer
62. Artesanato
63. Fotografia
64. Vídeo
65. Música
66. Produção cultural
67. Criação artística
68. Ilustração
69. Produção de eventos
70. Conteúdo criativo
Agro e sustentabilidade:
71. Hortas urbanas
72. Produção orgânica
73. Agroindústria artesanal
74. Reciclagem
75. Compostagem
76. Energia solar local
77. Pequenos produtores
78. Irrigação inteligente
79. Produção rural diversificada
80. Agricultura urbana
Serviços empresariais:
81. Consultor financeiro
82. Gestão de pequenos negócios
83. Vendas
84. Marketing local
85. Planejamento estratégico
86. Contabilidade simplificada
87. Consultoria administrativa
88. Gestão de processos
89. Apoio a MEIs
90. Formalização empresarial
Novas demandas sociais
91. Cuidador de idosos
92. Apoio emocional básico
93. Mediador de conflitos
94. Orientador familiar
95. Gestor comunitário
96. Inclusão digital
97. Treinamento comportamental
98. Suporte a jovens
99. Requalificação profissional
100. Facilitador comunitário
Não podemos impedir a automação, mas podemos multiplicar empreendedores.
Não podemos impedir o avanço da tecnologia, mas podemos decidir quem será beneficiado por ela. Se nada fizermos, ela concentrará renda e ampliará desigualdades. Se formos inteligentes, ela será a maior ferramenta de inclusão da história. O maior erro da sociedade não é errar — é não se preparar. E a nova economia não perdoará os despreparados.
Não basta proteger empregos. É preciso formar autores de oportunidades.
Não basta reagir à crise. É preciso antecipá-la. Não basta sobreviver à nova economia. É preciso liderá-la.
O Brasil deve se tornar a nação mais empreendedora do mundo e se preparar para surfar na onda da inteligência artificial e da robótica e não ser afogado no tsunami que ocorrerá nos próximos anos… Líderes são aqueles que se antecipam aos problemas e se prepararam para suportá-los. Assim como as vacinas podem produzir proteção em massa, a vacina econômica do novo ministério do Empreendedorismo e da Economia distribuída poderá proteger a nossa sociedade nos próximos anos… estamos preparados?
PROJETO 5 - COMUNIDADES EMPREENDEDORAS DO BRASIL
Da posse ao patrimônio. Do conhecimento ao crédito. Do auxílio à autonomia.
O Brasil não pode continuar tratando as favelas e comunidades urbanas apenas como territórios de carência. Elas são também territórios de criatividade, trabalho, comércio, empreendedorismo e enorme potencial econômico.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, aproximadamente 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas e comunidades urbanas, distribuídos em mais de 12 mil comunidades.
São milhões de famílias que movimentam a economia todos os dias, mas muitas ainda convivem com insegurança fundiária, infraestrutura insuficiente, dificuldade de acesso ao crédito e pouca formação empresarial.
O Projeto Comunidades Empreendedoras do Brasil propõe uma transformação estrutural baseada em quatro pilares:
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA + ESCOLA DO EMPREENDEDOR + BANCO DO
EMPREENDEDOR + URBANIZAÇÃO 4.0.
Não queremos simplesmente entregar benefícios. Queremos entregar ferramentas para que milhões de brasileiros construam autonomia, patrimônio e prosperidade.
1. CASA É PATRIMÔNIO
Programa Nacional de Regularização Fundiária.
A primeira transformação será jurídica e patrimonial.
O objetivo será acelerar a regularização das moradias utilizando a legislação da
REURB, simplificando procedimentos e estabelecendo uma grande cooperação entre União, Estados, municípios, cartórios, universidades, conselhos profissionais e comunidades.
Será criado o Mapa Nacional da Regularização Fundiária, identificando comunidade por comunidade e imóvel por imóvel.
Tecnologias como drones, imagens de satélite, georreferenciamento, inteligência artificial e bases cadastrais integradas poderão reduzir enormemente o tempo necessário para levantamento e documentação.
A tecnologia auxiliará o processo, mas decisões que afetem direitos das famílias terão supervisão humana e jurídica.
META: Regularizar até 5 milhões de moradias em dez anos. Isso significa aproximadamente: 500 mil famílias por ano.
O programa dará prioridade às famílias de menor renda e aos territórios que apresentem condições jurídicas e urbanísticas para regularização mais rápida.
Nos locais de risco geológico, ambiental ou estrutural grave, a prioridade será preservar vidas e encontrar soluções habitacionais adequadas.
O princípio será: REGULARIZAR SEM EXPULSAR E URBANIZAR SEM DESTRUIR A
IDENTIDADE DA COMUNIDADE.
2. O TÍTULO NÃO SERÁ APENAS UM PAPEL
A regularização transforma uma posse insegura em um patrimônio juridicamente protegido. Entretanto, cometeríamos um erro se imaginássemos que apenas entregar escrituras resolveria a pobreza.
O título precisa estar acompanhado de educação, infraestrutura, acesso ao mercado e oportunidades econômicas. Por isso, a família que receber a regularização terá acesso aos outros pilares do programa.
A moradia regularizada não será automaticamente exigida como garantia para os pequenos empréstimos do Banco do Empreendedor.
Não queremos que uma família coloque sua casa em risco para abrir uma pequena empresa. Queremos transformar patrimônio em segurança, e segurança em liberdade para empreender.
3. ESCOLA DO EMPREENDEDOR
O Brasil precisa ensinar milhões de pessoas não apenas a procurar emprego, mas também a criar trabalho, renda e empresas.
Será criada a Escola do Empreendedor, com presença nas comunidades participantes do programa.
Não construiremos milhares de prédios desnecessariamente. Utilizaremos estruturas existentes: escolas públicas no período noturno e nos finais de semana, universidades, institutos federais, centros comunitários e instituições parceiras.
Poderão participar também entidades privadas e organizações da sociedade civil que cumpram critérios técnicos e de transparência.
Os cursos de formação poderão incluir:
• Empreendedorismo e elaboração de modelos de negócio;
• Educação financeira;
• Fluxo de caixa e formação de preços;
• Marketing digital;
• Comércio eletrônico;
• Vendas e atendimento ao consumidor;
• Inteligência artificial aplicada ao pequeno negócio;
• Abertura e administração de mei e microempresa;
• Cooperativismo;
• Liderança;
• Gestão da emoção;
• Negociação;
• Prevenção ao superendividamento;
• Capacitação profissional e técnica.
META: Formar 5 milhões de brasileiros em dez anos, aproximadamente 500 mil por ano.
O princípio será: ANTES DE EMPRESTAR DINHEIRO, VAMOS EMPRESTAR
CONHECIMENTO.
4. BANCO DO EMPREENDEDOR
Depois do conhecimento, virá o crédito.
Milhões de brasileiros possuem ideias, talento e disposição para trabalhar, mas não conseguem obter capital a juros compatíveis com um pequeno negócio.
Será estruturado o Banco do Empreendedor, preferencialmente como plataforma nacional de crédito produtivo operada em parceria com instituições financeiras, cooperativas de crédito, bancos públicos, fintechs e agentes locais.
Não queremos criar uma gigantesca estrutura burocrática, mas construir uma grande rede nacional de financiamento produtivo.
CRÉDITO PROGRESSIVO
O empreendedor não começará necessariamente recebendo R$ 20 mil.
Poderá existir uma escada de crédito:
• 1ª etapa — até R$ 2 mil
• 2ª etapa — até R$ 5 mil
• 3ª etapa — até R$ 10 mil
• 4ª etapa — até R$ 20 mil
O empreendedor que demonstrar utilização produtiva do recurso e bom histórico de pagamento poderá avançar progressivamente. O objetivo será construir histórico financeiro, reduzir inadimplência e aumentar a responsabilidade no uso do dinheiro.
O crédito poderá financiar máquinas, equipamentos, ferramentas, tecnologia, estoque inicial e capital de giro produtivo, segundo regras próprias de cada linha.
META: Financiar pelo menos 2 milhões de pequenos empreendedores e negócios em dez anos.
5. FUNDO NACIONAL DO EMPREENDEDOR
O Banco do Empreendedor poderá começar com um fundo na ordem de: R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões. Esse dinheiro não será necessariamente gasto e perdido.
Grande parte funcionará como capital rotativo.
O empreendedor recebe, produz, paga o financiamento e o dinheiro retorna para financiar outro brasileiro.
Uma parcela do fundo poderá funcionar como garantia para multiplicar a capacidade de crédito por meio do sistema financeiro.
O governo assumirá apenas parte dos riscos, mantendo incentivos para que as instituições financeiras façam análise responsável das operações.
6. COMUNIDADE 4.0
Urbanização e infraestrutura.
Não basta entregar escritura onde falta esgoto, abrir empresas onde enchentes destroem estabelecimentos ou ensinar inteligência artificial se a comunidade não possui conectividade adequada.
Os projetos poderão envolver:
• Saneamento básico;
• Água potável;
• Drenagem;
• Pavimentação;
• Iluminação pública;
• Contenção de encostas;
• Prevenção de enchentes;
• Conectividade digital;
• Melhoria habitacional;
• Recuperação ambiental;
• Mobilidade e acessibilidade;
• Espaços comunitários.
Cada território receberá um diagnóstico próprio. Uma pequena comunidade consolidada não pode receber o mesmo tratamento de um enorme complexo urbano.
7. DEMOCRACIA COMUNITÁRIA
Nenhum projeto será simplesmente imposto de Brasília. Será criado em cada território participante um Conselho Comunitário de Transformação, com participação dos moradores e representação plural da comunidade.
Antes de grandes intervenções haverá diagnóstico técnico, apresentação pública do projeto, mecanismos de participação dos moradores, transparência dos custos e canais de contestação.
Os moradores precisam conhecer o que será feito, quanto custará, quem executará, quando ficará pronto e quem fiscalizará.
Sempre que tecnicamente possível, será priorizada a urbanização da própria comunidade.
Remoções deverão ser excepcionais, especialmente nos casos de risco comprovado ou impossibilidade técnica, respeitando direitos, devido processo e soluções habitacionais adequadas.
8. PROTEÇÃO CONTRA ESPECULAÇÃO E FRAUDES
Existe um risco que precisa ser enfrentado. Quando o Estado regulariza, urbaniza e melhora determinada região, o imóvel pode valorizar rapidamente.
Uma família vulnerável pode ser pressionada a vender sua casa por um valor aparentemente elevado e, poucos anos depois, voltar a viver em outra ocupação informal.
O programa terá, portanto, educação patrimonial e financeira, assistência jurídica contra fraudes e mecanismos legais adequados às diferentes modalidades de regularização.
Nosso objetivo não é impedir que alguém venda aquilo que legitimamente lhe pertence. É impedir que a falta de conhecimento transforme uma política de inclusão patrimonial em instrumento de especulação contra os próprios moradores.
9. TRANSPARÊNCIA TOTAL
Todo o programa deverá funcionar com transparência digital.
Cada comunidade terá um painel público mostrando: valor destinado; obras contratadas; empresas responsáveis; cronograma; percentual executado; recursos liberados e resultados alcançados.
Os contratos serão integrados aos mecanismos de controle existentes.
Inteligência artificial poderá ajudar a identificar superfaturamento, empresas relacionadas, atrasos injustificados, alterações suspeitas de contratos e outras anomalias.
A população será fiscal do programa.
10. CUSTO ESTIMADO PARA DEZ ANOS
Para planejamento inicial, podemos trabalhar com quatro grandes blocos:
• Regularização fundiária: aproximadamente R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões.
• Urbanização, infraestrutura e melhorias habitacionais: aproximadamente R$
100 bilhões a R$ 200 bilhões.
• Escola do Empreendedor e assistência técnica: aproximadamente R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões.
• Capitalização inicial do Fundo/Banco do Empreendedor: aproximadamente
R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões.
Teríamos, portanto, uma ordem de grandeza de: R$ 145 bilhões a R$ 280 bilhões em dez anos. Entretanto, essa cifra não deve ser confundida integralmente com gasto orçamentário.
Parte relevante corresponde ao fundo de crédito, cujo capital retorna à medida que os financiamentos são pagos.
Além disso, os investimentos poderão ser divididos entre União, Estados, municípios, fundos existentes, bancos públicos, instituições financeiras, setor privado e organismos multilaterais.
A estimativa definitiva somente poderá ser produzida após o levantamento nacional dos territórios e a elaboração dos respectivos projetos executivos.
11. EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS
O Brasil não precisa começar do zero.
Podemos estudar experiências internacionais e brasileiras bem-sucedidas, adaptando-as às nossas dimensões continentais.
➢ PERU — FORMALIZAÇÃO FUNDIÁRIA
O programa COFOPRI mostrou que processos de regularização podem ganhar escala quando burocracias são simplificadas e procedimentos padronizados.
Lição: simplificar e titular.
➢ MEDELLÍN — INTEGRAÇÃO URBANA
A experiência colombiana mostrou a importância de conectar comunidades vulneráveis ao restante da cidade por transporte, infraestrutura, equipamentos públicos e transformação urbana.
Lição: integrar.
➢ TAILÂNDIA — BAAN MANKONG
O programa colocou as próprias comunidades no centro de muitos processos de melhoria habitacional e segurança da posse.
Lição: ouvir e construir com os moradores.
➢ BRASIL — COMUNIDADE-URBANIZAÇÃO
Experiência do Rio de Janeiro tornou-se referência de tentativa de integrar assentamentos informais à estrutura urbana, investindo em infraestrutura e equipamentos em vez de considerar simplesmente a remoção das comunidades.
Lição: urbanizar.
O Projeto Comunidades Empreendedoras acrescentará outro elemento:
EMPREENDEDORISMO EM MASSA.
PROJETO 6 - BRASIL OÁSIS: REVOLUÇÃO NO SEMIÁRIDO.
A revolução do semiárido, da agricultura familiar e da segurança alimentar
O Semiárido brasileiro já não ser tratado apenas como 12% do território. Na delimitação mais recente, ele abrange 1.477 municípios, cerca de 1,335 milhão de km² e 15,3% do território nacional, com algo em torno de 31 milhões de habitantes.
Ou seja: não é uma periferia do Brasil; é uma fronteira nacional de segurança hídrica, alimentar, social e exportadora.
Também vale confirmar o número da agricultura familiar: o dado mais sólido continua sendo cerca de 3,9 milhões de estabelecimentos, equivalentes a 77% das unidades agropecuárias do país. Eles ocupam cerca de 23% da área agrícola e concentram a maior parte dos postos de trabalho no campo.
Na fruticultura, o contraste internacional realmente chama atenção. O Brasil exportou em 2024 pouco mais de US$ 1,287 bilhão em frutas, enquanto o Peru fechou 2024 com algo acima de US$ 7,6 bilhões em frutas e hortaliças, chegando a mais de US$ 8,2 bilhões em algumas consolidações de escopo semelhante. Não é uma comparação perfeita item por item, mas ela confirma sua intuição: o Brasil tem escala territorial, água, luminosidade e mercado para exportar muito mais do que exporta hoje.
Há outro ponto essencial: Israel deve ser tratado como modelo de tecnologia, gestão da água e produtividade por gota, não como modelo de volume bruto de produção de alimentos. Mais de metade do território israelense é desértico, o país reutiliza mais de 87% do efluente tratado na agricultura e se tornou referência mundial em dessalinização, reuso e irrigação de precisão. Ao mesmo tempo, Israel continua sendo importador líquido de alimentos. A lição para o Brasil não é copiar a escala israelense, mas tropicalizar sua inteligência hídrica, sua fertirrigação, sua pesquisa aplicada e sua agricultura de altíssimo valor por hectare.
Além disso, o Brasil já possui base para dar esse salto. A ANA informa que o país tem aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação e potencial de chegar a 55 milhões de hectares, desde que a expansão ocorra com segurança hídrica, energia, armazenagem e governança. Em outras palavras: há espaço real
para expandir irrigação, mas ela precisa ser inteligente, regionalizada e casada com reservação, reuso, microaçudes, poços sustentáveis e monitoramento digital.
Quatro eixos com nomes fortes:
1) Oásis do Semiárido - Transformação hídrica, frutícola, hortícola e agroindustrial do Semiárido nordestino e do Norte de Minas.
2) Raízes do Brasil - Programa nacional para turbinar os 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar com crédito civilizado, assistência técnica, irrigação, cultivo protegido, cooperativismo e acesso a mercado.
3) Safra de Gigantes - Frente de expansão da agricultura empresarial, irrigada e exportadora, com capital nacional e internacional, seguro rural robusto, juros competitivos e metas de dobrar a produção agropecuária em 8 a 10 anos.
4) Brasil Proteína 10.000 - Plano nacional para instalar ou atrair 10 mil agroindústrias e clusters de proteína animal, leite, ovos, pescado e processamento regionalizado.
O Semiárido brasileiro não pode mais ser tratado como território da resignação. Ele deve ser tratado como território da reinvenção. O que para muitos foi símbolo de escassez, deve se tornar símbolo de inteligência produtiva. O Nordeste e o Norte de
Minas podem ser reposicionados como uma das maiores plataformas tropicais de fruticultura irrigada, horticultura protegida, cacau do serrado, cafeicultura adaptada, proteína animal regionalizada e agroindústria exportadora do planeta.
O Brasil precisa abandonar a visão assistencialista do Semiárido e adotar uma visão estratégica. Não se trata apenas de levar água, mas de levar renda. Não se trata apenas de combater a seca, mas de construir prosperidade. Não se trata apenas de apoiar o pequeno produtor, mas de transformá-lo em microempreendedor rural, fornecedor de alimentos de qualidade, integrante de cooperativas fortes e elo ativo das cadeias nacionais e internacionais.
Primeira revolução começa pela água. O Vale do São Francisco deve continuar sendo uma âncora, mas a estratégia não pode se limitar às áreas banhadas por grandes rios. O novo modelo deve combinar barragens inteligentes, pequenos reservatórios, cisternas produtivas, armazenamento de água de chuva, perfuração criteriosa de poços, adutoras regionais, dessalinização onde couber, reuso de água e irrigação de precisão. Israel mostrou ao mundo que a agricultura do futuro não
depende apenas de mais água, mas de melhor gestão da água. O Brasil precisa tropicalizar essa lição para a escala continental do Semiárido. 
Segunda revolução é tecnológica. O Brasil deve convidar Israel para liderar um eixo de irrigação de precisão, fertirrigação, sensores, reuso e preparo de solo. Deve convidar a China para liderar um eixo de mecanização leve, drones, automação, inteligência artificial, miniusinas, energia solar rural e máquinas acessíveis ao pequeno e médio agricultor. E deve estruturar um grande programa de coinvestimento com fundos soberanos e fundos estratégicos do Golfo, como Arábia
Saudita e Abu Dhabi, para infraestrutura hídrica, packing houses, centrais de frio, agroindústrias, genética animal e plataformas exportadoras.
Terceira revolução é produtiva. O Brasil precisa multiplicar por dez a sua exportação de frutas ao longo dos próximos oito anos. Hoje o contraste com o Peru é eloquente. O Peru, com território muito menor e amplas zonas áridas, construiu uma máquina de agroexportação muito mais eficiente em frutas e hortaliças. O
Brasil não precisa invejar o Peru; precisa superá-lo. Mas só fará isso se parar de exportar potencial e passar a exportar estratégia.
Essa transformação deve priorizar seis cadeias no Semiárido e em suas áreas de influência: manga, uva, melão, limão e cítricos adaptados, hortaliças de alto valor e cacau em zonas tecnicamente aptas com irrigação e sombreamento planejado. A elas se somam o café de nicho em áreas de altitude e a plasticultura, isto é, o cultivo protegido com estufas, telados, túneis e manejo plástico, que a própria Embrapa reconhece como instrumento de segurança de produção, qualidade e regularidade de oferta.
Quarta revolução é social e fundiária. A reforma agrária precisa deixar de ser vista apenas como agenda fundiária e passar a ser tratada, em parte, como projeto de segurança nacional alimentar e de empreendedorismo rural. Assentamentos e pequenas propriedades podem se transformar em cinturões de frutas, legumes, verduras, ovos, leite, aves, caprinos, ovinos e pescado próximos às cidades, reduzindo custo logístico, melhorando a nutrição urbana e criando centenas de milhares de microempreendedores num tempo em que a inteligência artificial e a robótica pressionarão fortemente o mercado de trabalho.
Quinta revolução é financeira. O campo brasileiro não pode prosperar com juros incompatíveis com o ciclo biológico da produção. Com a Selic hoje em 14,75% ao ano, não faz sentido exigir que o agricultor suporte crédito caro e ainda carregue o risco climático sozinho. O país precisará de crédito rural de longo prazo, fundo garantidor, seguro rural em escala, linhas indexadas a dólar para cadeias exportadoras e um spread muito mais civilizado para a agricultura familiar e empresarial.
Sexta revolução é industrial. Não basta produzir; é preciso processar. Por isso eu criaria o Brasil Proteína 10.000, um programa para atrair ou instalar 10 mil agroindústrias em oito anos, com prioridade para frango, suinocultura, bovinocultura, caprinocultura, ovinocultura, piscicultura e bacias leiteiras. Cada cluster precisará nascer com energia, água, sanidade, inspeção, genética, ração, frigorificação, logística e mercado comprador. O Semiárido não deve ser apenas celeiro de matéria-prima; deve ser polo de valor agregado.
Sétima revolução é diplomática e comercial. As embaixadas brasileiras precisam se tornar braços ativos de vendas, inteligência comercial, abertura sanitária, promoção da marca país e atração de investidores. O Itamaraty deve continuar sendo Ministério das Relações Exteriores, mas com musculatura de Ministério de
Conexão Comercial do Brasil com o mundo. Em cada embaixada estratégica, eu criaria uma unidade de agrointeligência exportadora para abrir mercados para frutas, proteínas, cafés especiais, cacau e agroindústria tropical.
1. METAS DE ESTADO
• Dobrar a produção total de alimentos do Brasil em 8 a 10 anos, com expansão baseada em produtividade, irrigação, tecnologia e agroindustrialização.
• Multiplicar por 10 a receita de exportações brasileiras de frutas.
• Transformar o Semiárido em maior plataforma tropical de agricultura irrigada e cultivo protegido do hemisfério sul.
• Turbinar os 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar com crédito, assistência técnica, irrigação simplificada, energia solar, cooperativismo e acesso a mercados.
• Instalar 10 mil agroindústrias e clusters de proteína animal e leite em oito anos.
• Criar cinturões verdes e de proteína ao redor das médias e grandes cidades do
Nordeste e do Norte de Minas.
• Atrair capital internacional para irrigação, reservação, packing houses, centros logísticos, câmaras frias e agroindústria.
Onde muitos veem seca, o Brasil verá ciência. Onde muitos veem pobreza, o
Brasil verá empreendedorismo. Onde muitos veem limitação, o Brasil verá oásis produtivos.
O Semiárido não será mais lembrado como geografia da escassez, mas como a geografia da inteligência, da água bem governada, da dignidade produtiva e da nova prosperidade brasileira.
PROJETO 7 - BEE: BRASIL EMPREENDEDOR NAS ESTRADAS - UMA REVOLUÇÃO
TURÍSTICA E ECONÔMICA NA MALHA RODOVIÁRIA BRASILEIRA
Transformando estradas seguras e corredores de prosperidade
1. ESTRADAS SEGURAS QUE PRESERVAM A VIDA
O Brasil construiu ao longo de décadas uma enorme malha rodoviária que conecta pessoas e mercadorias. Contudo, essas mesmas estradas, por omissão do estado, ceifam vidas preciosas, causando dor nas famílias brasileiras.
Propomos duplicação das principais rodovias.
2. CORREDORES DA PROSPERIDADE
O Brasil atravessa uma transição histórica silenciosa e irreversível. A inteligência artificial, a robótica e a automação avançada transformarão profundamente o mercado de trabalho nas próximas décadas, eliminando milhões de empregos tradicionais, especialmente aqueles baseados em atividades repetitivas e previsíveis.
Diante dessa realidade, este projeto não é apenas econômico. É preventivo, estrutural e civilizatório.
Precisamos preparar o Brasil para uma nova economia, na qual o emprego formal deixará de ser o único eixo de inclusão social. Devemos substituir a cultura da dependência pela cultura do empreendedorismo acessível, distribuído e inteligente.
Ao mesmo tempo, o Brasil possui uma das maiores malhas rodoviárias do mundo.
Embora não tenhamos conseguido desenvolver uma infraestrutura ferroviária compatível com nossas dimensões continentais, podemos transformar essa limitação em uma grande oportunidade.
Se nossas estradas transportam pessoas e mercadorias, elas também podem transportar desenvolvimento, renda e esperança.
O Projeto BEE integra o plano nacional de formação de 10 milhões de microempreendedores nos próximos anos, transformando a malha rodoviária brasileira em um grande corredor de prosperidade.
2. O CONCEITO DO PROJETO BEE
Implantar polos organizados de empreendedorismo ao longo das rodovias brasileiras, formando uma rede nacional de comércio popular estruturado, seguro, padronizado e integrado ao desenvolvimento regional, por exemplo a cada dez a quinze quilômetros.
Cada polo funcionará como um microecossistema econômico capaz de fortalecer a agricultura familiar, incentivar a produção local, impulsionar o turismo e gerar milhares de oportunidades de trabalho e renda.
3. ESTRUTURA DOS POLOS
• Implantação de polos nas principais rodovias;
• Unidades comerciais padronizadas por polo;
• Energia solar;
• Banheiros compartilhados;
• Estacionamento seguro;
• Acessibilidade;
• Sinalização integrada;
• Áreas de descanso para viajantes;
• Possibilidade de instalação de cabines antiestresse para redução dos riscos de acidentes.
As unidades poderão priorizar:
• Frutas regionais;
• Hortaliças;
• Agricultura orgânica;
• Alimentação;
• Artesanato;
• Produtos naturais;
• Bebidas regionais;
• Cultura local;
• Produtos agrícolas;
• Utensílios domésticos.
4. FORTALECIMENTO DA ECONOMIA LOCAL
O Projeto BEE priorizará:
• Agricultores familiares;
• Pequenos produtores;
• Produtores orgânicos;
• Artesãos;
• Empreendedores locais.
Além de gerar renda, o programa fortalecerá a identidade cultural brasileira, estimulará o turismo rodoviário e interiorizará o desenvolvimento econômico.
5. IMPLEMENTAÇÃO
O programa será desenvolvido por meio de Parcerias Público-Privadas.
Ao Governo caberá:
• Definir as áreas;
• Simplificar o licenciamento;
• Conceder incentivos fiscais;
• Regulamentar e fiscalizar o programa.
À iniciativa privada caberá:
• Construir os polos;
• Realizar a gestão operacional;
• Executar a manutenção.
Aos empreendedores caberá:
• Produzir;
• Comercializar;
• Desenvolver seus negócios.
6. FORMALIZAÇÃO SIMPLES E INCENTIVO AO EMPREENDEDOR
Será criado um mutirão nacional de formalização com:
• Licença em até 48 horas;
• Cadastro digital único;
• Fiscalização orientadora;
• Inclusão automática no Simples Nacional;
• Tributação reduzida;
• Benefícios para produtores próprios;
• Incentivos especiais para a agricultura familiar.
7. IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL
Na primeira etapa, o projeto prevê milhares de polos e centenas de milhares de unidades comerciais.
Na expansão nacional, poderá ultrapassar um milhão de barracas estruturadas, gerando milhões de empregos diretos e impactando positivamente cerca de dez milhões de brasileiros.
O Projeto BEE contribuirá para:
• Reduzir a pobreza;
• Interiorizar a economia;
• Fortalecer a agricultura familiar;
• Impulsionar o turismo;
• Reduzir a informalidade;
• Estimular a economia regional;
• Preparar o Brasil para os impactos da inteligência artificial.
8. MUITO MAIS QUE UM PROJETO ECONÔMICO
O Projeto BEE não trata apenas da geração de renda, mas da reconstrução da dignidade humana.
Na linguagem da Gestão da Emoção, o indivíduo deixa de ser espectador para tornar- se autor da própria história. Empreender não significa apenas abrir um negócio.
Significa recuperar o protagonismo, fortalecer o "Eu", desenvolver autonomia e transformar dificuldades em oportunidades.
Uma sociedade formada por protagonistas é mais saudável, mais resiliente e mais preparada para enfrentar as grandes transformações do século XXI.
9. UMA PROPOSTA PARA O BRASIL E PARA O MUNDO
O Brasil pode transformar suas estradas na maior rede de microempreendedorismo do planeta. Este modelo poderá inspirar outros países da América Latina, da África
e da Ásia, tornando-se uma referência mundial de desenvolvimento econômico distribuído, inclusão produtiva e empreendedorismo popular.
Não podemos impedir o avanço da inteligência artificial e da robótica, mas podemos decidir quem será beneficiado por elas.
O Projeto BEE representa uma nova forma de pensar o desenvolvimento nacional:
transformar infraestrutura em oportunidade, conhecimento em prosperidade e cidadãos em protagonistas.
Onde passa uma estrada, pode nascer uma oportunidade. Onde nasce um empreendedor, nasce um novo futuro para o Brasil.
PROJETO 8 - AGROINDÚSTRIA BRASIL
DO GRÃO À PROTEÍNA - 10 MIL AGROINDÚSTRIAS
Transformar o Brasil de celeiro do mundo em supermercado e agroindústria do mundo
O Brasil já demonstrou extraordinária competência para produzir milho, soja, carnes e inúmeros outros produtos agropecuários. Agora precisamos avançar ainda mais na cadeia produtiva. Não podemos nos contentar apenas em produzir e exportar grandes quantidades de matérias-primas. Precisamos transformar uma parcela crescente dessa produção dentro do próprio país, gerando empregos, renda, tecnologia e produtos de maior valor agregado.
A proposta é estimular a implantação e expansão de 10 mil pequenas, médias e grandes agroindústrias em todo o território nacional, criando uma nova era de industrialização do interior brasileiro.
1. 10 MIL AGROINDÚSTRIAS
Criar condições para a implantação, modernização e expansão de 10 mil agroindústrias, incluindo:
• Cooperativas agroindustriais.
• Pequenas agroindústrias familiares e regionais.
• Médias empresas de processamento.
• Grandes complexos agroindustriais.
• Frigoríficos e indústrias de alimentos.
• Fábricas de rações.
• Processadoras de milho e soja.
• Indústrias de leite e derivados.
• Processamento de frutas, café, cacau e outros produtos regionais.
A riqueza precisa permanecer mais tempo nas regiões onde é produzida.
2. 100 USINAS DE ETANOL DE MILHO
Um dos pilares desse projeto será estimular a implantação de 100 grandes usinas de etanol de milho, capazes, em conjunto e quando plenamente implantadas, de processar mais de 100 milhões de toneladas de milho por ano.
O milho deixará de ser visto apenas como grão. Ele poderá integrar uma cadeia econômica muito maior:
Milho → Etanol + Energia + DDGS → Proteína Animal → Alimentos de maior valor agregado.
3. DDGS E A REVOLUÇÃO DA PROTEÍNA ANIMAL
O processamento do milho para produção de etanol gera, entre seus coprodutos, o
DDGS, ingrediente de elevado teor proteico utilizado na alimentação animal.
Em torno das usinas poderão ser estimulados grandes centros integrados de proteína animal:
• Avicultura.
• Suinocultura.
• Bovinocultura.
• Fábricas de rações.
• Frigoríficos.
• Processamento de carnes.
• Produção de alimentos industrializados.
Em vez de transportar apenas milho por milhares de quilômetros, poderemos transformar parte crescente desse milho próximo às regiões produtoras e agregar sucessivas camadas de valor.
4. CENTROS DE PROTEÍNA ANIMAL EM TODO O BRASIL
Criar condições para o desenvolvimento de centros regionais de produção de proteína animal, aproveitando as vocações econômicas de cada região.
Teremos atenção especial ao Nordeste e ao MATOPIBA, ampliando a integração entre produção de grãos, energia, alimentação animal, criação e processamento de aves, suínos e bovinos.
A agroindústria poderá levar uma nova onda de industrialização para cidades médias e pequenas do interior brasileiro, diminuindo a concentração econômica nas grandes metrópoles.
5. DO GRÃO À PROTEÍNA
Durante décadas, países produtores de commodities exportaram matérias-primas para que outras nações realizassem etapas posteriores da industrialização. O Brasil precisa aumentar sua participação nessas etapas.
Não deixaremos de exportar milho e soja. Continuaremos sendo grandes produtores e exportadores. Entretanto, queremos transformar uma parcela cada vez maior dessa extraordinária produção em: carne, alimentos processados, biocombustíveis, energia, ingredientes industriais e produtos de maior valor agregado.
Não queremos apenas vender o grão. Queremos também vender aquilo que a inteligência, a tecnologia e a indústria brasileira conseguem produzir a partir dele.
6. AGROINDÚSTRIA NO NORDESTE E NO MATOPIBA
O Nordeste e o MATOPIBA poderão ocupar posição estratégica nessa transformação.
A expansão da produção agrícola, combinada com agroindústrias, infraestrutura, energia e centros de proteína animal, poderá estimular novas cadeias econômicas no interior. Imagine dezenas de polos integrados reunindo produção de milho, usinas de etanol, DDGS, fábricas de ração, avicultura, suinocultura, bovinocultura, frigoríficos e indústrias alimentícias.
Ao redor de uma grande indústria surgem transportadores, produtores integrados, prestadores de serviços, cooperativas, empresas de tecnologia, manutenção, embalagens e centenas de pequenos empreendedores.
7. AGRO 4.0 E TECNOLOGIA
Essa revolução será acompanhada por tecnologia:
• Inteligência artificial aplicada à produção.
• Agricultura de precisão.
• Drones.
• Automação e robótica.
• Melhoramento genético.
• Rastreabilidade.
• Gestão inteligente da água.
• Bioinsumos e novas tecnologias sustentáveis.
O objetivo será produzir mais utilizando melhor os recursos disponíveis e agregando cada vez mais conhecimento a cada hectare produzido.
8. MAIS VALOR PARA O PRODUTOR, ALIMENTO MAIS ACESSÍVEL PARA O
CONSUMIDOR
Existe um objetivo econômico e social: criar cadeias produtivas mais eficientes, reduzir desperdícios e custos logísticos, aumentar a produtividade e ampliar a oferta de alimentos.
Queremos construir condições para que o produtor possa ganhar mais pela produtividade e pelo valor agregado e, simultaneamente, o consumidor possa encontrar alimentos mais acessíveis na mesa de sua família. Não se combate o preço dos alimentos atacando quem produz. Combate-se aumentando produtividade, infraestrutura, armazenagem, eficiência, industrialização e competição.
VISÃO DO PROJETO AGROINDÚSTRIA BRASIL
O Brasil não deve abandonar sua extraordinária condição de celeiro do mundo.
Deve ir além dela. Queremos ser o celeiro, a agroindústria e um dos grandes supermercados do mundo. Produzir o milho é importante. Transformá-lo em etanol, energia e DDGS agrega valor. Utilizar seus coprodutos na produção animal agrega novamente. Processar essa proteína em alimentos brasileiros agrega ainda mais.
É uma cadeia de multiplicação de riqueza.
Em vez de exportarmos somente matéria-prima, queremos exportar cada vez mais produtos com tecnologia, proteína, energia e inteligência brasileira incorporadas.
Seremos uma potência agrícola que também será uma potência agroindustrial.
Uma nação capaz de gerar mais riqueza para quem produz, milhões de oportunidades no interior e trabalhar para colocar alimentos de qualidade e mais acessíveis na mesa dos brasileiros.
PROJETO 9 - BCOO: BRASIL COOPERATIVISMO
Quando todos crescem, o Brasil prospera.
1. UMA NOVA ARQUITETURA ECONÔMICA PARA O BRASIL
O Brasil enfrenta uma encruzilhada histórica.
De um lado, o avanço acelerado da inteligência artificial, da robótica e da automação ameaça milhões de empregos tradicionais.
De outro, temos diante de nós uma das mais poderosas ferramentas de inclusão econômica já criadas pela humanidade: o cooperativismo.
O cooperativismo não é apenas um modelo econômico. É um modelo civilizatório.
Ele distribui renda, democratiza oportunidades, reduz desigualdades, fortalece comunidades e transforma pessoas isoladas em protagonistas coletivos.
Hoje, o Brasil possui aproximadamente cinco mil cooperativas e cerca de 27 milhões de cooperados.
Este plano estabelece uma meta ousada, mas possível:
➢ Dobrar o número de cooperativas no Brasil.
➢ Dobrar o número de cooperados, passando de 27 milhões para 54 milhões.
Entretanto, nosso objetivo não é apenas crescer em números. É expandir o cooperativismo para todas as dimensões da vida econômica e social do país.
2. O COOPERATIVISMO COMO RESPOSTA AO FUTURO
O mundo caminha para uma transformação profunda: máquinas substituirão atividades repetitivas, a inteligência artificial assumirá diversas funções cognitivas e a concentração econômica poderá aumentar ainda mais o poder das grandes corporações.
Se nada for feito, milhões de trabalhadores poderão enfrentar o desemprego estrutural, a exclusão econômica e a perda de perspectivas.
O cooperativismo surge como um dos mais importantes antídotos para esse cenário.
Ele é democrático, porque cada cooperado tem voz. É distributivo, porque compartilha resultados. É resiliente, porque fortalece as comunidades. É descentralizador, porque pulveriza oportunidades e riqueza.
Diante de uma economia que concentra, o cooperativismo distribui.
Diante de uma sociedade que isola, ele integra.
Diante de um futuro que ameaça excluir milhões, ele cria novas formas de trabalho, renda e participação econômica.
3. UMA POTÊNCIA COOPERATIVISTA MUNDIAL
O Brasil já possui exemplos que demonstram a força, a competitividade e a capacidade de expansão desse modelo.
Cooperativas agroindustriais, financeiras e de saúde alcançaram excelência, tornaram-se referências nacionais e provaram que o cooperativismo pode ser moderno, eficiente e altamente competitivo.
A partir dessas experiências, propomos transformar o Brasil em uma das maiores potências cooperativistas do mundo.
Nos próximos dez anos, o país deverá:
• Ampliar o número de cooperativas para mais de dez mil;
• Alcançar 54 milhões de cooperados;
• Gerar milhões de oportunidades de trabalho e renda;
• Fortalecer as economias locais e regionais;
• Democratizar o acesso ao crédito, aos seguros, à saúde, à educação e ao consumo;
• Integrar cooperativas às cadeias agroindustriais, energéticas, industriais e tecnológicas.
Não queremos cooperativas frágeis, isoladas e limitadas. Queremos ecossistemas cooperativos fortes, conectados, profissionalizados e preparados para competir em escala nacional e internacional.
4. GRANDES ECOSSISTEMAS COOPERATIVOS
O Brasil Cooperativismo será estruturado por grandes redes de cooperação, organizadas de acordo com as vocações e necessidades de cada região.
4.1. COOPERATIVAS DE AGROINDÚSTRIA
O Brasil precisa deixar de exportar apenas produtos primários e ampliar a capacidade de industrialização da produção rural.
As cooperativas poderão organizar cadeias completas de produção, processamento, armazenamento, comercialização e exportação. Isso permitirá agregar valor aos produtos, aumentar a renda dos produtores e interiorizar o desenvolvimento.
4.2. COOPERATIVAS DE BIOENERGIA
Serão estimuladas cooperativas voltadas à produção de energia renovável, etanol de milho, biogás, biomassa e outras fontes sustentáveis.
A proposta inclui a implantação de usinas cooperativas e a integração entre produção agrícola, energia e desenvolvimento regional. Os resíduos de uma atividade poderão tornar-se matéria-prima para outras cadeias produtivas, gerando riqueza, sustentabilidade e empregos.
4.3. COOPERATIVAS DE PROTEÍNA ANIMAL
A organização cooperativa permitirá ampliar e modernizar a avicultura, a suinocultura e a bovinocultura.
Pequenos e médios produtores poderão compartilhar tecnologia, alimentação animal, logística, assistência técnica e comercialização. Em vez de competir isoladamente, poderão produzir em escala e acessar mercados mais amplos.
4.4. COOPERATIVAS INDUSTRIAIS
Pequenos produtores e empreendedores poderão compartilhar estruturas industriais, equipamentos, tecnologia e canais de distribuição.
O Brasil precisa criar indústrias compartilhadas, capazes de transformar milhares de pequenos negócios isolados em redes produtivas competitivas.
4.5. COOPERATIVAS DE TECNOLOGIA
A economia cooperativa também deve ocupar os setores mais avançados da nova revolução industrial. Serão estimuladas cooperativas de:
• Inteligência artificial;
• Robótica;
• Drones;
• Softwares;
• Automação;
• Plataformas digitais;
• Segurança e monitoramento inteligente.
O cooperativismo não deve permanecer restrito aos setores tradicionais, mas participar da economia do futuro.
4.6. COOPERATIVAS DE CRÉDITO
O crédito é um dos principais instrumentos de desenvolvimento econômico.
Entretanto, milhões de brasileiros ainda enfrentam juros elevados, burocracia e dificuldade para financiar pequenos negócios.
Por isso, propomos a expansão das cooperativas financeiras para praticamente todos os municípios brasileiros.
As cooperativas de crédito poderão:
• Oferecer taxas mais justas;
• Financiar pequenos empreendedores;
• Fortalecer produtores rurais;
• Manter os recursos circulando nas próprias regiões;
• Democratizar o acesso aos serviços financeiros.
Quando o crédito permanece na comunidade, ele gera um ciclo de desenvolvimento local.
4.7. COOPERATIVAS DE SEGUROS
Milhões de brasileiros vivem sem qualquer proteção diante de acidentes, perdas de produção, doenças ou crises empresariais.
Serão estimuladas cooperativas voltadas para:
• Seguro agrícola;
• Seguro de vida;
• Seguro empresarial;
• Proteção patrimonial;
• Saúde complementar.
A compra coletiva e a gestão compartilhada permitirão reduzir custos e ampliar a proteção financeira da população.
4.8. COOPERATIVAS DE SAÚDE E MEDICAMENTOS
O cooperativismo pode provocar uma verdadeira revolução no acesso à saúde.
As cooperativas de profissionais poderão ampliar o atendimento, reduzir custos e integrar prevenção, cuidado e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, propomos o incentivo às cooperativas de compra de medicamentos. Por meio da compra coletiva diretamente da indústria, milhões de consumidores poderão ter acesso a medicamentos com preços mais baixos.
Não é aceitável que famílias precisem escolher entre comprar alimento ou adquirir um medicamento essencial. A saúde não pode ser um privilégio.
4.9. COOPERATIVAS DE CONSUMO
As cooperativas de consumo poderão organizar supermercados, centrais de compras e redes de comercialização coletiva. Ao comprar em escala, os cooperados poderão reduzir os preços de alimentos, medicamentos, materiais escolares e produtos essenciais.
Essa política contribuirá diretamente para diminuir o custo de vida das famílias brasileiras.
4.10. COOPERATIVAS DE EDUCAÇÃO E HABITAÇÃO
Serão incentivadas cooperativas educacionais, escolas comunitárias, centros de formação técnica e programas voltados ao empreendedorismo coletivo.
A educação cooperativista deve começar nas escolas.
As novas gerações precisam compreender que colaborar não significa deixar de competir, mas aprender a competir com ética, inteligência e responsabilidade social.
Também serão estimuladas cooperativas habitacionais, capazes de organizar a compra de terrenos, a construção de moradias e o planejamento de comunidades a custos mais acessíveis.
4.11. COOPERATIVAS DE MICROEMPRESAS
O Brasil possui milhões de microempresas que atuam de maneira isolada: compram pouco, pagam mais caro e têm dificuldade de acessar crédito, tecnologia, marketing e logística.
O Brasil Cooperativismo propõe transformar esses pequenos negócios em redes organizadas.
As microempresas poderão compartilhar:
• Compras;
• Logística;
• Marketing;
• Tecnologia;
• Capacitação;
• Crédito;
• Canais de venda.
Isolado, o pequeno empreendedor tem pouca força de negociação. No entanto, cooperado, ele passa a fazer parte de uma rede econômica poderosa.
4.12. COOPERATIVAS DE COMPRAS
As cooperativas de compras permitirão reunir empresas, produtores e consumidores para realizar aquisições em grande escala.
Com isso, será possível:
• Reduzir custos;
• Melhorar as condições de pagamento;
• Ampliar a competitividade;
• Aumentar as margens dos pequenos negócios;
• Facilitar o acesso a insumos e tecnologias.
A escala coletiva transforma fragilidade individual em força econômica.
5. POLÍTICAS PÚBLICAS DE APOIO
Para que o cooperativismo se expanda, será necessário criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento.
O Governo oferecerá:
• Linhas especiais de crédito;
• Juros reduzidos;
• Simplificação tributária;
• Incentivos fiscais;
• Assistência técnica;
• Formação em gestão;
• Plataformas digitais integradas;
• Apoio à inserção nos mercados nacional e internacional.
Também será desenvolvido um programa nacional de educação cooperativista, incluindo conteúdos nas escolas, universidades e cursos técnicos.
Não basta criar cooperativas. É preciso formar cooperados preparados para gerir, inovar, cooperar e tomar decisões coletivas.
6. DIGITALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO
As cooperativas brasileiras precisam estar conectadas à nova economia.
Será criada uma plataforma digital nacional para integrar cooperativas, cooperados, fornecedores, consumidores, instituições financeiras e mercados internacionais.
Essa plataforma poderá oferecer:
• Cadastro unificado;
• Capacitação;
• Acesso ao crédito;
• Comércio eletrônico;
• Gestão financeira;
• Inteligência de mercado;
• Integração logística;
• Acesso a compras públicas.
A tecnologia deverá aproximar pessoas e ampliar oportunidades, não apenas substituir trabalhadores.
7. GOVERNANÇA DO PROGRAMA
Para coordenar essa transformação, propomos a criação da Autoridade Nacional do Cooperativismo — ANCOOP.
A ANCOOP terá como funções:
• estimular a expansão das cooperativas;
• integrar políticas públicas;
• simplificar a regulamentação;
• monitorar resultados;
• promover transparência;
• apoiar a modernização e a digitalização;
• conectar cooperativas brasileiras aos mercados internacionais.
A Autoridade não deverá ser mais uma estrutura burocrática e sim um núcleo estratégico de expansão, inovação e apoio ao cooperativismo nacional.
8. A DIMENSÃO HUMANA DO COOPERATIVISMO
O cooperativismo liberta o imaginário econômico. Ele substitui o individualismo extremo pelo associativismo inteligente, transforma competidores isolados em colaboradores estratégicos e ensina que ninguém precisa crescer diminuindo o outro.
É possível produzir riqueza e, ao mesmo tempo, distribuir oportunidades, ser competitivo sem ser predatório, prosperar sem abandonar a responsabilidade social.
Na linguagem da Gestão da Emoção, o cooperativismo fortalece o protagonismo coletivo. O indivíduo continua sendo autor da própria história, mas aprende que algumas histórias somente podem ser construídas quando muitos autores escrevem juntos.
O Brasil precisa decidir: ou será uma nação concentradora de riqueza, ou será uma nação distribuidora de oportunidades. O cooperativismo não é apenas uma alternativa econômica. É uma necessidade histórica.
O Brasil Cooperativismo — BCOO — será um grande ecossistema nacional.
Um ecossistema que produz alimentos: produz energia, produz tecnologia, oferece crédito, protege por meio dos seguros, cuida da saúde, reduz o custo de vida, gera trabalho, distribui resultados.
Um modelo em que a economia não exclui, mas integra. Em que crescer não significa concentrar, mas compartilhar. Em que pequenos produtores, trabalhadores, profissionais e empreendedores deixam de enfrentar o mercado isoladamente e passam a construir juntos uma nova história.
É tempo de transformar o Brasil de um país de poucos em uma nação de todos.
PROJETO 10 - BRASIL EXPORTADOR
Um novo protagonismo para a economia brasileira
1. O BRASIL PRECISA OCUPAR SEU LUGAR NO MUNDO
O Brasil é uma das maiores economias do planeta. Possui um território continental, abundância de recursos naturais, uma agricultura altamente competitiva, um parque industrial relevante e um dos povos mais criativos do mundo. Ainda assim, participa de forma tímida do comércio internacional.
Esse é um dos maiores paradoxos da economia brasileira. Enquanto diversos países transformaram as exportações em um dos principais motores de crescimento, inovação e geração de empregos, o Brasil permanece excessivamente dependente do mercado interno e da exportação de matérias-primas. Precisamos romper esse modelo.
Exportar não deve ser visto apenas como uma estratégia econômica. Exportar significa gerar riqueza, atrair investimentos, estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e criar milhões de oportunidades para os brasileiros.
Nosso objetivo é transformar o Brasil em uma potência exportadora industrial, tecnológica e agroindustrial, ampliando sua participação no comércio mundial e consolidando o país como protagonista da nova economia global.
2. UM BRASIL MAIS COMPETITIVO E INTEGRADO AO MUNDO
Este projeto estabelece objetivos claros para os próximos anos:
• Ampliar significativamente a participação do Brasil no comércio internacional;
• Elevar o volume das exportações brasileiras para um novo patamar;
• Reduzir a dependência de commodities, aumentando a participação de produtos industrializados e de alto valor agregado;
• Gerar milhões de empregos qualificados;
• Integrar o Brasil às cadeias globais de produção;
• Transformar inovação e tecnologia em novos motores de crescimento econômico.
Queremos um Brasil que exporte não apenas produtos, mas também inteligência, inovação e soluções para o mundo.
3. CINCO GRANDES ZONAS FRANCAS DE EXPORTAÇÃO
A espinha dorsal deste projeto será a criação de cinco grandes Zonas Francas de
Exportação, estrategicamente distribuídas pelo território nacional, aproveitando as vocações econômicas de cada região.
Zona Franca de Fortaleza: Especializada em energia renovável, hidrogênio verde, tecnologia, inteligência artificial, drones e logística internacional, fortalecendo as exportações para a América do Norte e Europa.
Zona Franca da Bahia: Voltada para a petroquímica, indústria pesada, equipamentos industriais, sistemas inteligentes de segurança e integração comercial com a África e a Europa.
Zona Franca do Rio de Janeiro: Focada na cadeia do petróleo e gás, indústria naval, metalurgia, robótica industrial e desenvolvimento de sistemas autônomos de alto valor agregado.
Zona Franca de São Paulo: Transformada no principal polo brasileiro de Indústria
4.0, inteligência artificial, semicondutores, robótica, automação, drones, softwares exportáveis e tecnologias avançadas.
Zona Franca do Rio Grande do Sul: Especializada em agroindústria, máquinas agrícolas inteligentes, robótica aplicada ao campo, drones agrícolas e fortalecimento da integração econômica com o Mercosul.
Cada zona será um ambiente permanente de inovação, produção e exportação, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e ampliar a competitividade nacional.
4. UM AMBIENTE FAVORÁVEL PARA PRODUZIR E EXPORTAR
Nenhum país se torna competitivo apenas pelo talento de seu povo. É necessário criar um ambiente favorável ao investimento.
Por isso, propomos um modelo regulatório moderno, baseado em segurança jurídica, previsibilidade e simplificação. Entre as principais medidas estão:
• Regime tributário competitivo para empresas exportadoras;
• Redução de tributos sobre insumos destinados à produção para exportação;
• Licenciamento ambiental e industrial com prazos definidos;
• Regulamentação simplificada e digitalizada;
• Incentivos específicos para empresas de tecnologia, inteligência artificial, robótica e inovação.
Nosso compromisso é reduzir a burocracia e aumentar a competitividade do Brasil.
5. EXPORTAR TECNOLOGIA, NÃO APENAS MATÉRIAS-PRIMAS
O Brasil precisa deixar de exportar apenas riquezas naturais e passar a exportar conhecimento.
Nossa política industrial priorizará setores estratégicos capazes de gerar elevado valor agregado, como:
• Inteligência artificial;
• Robótica;
• Semicondutores;
• Biotecnologia;
• Energia limpa;
• Máquinas e equipamentos;
• Agroindústria de alta tecnologia;
• Drones civis, agrícolas e industriais;
• Equipamentos inteligentes de segurança;
• Softwares e sistemas digitais exportáveis.
Cada Zona Franca contará com centros de inovação integrados às universidades, institutos de pesquisa e setor privado, criando um ambiente permanente de desenvolvimento tecnológico. O conhecimento produzido no Brasil deve transformar-se em produtos, empresas, patentes, empregos e riqueza para toda a sociedade.
6. APRENDER COM QUEM FEZ A TRANSFORMAÇÃO
Diversos países demonstraram que planejamento, estabilidade e visão de longo prazo podem transformar economias inteiras.
A experiência das zonas econômicas especiais mostra que ambientes competitivos, combinados com infraestrutura moderna e incentivo à inovação, são capazes de atrair investimentos, ampliar exportações e acelerar o desenvolvimento.
O Brasil não copiará modelos estrangeiros. Adaptará as melhores experiências internacionais à sua realidade, respeitando sua democracia, sua diversidade regional e sua vocação econômica.
7. UM PROJETO PARA TRANSFORMAR O BRASIL
Este projeto produzirá impactos muito além do crescimento das exportações.
Ele contribuirá para:
• Gerar milhões de empregos qualificados;
• Fortalecer a indústria nacional;
• Aumentar a renda da população;
• Reduzir desigualdades regionais;
• Atrair investimentos internacionais;
• Ampliar a competitividade brasileira;
• Posicionar o brasil entre os principais exportadores de tecnologia, inteligência artificial, robótica e inovação.
Mais do que exportar produtos, queremos exportar inteligência, criatividade e soluções desenvolvidas pelo talento brasileiro.
8. GOVERNANÇA E COMPROMISSO COM RESULTADOS
Para coordenar essa transformação, propomos a criação da Zona Nacional de
Exportação (ZONE), responsável por planejar, acompanhar e avaliar a implementação do programa.
Sua missão será garantir transparência, atrair investimentos, coordenar as zonas de exportação e assegurar que os resultados sejam medidos por indicadores claros de crescimento econômico, inovação e geração de empregos.
O Brasil não pode continuar assistindo ao crescimento das outras nações enquanto desperdiça seu enorme potencial produtivo.
Chegou o momento de transformar nossa criatividade em inovação, nossa indústria em competitividade e nossa capacidade produtiva em prosperidade.
Este não é apenas um projeto para aumentar exportações, mas um projeto para reposicionar o Brasil no cenário mundial.
Queremos uma economia aberta, moderna, inovadora e preparada para liderar a nova revolução tecnológica. Porque as grandes nações não esperam o futuro acontecer. Elas constroem o futuro.
PROJETO 11 - EMBAIXADAS EMPREENDEDORAS: PEE
A era de ouro das embaixadas brasileiras
O Brasil precisa inaugurar uma nova política externa econômica. Nossas embaixadas não podem mais ser apenas centros protocolares, burocráticos ou diplomáticos no sentido clássico. Devem tornar-se plataformas inteligentes de promoção econômica, comercial, turística, cultural e institucional do país. Devem aprender a vender o Brasil com competência, estratégia, ousadia e visão de futuro.
Hoje, o Brasil continua sendo uma economia relativamente fechada para os padrões internacionais. Em 2024, a corrente de comércio brasileira — exportações mais importações de bens e serviços como proporção do PIB — ficou em cerca de 33,7%, enquanto o indicador para o mundo ficou em torno de 57%. Portanto, o diagnóstico de que o Brasil é menos aberto que a média global está correto, mas o número mais atualizado não é 15%; é aproximadamente 33,7% para o Brasil, contra 57% no mundo. Diante disso, propomos o Projeto Embaixadas Empreendedoras (PEE), uma revolução silenciosa e inteligente na atuação internacional do Estado brasileiro.
1. MISSÃO ESTRATÉGICA
Transformar as embaixadas e consulados do Brasil em estruturas 4.0, orientadas por dados, metas, inteligência comercial, diplomacia econômica, influência cultural, turismo estratégico, segurança institucional e promoção ativa da marca Brasil.
O objetivo é deixar de apresentar o Brasil apenas como “celeiro do mundo” e projetá- lo como:
• Supermercado do mundo,
• Potência de proteína animal,
• Exportador de produtos acabados,
• Hub de serviços sofisticados,
• Fornecedor de tecnologia, criatividade e soluções industriais,
• Uma das nações mais pacíficas, acolhedoras e agradáveis para viver, investir e visitar.
2. REORGANIZAÇÃO GEOECONÔMICA DA PRESENÇA DIPLOMÁTICA
O mapa diplomático brasileiro precisa dialogar com o mapa do comércio do século
XXI. Por isso, o PEE propõe uma revisão gradual da distribuição do efetivo das embaixadas e consulados, deslocando parte da força de trabalho atualmente concentrada em regiões maduras para polos de expansão comercial, tecnológica e geopolítica.
A proposta inclui:
• deslocar cerca de 20% do efetivo hoje lotado nos Estados Unidos para reforçar a presença estratégica na Índia e em outros mercados asiáticos emergentes;
• deslocar cerca de 10% do efetivo hoje concentrado na Europa para fortalecer a atuação na China, no Oriente Médio e em outros grandes mercados de alto potencial;
• criar critérios técnicos permanentes para redistribuição de quadros, com base em comércio bilateral, investimentos, inovação, turismo, influência regional e oportunidades futuras.
Não se trata de abandonar parceiros históricos, mas de corrigir distorções e alinhar a diplomacia brasileira à nova geografia do crescimento mundial.
3. FORMAÇÃO DE UMA DIPLOMACIA EMPREENDEDORA
O corpo diplomático e administrativo das embaixadas será treinado para atuar como uma grande força de promoção nacional.
Embaixadores, diplomatas, adidos, técnicos e servidores administrativos deverão receber formação contínua em:
• Promoção comercial;
• Inteligência de mercado;
• Branding nacional;
• Negociação internacional;
• Turismo estratégico;
• Comunicação institucional;
• Economia digital;
• Diplomacia pública;
• Uso profissional de redes sociais e influência digital;
• Prospecção de investimentos;
• Atração de empresas e cadeias produtivas.
A embaixada do futuro não será apenas uma representação formal do Brasil. Será uma agência avançada de oportunidades, capaz de conectar produtores, empresários, investidores, universidades, setores de tecnologia, turismo e cultura.
4. FEIRAS INTERNACIONAIS DO BRASIL
Cada grande país prioritário deverá sediar ao menos duas feiras anuais do Brasil, organizadas ou coordenadas pela rede diplomática brasileira.
Nos países menores, haverá ao menos uma feira anual.
Essas feiras terão foco em:
• Produtos industrializados;
• Alimentos processados e proteína animal;
• Agronegócio de alto valor agregado;
• Serviços de tecnologia;
• Saúde;
• Educação;
• Inovação;
• Franquias;
• Turismo;
• Economia criativa.
A meta é apresentar um Brasil sofisticado, confiável, produtivo, sustentável e capaz de competir não apenas pelo volume de commodities, mas pela inteligência de sua cadeia econômica.
5. INTELIGÊNCIA COMERCIAL COMPARADA
As embaixadas passarão a operar com núcleos de inteligência comercial permanente.
Esses núcleos terão a missão de:
• Analisar as matrizes de importação e exportação dos países onde o brasil atua;
• Comparar a pauta comercial brasileira com a de países concorrentes;
• Identificar setores em que o brasil está sub-representado;
• Mapear gargalos regulatórios, logísticos e tarifários;
• Produzir relatórios trimestrais com oportunidades concretas de expansão.
Cada embaixada relevante deixará de ser apenas observadora do comércio internacional e passará a ser produtora de inteligência acionável para empresas, cooperativas, Estados e Municípios brasileiros.
6. PROGRAMA INFLUENCIADORES EMBAIXADORES DO BRASIL
O Brasil precisa aprender a disputar narrativa, imagem e desejo.
Por isso, o PEE criará o programa Influenciadores Embaixadores do Brasil, coordenado pelas embaixadas.
A proposta é selecionar, em cada país:
• Ao menos 10 influenciadores nativos em países com até 50 milhões de habitantes;
• Ao menos 20 influenciadores nativos em países maiores ou estratégicos.
Esses influenciadores serão convidados a viver experiências anuais no Brasil, com até 15 dias de imersão, incluindo passagens, hospedagem e programação oficial, mediante critérios de transparência, desempenho e compromisso institucional.
O objetivo é construir uma rede internacional espontânea de promoção do Brasil nas áreas de turismo, gastronomia, negócios, cultura, educação, inovação e qualidade de vida.
7. DUAS BLACK WEEKS DO BRASIL POR ANO
Serão criadas duas Black Weeks internacionais do turismo brasileiro por ano.
Durante essas duas semanas, em parceria com companhias aéreas, hotéis, restaurantes, operadoras e plataformas conveniadas, haverá forte redução promocional de preços, com meta de descontos robustos e ampla divulgação global.
Essa ação terá três metas:
• Primeira, aumentar fortemente o fluxo turístico;
• Segunda, reposicionar a imagem do brasil;
• Terceira, movimentar cadeias inteiras de emprego, renda e serviços.
Nas cidades participantes, haverá reforço temporário de segurança, planejamento urbano, receptividade multilíngue e campanhas especiais de hospitalidade. O projeto poderá prever aumento operacional de 20% a 30% do efetivo de segurança e apoio integrado nas áreas mais sensíveis durante esses períodos, conforme planejamento federativo local.
8. DIPLOMATAS COMO INFLUENCIADORES INSTITUCIONAIS
Cada embaixada deverá ter presença digital ativa, profissional e planejada.
Embaixadores e equipes estratégicas serão capacitados para atuar também como comunicadores institucionais do Brasil, produzindo conteúdo de alto nível sobre:
• Oportunidades de negócios;
• Inovação brasileira;
• Turismo;
• Cultura;
• Segurança alimentar;
• Sustentabilidade;
• Ciência;
• Investimentos;
• Casos de sucesso.
Não se trata de banalizar a diplomacia, mas de atualizá-la. No século XXI, influência institucional também é ativo geopolítico.
9. METAS NACIONAIS
O PEE estabelece as seguintes metas centrais:
• dobrar o comércio do Brasil com o mundo em oito anos;
• aumentar a participação de produtos industrializados, serviços e itens de maior valor agregado na pauta exportadora;
• elevar a presença do Brasil em mercados asiáticos, árabes e africanos;
• consolidar o Brasil como potência turística, alimentar, industrial e de serviços;
• transformar a diplomacia econômica em política de Estado.
10. AS EMBAIXADAS COMO VITRINES DOS GRANDES PROJETOS NACIONAIS
As embaixadas brasileiras também passarão a apresentar ao mundo os grandes projetos estruturantes do país.
Entre eles:
• Brasil Empreendedor nas Estradas;
• Brasil Escola de Empreendedores;
• Brasil Clube de Empreendedores, com meta de 10 mil clubes em igrejas, escolas, comunidades e múltiplos espaços sociais;
• projetos de proteção à mulher, inclusive tecnologias preventivas com drones e sirenes em áreas críticas;
• o Projeto de Lei Augusto Cury, voltado à prevenção de predadores sexuais e à proteção das crianças;
• o Plano de Combate Mundial da Fome, com ambição global.
Nesse eixo, o Brasil deixará de exportar apenas produtos. Passará a exportar também ideias, modelos sociais preventivos, inteligência humanitária e inovação institucional.
11. PROJETO FOME NUNCA MAIS
O Brasil poderá liderar uma grande articulação internacional para combater a fome em escala global.
A proposta é defender a criação de um fundo internacional voltado à erradicação da fome, financiado por contribuições sobre fluxos de comércio internacional e transações da indústria armamentista, em moldes a serem debatidos em organismos multilaterais.
Essa é uma bandeira ambiciosa, moral e civilizatória: transformar parte da riqueza gerada pelo comércio e parte da riqueza drenada pelos conflitos em alimento, dignidade e paz.
12. GOVERNANÇA E AVALIAÇÃO
O PEE terá metas anuais, indicadores e transparência.
Cada embaixada estratégica terá painel de desempenho com indicadores como:
• Crescimento do comércio bilateral;
• Número de eventos realizados;
• Negócios prospectados;
• Investimentos atraídos;
• Fluxo turístico gerado;
• Alcance digital institucional;
• Acordos facilitados;
• Oportunidades abertas para empresas brasileiras.
A diplomacia econômica deixará de ser abstrata. Passará a ser mensurável.
13. PROGRAMA MULHERES EMBAIXADORAS DO BRASIL
O Brasil possui um ativo silencioso e extraordinário espalhado pelo mundo: milhares de mulheres brasileiras que vivem no exterior, muitas delas atuando em supermercados, feiras, serviços, comércio local e cadeias alimentares.
Essas mulheres conhecem a cultura local, falam o idioma, entendem o comportamento do consumidor e estão inseridas, muitas vezes, nos pontos finais da cadeia de consumo — exatamente onde as decisões de compra acontecem.
O Projeto Embaixadas Empreendedoras (PEE) irá transformar esse ativo invisível em uma das maiores forças de promoção econômica e cultural do Brasil no mundo.
Missão: Capacitar mulheres brasileiras no exterior para se tornarem agentes de promoção do Brasil nos pontos de venda, especialmente em:
• Supermercados
• Feiras agroindustriais
• Centros de distribuição
• Redes de varejo
• Mercados locais e regionais
Elas deixarão de ser apenas trabalhadoras inseridas nesses ambientes para se tornarem embaixadoras práticas do consumo de produtos brasileiros.
Formação e capacitação: As embaixadas brasileiras, em parceria com instituições públicas e privadas, oferecerão programas de capacitação contínua para essas mulheres, incluindo:
• Conhecimento sobre produtos brasileiros (alimentos, bebidas, industrializados);
• Técnicas básicas de venda e negociação;
• Storytelling do brasil (origem, qualidade, sustentabilidade, cultura);
• Noções de branding e posicionamento de produto;
• Educação financeira e empreendedorismo;
• Formação em liderança e influência local;
• Uso de redes sociais para promoção de produtos e experiências brasileiras.
Atuação prática: Após capacitadas, essas mulheres poderão atuar como:
• Promotoras informais de produtos brasileiros nos pontos de venda;
• Facilitadoras de conexão entre importadores locais e produtores brasileiros;
• Apoiadoras em feiras organizadas pelas embaixadas;
• Articuladoras de espaços para inserção de produtos brasileiros nas prateleiras;
• Influenciadoras locais da cultura alimentar e gastronômica brasileira.
Elas estarão no coração do consumo — onde o Brasil precisa estar mais presente.
Rede global estruturada: Será criada a Rede Mulheres Embaixadoras do Brasil, coordenada pelas embaixadas, com:
• Cadastro oficial voluntário;
• Canais permanentes de comunicação;
• Encontros periódicos presenciais e digitais;
• Reconhecimento por desempenho;
• Certificação como “agente de promoção do brasil”.
As participantes poderão receber:
• Certificações oficiais das embaixadas;
• Acesso prioritário a eventos, feiras e missões comerciais;
• Oportunidades de empreendedorismo e microfranquias;
• Apoio para criação de pequenos negócios ligados a produtos brasileiros;
• Reconhecimento público como líderes comunitárias e econômicas.
Impacto estratégico: Este programa gera múltiplos efeitos:
• Aumenta a presença de produtos brasileiros nos mercados internacionais;
• Fortalece a imagem do brasil de forma orgânica e confiável;
• Cria uma rede capilarizada de promoção econômica sem custos elevados;
• Valoriza a mulher brasileira no exterior, transformando-a em protagonista;
• Gera renda, autoestima e pertencimento;
• Conecta diplomacia com vida real.
O Brasil não será promovido apenas por discursos institucionais, mas por pessoas reais, inseridas no cotidiano dos mercados globais.
Essas mulheres deixarão de ser invisíveis no sistema econômico internacional para se tornarem pontes vivas entre o Brasil e o mundo.
As embaixadas brasileiras nunca mais serão as mesmas. Elas deixarão de ser estruturas passivas para se tornar centros avançados de inteligência, prosperidade, turismo, influência e promoção do Brasil.
O Brasil precisa vender melhor sua alma produtiva, sua vocação empreendedora, sua capacidade industrial, sua força alimentar, sua criatividade e sua grandeza humana.
Não basta ser grande, é preciso saber apresentar a grandeza.
Não basta produzir, é preciso abrir mercados.
Não basta ter potencial, é preciso organizá-lo, comunicá-lo e transformá-lo em oportunidades concretas.
A era de ouro das embaixadas brasileiras começará quando o Brasil compreender que diplomacia também é desenvolvimento, comércio, influência, segurança econômica e futuro.
Nossa visão é que o Presidente de uma nação não é — ou não deveria ser — o mais poderoso, o mais famoso ou o mais aplaudido, mas o maior empregado da sociedade, contratado pelo voto e remunerado por milhões de contribuintes para servi-los da melhor maneira possível, com prazo determinado para deixar o cargo.
Sou contra a reeleição, pois considero que ela seja uma das fontes da corrupção.
Sempre haverá, na trajetória de uma nação, líderes mais preparados, mais criativos e com novas ideias para conduzir o barco chamado país. A busca pela autoperpetuação no poder é um dos defeitos da personalidade humana.
PROJETO 12 - PLANO DE COMBATE MUNDIAL DA FOME
Make Humanity Great Again (Faça Grande a Humanidade outra vez)
1. UMA QUESTÃO MORAL, NÃO ECONÔMICA
O Brasil como o maior exportador mundial de alimentos deve ter um líder que não apenas se preocupa com o combate da fome em nosso país, mas deve ter o dever moral de propor soluções para combater a fome mundial.
A fome continua sendo uma das maiores tragédias da humanidade. Em pleno século
XXI, centenas de milhões de pessoas ainda dormem sem saber se terão alimento no dia seguinte. Não porque o mundo seja incapaz de produzir alimentos, mas porque ainda não foi capaz de organizar seus recursos com justiça, inteligência e solidariedade.
Segundo dados das Nações Unidas e da FAO, cerca de 673 milhões de pessoas passaram fome em 2024, enquanto mais de 2,3 bilhões vivem em situação de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, o comércio mundial movimenta aproximadamente US$ 33 trilhões por ano, e os gastos militares ultrapassam US$
2,7 trilhões anuais.
O problema da fome deixou de ser econômico. Tornou-se um desafio moral, político e civilizatório.
2. UM FUNDO GLOBAL PARA ALIMENTAR A HUMANIDADE
Nossa proposta é simples e possível.
Destinar 0,5% do comércio global e 2% da indústria mundial de armamentos para a criação de um Fundo Internacional de Erradicação da Fome.
Uma contribuição mínima da riqueza já produzida pela humanidade seria suficiente para mobilizar entre US$ 177 bilhões e US$ 342 bilhões por ano, recursos capazes de transformar definitivamente o combate à fome no planeta.
3. COMBATER A FOME E CONSTRUIR AUTONOMIA
O combate à fome não pode limitar-se à distribuição de alimentos. É preciso enfrentar suas causas estruturais.
Por isso, os recursos do fundo seriam distribuídos em três grandes eixos:
• 80% destinados ao combate imediato à fome, por meio da distribuição de alimentos, programas de nutrição infantil, alimentação escolar, ações emergenciais e formação de estoques estratégicos.
• 10% destinados ao fortalecimento da agricultura sustentável, com apoio à agricultura familiar, tecnologias acessíveis, irrigação inteligente, bioinsumos, assistência técnica e incentivo à produção local.
• 10% destinados à criação do Banco Mundial do Empreendedor, oferecendo microcrédito, capacitação e apoio técnico para milhões de pequenos empreendedores, transformando assistência em autonomia econômica.
4. AGRICULTURA FAMILIAR: A BASE DA SEGURANÇA ALIMENTAR
A agricultura familiar produz grande parte dos alimentos consumidos no mundo.
Fortalecer esses produtores significa combater a fome de maneira permanente.
Nossa proposta é apoiar milhões de agricultores familiares com tecnologia, assistência técnica, sementes adaptadas, sistemas de irrigação e inovação agrícola, aumentando a produtividade, promovendo segurança alimentar e fortalecendo as economias locais.
5. DO ASSISTENCIALISMO AO PROTAGONISMO
Alimentar quem tem fome é uma obrigação ética.
Mas oferecer oportunidades para produzir renda é construir dignidade.
Por isso, propomos a criação do Banco Mundial do Empreendedor, destinado a financiar pequenos negócios, agricultura, comércio, serviços e inovação, permitindo que milhões de pessoas deixem a condição de dependência para assumir o protagonismo de sua própria história.
6. UMA GOVERNANÇA GLOBAL BASEADA NA COOPERAÇÃO
Esse fundo deverá ser administrado com transparência e responsabilidade, reunindo organismos internacionais como a ONU, a FAO, o Programa Mundial de Alimentos, o
Banco Mundial e os países do G20.
A gestão será baseada em metas, auditorias independentes e mecanismos permanentes de prestação de contas, garantindo que cada recurso chegue efetivamente às populações que mais necessitam.
7. UM NOVO COMPROMISSO DA HUMANIDADE
Mais do que um projeto econômico, esta é uma proposta de transformação da consciência coletiva.
A Gestão da Emoção nos ensina que cada ser humano é único, que a vida é breve e que o verdadeiro legado de uma geração não está no poder que acumulou, mas no sofrimento que conseguiu aliviar.
Nenhuma civilização pode considerar-se verdadeiramente desenvolvida enquanto milhões de pessoas ainda convivem diariamente com a fome.
O mundo já possui riqueza suficiente para erradicar definitivamente a fome. O que falta não são recursos. Falta decisão, cooperação e compreender que a maior riqueza da humanidade não está nos mercados, nas armas ou nas reservas financeiras, mas na vida humana.
Make Humanity Great Again significa colocar a dignidade acima da indiferença, transformar riqueza em esperança e construir um mundo onde nenhuma criança precise dormir com fome. Porque o maior legado que uma geração pode deixar não é econômico. É humano.
PROJETO 13 - TELE SAÚDE BRASIL: TRANSFORMAR O BRASIL NA MAIOR TELE
MEDICINA DO MUNDO, DESAFOGANDO O SUS
Uma nova era para a saúde brasileira.
1. UMA SAÚDE PARA TODOS NO SÉCULO XXI
A saúde é o bem mais precioso de uma nação. No entanto, milhões de brasileiros ainda enfrentam longas filas, dificuldade para conseguir consultas, falta de especialistas e enormes desigualdades de acesso entre regiões.
Enquanto a tecnologia avança em velocidade extraordinária, grande parte da população continua aguardando semanas ou meses por um atendimento que muitas vezes poderia ser realizado de forma rápida, segura e eficiente.
A inteligência artificial, a telemedicina e as plataformas digitais inauguram uma oportunidade histórica para transformar esse cenário.
Nosso objetivo é fazer do Brasil a maior plataforma pública de medicina digital do mundo, democratizando o acesso à saúde, reduzindo desigualdades e aproximando médicos e pacientes por meio da tecnologia, sem perder aquilo que nenhuma máquina poderá substituir: o cuidado humano.
2. UNIVERSALIZAÇÃO DA MEDICINA DIGITAL
O primeiro compromisso deste programa é garantir que todos os brasileiros tenham acesso rápido e qualificado à atenção médica, independentemente do lugar onde vivem.
A medicina digital permitirá que milhões de pessoas sejam atendidas sem a necessidade de longos deslocamentos, reduzindo custos, filas e sofrimento.
Terão prioridade:
• Crianças em situação de vulnerabilidade;
• Idosos com dificuldade de locomoção;
• Pessoas de baixa renda;
• Gestantes;
• Pessoas com deficiência;
• Moradores de regiões remotas e comunidades rurais.
O acesso à saúde não poderá depender do CEP onde o cidadão nasceu.
3. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL A SERVIÇO DA VIDA
A inteligência artificial não substituirá o médico, pelo contrário, será uma poderosa aliada da medicina.
Antes da consulta, sistemas inteligentes poderão realizar uma triagem clínica inicial, coletando sintomas, identificando fatores de risco e organizando informações que auxiliem o profissional de saúde.
Esses sistemas contribuirão para:
• Classificação automática de risco;
• Priorização dos casos mais graves;
• Redução das filas de espera;
• Otimização do tempo médico;
• Maior precisão no encaminhamento dos pacientes.
A tecnologia deve reduzir burocracias para que o médico possa dedicar mais tempo ao que realmente importa: cuidar das pessoas.
4. ATENDIMENTO RÁPIDO E INTEGRADO
Nosso compromisso é estabelecer uma meta nacional de atendimento digital em até trinta minutos para os casos compatíveis com telemedicina. Para isso será criada uma plataforma nacional integrada, conectando profissionais de todas as regiões do país em uma única rede pública digital.
Quando houver disponibilidade em um Estado, o atendimento poderá beneficiar imediatamente um paciente localizado em qualquer outra região.
A distância deixará de ser uma barreira para o acesso à saúde.
5. UMA REDE NACIONAL DE MÉDICOS DE EXCELÊNCIA
A qualidade da medicina digital dependerá da qualidade dos profissionais.
O programa reunirá médicos de diferentes especialidades, estimulando a participação de profissionais altamente qualificados por meio de incentivos específicos para atuação na plataforma nacional.
Também será implantado um sistema permanente de avaliação da qualidade dos atendimentos, baseado em indicadores clínicos, satisfação dos pacientes e atualização profissional contínua.
Tecnologia sem excelência humana não produz verdadeira transformação.
6. GESTÃO DA EMOÇÃO INTEGRADA AO CUIDADO
A saúde não pode ser compreendida apenas como ausência de doença.
Grande parte do sofrimento humano está relacionada às emoções, ao estresse, à ansiedade e aos transtornos psicológicos.
Enquanto aguardam atendimento, os pacientes terão acesso a conteúdo de educação emocional inspirados na Gestão da Emoção.
Serão disponibilizados:
• Orientações sobre ansiedade e estresse;
• Exercícios de respiração e relaxamento;
• Vídeos educativos;
• Conteúdos preventivos;
• Suporte psicológico inicial para situações de sofrimento emocional.
Cuidar da mente também é cuidar da saúde.
7. INFRAESTRUTURA DIGITAL PARA TODO O BRASIL
Nem todos os brasileiros possuem equipamentos ou conexão adequada para utilizar a telemedicina. Por isso, o programa criará uma ampla rede de pontos públicos de acesso digital assistido.
Esses espaços poderão funcionar em:
• Unidades básicas de saúde;
• Escolas;
• Centros comunitários;
• Municípios de pequeno porte;
• Comunidades rurais;
• Regiões de difícil acesso.
O objetivo é garantir que nenhuma pessoa fique excluída da nova medicina por falta de infraestrutura tecnológica.
8. UMA NOVA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE
A medicina digital não substituirá o atendimento presencial, mas reorganizará o sistema de saúde.
Casos simples poderão ser resolvidos rapidamente por meio da plataforma digital.
Os casos que exigirem exames físicos ou procedimentos presenciais serão encaminhados de forma mais eficiente para a rede especializada.
Com isso será possível:
• Reduzir filas;
• Otimizar recursos;
• Diminuir deslocamentos desnecessários;
• Ampliar a capacidade de atendimento;
• Fortalecer a atenção primária.
A tecnologia permitirá que o sistema seja mais inteligente, mais integrado e mais humano.
9. O BRASIL COMO REFERÊNCIA MUNDIAL
Poucos países possuem um sistema público de saúde com a dimensão do SUS.
Poucos possuem também a oportunidade de integrar inteligência artificial, telemedicina e atenção humanizada em uma única plataforma nacional.
O Projeto PMD-BR poderá transformar o Brasil em referência mundial em saúde digital pública, demonstrando que inovação tecnológica e compromisso social podem caminhar juntos.
Mais do que informatizar a saúde, queremos democratizá-la.
A verdadeira inovação não é criar máquinas mais inteligentes. É utilizar a inteligência para aliviar o sofrimento humano.
O Projeto Tele Saúde Brasil (ZONE) nasce com esse propósito: reduzir filas, aproximar médicos e pacientes, democratizar o acesso, integrar tecnologia e sensibilidade.
Na linguagem da democratização da saúde, cuidar dos pacientes significa cuidar da vida em sua totalidade. Uma nação verdadeiramente desenvolvida não é aquela que apenas produz tecnologia. É aquela que utiliza a tecnologia para proteger aquilo que possui de mais valioso: o ser humano.
PROJETO 14 - PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER: SOCIEDADE
ESTÁ ABRAÇANDO (SEA)
Diagnóstico precoce salva vidas.
1. VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
O câncer é uma das maiores ameaças à humanidade. Não é apenas uma doença biológica, mas também emocional, social e cultural. Milhões de pessoas não realizam exames preventivos por medo, negação e baixa gestão da emoção.
Segundo a Teoria da Inteligência Multifocal, a mente humana evita aquilo que ameaça sua estabilidade emocional. Assim, muitos preferem não saber a verdade a enfrentá-la, o que transforma doenças tratáveis em sentenças tardias.
O projeto SOCIEDADE ESTÁ ABRAÇANDO (SEA) propõe a maior estratégia integrada de prevenção do câncer, unindo:
• Educação continuada
• Gestão da emoção
• Tecnologia
• Mobilização social
• Comitês regionais
2. CONTEXTUALIZAÇÃO GLOBAL E NACIONAL
Segundo dados mundiais:
• Mais de 20 milhões de novos casos por ano
• Aproximadamente 10 milhões de mortes anuais
• Projeção para 2040: mais de 30 milhões de casos por ano
• 1 em cada 5 pessoas desenvolverá câncer ao longo da vida
Dados do Brasil:
• Cerca de 700 mil novos casos por ano
• Mais de 230 mil mortes anuais
• Alta taxa de diagnóstico tardio
Grande parte desses casos poderia ser evitada ou detectada precocemente.
3. PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER PREVENÍVEIS OU DETECTÁVEIS
PRECOCEMENTE
O Brasil possui conhecimento científico e experiência acumulada para reduzir significativamente a mortalidade por diversos tipos de câncer por meio da prevenção, do rastreamento organizado e do diagnóstico precoce.
Câncer de mama. É o câncer de maior incidência entre as mulheres e apresenta elevadas taxas de cura quando diagnosticado precocemente. A mamografia permanece como o principal exame de rastreamento. Entretanto, sua eficácia depende de rigoroso controle de qualidade, incluindo o correto posicionamento da paciente, alta qualidade das imagens, interpretação por radiologistas especializados e manutenção permanente dos equipamentos.
O Hospital de Amor, em Barretos, tornou-se referência internacional ao implantar um dos mais avançados programas de controle de qualidade em mamografia, desenvolvido em parceria com instituições da Holanda. Trata-se da única experiência fora daquele país que recebe monitoramento contínuo desse sistema de excelência.
Câncer de próstata. É um dos cânceres mais frequentes entre os homens. Na maioria dos casos, apresenta evolução lenta, permitindo elevadas chances de tratamento quando identificado precocemente. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica individualizada, associada aos exames laboratoriais e de imagem quando indicados.
Câncer do colo do útero. É um dos cânceres mais preveníveis. Está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV. A prevenção inclui vacinação, rastreamento organizado e diagnóstico precoce. O Brasil encontra-se em processo de transição para a utilização do teste molecular para HPV, tecnologia já adotada pelos principais programas europeus. O Hospital de Amor já utiliza esse modelo de excelência em seus programas de prevenção.
Câncer colorretal. Sua incidência tem aumentado em diversos países. Grande parte dos casos pode ser evitada pela identificação e remoção de lesões precursoras. O modelo mais eficiente de rastreamento populacional inicia-se pelo teste imunológico para pesquisa de sangue oculto nas fezes (FIT) e, quando positivo, pela realização da colonoscopia.
Esse protocolo vem sendo aplicado há cerca de uma década em municípios da região de Barretos, com resultados altamente promissores na detecção precoce e na redução de casos avançados.
Câncer de pulmão. Continua sendo uma das principais causas de morte por câncer no mundo. Sua prevenção depende, principalmente, das políticas de controle do tabagismo, da redução da exposição aos fatores de risco e do diagnóstico precoce em grupos de maior vulnerabilidade.
Câncer de pele. É um dos tipos de câncer mais facilmente preveníveis e com maiores possibilidades de cura quando diagnosticado precocemente. O fortalecimento da Atenção Primária permitirá capacitar profissionais das Unidades
Básicas de Saúde para identificar lesões suspeitas, realizar documentação fotográfica e dermatoscopia digital, com encaminhamento remoto das imagens para avaliação por dermatologistas especializados, ampliando o acesso ao diagnóstico em todo o território nacional.
4. EXPANSÃO DO CÂNCER
O aumento da incidência do câncer decorre da combinação de diversos fatores demográficos, ambientais e comportamentais, entre eles:
• Envelhecimento da população;
• Alimentação inadequada;
• Sedentarismo;
• Poluição ambiental;
• Tabagismo e consumo abusivo de álcool;
• Exposição ocupacional e ambiental a agentes carcinogênicos.
Além desses fatores, barreiras emocionais e comportamentais frequentemente retardam a procura por atendimento médico. Sob a perspectiva da Teoria da
Inteligência Multifocal, mecanismos como a ansiedade, a negação e o medo podem contribuir para o atraso no diagnóstico, reduzindo as chances de tratamento em fases iniciais.
5. PRINCIPAIS CAUSAS EVITÁVEIS
Estima-se que entre 30% e 50% dos casos de câncer possam ser prevenidos mediante ações efetivas de promoção da saúde e redução dos fatores de risco.
As principais causas evitáveis incluem:
• Tabagismo;
• Alimentação inadequada;
• Obesidade;
• Sedentarismo;
• Consumo abusivo de bebidas alcoólicas;
• Infecções preveníveis (HPV, hepatites B e C);
• Exposição excessiva à radiação ultravioleta;
• Baixa cobertura vacinal e rastreamento insuficiente.
6. O PARADOXO ECONÔMICO
A prevenção representa um dos investimentos de maior retorno social e econômico para qualquer sistema de saúde.
Baixo custo:
• Mamografia;
• Rastreamento do câncer do colo do útero;
• Teste FIT para câncer colorretal;
• Vacinação contra HPV e hepatite B;
• Educação em saúde;
• Promoção de hábitos saudáveis.
Alto custo quando o diagnóstico é tardio:
• Cirurgias complexas;
• Quimioterapia;
• Imunoterapia;
• Radioterapia;
• Internações prolongadas;
• Tratamentos paliativos.
Os custos globais do câncer já alcançam trilhões de dólares por ano e continuam crescendo.
Cada real investido em prevenção e diagnóstico precoce representa economia para o sistema de saúde, preservação da produtividade nacional e, sobretudo, vidas salvas e sofrimento evitado.
7. A EXPERIÊNCIA EXEMPLAR DO HOSPITAL DE AMOR
O Hospital de Amor, de Barretos (SP), consolidou-se como uma das maiores referências mundiais em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento humanizado do câncer, demonstrando que é possível oferecer medicina de excelência com acesso universal, gestão eficiente e profundo compromisso social.
Essa trajetória foi construída graças à visão e à dedicação de lideranças como
Henrique Prata e Dr. Edmundo Mauad, que transformaram um sonho em um dos mais respeitados modelos oncológicos do mundo.
Principais diferenciais do modelo:
• Atendimento gratuito, humanizado e de alta qualidade.
• Forte investimento em prevenção e rastreamento organizado.
• Programa de excelência em controle de qualidade da mamografia, desenvolvido em parceria com instituições da Holanda, referência mundial nessa área.
• Rede composta por 25 Institutos de Prevenção, distribuídos em 15 Estados brasileiros, oferecendo consultas, exames diagnósticos, pequenos procedimentos cirúrgicos e cirurgias ambulatoriais.
• 60 unidades móveis, levando prevenção e diagnóstico às regiões mais remotas do país.
• Fluxo assistencial completo, garantindo que o paciente percorra toda a linha de cuidado: rastreamento, confirmação diagnóstica, biópsia, tratamento ou encaminhamento ao centro oncológico mais próximo de sua residência.
• Integração digital entre todos os Institutos de Prevenção, permitindo monitoramento em tempo real dos indicadores assistenciais.
• Utilização de inteligência artificial aplicada ao rastreamento e à prevenção, em cooperação com instituições internacionais de excelência, como a
Universidade de Harvard e o MD Anderson Cancer Center.
• Busca ativa de pacientes que interromperam o acompanhamento, incluindo populações vulneráveis residentes em áreas rurais, comunidades amazônicas, regiões de difícil acesso e unidades prisionais.
• Programa permanente de cooperação internacional, com intercâmbio científico e visitas técnicas periódicas para atualização dos protocolos de prevenção.
O modelo desenvolvido pelo Hospital de Amor já realizou milhões de atendimentos, reduziu significativamente os diagnósticos em estágios avançados da doença e tornou-se referência internacional em prevenção, rastreamento e humanização do cuidado.
Integração ao Projeto SEA
A experiência do Hospital de Amor servirá como referência para a construção da maior rede nacional de prevenção do câncer já implementada no Brasil.
O modelo será:
• Expandido como referência nacional de qualidade;
• Adaptado às diferentes realidades regionais;
• Integrado aos Comitês Sociedade Está Abraçando (SEA);
• Fortalecido por uma ampla rede de unidades móveis de prevenção e diagnóstico precoce.
8. PILAR CENTRAL: EDUCAÇÃO CONTINUADA E CONSTANTE
Programa Nacional: 365 Dias de Saúde Emocional e Prevenção
A prevenção eficaz depende tanto do acesso aos exames quanto da capacidade das pessoas de vencer o medo, a negação e a procrastinação.
Por isso, será criado um programa permanente de educação preventiva, oferecendo diariamente conteúdos simples e cientificamente fundamentados para toda a população.
Cada dia contará com:
• Uma ferramenta prática de Gestão da Emoção;
• Uma pergunta para estimular a reflexão;
• Um exercício simples de autocuidado;
• Uma reflexão ao final do dia.
Transformar informação em hábito. Transformar conhecimento em prevenção.
Promover uma cultura nacional de autocuidado, aumentar a adesão aos exames preventivos e reduzir os diagnósticos tardios.
9. COMITÊS SOCIEDADE ESTÁ ABRAÇANDO (SEA)
Cada município contará com um Comitê Sociedade Está Abraçando (SEA), reunindo representantes de diferentes áreas para fortalecer a prevenção e a promoção da saúde.
Composição mínima:
• Médico;
• Psicólogo;
• Educador;
• Líder comunitário;
• Representante da sociedade civil;
• Comunicador;
• Empresário.
Principais atribuições:
• Desenvolver campanhas permanentes de prevenção voltadas à população e à Atenção Primária à Saúde;
• Identificar e acompanhar pessoas resistentes aos exames preventivos;
• Promover educação emocional e fortalecimento da cultura preventiva;
• Oferecer apoio psicológico aos pacientes e familiares;
• Integrar instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil em torno da prevenção.
O maior inimigo da prevenção não é o câncer. É a mente que evita enfrentá-lo.
Sem educação emocional, milhares de pessoas continuarão adiando exames, negando sintomas e chegando tardiamente ao diagnóstico. Prevenir também é educar a mente para cuidar da vida.
O Projeto Sociedade Está Abraçando (SEA) propõe uma transformação profunda na forma como o Brasil enfrenta o câncer.
Mais do que ampliar exames e tratamentos, propõe construir uma cultura nacional de prevenção, responsabilidade compartilhada e cuidado com a vida.
É uma revolução na saúde pública, na educação emocional e na consciência humana.
Prevenir o câncer é ensinar cada brasileiro a liderar sua mente, enfrentar seus medos e compreender que cuidar da própria saúde é um ato de amor à vida, à família e ao futuro da nossa nação.
PROJETO 15 - ENERGIAS RENOVÁVEIS DO BRASIL: PENER-BR
Energia limpa. Futuro sustentável
Transformar o Brasil na maior potência mundial em energia limpa, com protagonismo em hidrogênio verde, solar, eólica e energia oceânica — convertendo abundância natural em riqueza, tecnologia e liderança global.
1. MAPEAMENTO TOTAL DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Criar o maior banco de dados energético do hemisfério sul, por meio de uma plataforma nacional com Inteligência Artificial para mapear o potencial em tempo real:
• Energia solar (Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste)
• Energia eólica onshore/offshore (Nordeste e Sul)
• Energia marítima (ondas e marés – litoral brasileiro)
• Biomassa (cana, resíduos agrícolas, etanol de milho)
• Hidrogênio verde (regiões com alta geração renovável)
2. BRASIL COMO CLUSTER GLOBAL DE HIDROGÊNIO VERDE
Transformar o país em referência mundial:
• Criação do Corredor Nacional do Hidrogênio Verde
• Hubs industriais no Nordeste (portos estratégicos)
• Exportação para Europa, Ásia e Oriente Médio
• Parcerias com gigantes globais de energia
Meta: ser TOP 3 global em exportação de hidrogênio até 2035.
3. ATRAÇÃO DOS “GIGANTES DO CENTRO” (CAPITAL GLOBAL)
Atrair os maiores players mundiais:
• Fundos soberanos
• Big Techs energéticas
• Multinacionais de infraestrutura
Estratégia:
• Segurança jurídica
• Incentivos fiscais inteligentes
• Parcerias público-privadas estruturadas
4. EXPANSÃO MASSIVA DE MATRIZ LIMPA
• Solar distribuída e em larga escala
• Eólica offshore (novo pré-sal energético)
• Energia marítima (tecnologia emergente)
• Integração com armazenamento (baterias e hidrogênio)
Meta: 90% da matriz energética limpa até 2040.
5. INDUSTRIALIZAÇÃO DA ENERGIA
Não apenas gerar, mas transformar:
• Fábricas de equipamentos solares e eólicos
• Cadeia produtiva nacional
• Centros de inovação energética
6. INTEGRAÇÃO COM O AGRO
• Etanol de milho como vetor energético
• Bioenergia integrada com agricultura
• Energia no campo → aumento de produtividade
PROJETO 16 - PETRA BR: TERRAS RARAS E MINERAIS ESTRATÉGICOS DO BRASIL
Transformar riqueza natural em riqueza nacional.
Transformar o Brasil em uma potência global de minerais estratégicos, deixando de ser predominantemente fornecedor de matérias-primas para ampliar sua capacidade de processamento, industrialização e produção de bens de alto valor agregado. O Brasil possui recursos minerais estratégicos para a nova economia mundial. O desafio será transformar essa riqueza geológica em tecnologia, indústria, empregos qualificados, pesquisa e desenvolvimento nacional.
1. MAPEAMENTO NACIONAL DE TERRAS RARAS
• Identificação e dimensionamento das reservas estratégicas brasileiras.
• Criação e atualização permanente do Atlas Brasileiro de Minerais Críticos.
• Integração entre governo, universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada.
• Investimentos em pesquisa geológica e novas tecnologias de prospecção.
2. MAPA DA DEMANDA GLOBAL
Construir uma política mineral orientada não apenas pelo que o Brasil possui no subsolo, mas pela demanda tecnológica das próximas décadas:
• Semicondutores e componentes eletrônicos.
• Baterias e armazenamento de energia.
• Veículos elétricos e motores de alta eficiência.
• Energia renovável.
• Defesa e indústria aeroespacial.
• Robótica e tecnologias avançadas.
3. REDUÇÃO GRADUAL DA DEPENDÊNCIA DA EXPORTAÇÃO BRUTA
• Estímulo ao processamento dos minerais dentro do Brasil.
• Políticas tributárias e creditícias que favoreçam produtos de maior valor agregado.
• Desenvolvimento das etapas de separação, refino e transformação industrial.
• Ampliação progressiva da participação brasileira nas cadeias tecnológicas internacionais.
O objetivo será claro: sempre que econômica, tecnológica e ambientalmente viável, agregar valor no Brasil antes de exportar.
4. CRIAÇÃO DE ZONAS ESTRATÉGICAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO
• Implantação de polos industriais ligados aos minerais críticos.
• Incentivos para processamento e transformação dentro do território nacional.
• Atração de empresas nacionais e internacionais de alta tecnologia.
• Formação de clusters envolvendo mineração, universidades, centros tecnológicos e indústrias.
5. PARCERIAS INTERNACIONAIS COM TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
• Grandes acordos de exploração e industrialização deverão buscar contrapartidas para o desenvolvimento brasileiro:
• Transferência e desenvolvimento conjunto de tecnologia.
• Processamento e produção local.
• Formação de pesquisadores e trabalhadores brasileiros.
• Geração de empregos qualificados.
• Instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.
6. METALURGIA E INDÚSTRIA AVANÇADA
O objetivo não será apenas retirar minerais do solo, mas desenvolver cadeias produtivas completas: mineração → processamento → refino → materiais avançados
→ componentes → indústria tecnológica → exportação.
Estimular a produção de ligas especiais, ímãs permanentes, componentes tecnológicos e outros produtos estratégicos necessários às indústrias do século XXI.
VISÃO DO PETRA-BR
O Brasil não será apenas um país rico em recursos naturais. Deverá tornar-se um país inteligente na gestão desses recursos. O minério que sai bruto gera uma riqueza; o minério transformado em tecnologia pode gerar muitas outras riquezas ao longo de sua cadeia.
Queremos construir um Brasil capaz de transformar suas riquezas subterrâneas em ciência, tecnologia, soberania, empregos e desenvolvimento sustentável.
PROJETO 17 - FLORESTA VIVA – BR
Plano Estratégico de Proteção Ambiental e Combate Inteligente a Incêndios
Proteger o meio ambiente brasileiro com tecnologia de ponta, ciência e mobilização social, reconhecendo que o planeta é um sistema vivo que exige cuidado contínuo.
Preservar florestas é preservar a vida, a economia e o futuro.
1. DETECÇÃO PRECOCE COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
• Sistema nacional de monitoramento com:
• Satélites + IA para identificar focos de calor em estágio inicial
• Modelos preditivos (clima, vento, umidade, histórico) para antecipar risco
• Sala de comando integrada 24/7 (Federal + Estados)
2. DRONES DE RESPOSTA RÁPIDA
• Frotas regionais de drones para:
• Identificação de focos em tempo real
• Mapeamento de áreas críticas
• Apoio a brigadas terrestres
• Uso de agentes supressores (químicos e biológicos) de baixa toxicidade, com protocolos ambientais rigorosos
3. COMBATE INTELIGENTE AO FOGO
• Integração:
• Drones + brigadas + aeronaves
• Sensores IoT em áreas críticas
• Logística otimizada por IA (alocação de recursos em minutos)
4. BASE CIENTÍFICA E CLIMÁTICA
• Evidenciar, com dados:
• A década mais quente da história recente
• Tendência de aumento de eventos extremos
• Parcerias com centros de excelência como o Insper:
• Modelagem climática
• Análise econômica do impacto ambiental
• Propostas de mitigação e adaptação
5. EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO NACIONAL
• Campanha contínua:
• “O planeta respira — e precisa de proteção”
• Conteúdos nas escolas, mídias e plataformas digitais
• Engajamento comunitário em regiões críticas
6. PROGRAMA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL INTELIGENTE
• Créditos ambientais auditados
• Reflorestamento com rastreabilidade digital
• Incentivos a empresas que neutralizam emissões
7. COMITÊS DE PROTEÇÃO E FISCALIZAÇÃO
• Integração com comitês anticorrupção:
• Monitoramento de recursos
• Transparência total dos contratos
• Participação da sociedade civil
8. PROGRAMA AMAZÔNIA VIVA – DESENVOLVIMENTO HUMANO E ECONÔMICO
Reconhecer uma verdade fundamental: onde há miséria extrema, a sobrevivência se sobrepõe à preservação. Portanto, proteger a floresta exige proteger as pessoas.
8.1 DESENVOLVIMENTO DOS RIBEIRINHOS
• Criação de microempresas locais:
• Bioeconomia (açaí, castanha, óleos naturais)
• Pesca sustentável
• Artesanato e turismo ecológico
• Capacitação técnica e empreendedora
8.2 DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES AMAZÔNICAS
• Programas de infraestrutura básica:
• Saneamento
• Energia limpa
• Conectividade digital
• Criação de polos econômicos sustentáveis
8.3 BANCO EMPREENDEDOR AMAZÔNICO
Linha de crédito acessível para pequenos empreendedores, cooperativas, negócios sustentáveis e microcrédito com orientação técnica.
8.4 GERAÇÃO DE RENDA COMO PROTEÇÃO AMBIENTAL
• Transformar a população local em guardiã da floresta.
• Incentivar economicamente a preservação.
8.5 META SOCIAL E AMBIENTAL
• Resgatar milhões de brasileiros de condições sub-humanas.
• Reduzir pressão sobre o desmatamento.
• Integrar dignidade humana com preservação ambiental.
• Redução drástica de incêndios florestais.
• Transformar o Brasil em referência global em proteção ambiental com tecnologia.
• Integrar sustentabilidade com desenvolvimento econômico e social.
PROJETO 18 - FATO: FORÇA ALERTA TOTAL
SEGURANÇA 4.0
Segurança inteligente, integrada, preventiva e tecnológica para proteger a sociedade.
O Projeto FATO – Força de Alerta Total propõe a maior integração da história da segurança pública brasileira. Seu objetivo é unir inteligência, tecnologia, treinamento e cooperação entre as forças de segurança para reduzir drasticamente a criminalidade, aumentar a capacidade preventiva do Estado e oferecer uma resposta rápida às ameaças contra a população.
Este projeto parte do princípio de que a segurança pública deve deixar de atuar de forma fragmentada e passar a funcionar como um sistema único de inteligência operacional, respeitando as competências constitucionais de cada instituição. O
Brasil precisa inaugurar uma nova geração de segurança pública: mais inteligente, integrada, preventiva e próxima da população.
Nosso país possui dimensões continentais, mais de 200 milhões de habitantes, milhares de municípios e extensas fronteiras. Essa realidade exige um modelo próprio de proteção da sociedade, baseado em tecnologia, inteligência territorial, integração entre as forças de segurança e presença permanente do Estado nas comunidades.
O Brasil não precisa copiar modelos estrangeiros. Precisa construir uma solução compatível com sua realidade e seus desafios.
PILARES DO PROJETO
1. INTEGRAÇÃO NACIONAL DAS FORÇAS DE SEGURANÇA
O FATO integrará permanentemente:
• Polícia Federal
• Polícia Militar
• Polícia Civil
• FOCO – Força de Combate Municipal
Cada instituição manterá sua autonomia constitucional, porém compartilhará informações, inteligência, planejamento e operações conjuntas.
2. CRIAÇÃO DA FOCO
Força de Combate Municipal. Cada município brasileiro poderá criar sua FOCO.
Sua composição corresponderá a aproximadamente 5% da força de trabalho do serviço público municipal, respeitando a realidade de cada cidade e a legislação vigente.
A FOCO será preparada para atuar em:
• Prevenção da violência;
• Proteção do patrimônio público;
• Monitoramento urbano;
• Apoio às demais forças policiais;
• Proteção escolar;
• Defesa civil;
• Grandes eventos;
• Resposta rápida a crises.
Não substituirá as polícias estaduais ou federais, mas atuará como força permanente de apoio operacional.
3. CENTRO INTEGRADO DE INTELIGÊNCIA
Todos os órgãos trabalharão conectados em um grande sistema nacional.
Esse sistema reunirá em tempo real:
• Mandados de prisão;
• Veículos roubados;
• Armas ilegais;
• Organizações criminosas;
• Pessoas desaparecidas;
• Monitoramento de fronteiras;
• Informações do crime organizado;
• Inteligência financeira.
A informação deixará de ficar isolada em diferentes bancos de dados.
4. TECNOLOGIA 4.0
O FATO utilizará tecnologia de última geração. Entre elas:
• Inteligência artificial;
• Reconhecimento facial (conforme a legislação vigente);
• Leitura automática de placas;
• Drones de patrulhamento;
• Drones de emergência;
• Câmeras inteligentes;
• Sensores urbanos;
• Monitoramento em tempo real;
• Análise preditiva da criminalidade;
• Centros de comando digitais.
5. CAPACITAÇÃO PERMANENTE
Todos os integrantes receberão treinamento contínuo em:
• Direitos humanos;
• Mediação de conflitos;
• Gerenciamento de crises;
• Combate ao crime organizado;
• Inteligência policial;
• Tecnologia;
• Atendimento à população;
• Primeiros socorros;
• Defesa pessoal;
• Prevenção ao terrorismo e crimes cibernéticos.
6. VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
O projeto prevê uma política permanente de valorização. Entre elas:
• Melhores salários;
• Plano nacional de carreira;
• Bônus por desempenho institucional;
• Assistência psicológica;
• Acompanhamento da saúde emocional;
• Treinamento permanente;
• Equipamentos modernos;
• Seguro de vida.
Profissionais valorizados prestam melhores serviços e fortalecem a confiança da sociedade.
7. SEGURANÇA PREVENTIVA
O objetivo não será apenas prender. Será impedir que o crime aconteça.
A atuação preventiva ocorrerá através de:
• Monitoramento inteligente;
• Análise estatística;
• Policiamento orientado por dados;
• Proteção das escolas;
• Proteção das mulheres;
• Combate ao tráfico;
• Prevenção ao crime organizado;
• Atuação integrada com assistência social, educação e saúde.
8. PROTEÇÃO DAS ESCOLAS
Cada escola pública poderá estar integrada ao sistema FATO, com:
• Botão de emergência;
• Monitoramento inteligente;
• Patrulhamento preventivo;
• Protocolos nacionais de resposta rápida.
9. COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
A FOCO principal será enfraquecer financeiramente as organizações criminosas.
Integração entre:
• Receita Federal;
• COAF;
• Polícia Federal;
• Ministério Público;
• Poder Judiciário;
• Polícias Estaduais.
O objetivo será atacar o patrimônio do crime, bloquear recursos ilícitos e desarticular organizações criminosas.
10. FRONTEIRAS INTELIGENTES
Uso intensivo de:
• Drones;
• Satélites;
• Sensores;
• Radares;
• Inteligência artificial;
• Monitoramento integrado.
Maior controle sobre:
• Tráfico internacional;
• Armas;
• Drogas;
• Contrabando;
• Organizações transnacionais.
11. MUNICÍPIOS INTELIGENTES
Cada cidade possuirá um Centro Integrado de Segurança conectado ao sistema nacional. Isso, permitirá resposta rápida para:
• Desastres naturais;
• Grandes acidentes;
• Violência urbana;
• Desaparecimento de pessoas;
• Situações de emergência.
12. INDICADORES PÚBLICOS
Todos os resultados serão acompanhados por indicadores transparentes, como:
• Redução de homicídios;
• Redução de roubos e furtos;
• Redução da violência contra a mulher;
• Redução do tempo de resposta às ocorrências;
• Aumento da resolução de crimes;
• Apreensão de armas e drogas;
• Combate às organizações criminosas.
O projeto FATO terá redes sociais em todos os municípios e colocará todos os combates efetivos e fundamentais para a proteção da sociedade.
SÍNTESE:
RESULTADOS ESPERADOS:
• Redução consistente da criminalidade.
• Maior integração entre União, Estados e Municípios.
• Resposta mais rápida às ocorrências.
• Uso intensivo de inteligência em substituição à atuação apenas reativa.
• Fortalecimento do combate ao crime organizado.
• Maior sensação de segurança para a população.
• Valorização dos profissionais da segurança pública.
• Construção de um modelo nacional de segurança pública baseado em tecnologia, prevenção, cooperação institucional e respeito ao Estado
Democrático de Direito.
Pior do que o crime organizado é Estado desorganizado: o projeto FATO, organizará a segurança pública como nunca foi feito na história do Brasil.
QUEM É AUGUSTO CURY?
Augusto Jorge Cury é considerado o psiquiatra mais lido no mundo na atualidade, com doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian
University em 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos” – disponibilizado há mais de dez anos gratuitamente para instituições brasileiras e outras, já tendo alcançado algumas prefeituras do Japão.
Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, que descreve o processo de construção de pensamentos, a formação do Eu, os papéis conscientes e inconscientes da memória.
Estudado em duas pós-graduações em sua produção de conhecimento:
Competências Socioemocionais na Faculdade Cruzeiro do Sul, Gestão da Emoção na Faculdade Anhanguera e um MBA Executivo em Gestão da Emoção e Liderança de Alta Performance pela UNICESUMAR.
Professor convidado no programa de mestrado e doutorado da USP – Universidade de São Paulo, na disciplina Gestão da Emoção para formação de professores.
Palestrante e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
Considerado pelas revistas lstoÉ e Veja, pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo
Instituto Nielsen o autor mais lido das últimas duas décadas no Brasil e por algumas editoras como o psiquiatra mais lido do mundo. Seus livros já foram publicados dezenas de países.
No ano de 2009, recebeu o prêmio de melhor ficção do ano da Academia Chinesa de Literatura pelo livro O vendedor de sonhos, adaptado para o cinema em 2016, uma produção brasileira com direção de Jayme Monjardim. O romance é considerado um best-seller, com milhões de cópias vendidas por todo o mundo. O filme se tornou também sucesso de bilheteria e um dos mais vistos da Netflix.
Atualmente, existem quatro peças teatrais baseados em suas obras: O Vendedor de
Sonhos, O homem mais inteligente da história, Nunca desista de seus sonhos e O
Futuro da Humanidade.
Idealizador da Escola da Inteligência, o primeiro programa mundial de educação socioemocional, com mais de um milhão e meio de pessoas impactadas, entre
alunos, educadores e famílias. Idealizador também do primeiro programa mundial de Gestão da Emoção.
Mentor e embaixador de projetos socioemocionais e socioeducacionais de alcance mundial, além de um projeto de lei brasileira de caráter pioneiro na proteção infantil.
1. TOUCHPEACE – Escuta Ativa Global e Suporte Emocional Imediato
O TOUCHPEACE treina voluntários no mundo inteiro para oferecer escuta ativa gratuita a pessoas com risco de suicídio, conflitos familiares e transtornos emocionais. Já presente gratuitamente em mais de 100 países, incluindo USA, China e diversas nações da América Latina, o projeto cria uma rede multicultural de acolhimento emergencial. No formato proposto, o TOUCHPEACE é inovador e não encontra paralelo direto na literatura internacional.
2. PROJETO DE LEI 5815 de 2025 – Lei AUGUSTO CURY
Institui e cria o Programa Nacional de Acompanhamento Anual Pediátrico/Médico e
Emocional/Psicossocial da Infância e Adolescência - PNAPE, com o objetivo de colocar crianças e adolescentes, os filhos da sociedade brasileira, a salvo das mais diversas formas de transtorno mental, negligência, discriminação, exploração, violência, automutilação, crueldade, opressão, tráfico humano e especialmente prevenindo abuso e exploração sexual.
A partir da Lei Augusto Cury o Estado brasileiro não será apenas o responsável teórico pelo desenvolvimento saudável dos seus filhos, mas acompanhará anualmente este desenvolvimento! Os predadores sexuais, em destaque, saberão que o Estado Brasileiro estará de olho em suas crianças e adolescentes através de escuta ativa e periódica.
O Projeto Lei Augusto Cury é pioneiro no mundo e pode inaugurar um novo paradigma de proteção infantil ativa, preventiva e sistemática.
3. ESCOLA DE PENSADORES (SOFT – School of Thinkers)
Idealizador do programa Escola de Pensadores – método SOFT (School of Thinkers), que propõe rever a pedagogia expositiva/cartesiana/clássica da educação.
No SOFT, o professor deixa de ser um expositor cartesiano, emocionalmente frio, para se tornar:
• provocador da arte de perguntar,
• desafiador da arte de pensar,
• elogiador da arte de participar.
O resultado é uma sala de aula que deixa de ser um cenário passivo e se converte em um espetáculo cognitivo e emocional, capaz de formar pensadores e não repetidores.
O SOFT apresenta um modelo singular e disruptivo, com impacto direto em amplitude e escopo filosófico.
4. ACADEMIA DE GESTÃO DA EMOÇÃO (AGE) — ONLINE
Uma das primeiras plataformas online dedicadas à gestão da emoção, criada com base na experiência clínica e teórica de Cury, oferecendo ferramentas para:
• combater estresse e ansiedade,
• trabalhar autoestima,
• melhorar relacionamentos e tomada de decisão.
Esse projeto é projetado para atingir um público global, democratizando acesso a técnicas de inteligência emocional.
Durante a pandemia de Covid-19, o programa foi disponibilizou gratuitamente para servidores da segurança pública, incluindo a Polícia Federal, iniciativa reconhecida pela própria instituição em razão de sua contribuição para a saúde mental dos profissionais.
5. AMEM-SE – ACADEMIA MUNDIAL DE SAÚDE EMOCIONAL PARA AS FAMÍLIAS
O primeiro Programa Educacional de psiquiatria social e psicologia preventiva, desenvolvido para transformar a sala da casa. O programa AMEM-SE nasceu com o propósito de contribuir para:
a) Formar seres humanos emocionalmente saudáveis;
b) Formar líderes de alta performance, proativos e protagonistas;
c) Prevenir a timidez, a glossofobia, a intoxicação digital e transtornos mentais;
d) Enriquecer as relações familiares, promovendo o diálogo e a superação de conflitos.
6. PROGRAMA: VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL!
Programa idealizado por Augusto Cury voltado à prevenção do suicídio e à valorização da vida, com foco na promoção da saúde emocional e na conscientização sobre a importância do cuidado com o sofrimento psíquico.
O programa foi referenciado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo (Cremesp) por sua contribuição para a prevenção de uma situação cada vez mais recorrente aos médicos e aos seus jovens filhos, assim como em outros setores da sociedade, sendo de extrema importância para a boa condição mental dos cidadãos.
7. PROJETO SAÚDE NA ESTRADA
Como embaixador do Projeto Saúde na Estrada, Augusto Cury contribui para a conscientização sobre a importância da saúde emocional como componente essencial da saúde integral.
O projeto leva, há mais de três anos, atendimento médico, odontológico, psicológico e ações educativas gratuitas a populações em situação de vulnerabilidade social, promovendo qualidade de vida, prevenção e acolhimento humanizado em diversas regiões do país.
8. AGEM – ACADEMIA MUNDIAL DE SAÚDE EMOCIONAL PARA EMPRESAS
O maior e mais impactante PROGRAMA MUNDIAL DE GESTÃO DA EMOÇÃO PARA
EMPRESAS, com o objetivo de promover o bem-estar e a saúde emocional dos colaboradores, prevenindo transtornos mentais, desenvolvendo relações interpessoais saudáveis no ambiente corporativo e uma cultura emocional sólida onde as pessoas se sintam valorizadas, aumentando, assim, o engajamento e a produtividade.
9. ACADEMIA ANTIESTRESSE
Primeira academia mundial de GESTÃO DA EMOÇÃO que envolve ferramentas de gestão emocional com atividades de relaxamento, artes ou esporte, para a promoção da saúde emocional e do prazer de viver!
10. DIRETOR GLOBAL DE SAÚDE MENTAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO DA
CÍVIL DIPLOMAT (HUMAN AND HUMANITARIAN COMMITTEE)
11. MEMBRO DA NATIONAL POLICE ASSOCIATION - NPA (ASSOCIAÇÃO
NACIONAL DE POLÍCIA)
A NPA defende agências de aplicação da lei, policiais, seus apoiadores e o público no tribunal. Além de entrar com nossos próprios processos e pedidos FOIA, a NPA analisa processos com potencial para gerar resultados negativos para a segurança pública, segurança dos policiais e direitos constitucionais.
RELAÇÃO DE ALGUNS TÍTULOS E HONRARIAS
1. Membro Honorário da Academia de Sobredotados (Portugal)
Concedido pelo Instituto da Inteligência – Academia de Sobredotados, Porto,
Portugal.
Data: 07 de janeiro de 2003.
2. Doutor Honoris Causa
Concedido pelo Centro Universitário Filadélfia (UniFil), Londrina – PR.
Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados em prol da ciência da educação.
Data: 25 de novembro de 2005.
3. Condecoração: Deferência Policial Federal
Maior distinção honorífica das entidades representativas da Polícia Federal.
Concedida pelas entidades de classe da Polícia Federal em reconhecimento aos serviços prestados à instituição e à segurança pública nacional.
Data: 16 de novembro de 2011.
4. Mérito do Empreendedorismo Social
Outorgado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Federal, International Police
Association – Brasil (Seção 27) e Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
Em reconhecimento à participação no 1º Fórum Empresarial sobre Drogas – "Por um Futuro Melhor".
Data: 24 de novembro de 2011.
5. Embaixador da Fundação Dr. Jesus
Honraria concedida pela Fundação Dr. Jesus, instituição de recuperação de dependentes químicos e alcoolistas na Bahia.
Reconhecimento pela parceria, apoio e contribuição à entidade.
Data visível no certificado: 2026.