PLANO DE GOVERNO
Mato Grosso do Sul: Emprego e Desenvolvimento Descentralizado
Jeferson José Bezerra — Agir
Apresentação
Mato Grosso do Sul reúne condições únicas para consolidar-se entre os estados mais competitivos do país — força do agronegócio, riqueza ambiental, localização estratégica e diversidade econômica. Este Plano de Governo tem foco em dois compromissos centrais: gerar emprego e renda, e levar desenvolvimento a todas as regiões do Estado, com responsabilidade fiscal e gestão orientada a resultados.
Diagnóstico
Hoje, boa parte do emprego formal e do investimento privado no Estado ainda se concentra em poucos polos, enquanto regiões com forte vocação econômica — como o Pantanal, o Cone Sul e as áreas de fronteira — crescem abaixo do seu potencial. Setores como bioeconomia, logística de fronteira e turismo sustentável seguem pouco explorados frente à capacidade real do Estado. É esse diagnóstico que orienta os dois focos deste Plano: gerar emprego a partir de setores com potencial comprovado, e fazer esse crescimento chegar a todas as regiões.
Princípios da Gestão
• Responsabilidade fiscal e eficiência administrativa.
• Transparência e diálogo permanente com a sociedade.
• Planejamento orientado por resultados e metas públicas.
• Descentralização como método, não apenas discurso.
Eixo 1 — Geração de Emprego e Renda
Objetivo: criar um ambiente favorável ao investimento, ao empreendedorismo e à qualificação da força de trabalho.
• Crédito MS Empreendedor — linha de crédito estadual com juros subsidiados e prazo estendido para micro e pequenas empresas do interior.
• Desburocratização — alvará digital único e simplificação de obrigações estaduais (ICMS, licenciamento) para pequenos negócios.
• Qualificação Profissional por Região — cursos técnicos regionalizados em parceria com SENAI/SENAC e empresas âncora, orientados à demanda real de cada região (agroindústria, logística, turismo, energia).
• Cadeias Produtivas — apoio a arranjos produtivos locais (APLs) e cadeias estratégicas — agronegócio, bioenergia, celulose, turismo.
• Atração de Investimentos — incentivos fiscais regionalizados para atrair novas indústrias e centros de distribuição para fora do eixo mais consolidado, ampliando a base geradora de empregos do Estado.
Meta: [a definir com a campanha] número de empregos formais gerados e de micro/pequenas empresas atendidas por crédito no mandato.
Eixo 2 — Desenvolvimento Regional Equilibrado
Objetivo: fazer cada região de Mato Grosso do Sul crescer a partir da sua própria vocação econômica, com o Estado presente e investindo em todo o território.
• Grande Campo Grande — consolidação como polo logístico, de serviços e de inovação, com papel de irradiar oportunidades para as demais regiões.
• Grande Dourados — agroindústria e logística de exportação.
• Região de Três Lagoas / Bolsão — energia, celulose e indústria de base.
• Pantanal — turismo sustentável e ecoturismo.
• Cone Sul / Fronteira — comércio exterior e logística de fronteira.
• Presença do Estado em Todo o Território — interiorização de escritórios e serviços estaduais, com concursos públicos com vagas regionalizadas.
• Orçamento Regionalizado — plano plurianual com recursos destinados por região, para que cada polo tenha investimento previsível e acompanhável.
Meta: [a definir com a campanha] número de municípios com serviço estadual descentralizado; volume de investimento estadual por região.
Eixo 3 — Serviços Públicos a Serviço do Desenvolvimento
Saúde, educação, infraestrutura, segurança e assistência social sustentam os dois eixos centrais e são tratados de forma integrada, não como blocos isolados.
Saúde
• regionalização da rede hospitalar e telemedicina para reduzir deslocamentos do interior à capital.
Educação
• valorização de profissionais e expansão do ensino técnico alinhado às vocações regionais.
Infraestrutura e Logística
• rodovias e conectividade priorizadas pelos polos regionais definidos no Eixo 2.
Segurança Pública
• integração de forças de segurança e investimento em tecnologia, com presença ampliada no interior.
Desenvolvimento Social
• inclusão produtiva articulada ao Eixo 1: programas sociais como ponte para qualificação e emprego.
Governança e Execução
Um plano só tem valor se for possível acompanhar sua execução. Por isso, a gestão adotará mecanismos concretos de coordenação e transparência:
• Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional — instância permanente de coordenação entre governo, prefeituras e setor produtivo, para acompanhar as prioridades de cada região.
• Orçamento por Resultados — recursos vinculados a metas de emprego e de presença estadual por região, com prestação de contas periódica.
• Painel de Metas Aberto à Sociedade — acompanhamento público, em linguagem acessível, dos indicadores de emprego, investimento e serviços por região.
Sequenciamento de Execução
Para que o Plano se traduza em entregas visíveis desde o início, as ações estão organizadas em duas fases:
Primeiros 100 Dias
• lançamento do alvará digital único e simplificação inicial de obrigações estaduais para pequenos negócios.
• instalação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional.
• abertura do primeiro escritório estadual descentralizado em região prioritária.
Ao Longo do Mandato
• operação plena do Crédito MS Empreendedor em todas as regiões do Estado.
• expansão dos cursos técnicos regionalizados, em parceria com SENAI/SENAC e empresas âncora.
• consolidação do orçamento regionalizado e do painel público de metas.
• atração de novas indústrias e centros de distribuição via incentivos fiscais regionalizados.
Considerações Finais
Este Plano representa o compromisso com um Mato Grosso do Sul mais competitivo e equilibrado, onde cada região cresce a partir das suas próprias forças. A gestão será pautada por planejamento, responsabilidade fiscal, transparência e geração de oportunidades — para que o crescimento do Estado seja sentido por quem vive na capital e por quem vive no interior.